quarta-feira, 30 de setembro de 2015

"Nada disso perturba, nem a mim nem à entidade patronal"!...



«Não tinha conhecimento disso. Mas não há nada a esconder em relação ao meu contrato. Não me perturba, nem a mim nem à entidade patronal. Não há qualquer problema apesar de não ter conhecimento nenhum disso»

(Jorge Jesus, hoje em Conferência Imprensa)

Foi a notícia do dia, que alguns pretenderiam ou pretenderão como sendo a "bomba atómica" capaz de abalar a estabilidade do Sporting Clube de Portugal, embora a capa fale de... futebol português.

Só os tolos não perceberão a origem e os objectivos de uma acção desta envergadura. Bastará para tal a constatação do alvo criteriosamente escolhido para o arranque de mais esta campanha, para se identificar sem a mais pequena réstia de dúvida, o dedo maquiavélico da "central de propaganda goebbelsiana do arcanjo gabriel".

Foram sintomáticas e prenúncio seguro, as actuações dos "paineleiros" António Simóes e Pedro Guerra, nos respectivos programas, lançando a perfídia da suspeita com a pretensa existência e ameaça de exibição, de documentos comprometedores para a grande instituição que é o Sporting Clube de Portugal.

Será tarefa escusada e tempo perdido para todo o universo leonino, debruçar-se sobre a forma, o tempo e o modo como a informação terá sido recolhida. Isso será missão exclusiva da polícia, Ministério Público e demais autoridades e instituições ligadas à investigação criminal.

Preocupante será o caso de, na base da recolha dos dados necessários e suficientes para a arquitectura deste diabólico plano, eventualmente poderem ter estado a incompetência, o amadorismo, o laxismo, a inobservância das mais básicas regras, ou mesmo a traição, por parte do vasto leque de profissionais informáticos e administrativos de Alvalade.

Quanto a tudo o mais que possa ser extrapolado da documentação divulgada, as palavras de Jorge Jesus serão suficientemente elucidativas:

"Nada disso perturba, nem a mim nem à entidade patronal"!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ninguém poderá ser julgado ou julgar-se insubstituível!...



De insubstituíveis estarão cemitérios e infernos cheios! Providencial, apenas se conhece a Mater Natura, apesar dos "esforços" do Homem para dar cabo dela! O resto nunca passará  de excrescências efémeras, episódicas, frutos da condição e imperfeição humanas.

Há um menino em Alvalade que parece ou poderá vir a constituir, o verdadeiro paradigma de um tal postulado que, não sendo uma verdade irrefutável, se afigura no mínimo, uma proposição consistente e que pouca discussão suscitará entre os adeptos leoninos.

Jorge Jesus, perante a incontornável e, para muitos entre os quais hoje me incluo, indiscutível exclusão de Carrillo, parece ter riscado o nome do peruano dos seus planos e apostado convictamente em Gelson Martins. E este menino de 20 anos tem correspondido, demonstrando que poderá vir a ser um atleta determinante no percurso leonino da presente temporada, atirando para bem longe os prognósticos terríficos que emolduraram até há pouco o quadro resultante da crença nos insubstituíveis...

Nem o mais eudeusado e glorificado dos líderes, alguma vez poderá ser julgado ou julgar-se insubstituível!...

Leoninamente,
Até à próxima

O colinho é só para quem nós sabemos!...



Erros de um internacional


«... Artur Soares Dias, que mereceu os mais rasgados e justos elogios no jogo do Dragão, não foi o mesmo que se apresentou no Bessa. Apático e condescendente, teve erros inaceitáveis para um árbitro internacional, por infortúnio todos eles desfavoráveis para a equipa de Alvalade, como o penálti a que fez vista grossa, por mão de Paulo Vinícius; a infracção de Tengarrinha a Jefferson, além de outra maldosa de Anderson Correia; no final, um livre perigoso que ficou por assinalar por falta de Afonso Figueiredo, fazendo dano nas pernas de Gelson. E ainda um fora-de-jogo mal sinalizado a João Pereira. Tudo erros que favoreceram os axadrezados.»
(Joaquim Campos, Árbitro ao Raio X, in Record)

A opinião de um dos melhores árbitros de sempre em Portugal! Não consta que seja sportinguista, nem receba avença...

O colinho é só para quem nós sabemos!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A culpa será do tempo e eu deixarei o tempo chegar no tempo certo!...



Visto da rectangular, imaginária e distante bancada, foi um jogo épicamente frustrante, misturados que foram bocejos, tédio, sofrimento, decepção... Com a desesperante compensação de um árbitro ausente, foram 96 minutos de traumatizante, narcísica e egoísta posse de bola - sai da frente da câmara parôlo! -, de constantes, estéreis, improfícuas lateralizações, passes atrasados ou transviados e simulações velhas e gastas, perante linhas "adversárias" complacentes, ou timidamente estáticas, ou quedas e mudas!...

O resultado final?! Um zero-a-zero frustante, tempo perdido e tudo o resto, curto, muito curto! E se até o dia terá sido curto?! Então, culpe-se o Sol, apressado demais! Os relógios, rápidos demais! Aquele namorar, até tarde demais! O "facebook" apressado e má-língua demais! O trânsito "stressante" e inconveniente demais! A "bjeca" das "roulotes" fresca e cara demais! E assim, já não a veremos morrer solteira! A culpa!...

Desisto, em definitivo, de ver mais jogos destes! Estou farto de jogos curtos em dias curtos! E de zero-a-zeros!...

E se os dias que me esperam forem longos e custarem a passar, sempre hei-de poder culpar a maré que ficou demorada, a rapidez demente da pressa atrasada, a internet quase sempre ligada, aquele que parou na hora marcada ou chegou na hora errada, a "bjeca" cara e exageradamente gelada...


A culpa será do tempo e eu deixarei o tempo chegar no tempo certo!... 

Leoninamente,
Até à próxima

Já não tenho pachorra para árbitros "chicos espertos", corruptos e incompetentes!...





Terá sido esta a expressão que exibiu o árbitro Rui Costa, quando Vitor Pereira lhe comunicou a nomeação para o jogo do Sporting Clube de Portugal, no próximo domingo em Alvalade, como o Vitória de Guimarães?!...

Estou em crer que não! Rui Costa será, na minha opinião, um árbitro de qualidade bem acima da média na paupérrima arbitragem nacional e que terá ficado a dever ao seu carácter íntegro e não subserviente, o facto de nunca ter sido promovido a internacional. E dado o seu historico dos últimos anos em que arbitrou jogos do Sporting Clube de Portugal, não me parece que tenha sido contestado ao ponto de mostrar tal desagrado:

Fonte: Influência Arbitral
Espero e desejo que este professor de Educação Física da A.F. do Porto tenha uma noite tranquila e assertiva. Por dois simples motivos: primeiro porque apreciava ter a possibilidade de olhar para o Sporting, sem influência arbitral e expulsar da minha mente, algumas suspeitas que me têm inundado o pensamento; depois, porque...

Já não tenho pachorra para árbitros "chicos espertos", corruptos e incompetentes!...

Leoninamente,
Até á próxima

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Além de pouco elegante, não havia necessidade!...


Orgulhoso e desafiador


«Um discurso de orgulho pela obra feita mas também desafiador. Esta a ideia de força que ficou da intervenção de Bruno de Carvalho na AG do Sporting. À margem das bicadas ao Benfica, o líder leonino desfez-se em elogios a si e à sua equipa. Um modelo de gestão que, deve ser reconhecido, permitiu recuperar o bom-nome e renovar ambições.

Além de ser evidente que Bruno de Carvalho não tem problemas de autoestima, ficou claro que pretende que esse sentimento seja partilhado por todos os sportinguistas. "Somos mais de 3 milhões e meio, somos uma grande marca" são mensagens que vão além do culto pelo líder e que devem ser assumidas por todo o universo leonino com o mesmo orgulho que BdC tem pelo trabalho realizado. Esse é um dos desafios lançados por um presidente que também pede protecção para não cair com um argumento convincente: "Eu optei por defender o Sporting, por enfrentar tudo o que fosse necessário."

Nem todos os sportinguistas foram tratados por igual. BdC falou de um grupo de seis que, segundo ele, se tem revelado muito activo nas redes sociais e que inclusivamente formou um governo-sombra. Inimigos internos não são propriamente uma novidade. O passado está cheio de episódios desses. Quantos alinharam nessa guerrilha e até chegaram ao poder? Uma coisa é verdade: a má língua e uma certa inclinação autofágica têm feito parte do ‘modus vivendi’ do Sporting.

Além da arbitragem (inevitável) e de denúncias sobre transferências que não deveriam cair em saco roto, a Doyen foi tema abordado numa perspectiva... derrotista. Ficou, porém, a boa nova: o pavilhão estará pronto em 2017.»
(António Magalhães, Entrada em Campo, in Record)


Estamos em Portugal! E neste povo que "nem se governa nem se deixa governar", estranho seria apreciar uma qualquer instituição e não nos apercebermos de "inimigos internos", até de "governos sombra"! O que mais para aí haverá é disso, que até já serviu para "marca" para um programa televisivo. Resumiria esse predicado muito nosso, de aceitação e rendimento seguro, como uma empedernida, incontornável e irrecuperável, má língua!... Uma singular questão cultural, que faz parte do nosso ADN e... adiante.

Depois de assistir, enfadado a partir do tempo aconselhado pela mais elementar regra da razoabilidade instituída pela ciência da comunicação, ao discurso de Bruno de Carvalho, andei às voltas como o cão até encontrar a posição mais conveniente para uma soneca, para tentar verter neste espaço as minhas impressões. Entretanto surge-me esta crónica de António Magalhães que terá conseguido de forma bem mais polida e menos abrasiva, aquilo que eu provavelmente conseguiria. Ter-me-à tirado as palavras da mente, pelo que por aqui me fico, subscrevendo-as.

Sobra-me apenas a situação desagradável que, como sportinguista, me causou a divulgação, pelo mesmo jornal, dos nomes que eventualmente constituirão o denominado por Bruno de Carvalho, "governo sombra", por entender como perfeitamente legítima a posição de cada um deles, entre os quais se encontra alguém a que me ligam laços de amizade, consideração e comunhão sportinguista. O que seria do amarelo, se todos gostassem do verde?! E o que é que terá a ver o cu com as calças?!... 

Além de pouco elegante, não havia necessidade!...

Leoninamente,
Até á próxima

Mas ainda há quem esteja na horta e não veja as couves!...


Pinto da Costa burro?! Parvo?! Estúpido?!Poderão ser-lhe assacados todos os atributos de carácter que cada um entenda por mais adequados, excepto estes. Isso serão todos aqueles que pretendem fazer passar todos os outros por burros, parvos e estúpidos, Bruno de Carvalho e a sua equipa incluídos!...

Mas ainda há quem esteja na horta e não veja as couves!...

Leoninamente,
Até à próxima

O mundo é uma nora!...




Ainda me lembro de comentários de benfas, que vinham a Leoninamente, tecer considerações sobre a nossa argúcia, quando nos entrou Shikabala pela porta dentro! Vá lá que Shikabala  ganhava apenas uma pequeníssima parte daquilo que Taarabt embolsa no fim de cada ano, até 2020!...

O mundo é uma nora e há alcatruzes que passam em frente das barbas de todos!...

Leoninamente, 
Até à próxima

Um bom prenúncio daquilo que nos poderá estar reservado!...



Foi a 5ª vitória na presente temporada sobre o eterno rival Sport Lisboa e Benfica! Depois do Futebol, Andebol, Futsal e Futsal Feminino, o Hóquei em Patins trouxe para o Museu a Supertaça António Livramento!...

Um bom prenúncio daquilo que nos poderá estar reservado!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 27 de setembro de 2015

E a Supertaça de Hoquei é nossa!...



E voltou a repetir-se no hoquei em patins o que já tínhamos visto em futebol: LIMPINHO, LIMPINHO!...

A este ritmo, o Museu Sporting terá de aumentar o espaço!...

E a Supertaça de Hoquei é nossa!...

Leoninamente,
Até á próxima

O grande desafio de Jesus: o 6x4x0 de Petit e dos outros!...


Creio que já não haverá nesta muito "sui generis" liga portuguesa, nenhum treinador adversário que não tenha na sua posse o "mapa do tesouro" que Jorge Jesus pouco ou nenhum cuidado terá demonstrado, nem teria de ter, em preservar da devassa alheia. A mais sofisticada demonstração deste meu pensamento, foi-nos ontem cabalmente apresentada ao longo de 94 minutos no estádio do Bessa, por mais um ilustre representante da nova vaga de treinadores portugueses, para quem o futebol deixou de ser um espectáculo que se vende por preços exorbitantes, para deixar no balneário a responsabilidade da qualidade do produto que deverá ser apresentado, oferecendo gato a quem comprou lebre e "trabalhando" sem pruridos ou pudor para o "pontinho"

Armando Gonçalves Teixeira, cujo nome de guerra "Petit", muito provavelmente, se adequará mais à sua dimensão de técnico, com o "mapa do tesouro" debaixo do braço a que terá juntado as "cábulas" de todos os seis jogos anteriormente disputados pelo Sporting desde o arranque da temporada no estádio do Algarve, teve o privilégio de apresentar ontem, na própria casa da equipa que lidera, no estádio do Bessa, a última novidade, o mais revolucionário dispositivo táctico que o futebol conheceu: o 6x4x0!...

Nunca algum técnico tinha ousado jogar com dois defesas plantados em cada uma das faixas laterais e colocando à frente dessa colossal defesa de seis homens, uma segunda linha de quatro defesas, abdicando completamente das restantes linhas de construção e finalização que todos os modelos, por mais defensivos ou ultra-defensivos que se possam imaginar, até hoje celebrizaram. Mas haverá que reconhecer que a sua estratégia e inovação táctica resultou na perfeição: conseguiu "o famigerado pontinho", pouco importando agora analisar se concorreu ou não para apressar a morte do futebol. Isso será matéria de análise para o "International Board", no sentido de encontrar e implementar a vacina mais adequada a esse prenúncio de morte.

Porém, ai de Jorge Jesus se ficar à espera dessa "providência cautelar" dos organismos que zelam pelo "aggiornamento" das 17 leis deste desporto de multidões. Bem poderá esperar sentado pelo "vídeo-árbitro" ou pela mudança ética e qualitativa da arbitragem, tanto a nível internacional, quanto a uma quase utópica regeneração nacional!...

Jorge Jesus terá, necessária e imperiosamente de buscar soluções dentro da equipa, capazes de dar resposta ao plágio que se adivinha no futuro, da "negação de futebol" a que ontem assistimos no Bessa, por parte de uma grande parte dos treinadores das equipas que defrontarem o Sporting.

Creio que se apresentará hoje ao técnico leonino, um dos maiores desafios da sua carreira, porque nem sequer poderá recorrer nos próximos três meses a um eventual recurso ao mercado, quando nesse espaço de tempo muito se poderá vir a decidir em termos de todo o projecto desportivo que abraçou.

Numa coisa o próprio Jorge Jesus concordará: alguma coisa terá de mudar! Caber-lhe-à, do alto da sua reconhecida capacidade técnica e experiência, avaliar se essa mudança terá de passar pelo modelo ou pelos intérpretes e nestes, por alterações de posicionamento ou de disponibilidade mental. Porque o caminho até agora perseguido parece não ter saída!...

O grande desafio de Jesus será: o 6x4x0 de Petit e dos outros!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ricardo Costa estava a mais no pântano do nosso futebol!...


Às pernas do adversário

Ver as entradas dos jogadores do Atlético e do Leixões sobre os jovens do FCPorto e do Sporting André Silva e Mauro Riquicho (punidas com amarelo!!...), e a consequência que poderiam ter tido sobre as suas promissoras carreiras desportivas é o mote para voltarmos a um assunto por de mais evidente. Já sabemos que a forma como a agressividade tem crescido nos relvados nacionais não tem sido bem avaliada por muitas equipas de arbitragem. Mas esse crescendo está directamente relacionado com o laxismo que as equipas constituídas por Fernando Gomes desde 2010 nos órgãos disciplinares adoptaram como natureza e idiossincrasia. Desde então não se distingue entre a agressão física (sem relação imediata com a disputa de bola) e o 'jogo violento' (entradas ao corpo do adversário relacionadas com a disputa de bola), mesmo depois das alterações regulamentares feitas na Liga em 2007 e 2010; para ambas as hipóteses vão todos os jogadores expulsos corridos com a suspensão de 1 jogo (tal como é punido um 'duplo amarelo'...), sem qualquer interpretação valorativa das descrições que os árbitros fazem nos seus relatórios; a reincidência é vista como uma acumulação sem juízo adicional de censura; a sensação de impunidade instalou-se e o campo passou a ser cada vez mais uma área de elevado risco. Pois. Os senhores 'conselheiros' estão na federação a assobiar para o ar e a vida corre entre os pingos da chuva que cai sobre os árbitros...

Já sabemos também que há muito se fala de uma importante medida: suspender os autores das faltas violentas, com consequência física grave, durante o período de incapacidade e recuperação do jogador lesionado. Já existe há muito essa sanção temporária para as agressões (lembram-se da novela Paulinho Santos vs João Vieira Pinto?) mas teima-se em não alargá-la expressamente para os 'tackles' e 'vassouradas' intoleráveis. Medida custosa mas, nesses casos de maior censura, proporcionada e tuteladora da correspectividade do dano. Porém, só se 'lembram' quando a grosseria atinge a nossa casa…

Em Junho houve modificações do Regulamento Disciplinar da Liga. Mais uma vez não se mexeu nas infrações que mais respeitam à integridade física dos principais intervenientes no jogo. Os clubes estavam muito atarefados com a necessidade de extinguir a Comissão de Instrução e Inquéritos e afastar os seus membros da jurisdição do futebol profissional. Com certeza que deveriam ser eles que andavam por lá a entrar às pernas dos jogadores...
(Ricardo Costa, Por força da Lei, in Record)

Na sequência do espectáculo degradante, em termos de permissividade arbitral, protagonizada por um consagrado árbitro internacional, que acabei de ver no estádio do Bessa, nada melhor do que deixar por aqui a excelente crónica de Ricardo Costa, professor de Direito da Universidade de Coimbra e ex-presidente da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, afastado do futebol como "persona non grata" como responsável pelo famigerado desfecho do "Apito Final".

Ricardo Costa estava a mais no pântano do nosso futebol!...

Leoninamente,
Até á próxima

A luta vai ser assim até final do campeonato!...

O melhor em campo e um homem feliz...

«Faltou o golo. Criámos oportunidades para isso mas não tantas para termos a eficácia que a equipa tem habitualmente. Sabíamos que é difícil jogar aqui, o Boavista não deixa jogar e é uma equipa muito competitiva. Ofensivamente, não nos criou muitos problemas. Mas não fomos tão fortes, também por mérito do Boavista, na zona de finalização. Não conseguimos marcar e fomos penalizados. [...]

À excepção de William Carvalho, os que entraram não deram dinâmica à equipa. [...] Faltou-nos alguma criatividade individual. Estive sempre à espera que algum jogador resolvesse, num ou outro lance, mas o Boavista não deixou. [...]

Perdemos uma boa hipótese. A equipa deu o que tinha, faltou um pouco mais do poder que uma equipa habituada a somar tem. É um processo que estou a desenvolver no Sporting. [...]
A luta vai ser assim, o campeonato vai ser muito disputado. Não vai ser fácil para as equipas que lutam pelo título. Perdemos dois pontos.»
(Jorge Jesus, "flash interview" no final do jogo)

"Estive sempre à espera que algum jogador resolvesse, num ou noutro lance" terão sido as palavras que Jorge Jesus nunca esperou dizer à sexta jornada da Liga. E não disse mais, como qualquer um de nós no seu lugar  também não diria. Mas muitos entenderão a sua reserva e adivinharão a quem ele pretendeu referir-se.

Fredy Montero, Bryan Ruiz e Teo Gutiérrez serão os nomes dos jogadores de quem JJ eventualmente estaria à espera, para resolverem a "quadratura do círculo" em que o Sporting se deixou enlear no Bessa, muito particularmente as mais recentes aquisições. Mas começa a instalar-se nos adeptos leoninos e se calhar até na mente do próprio treinador, a forte convicção de que será tempo perdido esperar que algum dia qualquer dos dois últimos seja capaz de resolver alguma coisa. Não parece ser essa a razão que os trouxe para Alvalade...

"Perdemos dois pontos e a luta vai ser assim até ao final do campeonato", sem que seja relevante incluir na minha apreciação o trabalho de Artur Soares Dias! O homem saiu do rectângulo de jogo, feliz e convencido que fez um bom trabalho e eu de modo algum quero contribuir para ensombrar a sua felicidade!... 

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 26 de setembro de 2015

Pobre Benfica, o que estão a fazer de ti!...


Que utilidade
O agente provocador

«Luís Filipe Vieira mantém Rui Gomes da Silva como uma espécie de agente provocador oficial, e nós só podemos agradecer-lho. Chegamos a uma semana sem jogos europeus, sem selecções, sem polémicas relevantes de arbitragem e sem novidades em processos de renovação emperrados, e o vice-presidente do Benfica entra em campo com a atoarda mais definitiva de que consegue lembrar-se, garantindo o "sound bite". Chamam-lhe "bobo da corte", mas a sobredisponibilidade tem-lhe dado rendimentos: levou-o à cúpula encarnada, como antes disso a ministro e depois a comentador residente (entre outros cargos). A única coisa que eu não consigo perceber é o chamado "debriefing" benfiquista. Exactamente que balanço se faz, na Luz, destas sempre abrasivas intervenções de Gomes da Silva? É que, vistas de onde eu as vejo, a ideia que dá é que rebentam quase sempre no rosto do seu protagonista - quando não no do clube em geral, ou no de Vieira em particular. Mas pronto: neste lugar recôndito de onde escrevo a maior parte do ano, eu sou como que um pajem do rei Lear, comendo uvas e vendo arder a corte à distância. Talvez nem sempre possua o discernimento necessário, e se calhar Gomes da Silva até tem, para o Benfica, uma utilidade que eu ainda não percebi.

NÃO SÓ INGRATIDÃO

Nem só falta de memória

Nolito marca um golo ao Barcelona e logo desatam os benfiquistas a dizer mal de Jesus. Realmente, há na Luz uma visão do mundo que eu não decifro.»


Haverá um imenso oceano de coisas, factos, acontecimentos, acções e inacções, silêncios e arruaças, e tantos outros atributos de miséria humana, que vêm constituindo, de há uma boa dúzia de anos a esta parte, o quotidiano do Benfica, que ninguém de bom senso e com um mínimo de inteligência, alguma vez conseguirá perceber e menos ainda decifrar.

E se pensarmos que o "corpo de agentes provocadores" citado por Joel Neto, não se resume a Rui Gomes da Silva, sendo factual que tem engrossado ultimamente com a "arregimentação" de tantos outros elementos de índole quicá mais baixa ainda, então o nossa gratidão deverá ser inevitavelmente exponenciada.

Mas o mais surpreendente de todo o fumo negro que paira enovelado sobre os céus do outro lado da rua, será a cegueira do "grande líder" face ao ninho que por detrás das suas proeminentes orelhas, esse "corpo de agentes provocadores" vai meticulosamente construindo, até o conseguir apear da cadeira e condená-lo inexoravelmente às vicissitudes da sargeta. E parece que a cegueira é de tal ordem, que o "corno" será o último a aperceber-se!... 

Pobre Benfica, o que estão a fazer de ti!...

Leoninamente,
Até à próxima

Com o mal dos outros a gente governa-se bem!...


Um Ferrari em mãos erradas

«O FC Porto de Lopetegui ainda não conseguiu mostrar futebol à altura da qualidade do seu plantel. Não conseguiu esta época e não conseguiu na época passada – se exceptuarmos alguns momentos da Liga dos Campeões, em especial o jogo frente ao Bayern Munique, no Dragão. O resto tem sido quase sempre confrangedor. Muito pouco para o nível do investimento realizado, para o talento dos jogadores e para a expectativas criadas. Uma desilusão.

Como ponto de partida, a natureza futebolística de Lopetegui não poderia ser mais respeitável: controlo do jogo através da posse, organização levada ao limite da paciência, equipa sempre em busca do equilíbrio. Todos os passos dados com o objectivo de minimizar o risco no momento da perda de bola – como se de um jogo de xadrez se tratasse. O problema é que, depois, a prática mostra uma realidade diferente.

O FCPorto tornou-se tão ‘doentiamente’ obcecado pela ideia do controlo que, talvez sem se aperceber, ficou demasiado previsível. E uma equipa sem capacidade de surpreender, sem rasgo criativo e sem uma ideia arrojada pode acabar por ser anulada por adversários que apenas têm de fazer bem o trabalho de casa.

O potencial desta equipa de Lopetegui é tão grande que, a cada jogo, fica a sensação que lhe bastará sair daquele pobre guião para explodir e ‘passar a ferro’ quem lhe aparecer pela frente. A questão é que a liderança do técnico espanhol é tão firme que ninguém se atreve a tentar fazer qualquer coisa que não esteja no alinhamento. É uma lástima ver um Fórmula 1 entregue a um condutor de fim-de-semana.»

(Nuno Farinha, Entrada em Campo, in Record)


O jornalista Nuno Farinha, quando se trata se trata de "passar a ferro" as camisas de cor diferente da sua, até que revela discernimento e algum conhecimento e capacidade de análise. São muitos anos a "virar frangos nas roulotes da Luz"...

O pior é quando se lhe depara a sua própria camisa! Aí, não consegue ver nódoas nem vincos, pregas no colarinho ou falta de botões e sai sempre o trabalho que todos conhecemos...

Como "operário" assalariado e se calhar pago à peça, da "fábrica de camisas vermelhas", até se compreenderá. A vida está difícil e qualquer "complementozinho" vindo de "part times" é naturalmente bem vindo e respeitável pelo esforço. Já como sub-director de um jornal desportivo de referência...

Bom, seja como for, aquilo que hoje a sua crónica traduz, não deixa de ser a mais pura das verdades. E ainda bem...

Com o mal dos outros a gente governa-se bem!...

Leoninamente,
Até à próxima

Coisa rara nos tempos que correm!...


Perder o crédito

«Os primeiros tempos de Rui Vitória no comando técnico do Benfica excederam, por certo, as expectativas mais pessimistas. Em menos de dois meses, os encarnados perderam os dois jogos de grau de dificuldade elevado que o calendário contemplou, diante de FC Porto e Sporting, e averbaram ainda uma derrota surpreendente em Aveiro, casa emprestada ao Arouca.

Nesta fase da época, todos os balanços são obviamente prematuros, mas a verdade é que, além de um início de percurso negativo, Rui Vitória já confirmou a sua falta de carisma e até de ambição, características que têm pelo menos o condão de fazerem bem à autoestima dos adeptos. Ao reconhecer o "receio" com que o bicampeão nacional iniciou o jogo da Supertaça e ao mostrar-se satisfeito, embora de forma comedida, com o desempenho no Dragão, Rui Vitória começa a perder o crédito junto da plateia da Luz. Aliás, se por um qualquer acaso, o Benfica não derrotar hoje o Paços de Ferreira, o estado de graça acabará mesmo. E não será, na quarta-feira seguinte, que vai recuperá-lo em Madrid.»
(Luís Pedro Sousa, Ataque Rápido, in Record)

Mais um desalinhado que escapou ao redil da "central de propaganda goebbelsiana do arcanjo gabriel", Luís Pedro Sousa de seu nome, que teima corajosamente em pensar pela sua cabeça!...

Coisa rara nos tempos que correm, para honra do jornal que serve!...

Leoninamente,
Até à próxima

Nunca se deve remexer na merda!...


Empresários ou salteadores?

«Ninguém me tira da cabeça que o impasse das negociações entre o Sporting e os representantes de Carrillo resulta, em grande parte, da adaptação muito difícil que o presidente dos leões está a fazer, com a resistência possível, aos ditames do futebol-negócio.

É bom não perder de vista que, quando Bruno de Carvalho chegou a Alvalade, o Sporting estava atolado em problemas de natureza financeira, suportados em esquemas, não necessariamente ilícitos, que são a ponta do icebergue desse universo repleto de contradições, abusos e zonas nebulosas chamado, precisamente, futebol-negócio.

Quando Bruno de Carvalho chegou ao Sporting já lá estava Carrillo, contratado em 2011. O Sporting, tentando contrariar a sua tendência autofágica, mas afundando-se cada vez mais nela, negociava com fundos de investimento e recorria a todo o tipo de parcerias para viabilizar certos negócios. Conseguiu assegurar o concurso de alguns jogadores, como foi o caso de Carrillo, com dinheiro que entrou sem saber muito bem em que condições (empréstimo de Zahavi ou 50% dos direitos económicos? - dúvida essa que está expressa no último Relatório e Contas), mas parece pacífico que esses expedientes, regra geral, resultaram muito mal, considerando os mais elevados interesses da SAD leonina. De facto, não faz sentido que um clube com fama de formador e patrocinador do desenvolvimento de jogadores como Cristiano Ronaldo, Luís Figo, Ricardo Quaresma, Simão Sabrosa, etc., não tenho o proveito de ganhar MUITO dinheiro com a venda de jogadores.

Não é fácil para Bruno de Carvalho ser contra ou discordar dos mecanismos que estão subjacentes às transferências de jogadores e, ao mesmo tempo, ter de lidar com eles, seja através dos mensageiros dos fundos de investimento seja através dos empresários, que não têm mais nenhum outro objectivo senão ganhar (muito) dinheiro. Por isso, têm a imagem de salteadores. Bruno de Carvalho poderia ter resolvido o assunto de renovação mais cedo? Poder, podia. Simplesmente, não nos podemos esquecer que BdC era um ‘leão’ juvenil e estava a tomar contacto com a ‘selva’ do futebol há pouco tempo e trazia com ele o canivete de um certo romantismo. Não nos podemos esquecer igualmente que, apesar do reconhecimento de enorme potencial, o peruano era um futebolista intermitente, a apagar e a acender, sem pegar de estaca. Até à chegada de Jesus. O treinador do Sporting trouxe com ele a ‘ratice’ do ‘velho’ futebol e sabe que, perante as realidades, é preciso dançar ao ritmo da música. A pista está torta? Mas ainda assim é preciso dançar, sem deixar de lutar para que um dia a pista esteja direita. O ‘caso’ Carrillo não é mais do que um choque de concepções e não é mais do que um anacronismo. Ninguém me tira da cabeça que, neste caso concreto, negocialmente, e antes da chegada de JJ, foram ditas coisas (algumas das quais no recato de quatro paredes) capazes de separar as partes, ao ponto de uma delas, agora inflexível, desejar ‘vingança’…

Os empresários têm muita força e acabam por imiscuir-se, directa ou indirectamente, na gestão dos clubes de futebol. O caso do Valencia, que promete fazer correr muita tinta, é paradigmático. Um magnata de Singapura (Peter Lim) sonhou comprar um clube na Europa. Arquitectou o plano e nele incluiu uma das figuras que, pelo seu conhecimento, mais poderia ajudá-lo a alcançar o objectivo (Jorge Mendes). Vem agora um ex-vice do Valencia, Miguel Zorío, acusar Lim, Mendes e ainda o ex-presidente Amadeo Salvo de uma espécie de conspiração no sentido de, através da compra de jogadores da ‘fábrica’ Mendes, muitos deles especialmente inflacionados, se alcançar o financiamento necessário à compra do Valencia, em cuja arquitectação — diz a denúncia — cabem ‘apropriações indevidas’.

Nessa acusação dá-se o exemplo da compra de João Cancelo, "um jogador que não jogava na primeira equipa do Benfica, mas que ainda assim custou 15M€".

Vieira está nos antípodas de Carvalho: não apenas negoceia com fundos de investimento e empresários, como fez de Jorge Mendes um parceiro essencial e estratégico. O sucesso de Mendes é notório, mas cresceu e inchou tanto – fazendo do Benfica um dos seus ‘póneis’ de carrossel — que neste momento corre o risco de rebentar.»

Dentro de uma linha coerente de pensamento a que há muito nos habituou, goste-se ou não de Rui Santos, eis uma nova crónica Pressão Alta que não deverá ser menosprezada por todos os sportinguistas, mesmo aqueles que com toda a legitimidade - e será melhor não lhe misturar a ética -, possam estar em trincheiras diferentes do actual poder em Alvalade.

Também a mim ninguém me tira da cabeça que Bruno de Carvalho terá chegado a Alvalade armado de "canivete", quiçá cavalgando um qualquer "rocinante". Muito menos me será difícil de adivinhar que nesses tempos quixotescamente gloriosos, terá "fabricado o veneno no recato de quatro paredes" que hoje se vê obrigado a provar. E que terá sido muito dura, amarga e dolorosa a aprendizagem. Tão dura que parece estar a conceder-lhe o melhor caminho que alguma vez fosse suposto ele encontrar, na procura dos genes ananicantes do seu próprio ego.

Oxalá a transformação genética desse monstro que, infelizmente para o próprio, permitiu que crescesse dentro de si, seja suficiente para o levar a faltar à promessa que, num dos seus quase sempre fatídicos impulsos, fez há dias de vir mostrar o pó sujo, fétido e carregado de excrementos, dos tortuosos caminhos que tem sido obrigado a trilhar, misturado com gente que nem o próprio Rui Santos consegue definir, se serão "empresários ou salteadores". Melhor será que se cale para sempre! A merda quando remexida, além de empestar o ambiente, poderá sempre salpicar quem nela mexe!...

Sousa Cintra, nunca explicou o porquê do despedimento de Robson. Preferiu que o acusassem de tudo, mas calou até hoje. Preferiu não remexer na merda e mostrou o seu enorme carácter e dignidade! Um grande leão, que deverá servir de exemplo a Bruno de Carvalho!...

A menos que esconda crimes, previstos e penalizados pela lei...

Nunca se deve remexer na merda!...


Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quando vires as barbas do vizinho a arder, bota as tuas de molho!...



Quando vires as barbas do vizinho a arder, bota as tuas de molho!...

Leoninamente,
Até à próxima

André Cruz chegou a Alvalade e pegou de estaca!...


O fantasma


«Jorge Jesus é o protagonista desta época futebolística. O treinador do Sporting conseguiu o milagre de pôr benfiquistas e portistas de acordo. Nos comentários ao clássico, os comentadores afectos ao Benfica comparavam este jogo com o do ano passado – e chegavam à conclusão de que o Benfica jogou melhor, embora perdendo. A vontade de esconjurar o fantasma chamado JJ era notória. E os comentadores afectos ao Porto concordavam: "Rui Vitória apresentou uma equipa personalizada". Benfica e Porto, habituados a discutir o título entre si, unem-se agora para matar o outsider.

Entretanto, no Sporting, Jesus tem cometido erros. É claro desde o início do campeonato que Teo Gutiérrez não acerta o passo, que Bryan Ruiz não encaixa bem no onze e que Montero e Mané rendem mais. Só Jesus, talvez para justificar as contratações, é que parece não ver esta evidência.

Aliás, quando Jesus chegou ao Sporting, pensei que pegasse na equipa da época passada e a pusesse a jogar quase sem alterações. Um dos problemas de Marco Silva era não conseguir conciliar Montero com Slimani. Ora Jesus, gostando de jogar com dois avançados, podia resolver esse problema: Montero seria o complemento ideal para Slimani, porque se mexe muito e abre espaços.

Pode ser que, depois do jogo com o Nacional – em que Mané e Montero construíram o golo vitorioso – , Jesus dê o braço a torcer. Mas aconteça o que acontecer, é sobre ele que estão centradas todas as atenções – de sportinguistas, benfiquistas e portistas
(José António Saraiva, Futebol à Portuguesa, in Record)


Jorge Jesus será efectiva e incontornavelmente o "protagonista desta época futebolística", o lugar comum das análises de jornalistas e comentadores do fenómeno futebol cá do burgo. Tal facto será não só o reflexo da sua reconhecida qualidade técnica, quanto o desconforto que determinou em dirigentes e adeptos do "senhorio" da sua anterior residência, cuja abusiva e castradora influência na generalidade dos orgãos de comunicação social só os néscios negarão.

A crónica de JAS insere-se perfeitamente nesse contexto e não seria essa a razão que me faria trazê-la aqui. Terá sido tão só e apenas o mais pequeno dos seus parágrafos a justificar a minha decisão: aquele em que aborda os decepcionantes desempenhos que Bryan Ruiz e Teo Gutiérrez têm protagonizado desde a sua chegada a Alvalade, em contraponto com o rendimento que Montero e Carlos Mané têm evidenciado quando são chamados à equipa por JJ e que de certa maneira partilho.

Estará a meu ver, no subrendimento apresentado pelos dois sul-americanos, a causa mais relevante que estará a impedir a equipa leonina de atingir o patamar que o próprio JJ terá projectado para este arranque do campeonato, "play-off" da Liga dos Campeões e bem assim da primeira jornada da Liga Europa: eram absolutamente espectáveis "performances" muito acima daquelas que todos temos tido oportunidade de constatar. Não serão decepções, mas andarão demasiado perto disso, para mais se tivermos em conta o esforço financeiro que o Sporting se obrigou a despender com as suas contratações.

Argumentarão alguns com o tempo que normalmente é preciso para que qualquer jogador se enquadre num futebol que não conhece. Eu recuso-me a incluir dois jogadores tarimbados como  no caso em apreço, em quadro semelhante. Um jogador de categoria, chega e... abre o livro!...

André Cruz chegou a Alvalade e pegou de estaca!...

Leoninamente,
Até à próxima

O regresso à fórmula mágica!...


Regressa a fórmula mágica

«Quando há quase três meses, William Carvalho falhou o penálti que desfez o sonho português do título europeu de sub-21, invadiu-nos uma sensação de profunda injustiça. A Selecção Nacional tinha sido, de longe, a melhor equipa do torneio, assim como o médio leonino fora uma das figuras mais relevantes da prova. A taça foi para a Suécia, mas dois dias depois William foi eleito pela UEFA como o melhor futebolista do Euro. Foi um acto de justiça, embora pequena consolação para um jogador "de equipa" que seguramente trocaria a distinção individual pelo prémio colectivo.

A tristeza parecia arrumada, mas como canta Jobim e Vinícius, ela não tem fim. O pior estava para vir. William apresentou-se no Sporting e descobriu-se que tinha uma fractura de stress. Jesus teve de se conformar e arrumar a equipa sem William. Ele que a tinha projectado com o médio como peça fulcral, sendo fácil de imaginar o ‘peso’ que teria, tomando como exemplo as experiências anteriores onde ganharam relevo os desempenhos de Javi García, Matíc, Enzo Pérez e Samaris no Benfica. O regresso de William traz de volta a fórmula mágica de Jesus em toda a sua dimensão.

Perante esta realidade será incontornável falar de um Sporting ‘antes de William’ e ‘depois de William’. Aquele que ficará para trás em breve (não é previsível que o médio seja titular no Bessa), foi suportado pelo esforço de Adrien , claramente com um perfil mais de 8 do que de 6, mas que acabou por ser a melhor solução que o plantel ofereceu a Jesus. Chegou para consumo interno, mas como nos jogos de quebra cabeças só uma peça encaixa na perfeição. É o caso de William.»
(António Magalhães, Entrada em Campo, in Record)


O caminho de Jorge Jesus em Alvalade não tem sido fácil. Demasiados e imprevistos escolhos se têm colocado neste percurso de quase três meses. Não fora toda essa legião de obstáculos e outro leão rugiria neste momento na extensa e luxuriante selva dos nossos sonhos e esperanças.

Mas não há males que sempre durem e JJ começa agora a ver, lentamente, o horizonte a desanuviar. Com a chegada de William Carvalho e Ewerton o naipe de soluções aumenta e pressente-se o fim das soluções transitórias a que foi obrigado a recorrer, do esticar a manta para a cabeça descobrindo os pés e da recuperação da matriz que lhe deu fama, proveito e... títulos. E nem a única nuvem que se avista sobre os céus de Alvalade será suficiente para o impedir de perseguir os objectivos que convictamente afirmou em Alvalade no dia da sua apresentação.

Muito particularmente a chegada de William constituirá, sem sombra de qualquer dúvida, o maior reforço que JJ poderia desejar nesta fase complicada de afirmação da equipa. O "senhor dos anéis", o rei da nossa esperança, será o catalizador, o factor de equilíbrio, o fiel da balança, o acelerador e o galvanizador de que a equipa tanto necessitava para galgar finalmente aquele patamar que separa as equipas "jeitosinhas", daquelas que vencem e convencem e espalham pelos relvados, classe e futebol avassalador, como JJ gosta e defende e os adeptos sportinguistas tanto desejam ver e aplaudir.

Muito dificilmente o veremos no Bessa já na plenitude daquilo que é e pode oferecer à equipa. Talvez uns breves minutos, JJ saberá melhor do que todos nós. Mas só o facto de ser convocado, há-de aproximar e empurrar companheiros e adeptos para a meta que todos veremos cada vez mais próxima...

E será o regresso à fórmula mágica que nos há-de encher de vaidade e orgulho!...

Leoninamente,
Até à próxima 

Lá para Maio haveremos de fazer o balanço e dar razão a quem a tiver!...


Se dragão não for campeão...

«Depois do que vi no passado domingo fiquei sem dúvidas: Benfica e Sporting só podem terminar o campeonato no 1º lugar se o FC Porto for muito incompetente. Dito de outra forma, Benfica ou Sporting terão mérito se vencerem esta edição da Liga NOS (qualquer campeão tem sempre mérito), mas olhando para o plantel portista, só um grande demérito dos azuis e brancos os impedirá de chegar ao título. No Dragão foi evidente que nem a má abordagem inicial de Lopetegui impediu a equipa de bater o Benfica. Porque na hora de olhar para o banco o espanhol tinha muitas e boas alternativas para corrigir erros (como corrigiu) enquanto Rui Vitória só podia deitar mão de Talisca para dar à equipa algo de novo, dentro de um quadro de equilíbrio.


Dir-me-ão que há um ano o melhor grupo de jogadores também estava sediado no Porto. Certo. Mas não é mentira que a pontuação conseguida pela equipa de Lopetegui (82) chegava para ser campeã em quase todas as Ligas de 34 jornadas deste século (a comparação com provas de 30 jornadas não pode ser feita, mas cabe aqui sublinhar que Villas-Boas somou 84 pontos em 30 jogos!). O espanhol teve o azar de lidar com a "melhor obra de Jesus", a qual ficou a um ponto do máximo conseguido (FC Porto 02/03 fez 86 com José Mourinho). Ora, por aquilo que até agora se viu, nem Benfica nem Sporting parecem ter argumentos sólidos para atingirem pontuações ao nível da dos dragões em 14/15. O Benfica, por exemplo, perdeu apenas 3 jogos há um ano (e empatou 4) e agora já leva duas derrotas. O Sporting, por seu lado, está a par do FC Porto ao fim de 5 jogos (mais 4 pontos que há um ano), mas vai de vitória sofrida em vitória sofrida, espremendo o que há para espremer de um plantel curto em qualidade.

Cada um dos candidatos tem jogadores de alta qualidade, todos são capazes de apresentar um onze muito bom. Mas enquanto Lopetegui possui soluções de peso para compensar cansaço, castigos e lesões, Rui Vitória e Jorge Jesus sabem que vários jogadores do grupo servem para pouco mais que fazer número e que quanto menos forem utilizados, mais ficam as equipas a ganhar. No início não, mas na segunda metade da temporada esta realidade fará muita diferença.»
(José Ribeiro, Contas Feitas, in Record)


Será muito difícil de rebater a sólida e ponderada tese de José Ribeiro. Contudo, é minha plena convicção de que nem ele próprio alguma vez a conseguirá ver como absoluta e inexorável. É nisso que residirá a beleza do futebol.

Na época passada ao azar de Lopetegui chamou ele a "melhor obra de Jesus". Ao encomendar as faixas ao dragão, na temporada que ainda agora arrancou, parece ter esquecido que Jesus ainda por cá anda e que mora em Alvalade.

E creio ser pacífico acrescentar um rosário de outros argumentos, de que destacarei apenas um, por me parecer suficientemente elucidativo: o trio que chegou a Alvalade no primeiro mês deste milénio - André Cruz, César Prates e Mbo Mpenza - terá sido o portador das faixas do imprevisto campeão!...

Nesta condição, creio que nem Jorge Nuno estará tão seguro quanto José Ribeiro se arriscou a ser na sua tão bem construída e lógica quanto extemporânea crónica.

Lá para Maio haveremos de fazer o balanço e dar razão a quem a tiver!...

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Sempre haverá males que vêm por bem!...



Gerir Carrillo

«Os clubes gerem o destaque que dão a um jogador não apenas tendo em conta critérios desportivos, mas também critérios de gestão. Não é indiferente se um jogador está de partida ou prestes a renovar o contrato. É provável que o Sporting já só esteja a lutar pelos mínimos: garantir que Carrillo não vai para o Porto. Com todo o direito de pensar no que é melhor para a sua carreira, a cabeça de Carrillo é capaz de já não estar no Sporting. E se o jogador não investe no clube, não faz sentido que o clube invista no jogador. Até porque de cada vez que Carrilho joga ocupa o lugar de outros jogadores, como Gelson Martins. Esses vão ficar e é nesses que o clube tem de apostar. 

A novela de Carrillo só está a atingir o dramatismo que agora tem porque chegou atrasada. Era suposto o Sporting ter feito tudo isto antes. E é provável que este tenha sido um dos muitos diferendos com Marco Silva. Não compreendendo que trabalhava para o clube e não para o seu currículo, o treinador dizia que usava Carrillo sempre que este estivesse em condições para jogar. E ele agradeceu-lhe, dizendo de forma pouco diplomática, na hora da partida de Marco Silva, que um dia voltariam a encontrar-se noutro clube. A gestão da exposição de um jogador não é uma decisão apenas desportiva. Jorge Jesus, cuja carreira não depende da popularidade no balneário ou da simpatia dos jornalistas, percebe-o. Impedir que Carrillo jogue nos rivais é um objectivo comum a quem não pense apenas nas próximas jornadas. É por isso que ainda não foi desta que conseguiram abrir uma guerra entre treinador e presidente. Mas vão continuar a tentar.»
(Daniel Oliveira, Verde na Bola, in Record)

Terá sido exactamente no dia em que compreendi que Marco Silva, em vez de "trabalhar para o Sporting", que lhe pagava pontualmente no final de cada mês, apenas se preocupava em "trabalhar para o seu currículo", que o antigo treinador leonino perdeu um fã, independentemente de o tempo me ter dado a oportunidade de, posteriormente, me aperceber e confirmar muitas das suas debilidades técnicas.

Alguém o terá acusado um dia, de que estaria a trabalhar segundo uma agenda própria, em vez de seguir a agenda do Clube. Vai dar no mesmo, e por isso, alguém em boa hora ousou despedi-lo, mesmo contra a corrente que essa dicotomia espúria acabou por construir, mesmo dentro do próprio Clube. Hoje está na Grécia e que seja muito feliz...

Ora com Jorge Jesus, deixaram de existir duas agendas: a do Sporting e a do treinador! Pelo contrário, passou a haver "um objectivo comum". E isso faz toda a diferença e estará a impedir que se concretizem os desígnios dos nossos adversários internos e externos, de ver deflagrar "uma guerra entre treinador e presidente". Que supostamente há-de continuar a ser propagandeada e estimulada, mesmo que o gérmen seja a mentira, a falácia, a perfídia e a baixeza moral...

Sempre haverá males que vêm por bem!...

Leoninamente, 
Até à próxima

4 de Outubro: nunca tive dúvidas e nunca me enganei!...


Esta "novela de morangos e mirtilos", com uma colherada de qualquer coisa branca por cima, deveria ser apenas e tão só para rebolar a rir, não fossem as graves implicações políticas que encerra, logo agora que o dia 4 de Outubro está tão próximo!...

Eu por mim, nesta matéria demasiado importante para o meu futuro  e para o futuro de quem nunca gostou de sentir "cangas sobre o pescoço", ultrapasso pela esquerda, como manda o "código da minha estrada", o sogro - e "sócio" ao que dizem as más línguas! - do dono do Pavilhão Atlântico e... 

Nunca tive dúvidas e nunca me enganei!...

Mas que me apetece perguntar, se será neste tipo de gente - ex-ministros do PSD - que os portugueses se preparam para votar dentro de pouco mais de uma semana, lá isso apetece.

Que responda quem souber!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ai de quem não enxergue um palmo à frente dos olhos!...

E a cena repete-se em cada jogo...

Como acontece com todos os jogadores e equipas de desportos colectivos ao longo das épocas, os momentos de forma dos jornais e daqueles que os fazem, vão alternando entre o excelente e, demasiadas vezes talvez, o medíocre.

O momento de forma do jornal Record, o único dos desportivos que ainda me vai exigindo alguma paciência, compreensão e perseverança, não será nestes últimos tempos o melhor. Ontem foi a inopinada "blague" sobre a alegada insatisfação de Teo Gutiérrez, que os obrigou a colocar o baraço ao pescoço e ajoelhar no chão imundo, que até Gungunhana recusaria. Mas não lhes terá servido de lição...

Hoje apareceram de novo a pretender patrocinar um "novo caso no Sporting", ao compararem o Rossio com a Betesga, metendo no mesmo saco dois jogadores que apenas terão em comum o nome próprio: Carrillo e Martins.

Começa a não haver pachorra que suporte a "ilha dos amores" onde, por incitação e ganância de "baldés, casaretos, gonçalves e quejandos", aportam quase quotidianamente aqueles que parecem viver num imponderável "reino do faz-de-conta", com os pés mal assentes no chão e a cabeça a roçar as nuvens de tão levantada. Mas alguns jornalistas de Record lá continuam na perseguição descuidada da "sua agenda", perante a distracção dos responsáveis.

André Martins teve o privilégio de nascer prenhe de talento e inteligência para a prática do futebol. Mas a Mãe Natureza terá sido avarenta no momento de lhe estabelecer os atributos físicos, "handicap" que só os predestinados como Maradona (1.65/70), Romário (1.68/65), Ardiles (1.68/62), Messi (1.69/64), Roberto Carlos (1.68/67),  Zola (1.68/62) e João Moutinho (1.71/61) para citar apenas alguns, conseguiram ultrapassar, mercê de árduo trabalho de treino, nos relvados, e de apuramento muscular no ginásio, ao longo de muitos e muitos anos, que este jovem jogador (1.69/63),  formado numa das melhores academias do mundo e com todos os meios à sua disposição, parece pura e simplesmente ter ignorado ou, por comodismo, rejeitado, surgindo época após época com os mesmos índices de resistência ao esforço - 45 minutos! - e ao choque - qual criança de 45 quilos!...

Há três anos, quando renovou com o Sporting até 2016, afirmou jamais ser capaz de fazer o que fez o seu ídolo e amigo, João Moutinho, quando trocou o Sporting pelo Porto. Parece não ser isso que dizem os ventos...

Agora, com os 26 anos à porta, pretenderá, ou alguém dentro da Proeleven por ele, fazer o contrato da sua vida! Legitimidade não lhe faltará, obviamente! Porém...

Ai de quem não enxergue um palmo à frente dos olhos!...

Leoninamente,
Até à próxima

Tenho saudades de Júlio Machado Vaz!...


Descredibilizar a liga não é o caminho

«Cedo se percebeu no defeso que a época seria complicada. Da mudança de Jesus do Benfica para o Sporting a novo e enorme investimento dos dragões, foram muitos os milhões gastos para que se chegue a títulos nos três grandes. Daí às constantes guerras dos departamentos de comunicação, das informações passadas aos comentadores engajados e tentativas de desestabilização do adversário... um ápice. Nada de novo, diga-se, mas que esta temporada parece atingir novos limites. Algo que dificulta o nosso trabalho, o do leitor e, claro, de quem no meio disto tenta seguir um caminho ditado pela sua cabeça.

Aos dirigentes pede-se contenção e capacidade para perceberem o impacto das suas palavras. O recente confronto de Rui Gomes da Silva com o ‘Dragões Diário’ insere-se no pior que nos pode ser servido. Para além de apelarem aos instintos mais básicos dos adeptos, os argumentos utilizados são demasiado rasteiros.

Custa-me entender o que se pensa conquistar com o constante rebaixamento dos rivais. O Benfica é muito grande, com uma história imensa, mas não existe sozinho. A rivalidade com FC Porto e Sporting torna-o ainda maior. Acusar uma equipa de jogar dopada porque ganhou o clássico é minar a credibilidade da liga por um capricho. Felizmente, na sua longa e bonita caminhada, o clube teve líderes que fizeram dele um emblema respeitado.

Não sou cliente de programas em que os comentadores defendem os clubes para além da inteligência. No futebol, como na política, há demasiada gente a opinar de camisola vestida. Vale dinheiro. Clube, como partido, temos todos. Mas que isso não nos torne cegos.»
(Bernardo Ribeiro, Entrada em Campo, in Record)

Ainda não atingi o estágio que Bernardo Ribeiro confessa sem rebuço: ainda vou assistindo aos vários programas em que alguns "paineleiros" defendem os clubes com a camisola vestida para além da inteligência.

Mas confesso que quando chega o momento de ouvir "a morsa" no Prolongamento e o "paralítico mental" no Dia Seguinte, não resisto e, por insuportáveis, mudo de canal e volto mais tarde, logo que esgotado o tempo que já me habituei a projectar como habitual nas suas dementes exposições! Na impossibilidade de contribuir para a alteração da linha editorial de tais programas, que vivem de sangue, peixeiradas e chamadas de valor acrescentado, não me resta alternativa, sempre à espera de um dia assistir que às palavras se sucedam os actos e esses dois energúmenos desapareçam de vez dos programas...

Tenho saudades de Júlio Machado Vaz!...

Leoninamente,
Até à próxima

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