quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O malte e a cegueira dão nisto !...

In Expresso on-line 30-11.2011
Esta sim, é uma das maiores bombas de todos os tempos do futebol português!... O feitiço virou-se contra o feiticeiro, como pode ser apreciado aqui. É de lamentar que uma das maiores glórias do futebol luso, de degrau em degrau e sem que os que dele sempre se aproveitaram lhe estendam a mão, caia na sargeta da indignidade.
Objectivos inconfessáveis, mas que todo o mundo de futebol conhece, apressaram o fim de uma carreira de um dos melhores futebolistas de todos os tempos. A cegueira das vaidades clubisticas, destruiu os joelhos de Eusébio. Agora outra cegueira aproveitou o que resta desse fenomenal jogador. E o pobre do homem, por um prato de lentilhas, tombou pesadamente no chão, onde Gungunhana recusou sentar-se, por estar sujo...

Leoninamente,
Até à próxima

Imperioso desígnio colectivo!...

Conforme comunicado enviado à CMVM e que poderá ser apreciado na íntegra aqui, a SAD do Sporting registou um prejuízo de 7,644 milhões de euros, nos primeiros três meses da época em curso (1 de Julho a 30 de Setembro). Este valor contrasta com o valor positivo de 10,577 milhões, no período homólogo da época anterior. No que se refere ao passivo total, este evoluiu para um valor de 197,645 milhões de euros neste último trimestre, o que equivale a quase mais 31 milhões, se for considerado idêntico período da época passada.
De realçar que a SAD do Sporting mantém-se com capitais próprios negativos - falência técnica -, apresentando um activo de160 M€,  inferior ao passivo, de 197 M€.
No que às receitas diz respeito, os resultados apontam para uma melhoria em quase todas as rubricas, que vão desde os direitos televisivos, até à bilheteira e quotizações.
O comunicado especifica ainda as percentagens que o Sporting detém, nos passes dos jogadores que pertencem actualmente ao clube
A análise dos números da vertente económico-financeira ficará para os especialistas. A mim e a muitos sportinguistas interessará a rama que me dei ao trabalho de destacar no início e a situação de todos os atletas profissionais com contrato com o Sporting.
Quer-me parecer, que o esforço levado a cabo para conseguir construir o plantel actual e paralelamente “vassourar” o balneário do modo que todos sabemos, teria de conduzir aos números que agora foram apresentados pela SAD na CMVM e teria forçosamente que implicar que muitos dos atletas que hoje são a razão do nosso orgulho, fossem detidos pelo Sporting em percentagens quase decepcionantes. Bem ou mal feito, o trabalho está realizado e o Sporting renovou-se e devolveu-nos a alegria e o prazer que quase tínhamos esquecido. Com estes números e estas condições, o futuro será certamente muito difícil. Mas agora a esperança vive connosco e as dificuldades parecer-nos-ão mais leves. Mai do que nuncas, a união e o realismo de todos os sportinguistas, torna-se um imperioso desígnio colectivo.

Leoninamente,
Até à próxima 

Chama-lhes, antes que te chamem a ti !!!...

A ameaça de corte de relações, pronunciada pelo presidente dos adversários de sábado, no meu modesto entender, é mais uma peça do "puzzle" que, com maquiavélica perfídia, os dirigentes vermelhos engendraram para colocar sobre o Sporting, aos olhos da opinião pública e em particular dos seus adeptos, o odioso de todo este tenebroso imbróglio.
A justa indignação dos adeptos sportinguistas à implementação da "gaiola" onde acabaram por ser colocados foi, de forma  pérfida e calculada, tomada em linha de conta. E conforme o resultado final do encontro de sábado, o plano continuaria por uma de duas vias. O empate ou a derrota dos da casa, sem retaliação dos adeptos sportinguistas, provaria a bondade das medidas de segurança, que lhes amenizaria a decepção e deixaria portas abertas para a apresentação de outras desculpas, onde os conhecidos episódios de túneis, "falhas" de iluminação, "regas" de relvado e queixas arbitrais, haveriam de encontrar motivos suficientes para dar voz à proverbial "indignação vermelha". A vitória deixaria adivinhar a repetição do comportamento habitual, por parte de uma faixa de adeptos do clube de Alvalade, useira e vezeira nesse tipo de atitudes, com a concomitante vitória moral a somar-se ao triunfo em campo. Era um plano de 2 em 1, de que resultaria sempre o triunfo moral para as suas cores e lhes abriria o caminho para, em qualquer dos casos, poderem despoletar o corte de relações, que lhes povoa os cérebros há muito tempo.
Não sejamos ingénuos. As coisas não são bem o que parecem ser. O clube de Benfica não navega em águas calmas. Interna ou externamente os objectivos alcançados não serão suficientes para lhes augurarem nada de bom. A poderosa rede de influências que detêm em tudo o que é comunicação social, ainda se vai revelando suficiente para abafar o que o futuro adivinha, Mas o nervosismo que o "derby" veio revelar, entreabriu as portas e deixou escancaradas as janelas. O relacionamento civilizado com o Sporting, face a uma nova plêiade de dirigentes do Sporting, que vem impedindo que os créditos de Alvalade sejam atropelados, menorizados e prejudicados, não interessa ao clube de Benfica. Interessa-lhes a guerrilha permanente que vem praticando com o rival do Norte, porque já constataram que a pobreza das suas habituais artimanhas, já não conduz às sucessivas e habituais vitórias alcançadas com os passados dirigentes leoninos.
Não tapemos o sol com a peneira. O presidente do clube de Benfica, ao chamar a atenção para a eventualidade de o seu clube ter necessidade de rever as relações com o Sporting, está a falar apenas e tão só, qual premonição do que por aí vem, para o interior da organização. Porque a concretização da "ameaça" é, precisamente, o lado para onde o Sporting melhor, calma e pacificamente dorme.
Mesmo que o bom relacionamento entre clubes seja um propósito de aplaudir, tal não poderá nunca significar cócoras ou espezinhamentos, venham de onde vierem. E, face ao que vemos em cada dia que passa, o Sporting apenas tem sido alvo de atropelos, invejas e desrespeito. O próxima dia 10, muito provavelmente, trará as respostas que muitos talvez ainda nem adivinhem, mas que explicarão cabalmente, o nervosismo, o eventual corte de relações e a falência de todo o maquiavelismo dos estratagemas engendrados. Agora, o que vamos assistindo é à tentativa desesperada do "... chama-lhes, antes que te chamem a ti..." !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sportinguismo?!... Não, confrangedora idiotice!!!...

In Record 28-11-2011
Todos os verdadeiros, conscientes, consequentes e civilizados sportinguistas, em tudo o que é meio de comunicação social, particularmente na blogosfera leonina, alertaram para a absoluta necessidade do comportamento cívico de todos os adeptos do Sporting "engaiolados" ou "enjaulados" no estádio de Benfica, dever ser irrepreensível, antes, durante e depois do jogo que o Sporting ali disputou. Era mais do que previsível que o clube adversário aproveitaria até à exaustão, o mais pequeno problema que ali ocorresse, para desenhar um cenário de catástrofe nacional.
As câmaras estavam dirigidas para a gaiola. Não colocadas no seu interior, para poderem mostrar e demonstrar perante a opinião pública as razões do Sporting, quer no que à qualidade da visão dos engaiolados para o relvado dizia respeito, quer ao conforto que aos mesmos foi dispensado, em termos de condíções de fluidez no acesso ao estádio, de ocupação dos seus lugares e acesso a instalações sanitárias e bares. Nada disso. O que às estações de televisão importava - e sabemos porquê - era tão só e apenas colher imagens, que pudessem suportar o acerto da decisão do proprietário do estádio, na implementação da jaula. O maquiavélico plano estava há muito organizado e montado a preceito. E a miopia e as confrangedoras faltas de inteligência, lucidez e respeito pelo Sporting, de uma franja minoritária de adeptos que se dizem sportinguistas, deu-lhe o cumprimento desejado.
A menos que os prevaricadores e provocadores, sejam instrumentos de desígnios alheios, infiltrados nas claques sportinguistas e nessa condição os sportinguistas que dirigem essas organizações andarão cegos, serão incompetentes e não defendem minimamente os interesses do clube que dizem amar, serão os próprios adeptos sportinguistas, em exibições julgadas hinos de insuspeita e viril masculinidade e indefectível, mas suspeito sportinguismo, a cometerem semelhantes e humilhantes actos de "haraquiri"! E essas asininas demonstrações repetem-se época após época, "derby" após "derby", clássico após clássico, tendo como únicas e infelizes consequências, o prejuízo material do Sporting e o denegrir sistemático do prestígio centenário do Sporting.
Quando assistimos no passado e vimos assistindo ainda hoje, a uma militante campanha, tendente a denegrir o consulado do presidente que dirigiu os destinos do Sporting antes do actual - que se colocou a jeito entenda-se -, se nos detivermos a contabilizar todos os prejuízos que o mesmo trouxe ao clube, quer em termos materiais, quer em termos de prestígio e atentado ao seu imaculado historial e os compararmos com os prejuízos da mesma índole, provocados por uma faixa de energúmenos e falsos sportinguistas, durante tantos, dolorosos e longos anos,  concluiremos que esse presidente foi um autêntico menino de coro quando comparado com estes adeptos(?)!... 
O crime de lesa-sportinguismo, que foi levado a cabo no final do jogo de sábado no estádio de Benfica, deveria determinar nos dirigentes do Sporting Clube de Portugal uma séria reflexão e a adopção de rápidas, determinadas e eficazes medidas. Sei que é uma questão melindrosa e que por todo o mundo é tratada com pinças, muita delicadeza e extremo cuidado. Porque nunca será pacífico colocar nos dois pratos da balança, milhares e milhares de justos e umas dúzias de pecadores. Serão sempre pesos impossíveis de equilibrar. Mas tenho dúvidas, se não seria preferível fazer alguns milhares de inocentes pagar os pecados de uns quantos, que continuar a fazer cair sobre quatro milhões de adeptos espalhados por todo o mundo, o rótulo da incivilidade, do vandalismo e do despautério.
Estará chegada a hora de o Sporting Clube de Portugal, na pessoa do seu presidente Godinho Lopes, fazer uma verdadeira convocação dos dirigentes das claques e lançar-lhes um difícil mas determinado e preciso repto: ou cessam em definitivo todos os deploráveis, indignos e vergonhosos actos que aquelas vem protagonizando, ou o clube deixa de fazer requisições de bilhetes para os jogos disputados nas casas dos adversários!... Cada um passará a comprar o seu bilhete nas bilheteiras do clube que receber o Sporting e, disseminados por entre os adeptos locais, talvez lhes falte a coragem que os colectivos sempre fizeram nascer entre os que sendo fracos, naquela condição nada temem.
Quando o sportinguismo, a inteligência e a lucidez dão lugar a tão confrangedora idiotice, fazem pleno sentido a dureza das medidas, por mais drásticas que aparentem ser!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 26 de novembro de 2011

Posse de bola: 42 vs 58 !!!...

Os bravos leões que estiveram em campo acabaram por vender cara a derrota. Um lance fortuito decidiu o jogo. Os contragolpes que Jorge Jesus arriscou projectar, como forma de jogar do Sporting, acabaram por ser a única maneira da sua equipa chegar à baliza de Rui Patrício. Afinal, o mago das estratégias e das tácticas, viu-se obrigado a defender o magro resultado que um detalhe fortuito lhe proporcionou, quase no final da 1ª parte.
A única equipa que apresentou no terreno argumentos que, em condições normais, a poderiam levar à vitória foi o Sporting. Di-lo a estatística e dizem-no os momentos mais importantes do jogo. Com uma percentagem esmagadora de posse de bola, 42/58, com mais ataques e mais remates o Sporting deixou o adversário a uma confortável distância. E os momentos do jogo, deixaram ver o Sporting a conseguir cinco excelentes oportunidades de golo, contra apenas três do adversário, que teve a felicidade de concretizar uma, enquanto o Sporting desperdiçou todas as que criou.
A equipa de arbitragem realizou um trabalho bastante aceitável e, se qualquer observador atento pode não estar de acordo com o cartão amarelo mostrado a Elias aos dois minutos de jogo, haverá que reconhecer que o resultado final não foi influenciado pelo seu trabalho.
A vergonha da "gaiola", que o clube da casa impôs aos adeptos do Sporting, ainda vai dar muito que falar. Afinal no espaço programado para 3.425 adeptos, parece que nem a Liga, nem a Polícia de Segurança Pública, nem a autoridade que representou os Bombeiros, todos tão preocupados com a segurança e com as inovações tecnológicas vermelhas, se deram sequer ao básico cuidado de proceder à contagem dos lugares, resultando que o espaço, muito provavelmente, não poderia receber um número tão elevado de espectadores. É um caso de polícia, que as entidades judiciárias deveriam averiguar e proceder em conformidade. É muito fácil, bastará ir ao local, que até está demasiado bem delimitado e contar os lugares passíveis de ser ocupados. Não acredito que Paulo Pereira Cristovão tenha faltado à verdade quando produziu as graves declarações que apontam para incompatibilidade absoluta entre os bilhetes vendidos e os lugares disponíveis. O director de informação do clube da casa, veio posteriormente rebater as afirmações do vice-presidente do Sporting, classificando-as de baixo nível. Já conhecemos o elevado nível desse distinto senhor. Face à grave suspeita levantada e ao contraditório posteriormente apresentado, o caso passou a ser do domínio público e se este país ainda não for uma república de bananas, será absolutamente natural que seja aberta uma investigação, no sentido de ser apurada a verdade e formulada uma justa punição a recair sobre os culpados.
O Sporting saiu derrotado deste derby. É um facto que perdemos esta batalha. Mas daí a baixar os braços porque a guerra poderá estar perdida, vai uma diferença substancialmente maior que a que existe entre uma galinha subnutrida e o poderoso Leão, rei de todos os animais.

Leoninamente,
Até à próxima



Uma certeza do tamanho do mundo !!!...

Pronto, chegou o dia D !... Do "derby" de todos os "derbies". Não pelo que representa o opositor que, para o caso, é absolutamente secundário. Mas pelo desafio que representa para o novo Sporting e para a sua fantástica massa de adeptos.
A espectacular reviravolta de Paços de Ferreira e a organização, solidariedade e nervos de aço que os confrontos com a Lazio  e Vitória de Guimarães revelaram, para além da regularidade evidenciada em tantas e consecutivas vitórias, não foram suficientes para que, à margem da grande nação leonina, ao Sporting fosse reconhecido, inapelavelmente, o estatuto que a outros é atribuído em toda a comunicação social e em particular nos orgãaos de informação específicos, que teimam em continuar a considerar o Sporting como parente pobre e a atirá-lo para o fosso da mediania e do menosprezo. E a toda essa gente juntam-se os organismos que tutelam o futebol português em todas as vertentes e os sucessivos poderes políticos instituídos.
As desconsiderações, subalternizações e provocatórias acções de atropelo ao clube mais titulado de Portugal, sucedem-se em cada dia, sem respeito por quatro milhões de adeptos e pela história centenária, sem arranjos de origem, que orgulhosamente ostenta.
A recuperação do Sporting Clube de Portugal é um facto, que apenas as vozes do costume não reconhecem. Mas o "slogan" que vem animando quatro milhões de adeptos e que afirma de forma clara o sentir do fabuloso universo sportinguista de "O SPORTING ESTÁ DE VOLTA", só passará a ser, automaticamente, uma realidade inquestionável para todos os intervenientes directos ou indirectos do futebol português, se os bravos leões que estiverem logo à noite no "galinheiro da Luz", regressarem a Alvalade com uma vitória.
Podem as diversas e numerosas contingências que habitualmente costumam rodear os 90 minutos de um jogo desta dimensão e neste local, não permitir alcançar esse desiderato. Mas se isso se vier a verificar, a força inabalável e a esperança indestrutível que anima todos os que ostentam orgulhosamente no peito o imponente e garboso leão, não irá diminuir. O caminho será prosseguido com fé inquebrantável e uma certeza do tamanho do mundo!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Regresso firme e irreversível !...


In jornal "A Bola on-line" 25-11-2011
Segundo o jornal A Bola on-line noticiou há  pouco mais de uma hora, Izmailov e Jeffrén reapareceram hoje nos relvados da Academia, desta vez durante o tempo disponibilizado a toda a comunicação, de modo a permitir a recolha de imagens.
É um excelente indicador, dado que o cuidado do Sporting nos processos de recuperação dos atletas, tem sido extremo, de modo a evitar que a simples presença dos atletas nos relvados, pudesse ser entendida como um sinal  de iminente alta clínica.
Nem o Sporting, nem os jogadores, estarão interessados em acelerar processos, cujo histórico está recheado de complexidade e decepções. Mas o simples facto de os atletas surgirem nos "greens" de Alcochete, parece indiciar que o mau tempo já lá vai e que ambos se aprestam para reiniciar a vertente "exterior" da sua preparação física. A exclusiva recuperação nos ginásios parece ter dado lugar ao ar livre e à colheita de imagens.
É indubitavelmente uma boa notícia. Trata-se de dois jogadores fabulosos que muito contribuirão para a melhoria do futebol que o Sporting vem praticando e duas "agradáveis" dores de cabeça para Domingos Paciência. Aumenta o leque de soluções, aumenta a sâ competitividade dentro do plantel e aumentam as nossas expectativas num final de época arrasador.
Assim a sorte acompanhe estes dois espectaculares atletas. Porque todos nós desejamos ardentemente aplaudi-los de pé em Alvalade. Sem pressas, que o seu regresso seja firme e irreversível!...

Leoninamente,
Até à próxima

Uma faca de dois (le)gumes !!!...

In Record 25-11-2011
Não será apenas e tão só, um problema do for(n)o interno dos adeptos sportinguistas que amanhã estiverem presentes no "galinheiro"!... Todo o seu comportamento - correcto ou incorrecto - recairá sobre a cabeça dos dirigentes do Sporting que tiveram a coragem e a dignidade de manifestar a intenção de estar presentes com todos os adeptos, na "gaiola" especialmente preparada para receber leões.
Que todos pensem e não duvidem por um momento sequer, que a presença dos mais altos representantes sportinguistas, na "jaula" que a indignidade e a iniquidade mandaram construir, será uma faca de dois (le)gumes: tanto pode fazer sobressair a sua grandeza moral e a unidade indestrutível da grande nação sportinguista, como pode arrastar as sua figuras para uma imagem de completa ausência de "fair-play", associando-os a tudo o que de mau e indigno possa acontecer.
Desafio todos os sportinguistas presentes, a uma séria reflexão sobre as consequências de actos menos correctos e irreflectidos que porventura possam cometer. A factura seria inexoravelmente dirigida à tesouraria de Alvalade. Seria uma contribuição inestimável  para a substituição a custo zero, das descoloridas e depauperadas cadeiras vermelhas do "galinheiro". E a destruição da mais pequena parcela da "gaiola" que pressurosamente os dirigentes vermelhos mandaram construir para receber leões seria, ingloriamente, uma ajuda à destruição que o futuro lhes há-de exigir, quando os próprios adeptos se virem nela enjaulados e exigirem, eles próprios,  a sua eliminação. Deixem tudo como está. Cantem e incentivem em todos os minutos do jogo, os bravos leões que estiverem em campo, rumo à única coisa que pode lavar a nossa honra e a nossa dignidade: A VITÓRIA!!!...

Leoninamente,
Até à próxima 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Boomerang !!!...

In "A Bola" 24-11-2011
Não consigo tirar da minha cabeça a idiotice dos dirigentes do clube de Benfica!... E tenho um justificado receio das suas consequências. Não fosse a presença dos dirigentes do Sporting Clube de Portugal junto dos "engaiolados", ou "enjaulados", ou "indignados" sportinguistas e eu não daria nada pela sobrevivência da ideia ao jogo. Assim, espero e desejo que tudo acabe em bem.
E lamento muito, mas jamais poderei estar de acordo com a ideia de o Sporting copiar a afronta e apetrechar o nosso estádio de Alvalade com um "galinheiro", para receber Carnide no próximo encontro no nosso estádio. Tenham paciência os indignados sportinguistas que ainda possam defender a ideia, mas talião nunca foi sócio do Sporting e nem seria admitido se o tentasse, pela simples razão de que nunca existiu como pessoa e os principios que regem a lei assim chamada, são incompatíveis com a grandeza do Sporting.
Por aquelas bandas - Carnide, ou Benfica, Colombo ou lá o que é - parece-me que anda tudo nervoso. E ainda não compreendi porquê. Estão com um ponto de vantagem, são os maiores do mundo e arredores, jogam em casa e acaba de ser nomeado um árbitro da sua cor, porque exibem um nervoso tão grande?!... Porque será?!...
Já aqui disse que se trata de um normal jogo de futebol, não mais do que isso e que para o meu clube aceito sem pestanejar o resultado que os bravos que estiverem no relvado forem capazes de conseguir. Porque mora em mim a certeza de que hão-de fazer tudo para trazerem a vitória. Se por qualquer contingência a que estamos demasiado habituados, não o conseguirem, só desejo que ninguém se aleije, para na 2ª feira continuarem a desenvolver o seu excelente trabalho, que nos tem permitido um renovado prazer e uma incontida alegria.
Quanto à "jaula", só merece indiferença!... Verão que por ironia do destino, logo que acabe o jogo, se transformará miraculosamente em "gaiola" ou "galinheiro"! E eu não hei-de morrer sem ver muita da sua gente engaiolada e presa na armadilha que idealizaram para outros, bebendo a cicuta que queriam que outros bebessem!... Boomerang é um instrumento muito perigoso se o lançador for fraco!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

... Tão grande como os maiores da Europa !!!...

Não resisto a voltar à ordem do dia e do momento, a ignóbil jaula mandada fazer de encomenda para receber os adversários de leão ao peito e a reacção digna e agregadora dos dirigentes sportinguistas, ao darem mais um passo decisivo, na relação de proximidade com os adeptos. Nem Godinho Lopes, nem os seus pares, suspeitarão da grandeza e das consequências da sua decisão. Com esta atitude, a equipa do Sporting entrará em campo a ganhar por 1-0 e, irónicamente, não foi nenhum dos goleadores do costume a marcar. O autor do golo foi Godinho Lopes e a beleza da jogada passou por todos os dirigentes que o acompanharem. Quando as crónicas sobre o jogo virem a luz do dia, esta vantagem no marcador será, muito provavelmente, ignorada. Mas a inteligente lucidez do Leão de Alvalade, no excelente blog sportinguista A Norte de Alvalade, que pode apreciar aqui, conseguiu ver muito mais longe e eu não fui capaz  de resistir à tentação de publicar a assertiva conclusão da sua mensagem, que merece a reflexão de todos os sportinguistas:
 
"... Há também outro factor que me parece merecer menção e que não é despiciendo no contexto desta deslocação ao estádio do rival. A presença de elementos da direcção na já tão famosa jaula contribuirá para o aliviar de tensões e comportamentos, contribuindo assim sensatamente para o desanuviamento de uma situação que cuidava em primeiro lugar aos anfitriões prevenir..."
 
O jogo de sábado é apenas e tão só, mais um jogo da prodigiosa e gloriosa história do Sporting. Seja o resultado uma vitória, um empate ou outra coisa qualquer, a vida continuará e o Sporting não deixará de ser o que sempre tem sido: tão grande como os maiores da Europa!... Até na postura...
E sempre, sempre, na dignidade !!!...
 
Leoninamente,
Até à próxima
 

Quem com ferros mata...

Nunca entrei no actual estádio de Benfica. No antigo, entrei duas vezes e ficou-me a decepção de estar presente num espectáculo degradante, protagonizado nas bancadas pelos adeptos vermelhos, carregados de molhos de bandeiras neo-nazis e 90 minutos de insultos e fanatismo provocador. E nunca mais repeti a heroicidade de acompanhar o meu Sporting àquele antro.
Não fui, pelas razões aduzidas, um dos 3.425 sportinguistas que foram às bilheteiras de Alvalade, esgotar em 4 horas os papelinhos que, "piedosamente", foram dispensados ao Sporting. Primeiro porque nunca mais contribuirei para avolumar as receitas de um adversário descortez e sobranceiro. Segundo porque os preços são altos, o tempo é de crise e o sofá mais convidativo que toda a parafernália insultuosa e soez a que iria assistir.
Mas se porventura não pensasse como penso e tivesse civilizadamente entrado nas filas de acesso aos "(des)ditosos" papelinhos e, hipoteticamente, me tivesse calhado o azar de me ser atribuído um só que fosse, desses "malfadados" bilhetinhos, depois de tomar conhecimento da "gaiola", em que os próceres da infâmia se aprestam para meter leões, perderia o amor a 22 € da minha alma, mas não sairia de casa. Que fossem felizes com o meu dinheiro, nunca com a minha presença. Se todos os sportinguistas pensassem como eu, aqueles 3.425 lugares ficariam vazios, como vazia foi a mente que idealizou tal afronta.
Temos o privilégio de viver num tempo de derrube de muros, de barreiras e de segregacionismos estéreis que definiram no passado os seus ideólogos. Vem agora esta casta de dirigentes medíocres e provocadores, com o beneplácito e as habituais complacência e subserviência das entidades competentes, inventar  inqualificáveis e inadmissíveis atentados às mais elementares regras civilizacionais do comportamento humano.
O amor ao Sporting não pode justificar a nossa perda de dignidade. Porque é precisamente a dignidade do clube e de um significativo conjunto dos seus adeptos, que é despudoradamente colocada em causa pelos dirigentes adversários. A falta de "fair-play" e o insultuoso comportamento das claques vermelhas seriam sempre menos agressivas e desrespeitosas que a medida infame adoptada pelos dirigentes de Benfica.
Mas outra via teria pleno cabimento na reacção leonina à ignóbil provocação dos dirigentes do clube de Benfica. Rui Calafate há muito tempo a tinha aqui sugerido e eu de imediato corroborei também por aqui. Por outras razões de menor peso provocatório, mas perfeitamente ajustadas ao momento. E essa via implicava uma tomada de posição firme e inequívoca por parte dos dirigentes do Sporting Clube de Portugal. Pois bem meus amigos, Godinho Lopes e os seus pares, interpretando o justo sentimento de revolta de toda a nação sportinguista, recusaram o convite para estarem presentes no camarote presidencial e juntar-se-ão aos adeptos enxovalhados com a gaiola de Carnide. Deste modo, se tivesse sido contemplado com o "azar" de um bilhete para o "galinheiro", eu iria a jogo sim senhor, solidariamente, com quem também se mostra solidário com a grande nação leonina. E recordo as sábias palavras de Rui Calafate: se Godinho Lopes viesse a decidir juntar-se aos adeptos, "... seria muito bem recebido e defendido e contaria com todo a força do universo leonino..."!!!...
Penso que o meu deus, o divino e protector Oxalá, que desconfio também seja sportinguista, como o saudoso Airton Senna desconfiava que fosse brasileiro, andará a escrever direito por linhas tortas. Ontem em Manchester, deu a resposta aos que apelidaram a nossa vitória sobre o Braga, como resultado da intervenção da sorte. Hoje iluminou os dirigentes do Sporting Clube de Portugal para o único caminho que a nossa dignidade impunha. Oxalá que possa iluminar os leões que forem a jogo no próximo sábado. Seria o corolário da divina justiça de Oxalá: quem com ferros mata, com golos morre!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sporting, nos "Seven Summits" !!!...

Desconhecia completamente a aventura em que Ângelo Felgueiras, sócio e ex-atleta do Sporting, está envolvido. Rui Calafate no seu blog "It's PR Stupid", trouxe hoje ao meu conhecimento o sonho deste prodigioso leão: subir as sete montanhas mais altas espalhadas pelo planeta azul que o homem vai em cada dia ignorando e destruindo e desfraldar no topo de cada uma delas, o símbolo maior de outro dos seus amores.
Depois de o fazer no Evereste (Ásia), no Aconcágua (América do Sul), no Denali ou McKinley (América do Norte), no Kilimanjaro (África), no Elbruz (na Europa) e nas Pirâmides de Carstensz (na Oceânia), vai tentar terminar esse espantoso périplo, escalando o Vinson na Antártida.
Em todos os seis êxitos que conseguiu até aqui, a par do orgulho da superação de todos os obstáculos que a mãe Natureza lhe colocou, Ângelo Felgueiras, quase no anonimato e perante a indiferença generalizada dos media portugueses, repetiu orgulhosamente o gesto que a foto ao lado nos mostra e que retirei do blog de Calafate.
Parece que os ecos do feito heróico e histórico deste verdadeiro "Leão das Neves", ainda não terão chegado ao conhecimento dos dirigentes do Sporting Clube de Portugal. E se porventura chegaram - quero acreditar que não - então o "crime" da sua não divulgação será ainda maior. Mas acreditando que a modéstia deste fantástico leão, tenha contribuído para que ao clube e aos seus dirigentes ainda não tenham chegado notícias dos seus feitos, imperdoável seria que não lhe desejassem agora as maiores felicidades para um completo e feliz êxito no último passo da sua espectacular caminhada e que não procurem desde já, começar a preparar-lhe a justa e merecida homenagem.
Milhares e milhares de atletas de eleição, colocaram ao longo de mais de um século, o estandarte leonino no topo dos mastros da glória. Os valores do ecletismo e o fogo do leão que lhe anima a alma, levaram Ângelo Felgueiras a calcorrear o mundo, para mostrar nos sete mais altos dos pináculos com que a Natureza dotou o nosso planeta - Seven Summits -, o orgulho do seu sportinguismo, expresso na exposição gloriosa do nosso símbolo, num humilde mas significativo cachecol. Ângelo Felgueiras, merece a nossa homenagem, porque vem colocando e vai conseguir colocar mais uma vez, o seu e nosso Sporting, no topo do Mundo!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - Convido os meus leitores a passarem por Escalar por uma Causa, de Ângelo Felgueiras. Verão que vale a pena!...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Paciência, a gratidão e o sonho...

Cada dia que Domingos Paciência passa à frente da equipa sénior do Sporting Clube de Portugal, mais se elevam a admiração, o respeito e a consideração que desde a primeira hora me mereceu.
Disseram-me muito três factos que ontem ocorreram em Alvalade. Em primeiro lugar, a sua contenção na celebração dos dois golos do Sporting. Significou respeito pelo clube que ainda há meia dúzia de meses soube levar, com categoria e merecimento, à final da Liga Europa. De que não teve retorno, face à verborreia descabida dos responsáveis bracarenses no final do jogo. Nem teve paralelo, quando um detentor da "Bola de Ouro", que havia comido a sopa na formação leonina, desatou aos saltos no banco milanês, quando o Inter marcou em Alvalade.
Em segundo lugar, os cumprimentos e abraços que recebeu de quase todos os seus antigos pupilos, que no final do jogo a ele se dirigiram para lhe manifestar a estima e o aplauso. As imagens foram suficientemente elucidativas da grandeza de todos e em particular de Domingos Paciência.
Em terceiro e último lugar, a resposta que deu na conferência de imprensa, sobre a sorte que muitos jornalistas atribuiram ao Sporting, na obtenção desta vitória. Domingos deixou falar o coração e falou como qualquer leão falaria, perante o achincalhar "jornaleiro" do mérito com que os jogadores sportinguistas conseguiram a eliminação do adversário: com uma contida, bem medida mas manifesta e inequívoca dose de indignação, desmistificando a miopia dos enfeudados e sectários homens e mulheres dos media e lembrando-lhes que o mais insignificante pormenor de oportunidade, posicionamento e eficácia, resulta quase sempre de um tremendo e persistente trabalho. O tom voluntarioso e quase indignado que utilizou, disse-nos como Domingos Paciência sente hoje o nosso grande amor que é o Sporting!... E nenhum salário que lhe possa ser pago no final de cada mês, será alguma vez recompensa suficiente para este e outros gestos com que nos vai brindando. Que todos os sportinguistas saibam enfatizar e contabilizar estes gestos, porque a vida de um clube, como a vida de qualquer um de nós, é feita de altos e baixos e a ingratidão, jamais deverá ser atributo que qualquer sportinguista possa alguma vez utilizar na voragem e nas vicissitudes do tempo. Nunca me hei-de cansar de aplaudir os fantásticos adeptos do Manchester United. E nunca perderei a esperança de ver repetida no meu querido Sporting, a gloriosa saga de sir Alex Ferguson naquele clube. Chamem-me louco, lunático e "todos os nomes" que a ficção de Saramago vos possa ter sugerido. Eu continuarei a pensar no orgulho que sentiria dentro de mim, se algum dia fossemos capazes de construir um edifício, se não igual, pelo menos semelhante.

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 20 de novembro de 2011

Domingos Paciência, o homem do jogo !...

Saborosa vitória, em jogo puro de Taça de Portugal, onde tudo se decidia hoje em Alvalade. Empenho, determinação, raça e muito querer, estiveram na base da eliminação de um adversário muito difícil, que vendeu cara  a derrota e lutou até ao fim por alterar um resultado, que bem cedo o Sporting conseguiu colocar a seu favor, fruto de atributos que já ninguém deixa de reconhecer.
Voltámos a apreciar a alegria e o prazer que a equipa sente e transmite para as bancadas. Há uma comunhão bonita entre os intérpretes no relvado e os adeptos que não páram de os aclamar e incentivar. Há palmas para os desenhos lindos que a equipa executa, há cânticos que premeiam individualmente os protagonistas de arrancadas, cortes e esforços que vão quase aos limites do impossível.
Acabei de ouvir a conferência de Domingos Paciência depois do jogo. A uma pergunta de um jornalista - pesaroso, coitado! - que sugeria ter a vitória do Sporting sido alcançada com sorte, o nosso técnico, de forma veemente e porque compreendeu o espírito depreciativo da questão que lhe foi colocada, disse que a sorte dá muito trabalho e que aquilo que parece sorte, resulta do empenho e do trabalho que a equipa está a desenvolver. Nem mais!... Domingos não é parvo e já tem muitos anos de futebol. O jornalismo português é que, pelos vistos, continua pobre e confrangedor e não há meio de aprender!... 
A sorte que o Sporting teve, esteve no acerto da validação dos dois golos por parte do trio de arbitragem. E esteve também no acerto da expulsão do jogador do Braga. Outros intérpretes, noutras circunstâncias, já invalidaram golos mais fáceis de analisar ou não procederam a expulsões provocadas por faltas onde  o nível de dureza ou agressão violenta  e a localização dos faltosos, exigia tratamento igual ou mais gravoso ainda.
O homem do jogo, para mim, foi... Domingos Paciência!... Estavam à espera que dissesse que tinha sido Capel?!... Pois, dentro das quatro linhas terá sido, entre todos os que jogaram e honraram o leão que ostentavam no peito, o Diego. Pela magia e importância do seu golo e por tudo aquilo que jogou e fez jogar. Mas não posso, não devo e não quero esquecer que Domingos quase fez passar despercebida a ausência de Rinaudo. A equipa jogou como sempre tem jogado, apenas com a diferença de ter André Santos e depois Daniel Carriço no lugar de Fito?!... Aparentemente poderá ter parecido. Mas anda por ali, de forma flagrante, o dedo de Domingos, para que tudo nos pareça igual, quando não há ninguém no plantel do Sporting como Rinaudo. Com mais uma semana de trabalho pela frente, alguém que esfregou as mãos perante o infortúnio do argentino e do Sporting, terá ficado hoje bastante mais preocupado. E isso devemo-lo a Domingos. Em pés de lã e sem nunca apresentar desculpas de "looser", Paciência foi dormindo menos nas noites que se sucederam ao fatídico lance que nos roubou Rinaudo por algum tempo. E o jogo de hoje trouxe-me a quase certeza de que dentro de uma semana, ninguém vai tremer. Por mim desejaria saltar de alegria, mas a confiança que hoje me anima, aceitará qualquer resultado no próximo domingo. Porque acredito em Domingos Paciência e na alegria, prazer de jogar e querer de todos os leões que forem jogar a Benfica.

Leoninamente,
Até à próxima



sábado, 19 de novembro de 2011

De volta às equipas B... eu voto no futuro !!!...

Depois de escrever o artigo anterior, fui confrontado com um comentário de um amigo próximo, que me questionava sobre o tema central que abordei, defendendo que uma decisão desta natureza deveria resultar de uma abordagem suficientemente alargada, onde fosse dada a palavra a todos os que, seguramente, dominassem a matéria com o suficiente conhecimento e profundidade.
A reflexão que as palavras desse meu amigo quase me impuseram, obrigou-me a partir para uma busca diversificada de opiniões sobre esta  candente e importante questão. Encontrei de tudo, desde a defesa acérrima, sustentada, inadiável e urgente implementação da medida, até à sua liminar condenação, sem excepção defendida pelos habituais beneficiários do "status quo" e da manutenção do regime de privilégios com que se habituaram a viver, no pântano do marasmo e da estagnação do futebol português. 
Não encontrei sustentação para as teses destes últimos, para além do alerta bacoco de a medida poder conduzir ao desaparecimento de muitos clubes modestos da II Liga. Como se o desaparecimento de Boavista, Salgueiros, Farense, Campomaiorense, Alverca, Estrela da Amadora e muitos outros, tivesse, de perto ou de longe, alguma coisa a ver com a implementação das equipas B, no futebol profissional nacional. Pretendem esses arautos da desgraça, tapar o Sol com a peneira, esconder factos irrefutáveis que apenas podem estar ligados a dolorosas faltas de preparação para o dirigismo desportivo, sem perspectiva e visão de futuro e  exibindo, estupidamente, (pre)conceitos megalómanos aliados a uma pobre, franciscana ou criminosa incapacidade de gestão. E entre "caudillos", "mecenas" e "velhos do Restelo", nada mais encontrei de argumentação sólida e consistente que possa constituir ponderação séria da via em debate.
Já nas múltiplas apreciações positivas a que tive oportunidade de aceder, pude constatar visão de futuro, perspectivas lúcidas e inteligentes sobre o futebol português e desinteressado apelo ao seu urgente e inadiável "aggiornamento".
Em excelente artigo, publicado no blog "Em jogo", da autoria de Miguel Lourenço Pereira em 15 do mês passado e que poderá aqui ser apreciado na íntegra, gostaria de destacar a introdução:

No meio do deserto de ideias em que vive o futebol português a hipotética ideia de ressuscitar as equipas B num formato distinto ao seu modelo original é uma lufada de ar fresco. Insuficiente, dentro de um contexto muito mais lato, mas um passo correcto para uma realidade indismentível e que exige uma resposta imediata por parte de clubes e organizações directivas. No entanto a forma como se arranca o ideário deixa no ar algumas dúvidas pertinentes sobre um outro - e tão grave problema - do futebol luso como é o eventual fim de muitos projectos desportivos que até hoje sobrevivem por um fio.

Introduzido o tema, MLP analisa depois a tentativa e o imediato fracasso do projecto de 1999, onde terá pontificado Jesualdo Ferreira como importante mentor, para defender a seguir:

Resgatar então o ideário das equipas B pode parecer um erro à primeira vista. Mas o contexto é outro. E a necessidade evidente.

Explicando de forma sucinta mas cabal e interessante, a ascensão meteórica e o posterior e vertiginoso declínio actual do futebol português, conclui:

Entre as decisões mais importantes para reverter o rumo a formação ocupa um papel fulcral num país sem rendimentos para competir com o poderio financeiro doutras ligas. As equipas B são uma das soluções possíveis. Não a única, não a mais importante mas, seguramente, uma das mais certeiras, especialmente com a confirmação da UEFA da utilização definitiva da regra 6+5.

Dirigindo depois a sua análise, para o esquema já alinhavado, da inclusão de seis equipas B na II Liga portuguesa (Liga Orangina), MLP, tece considerações importantes sobre as implicações - potenciais benefícios e prejuízos - que esta medida poderá vir a determinar. Mas remata com uma constatação clara e inequívoca:

Claro que a ideia no papel funciona sempre melhor do que na prática, especialmente se falamos num futebol como o português, cheio de ratoeiras, armadilhas e corrupção activa e passiva. O projecto tem todas as pernas para andar (o sucesso do Barça ou do Villareal B em Espanha e das equipas de reserva na Alemanha, Inglaterra e Holanda assim o diz) e pode ser uma alavanca económica e social para reinventar o futebol luso. Mas é apenas uma solução de base que necessita muito trabalho estrutural por trás e muita vontade para funcionar. As equipas B são parte de uma ponte para um futuro melhor mas a margem é longa e vai ser necessário muito mais cimento, pedra e alcatrão para chegar ao outro lado do rio...

Depois de ler esta extraordinária contribuição de Miguel Lourenço Pereira, em prol da "activação" imediata e urgente das equipas B no escalão profissional do futebol português, fica-me o consolo de pensar, que muito dificilmente a intuição que me colocou do lado dos defensores da ideia, poderá alguma vez estar errada. E ao conselho de ponderada reflexão, por parte do amigo de que vos falei, eu responderei agora, que as acções revolucionárias, pesem embora alguns sacrifícios no presente, transportam sempre uma esperança no futuro. E a vertiginosa decadência do futebol luso, não se compadece, nem se modifica com "cautelas e caldos de galinha"!... O rei vai nu e venham os trapos de onde vierem, haverá que pôr termo à descompostura.  MLP afirma, contundente, que:

No fim de isto tudo está o futebol nacional como tal. A presença de equipas B dinamiza uma liga profissional abandonada, fomenta a formação, especialmente entre os grandes e sobretudo dá espaço e minutos para jogadores jovens começarem a ganhar o seu espaço. Se essa foi a bandeira do futebol luso até 2002 - e a base do seu sucesso - esse terá de ser o ponto de partida desta nova etapa...  pode ser que a renovação geracional que se adivinha tão dificil se transforme num processo menos turbulento.

Pode ser!... E entre o fatalismo da inércia e a esperança da revolução, eu voto no futuro!!!...

Leoninamente,
Até à próxima



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sporting B, urgente, inadiável !...


Nas mais variadas áreas do conhecimento, qualquer jovem que termine o seu ciclo de formação académica, superior ou não, sabe que antes de entrar no mercado de trabalho, terá de enfrentar necessariamente um outro ciclo formativo que lhe complemente o conhecimento e o prepare para o confronto real com a profissão que escolheu. O estágio é hoje um lugar comum para onde confluem todas as preocupações dos candidatos a uma carreira profissional e tão evidente é a sua necessidade que a legislação já o impõe em quase todas as actividades, como condição “sine qua non” para o primeiro passo numa qualquer profissão.
Médicos, advogados, engenheiros, economistas, gestores, psicólogos, jornalistas e muitos outros debutantes nos mais variados sectores de actividade, sabem que antes da obtenção das respectivas carteiras profissionais, que lhes abrirão as portas de uma nova vida ocupacional, terão de atravessar o deserto de um obrigatório e exigente tirocínio. No desporto profissionalizado e em particular no futebol, esta regra de exigência nunca foi suficientemente aprofundada e na credenciação legal para o exercício de uma parte considerável das vertentes que compõem o edifício deste desporto, assiste-se a um desajustado, inqualificável  e comprometedor vazio. O empirismo sempre foi rei e senhor e se nas vertentes do treino e da organização temos vindo a assistir nas últimas décadas a um aperfeiçoamento galopante, traduzido na produção de qualificação cada vez mais apurada e a roçar actualmente uma trajectória tendencialmente académica de nível superior, na grande massa praticante o “status quo” é confrangedor.
Em Portugal, os sucessivos poderes estabelecidos, pouca ou nenhuma atenção dedicaram ao problema e as organizações específicas, pouco mais fizeram que colher os frutos que a natureza lhes foi colocando nas mãos. Embora este desporto de massas tenha vindo a sofrer uma inusitada expansão e signifique, hoje por hoje, uma indústria global florescente e geradora de números estratosféricos, a desatenção das altas instâncias desportivas para a vertente que envolve milhares de praticantes, continua a ser manifesta e desapontadora.
O Sporting Clube de Portugal foi pioneiro na atenção que deveria merecer a questão da formação do jogador de futebol em Portugal. Outros clubes, felizmente, lhe seguiram as pegadas e fazem hoje parte de uma elite formadora, cuja vanguarda permanece contudo em Alvalade. São disso prova os títulos que contabiliza, o prestígio alcançado fora de portas, consubstanciado nas estrelas todos os anos exportadas, que brilharam e continuam a brilhar na cena internacional do futebol e na presença – por honroso convite! – na última inovação Uefeira, o torneio NextGen, onde o Sporting vem brilhando e enchendo de espanto o mundo do futebol europeu. Mas o produto da fabulosa “cantera” leonina actual, volta a ter sobre a sua cabeça a espada do desencanto e da frustração, porque a inépcia do dirigismo português e a completa desadequação do quadro competitivo, não permite aos jovens recém-formados a realização de um estágio, um tirocínio, um complemento da sua acabada formação, que lhes permita enfrentar mais à frente, com naturalidade e potenciada capacidade, as dificuldades próprias do exigente quadro competitivo profissional que diante deles se apresenta.
Uma tentativa nesse sentido foi ensaiada há muitos anos atrás, com a criação das equipas B. A ideia estava correcta, mas quem a pensou, matou-a à partida, com a colocação dessas mesmas equipas num nível inferior. Agora é urgente que seja retomada. E é tão urgente adequar a Liga Orangina à entrada das equipas B dos principais clubes portugueses, como imperioso se torna dotar o futebol português de instrumentos que lhe permitam a renovação das suas selecções. E a urgência deveria levar os responsáveis federativos a pensarem na sua implementação já na próxima época. Sem esperas, sem dilacções! ...
Acredito que as próximas eleições de 10 de Dezembro possam contribuir para a resposta que todo o futebol português espera. E nem me passa pela cabeça que o Sporting Clube de Portugal não avance desde já para a preparação atempada e programada dessa possibilidade. O potencial humano é de excelência e a direcção técnica, por obra e graça de um sportinguista de excepção como é Ricardo Sá Pinto, não estará melhor entregue. Godinho Lopes e os seus pares, têm de pensar em grande e sempre com antecipação e, para além de internamente ser hora de começarem a organizar-se para essa eventualidade, não devem, nem podem descurar junto das entidades competentes, a insistência e a pressão para que essa possibilidade possa ser confirmada já na próxima época.

Leoninamente,
Até à próxima.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Façam-no por Gustavo, é urgente !!!...

Carlos Martins foi um menino querido do Sporting. Um jovem promissor que com 11 anos - 1993 - chegou a Alvalade à procura de cumprir um sonho e de alcançar patamares que os seus atributos técnicos faziam adivinhar. Com um percurso bastante agradável nas camadas jovens do Sporting e regulares chamadas às selecções nacionais das respectivas categorias, Carlos Martins foi lançado na primeira equipa do Sporting corria o ano de 2000, por Augusto Inácio. A partir daí, Martins foi ultrapassando etapas na sua carreira, entrecortada por altos e baixos, lesões e problemas disciplinares, empréstimos a diferentes clubes e sucessivos regressos a Alvalade. Treinado por técnicos conceituados, de diferentes escolas e filosofias - Jean Paul, Diamantino Miranda, Laslo Boloni, Artur Jorge, Fernando Santos, José Peseiro, Paulo Bento e Luís Filipe Scolari, ainda hoje, nem o próprio saberá porque não foi capaz de triunfar de leão ao peito, para grande desilusão de uma enorme franja de adeptos leoninos que o idolatravam.
Corria o ano de 2007 quando se transferiu para o Recreativo de Huelva, onde conseguiu realizar uma boa época, com 32 presenças na equipa espanhola ao longo de toda a temporada. Conseguiu também atrair as atenções do Benfica, para onde se transferiu em 2008, causando uma profunda decepção e desencanto nos adeptos sportinguistas, que nunca foram capazes de aceitar que Carlos Martins envergasse a camisola do seu maior rival.
O tempo passou e no Benfica, Carlos Martins voltou a repetir as irregulares épocas que tinha efectuado no Sporting, alternando exibições fabulosas com períodos de quase apagamento, até se transferir em 2011 para o Granada, onde actualmente integra os quadros da equipa espanhola.
Paulo Bento, chegado à selecção, fez de Carlos Martins uns dos seus jogadores nucleares e ainda no último encontro do "play-off" contra a Bósnia, chamou-o ao jogo na segunda parte, para viver a euforia do apuramento para o Europeu2012.
Mas no meio da euforia de uma vitória histórica, Carlos Martins estava a viver um drama terrível. Ao seu pequeno filho, Gustavo, de três anos de idade, havia sido diagnosticada um doença, cuja cura apenas será possível com o recurso a um transplante de medula, que exige compatibilidade absoluta entre o dador e o paciente. Entre muitos milhares de potenciais dadores, terá de ser encontrado um, cujas características sanguíneas sejam compativeis com o desditoso filho de Carlos Martins.
Uma campanha de solidariedade está em desenvolvimento e a crescer em cada momento. E eu quero aplaudir o apelo publicado no site do Sporting Clube de Portugal e que poderá ser apreciado aqui, no sentido de todos os sportinguistas que se encontrem dentro da faixa etária exigível, acorram com urgência aos locais de recolha de uma pequena amostra de sangue, que possa ser sujeita a teste de compatibilidade.
No sangue de todos os homens e mulheres, leões, águias, ou dragões, de norte a sul de Portugal, continental e insular e em toda a a diáspora portuguesa no mundo, poderá estar a salvação de Gustavo e a felicidade de Carlos Martins e família!... 
Carlos Martins, independentemente do processo, das causas e das vicissitudes da vida que o levaram para fora do Sporting, não deixará nunca de ser um leão ferido, que precisa desesperadamente da ajuda de todos nós, para salvar o seu menino, para salvar o Gustavo, que precisa de viver e ser feliz, seja ou não leão no amanhã, porque isso é o que menos importa neste momento.
O Sporting Clube de Portugal respondeu incondicionalmente presente! Que o Sport Lisboa e Benfica, o Futebol Clube do Porto e todos os outros grandes e pequenos clubes portugueses afirmem também a sua presença e a sua solidariedade!...
Quando Gustavo voltar a ser um menino saudável e feliz, voltaremos todos aos nossos clubes. E às guerras de alecrim e manjerona entre ideais, amores e rivalidades. Agora é hora de correr para os centros de testes e cumprir, com altruísmo e magnanimidade, o nosso dever solidário para com Gustavo. Façam-no, é urgente!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Chapa cinco!...

Duas vitórias, duas alegrias e um contentamento sem limites. É assim o nosso Sporting!... No futebol e no futsal, em duas competições internacionais onde nos assiste o pleno direito de sonhar grande, de pensar legitimamente na vitória final em qualquer delas.
Em Mafra, no último desafio da fase de grupos, o Sporting venceu e convenceu o poderoso Liverpool por um sintomático 5-1. Sem apelo nem agravo, os ingleses foram despachados e o Sporting alcança o 1º lugar, com cinco vitórias e um empate. Confirmação plena e segura do prestígio que a formação leonina alcançou por esse mundo fora. O primeiro passo para o triunfo na NextGen está dado. Muitos não o admitiriam e desenharam outros cenários. Mas Sá Pinto e toda a juventude que o rodeia sempre acreditaram. E nós sportinguistas também! Que grandes jogadores por ali andam, amigos! E para ajudar à festa, juntou-se hoje mais uma promessa: Gael Etock, o menino que Samuel Eto protege e que veio do Barcelona, pouco depois de  aos 87 minutos entrar em campo e na primeira vez que tocou na bola, arrancou um portentoso remate do meio da rua que só parou quando beijou as redes dos ingleses. O futuro é nosso, que ninguém duvide!...
No futsal os romenos do City'US Tirgu-Mures também sofreram do sídroma da chapa 5. Regressaram a casa com uma expressiva derrota por 5-3 e o Sporting inicia da melhor maneira a caminhada, que na época transacta quase os levava ao título europeu. Parece ser desejo de todos os leões repetirem a façanha, com a pequena diferença que, desta vez, o sonho ainda é mais alto.
Agora, como não há duas sem três e ainda que a um clube eclético como o Sporting, outros desafios também importantes se interponham, vamos carregar baterias para domingo. Para ganhar e seguir em frente! Até ao Jamor !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sporting, Portugal, vitória e história...

Portugal venceu, convenceu, esmagou, empolgou e está no Euro20012!...
Seis golos, fantásticos, bonitos, fabulosos, todos, todos eles de verde vestidos!... Ironia?!... Nada disso. Apenas orgulho, porque todos eles foram leoninamente conseguidos. Todos eles tiveram a marca do leão.
Construídos por todos os que com as quinas ao peito estiveram no relvado, mas finalizados por quatro jogadores, que já pisaram a relva de Alvalade. Outros argumentos poderão ser invocados na explicação do resultado deste "play-off", mas não desmontam o facto mais importante do encontro e motivo de um orgulho enorme para os seus adeptos: o Sporting Clube de Portugal esteve no apuramento de Portugal!...
A grandeza não tem peso nem medida, é apenas uma imagem da história e da tradição...

Leoninamente,
Até à próxima



"Zapping" e um hino de amor !!!...

Agora às segundas feiras, a partir das 22.00 horas, encontrei um novo entretenimento: testar a fiabilidade do meu comando Meo da televisão! É um ver se te avias, entre "O dia seguinte" e o "Prolongamento", que é como quem diz, entre os canais 5 e 7.
Começo sempre no 5, com o discurso de abertura do moderador, honrado e isento - quando se esquece da missão que lhe é incumbida!... - benfa, para ficar com uma ideia do alinhamento da paródia. Depois vou-me divertindo entre a sacanice do andrade, a velhacaria do lampião e a linguagem redonda e quase vazia do leão, que está em cada dia a perder as qualidades que fizeram dele um dos mais argutos "paineleiros" cá do burgo. Não sei se serão influências da amizade com Queiroz, o que sei é que lhe copia cada vez mais o linguajar redondo, vazio, extenso e repetitivo e também não sei se na barra dos tribunais, onde impunha respeito e infundia medo pela argúcia com que defendia os seus clientes, haverá juíz com paciência para lhe deixar levar até ao fim os discursos.
Passada a primeira meia hora, umas vezes fastidiosa, outras nojenta, outras ainda quase perversa, quando o moderador revela sinais de não estar nos seus melhores dias, para escolher motes e temas capazes de provocar derrame de "sangue" entre os contendores, ou então quando me começa a enfastiar o despudorado convite aos espectadores desatentos, para entrarem na festa das sondagens telefónicas, com perguntas estúpidas, desinteressantes e de confrangedora pobreza, que limpam todos os incautos arrebanhados, de 74 cêntimos em cada tentativa de melhorar os resultados da sua eventual posição, dou um saltinho e, em "prolongamento" da festa, vou até ao 7.
Aqui, entre um andrade pançudo e mal educado e o "lampeónico" ar clerical e pseudo intelectual de um presumido detentor da verdade absoluta, assisto invariavelmente ao esbracejar confrangedor de um leão que decididamente, não terá culpa nenhuma de lhe terem trocado a savana, onde seria intocável e rei, pelas avenidas perigosas e armadilhadas de uma metrópole a que jamais se habituará.
Ontem tive uma desagradável surpresa: o presumido "padreco" lampião e o andrade pançudo e descortês, quais "transformers" de revista, trocaram de papéis e eu(nós) pude(mos) assistir a uma cena de peixeirada autêntica, protagonizada pelo "vigário" vermelho, na defesa, empertigada, de uma qualquer donzela "duquesa" da sua imaculada e santa sacristia, enquanto, seraficamente, o tripeiro andrade, gorducho e bronco, foi alinhavando um discurso polido, hipócrita e ostensivamente maniqueísta. No meio, um leão destroçado por mais um duplo atropelamento, quando julgou ver na passadeira, o vau de um qualquer pacífico riacho da sua savana.
Novo "zapping" e novo encontro com temas nobres: o malte escocês de Eusébio, confrontado com o o proclamado elitismo e racismo dos apaniguados de um clube de que não gosta e o pretenso galinheiro que os vermelhos estarão a construir no aviário para receber leões!... Sinceramente, sem pachorra, atrevi-me a outro "zapping". Mas voltei a ver as carótidas do "padreco" vermelho a quererem romper a pela da garganta do proprietário, o sorriso petulante do anafado andrade e o destroçado e perdido leão, à deriva pelas avenidas novas e velhas e com geito de se encaminhar para Sete Rios, onde lhe pareceu ouvir, levemente, quase em sussurro, um rugido de um primo. Mal sabe ele que, se não regressar rapidamente à savana, ainda acaba por perder a liberdade e o respeito, daquele de que julgou ouvir o rugido e de todos os outros primos, irmãos e reis leões.
Era quase meia noite e em vez de novo "zapping", que me traria os resultados das respostas parvas e onerosas, às perguntas estúpidas para amortizar dívidas e despautérios, preferi carregar no "off" e ir ouvir os "100 anos do Sporting", cantados pela Nádia Anais. Ouvi uma, duas, três vezes e fui-me deitar descansado, calmo, sereno, confiante e comovido. Nada algum dia poderá destruir, o que sente um sportinguista quando ouve este hino de amor!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O próximo é o mais importante !...

Como pode ser apreciado aqui, os bilhetes dispensados ao Sporting pelo clube de Benfica - 3.425!!!... - esgotaram nas primeiras horas em que, para o efeito, estiveram abertas as bilheteiras em Alvalade e foi anunciada a intenção do clube de requisitar mais 5.000.
Parece ser a resposta aos argumentos utilizados pelo clube adversário, de que em derbies anteriores os bilhetes cedidos não teriam sido todos vendidos. E aos "mind games" utilizados pelos vermelhos nestes dias que antecedem o jogo, de que a entrevista encomendada e as afirmações infelizes nela constantes de Eusébio, foi o último exemplo.
Assistiremos, muito provavelmente, com o aproximar do dia 26, a outros jogos florais de coloração semelhante. Bem gostaria eu de assistir a uma atitude elevada por parte do Sporting Clube de Portugal, de rejeição completa desses caminhos e com toda a nossa concentração dirigida, tão só e apenas, para o tempo e o modo como a nossa equipa se apresentará no campo do adversário. Deixá-los a falar sózinhos e bem assim, toda a frente engajada da comunicação social, que pretenda alinhar no esquema. Não é difícil detectar os caminhos e objectivos que nesse sentido serão despoletados e muito mais fácil ainda, será entregar-lhes como  prémio, um silencioso recato bem misturado com sorrisos, tão compreensivos quanto inigmáticos.
Para já, mais importante que o lançamento do "derby", será colocar toda a nossa atenção e empenho no próximo jogo, em que receberemos o Braga em Alvalade. É um encontro muito mais importante, porque decisivo para o futuro do Sporting na competição, etiqueta que nada nem ninguém conseguirá colocar no jogo da Luz. Preparemo-nos para Alvalade no próximo domingo e o resto serão sempre conversas de lana-caprina sobre algo que ainda vem longe!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 13 de novembro de 2011

Duas boas notícias !...

Este domingo amanheceu com duas boas notícias para o universo sportiguista. Saber que Marat Izmailov se apresta para iniciar a sua recuperação no relvado, como aqui é avançado, enche-me de alegria e satisfação.
Marat é um símbolo de luta contra o infortúnio e uma referência para todos os que, marcados pelos imponderáveis e adversidades que a vida frequentemente nos oferece, nunca desistem, nunca baixam os braços. E é um atleta de eleição, cujos atributos técnicos se situam num patamar de tão evidente e reconhecida excelência, que nenhuma equipa do mundo rejeitaria.
Todo o universo leonino deseja com muita força e proclamada esperança, a recuperação completa e sem recaída de um atleta que há muito admira e incentiva e apoia em todo o seu doloroso trajecto. Razão mais do que suficiente para que a notícia da sua iminente entrada na última fase de recuperação, seja recebida com júbilo e satisfação.

A outra excelente notícia era previsível. Mas a consumação das previsões e desejos de uma parcela significativa dos adeptos sportinguistas, que aqui pode ser apreciada, da assinatura de contrato profissional com o Sporting Clube de Portugal, por parte de Filipe Chaby, uma das mais refulgentes promessas do universo da formação sportinguista, traz-nos, além de uma satisfação enorme, a certeza de que quem hoje dirige e pensa o Sporting, está atento e decidido.
Ontem falámos aqui de Chaby, para lhe elogiar as qualidades, as virtudes e a promessa que representa. Hoje voltamos, para aplaudir a decisão do Sporting!...

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 12 de novembro de 2011

Chaby, três gerações e um só ideal: Sporting!!!...


Muito poucas boas recordações terá deixado nos adeptos leoninos, o jogo que o Sporting disputou na 5ª feira passada em Luanda. Ter-se-à salvo o objectivo mais importante da deslocação da comitiva sportinguista a terras de África: a presença e a mensagem de fraternidade que o Sporting levou aos sportinguistas em particular e a todo o povo angolano em geral. Desportivamente, ainda que consideradas todas as inúmeras atenuantes, a prestação dos atletas leoninos que estiveram presentes no estádio 11 de Novembro, foi um rotundo fracasso, a pedir urgente regresso e o ressarcimento compaginável com a grandeza do Sporting Clube de Portugal.
Mas no meio da pobreza da exibição protagonizada pelos jogadores sportinguistas, houve pormenores interessantes e, entre estes, o trabalho realizado por um rapazinho de 17 anos, que nos terá obrigado a todos, a fixar o seu nome: Chaby.
No rescaldo desse mesmo jogo, de Rafael Toucedo, jornalista de "O Jogo", surge hoje publicada na edição on-line, a única a que tive oportunidade de aceder  e que pode ser aqui  apreciada, uma análise sobre a ascendência, primeiros passos, gostos, opções e sonhos de Carlos Filipe Chaby.
Negociado com o clube de Benfica, por um pouco ortodoxo presidente setubalense, como se de um mero objecto ou coisa se tratasse, Chaby e o seu pai, recusaram ser assim tratados e abortaram a negociata. Valores bastante mais elevados habitavam o espírito de ambos que, pouco tempo depois, viriam a materializar-se com a aceitação de um convite para representar o Sporting. Corria o ano de 2006 e o jovem Chaby afirma hoje orgulhosamente que, indiferente a outros cantos de sereia, preferiu a melhor escolha que poderia ter feito: Sporting Clube de Portugal.
Pelo que todos tivemos oportunidade de ver no jogo de Luanda, pelas convicções e certezas que revela, Chaby poderá muito bem estar a caminho de cumprir um sonho. Que assim seja e que a par desse cumprimento, ele possa sempre orgulhar o avô e particularmente o pai, que lhe inculcaram a ética, os valores e os princípios de um verdadeiro leão.
Quando assistimos a exemplos degradantes de jovens que, frequentando a nossa Academia, afirmam sem pudor ou vergonha nas redes sociais que o Sporting, como o melhor clube formador português, será apenas e tão só, um mero trampolim para outros clubes, é reconfortante saber a história deste menino, que honra a nobreza e as passadas dos seus antecessores e o clube do seu coração.
Que Carlos Filipe Chaby, continue feliz no caminho que escolheu. Que nunca descure outras vertentes da sua formação. Que interiorize sempre  que a educação e a cultura, ao invés de prejudicarem, só podem melhorar os fantásticos atributos desportivos que o berço lhe deu. Que saiba esperar o tempo certo, sem pressas nem ganâncias desmesuradas, sem atropelar valores e príncípios que a sorte de usar um nome honrado e sportinguista, lhe ofereceu de mão beijada.

Nós, sportinguistas reconhecidos, guardaremos aplausos, para ele. E para todos os que, como ele, souberem honrar e dignificar o glorioso Sporting Clube de Portugal !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A nossa selecção é só Sporting !!!...

Podem pensar que só vejo verde à minha frente!... Mas não é verdade: o que eu só vejo à minha frente, é verde, sim senhor, mas com branco à mistura. Ás riscas horizontais e um leão ao peito.
Há pouco, disse a um amigo benfa, que a selecção era só Sporting! Chamou-me maluco, reforçando que eu andava a perder qualidades e que não estaria bom da cabeça. Que o que eu tinha era mania e que não havia de perder pela demora. Não gostei e antes que deixasse de ter a razão pelo meu lado - nunca se sabe o que nos pode acontecer amanhã! -  peguei numa esferográfica e num pedacito de papel e escrevi:

Rui Patrício ............ jogador do Sporting
João Pereira ............ jogador do Sporting
Pepe ........................ passou pelo Sporting
Bruno Alves ........... perdeu-se do Sporting
Fábio Coentrão ....... adepto do Sporting
Miguel Veloso ........ formado no Sporting
João Moutinho ....... formado no Sporting
Raul Meireles ......... perdeu-se do Sporting
Nani ........................ formado no Sporting
Postiga .................... jogou pelo Sporting
Cristiano Ronaldo ... formado no Sporting
Ruben Micael .......... esteve quase no Sporting
Hugo Almeida ........  esteve quase no Sporting

Entreguei-lhe o papel. Leu, releu, voltou a ler e a reler e disse: És capaz de ter razão !... Enchi o peito, rugi baixinho e disse para comigo: ficou esclarecido!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Drama?!... Não, Janeiro é já ali !...

Triste imagem, aquela que o Sporting deixou em Luanda!... Apenas a comovente alegria das bancadas e o querer - e o saber também! - dos jogadores angolanos, podem ficar registados no final desta decepcionante exibição dos leões por terras de África.
Haverá razões que possam explicar aquilo que os atletas leoninos mostraram no estádio 11 de Novembro?!... Certamente, mas a pobreza foi demasiado confrangedora, para que possamos passar uma esponja em tudo o que tivemos oportunidade de apreciar.
E os primeiros a quem todos os sportinguistas têm razões de sobra para questionar sobre o triste desempenho de Luanda, nem serão os juniores. Foram precisamente alguns dos seniores, alguns daqueles a que habitualmente Domingos Paciência recorre para colmatar as brechas da equipa principal, que falharam estrondosamente. Porquê?!...
Não consigo compreender as exibições de Bojinov(2.5), Pereirinha(2.5), Evaldo(2.8) e André Santos(2.8) - entre parentesis as classificações atribuidas em Record on-line, único jornal desportivo a fazê-lo -, de quem se esperariam, naturalmente, outro rigor, outro empenho, outra entrega, outra obrigação de serem exemplo para toda a juventude que os rodeava. Uma verdadeira lástima o seu desempenho!... O exemplo?!... Veio de Felipe Chaby(3.6), Ricky van Wolfswinkel(3.5), Diego Capel(3.5), André Carrillo(3.4), Diego Rubio(3.3), Santiago Árias(3.2), Ruben Semedo(3.0) e outros jovens que terão entrado em campo com as pernas a tremer, mas a quem não se pode, conscientemente, exigir muito mais.
Domingos Paciência disse no final do jogo, não encontrar motivos para dramatizar e que a equipa conseguiu o possível, dadas as circunstâncias. Mas entre o que disse e o que o jogo determinou no seu pensamento, irá certamente uma grande distância. Se tinha dúvidas sobre a "performance" de alguns jogadores, hoje ter-se-ão dissipado. Janeiro está quase aí à porta, se o "porta-moedas" ainda tiver liquidez...
Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A pergunta do conflito

Todo o acontecimento tem explicação. E o que não conseguimos explicar, deve~se a incapacidades próprias e nunca a uma mera excepção da regra.
Todos adivinhávamos que entre Paulo Bento e José Bosingwa algo de grave teria acontecido. Hoje, como podem apreciar aqui, o mistério ficou desfeito: "... pensas que estás a treinar os juniores do Sporting ?!...", terá sido a pergunta de Bosingwa que detonou o diferendo, que culminou ontem com a renúncia do lateral à selecção, enquanto PB for seleccionador.
Historietas - histórias pequenas - protagonizadas por homenzotes - homens pequenos - como Ricardo Carvalho e José Bosingwa. Só gostava de saber o valor do débito dos juniores do Sporting a Bosingwa, para contestar a dívida. Os milhões de Roman Abramovich parecem cegar muitas pessoas. E, mais grave, começam a ser demasiados, os que, tendo nascido com habilidade para dar uns pontapés num couro esférico, julgam possuir outros dons que os distinguem dos comuns mortais.
E volta à baila a história da formação e da educação!... Razão tinha e continua a ter, felizmente, Manolo Vidal, quando disse um dia que o Sporting tinha formado um jogador, mas falhado na formação do homem. Outro homenzote que não merece que lhe escreva o nome...
Leoninamente,
Até à próxima 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ser ou não ser... homenzinho

No último artigo que publiquei aqui e ainda sob o efeito devastador que a lesão de Rinaudo me (nos) provocou, falei, naturalmente, entre os vários cenários possíveis para colmatar a brecha que esse infortúnio determinou, de André Santos e da imperiosa necessidade de uma significativa alteração do seu comportamento competitivo. E "brinquei" com uma palavra que no contexto, nada tinha de depreciativo e muito menos insultuoso. Recordo que escrevi:
Sem colocar alguma vez em causa a honorabilidade de André Santos e com a certeza absoluta de que Cherbakov em "Cacifo do Paulinho" também não o pretendeu, também me questiono sobre se Domingos Paciência conseguirá fazer dele um homenzinho. Porque, para além da exibição dos já evidenciados - na Academia, U. Leiria e Sporting - atributos superiores de carácter, dimensão humana e capacidade técnica, André Santos pouco mais mostra em campo.
Parece-me que terei sido apenas eu e a pessoa de Cherbakov, a quem "roubei" a palavra, as únicas pessoas a entendê-la com a carga que ambos lhe quizemos atribuir. Por isso, desejaria, apesar da ressalva do parágrafo anterior, dizer que considero André Santos, como o exemplo genuíno de tudo o que penso ser exigível à formação do Sporting, exceptuadas que sejam, as vertentes tácticas e competitivas. Porque no rigor táctico e competitivo, na entrega, na agressividade, na garra, na raça, no querer e no inquebrantável desejo de vencer, André vem apresentando prestações defutebolista menino. Por isso eu desejei que Domingos pudesse ser capaz de fazer dele um futebolista homenzinho. E porque ainda é tempo de André o poder ser. Depende única e exclusivamente dele, pela razão simples de que nele estão reunidos todos os outros atributos necessários.
O que eu desejaria para André, era que ele não repetisse carreiras de predestinados que, de degrau em degrau, por erros próprios ou de quem lhes guiou os destinos desportivos, acabaram por passar ao lado do sucesso e da felicidade de serem ídolos e lembrados ao virar de cada esquina do futebol português. O que eu desejaria para André Santos, era que ele não seguisse as pisadas de outros que o antecederam na formação do Sporting e que vivem hoje esquecidos pelos adeptos e pela fortuna da vida que lhes passou de raspão sem sequer os beliscar. Não pretendi deter-me nos exemplos que, fora da nossa Academia ou nas estruturas que a antecederam, o Sporting foi buscar, perto ou longe, para vestirem a gloriosa camisola verde e branca e que terão, uns triunfado e glorificado o clube que os adoptou e outros nem tanto assim. Os desejos que expressei para André, foram a antítese de carreiras "pós-formação leonina" sempre a descer, até ao quase anonimato e esquecimento. Foram carreiras desperdiçadas, que lembro aqui e agora, ao correr das teclas, como as de Mário Jorge, Freire, Amaral, Litos, Paulo Santos, Peixe, Carlos Martins, Fábio Paim... Jogadores fabulosos, produtos genuínos do Sporting, cujas opções de vida e erros de percurso afastaram da felicidade, do êxito desportivo, da glória. Porque incumpridores do lema maior do nosso mundo sportinguista: esforço, dedicação e devoção. Que trocaram por vedetismos estéreis, facilitismo, comodismo, preguiça e vícios.
E o que está a acontecer com André Santos e muito provavelmente se repetirá noutros produtos da nossa Academia, ficará indelevelmente ligado a lacunas existentes na nossa escola. Dói-me atrozmente dizê-lo, como sportinguista e como adepto incondicional de Alcochete, cuja paternidade não contesto, não discuto, nem defendo, mas sei, de um saber que me advém do amor que o Sporting me merece e do facto de viver acordado para a realidade, que chega até mim de muitas, variadas, credíveis, conscientes e interessadas formas, mas o rei Leão passeia-se quase nu por Alcochete!...
E repito, agora de uma forma mais abrangente ainda, oxalá Domingos Paciência seja capaz de fazer de muitos deles uns homenzinhos. Porque valor terão, mas sobram-lhes muitos defeitos. Uns próprios, que há muito deveriam estar corrigidos. Outros que, sendo-lhes estranhos, acabam por neles se infitrar, resultado de erros estratégicos persistentes que acentuam em cada dia a nudez do rei Leão.
José Mourinho, o melhor treinador do Mundo da actualidade, por certo não desdenhará o elogio, de que terá feito ao longo da sua brilhante carreira, de muitos jogadores quase vulgares, uns homenzinhos. E atrever-me-ia a acrescentar, que nenhum desses jogadores desdenhará ser homenzinho!!!...
 
Leoninamente,
Até à próxima
 

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