quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A praga da nazarena!...



Sim, foi na verdade uma saída dolorosa!... E ainda há quem negue a "maldição de Alvalade", que recairá sobre todos aqueles que ignoram um dos sentimentos mais nobres que qualquer criatura pode cultivar: a gratidão!...

Não sei se "a maldição de Alavalade" terá nascido de uma das mais curiosas pragas tradicionais que o simpático povo da Nazaré, maioritariamente sportinguista, vai passando de geração em geração, mas é muito provável que sim...

Há muitos anos, no tempo em que ainda havia paquetes - não aqueles de que um antigo presidente do Sporting se aproveitou para fazer a féria, mas os que honraram a nossa tradição de gente que tratava o mar por tu! -, descia a escada de portaló de uma dessas sumptuosas unidades flutuantes, atracada no Cais da Rocha de Conde de Óbidos e acabada de chegar de uma qualquer colónia com mais um carregamento de "heróis à força" que o "botas de santa comba" havia mandado "para África, rapidamente e em força", a esposa de um marinheiro nazareno, que sob as "sete-saias" trazia escondida uma garrafa de "whisky" que provocava um volume considerável e que não terá passado despercebido ao guarda fiscal de serviço.

O experimentado agente da autoridade, chamou a atenção da senhora  e depois de uma longa troca de argumentos, o facto é que a garrafa acabou por ser apreendida, em troca do perdão do agente, dos naturais procedimentos ainda mais gravosos para a prevaricante. Era assim naquele tempo, sem que importe muito escalpelizar agora, o destino do "scotch".

Mas antes de abandonar  a "refrega perdida", a nossa humilde nazarena, em jeito de despedida, terá dito ao impassível fiscal:

"Ah sôr guarda, ê nã lhe deseje mal'nhum, mas já lh'havia de dar 'ma dor tãn grandi, tãn grandi , que lhe desse p'ra correri, e que quanto mais corressi mais doessi e se parássi morressi"! E lá foi à sua vida, absolutamente certa de quão inexorável seria aquele rogo que acabara de pronunciar.

Como aquela castiça nazarena, eu também não desejo mal nenhum a ninguém, mas lá que penso na "sua praga" de cada vez que vejo um ingrato atravessar a "porta 10A de Alvalade", isso confesso não ser capaz de evitar! Está no meu "adn" de leão!...

Leoninamente,
Até à próxima

1 comentário:

  1. Eu, como já deixei registado num comentário anterior, tb não desejo o mal de ninguém Amigo Álamo, mas como a ingratidão para mim é um dos actos mais abomináveis, não consigo deixar de sentir uma certa satisfação, em desejar, que não seja ainda desta vez que a maldição de Alvalade seja quebrada....

    SL

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