sábado, 30 de abril de 2016

Os deuses devem estar loucos, distraídos ou então não perceberão nada de futebol?!...



Mais uma vitória, expressiva, natural e justa, da melhor equipa de quantas se têm exibido ao longo de toda esta disputadíssima Liga NOS 2015/16!...

Limpinha, limpinha e sem os "empurrões do sistema" que têm vindo a suportar uma liderança presa por arames, colocada no "altar" sem mérito, a desfazer-se em pedaços e com o credo na boca, a pedir um regresso às origens, em devota peregrinação, do seu treinador, que ainda hoje não sabe como ou porquê terá conseguido que a sua equipa "fosse colocada" à beira de ser campeã!...

Estes leões não desarmam na luta pelo título e vão acabar a época com 5 vitórias em 6 clássicos e com o arrepiante "score" de 11-3 sobre as duas únicas equipas que por enquanto ainda vão tendo o privilégio de serem consideradas candidatas ao título! Porque o ciclo da "bipolarização controlada nos bastidores nauseabundos do futebol português" estará prestes a entregar a alma aos seus criadores: valores mais altos se estarão "alevantando"!...

A melhor e insofismável prova terá acontecido hoje no estádio das Antas: quando Iker Casillas foi buscar pela terceira vez a redondinha junto do véu da noiva, o estádio viu-se reduzido apenas aos adeptos sportinguistas! Como se uma mola os impelisse, os adeptos portistas deram "às-de-vila-diogo" e o mundo, se não sabia, ficou a saber que tinha ali, diante dos seus olhos, a melhor equipa portuguesa da actualidade!... 

Os deuses devem estar loucos, distraídos ou então não perceberão nada de futebol?!...


Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - Aos deuses recomendo a leitura das "fresquinhas" acabadas de "sair do forno" de Paolo Maldini, em LATERAL ESQUERDO (LINK)

Remover montanhas e alcançar a Glória!...



A caminho das Antas, com alegria e fé, uma fé inquebrantável e capaz de levar a equipa a...

Remover montanhas e alcançar a Glória!...

Leoninamente,
Até à próxima

Até os bebemos, carago!...



Até os bebemos, carago!...

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Está feito o "trabalhinho"! O pagamento?! Ora essa, é uma avença!...



07' - Bruno Paixão mostra cartão amarelo a Pedro Henrique.

13' - Bruno Paixão mostra cartão amarelo a Hurtado.

22' - Bruno Paixão mostra cartão amarelo a Octávio.

35' - Bruno Paixão mostra cartão amarelo a Licá.

36' - Bruno Paixão expulsa Sérgio Conceição do banco.




Está feito o "trabalhinho"! O pagamento?! Ora essa, é uma avença!...

Leoninamente,
Até à próxima

UM LEÃO... FEROCÍSSIMO !...


Dois coelhos de uma só cajadada! Refiro-me à interessante entrevista ao jornal Record, de um dos maiores talentos, na minha modesta opinião, da equipa B do Sporting Clube de Portugal, Francisco Geraldes (LINK) e à imagem que a acompanha.

Sobre a entrevista, devo confessar que me surpreendeu! Creio que é gratificante começarmos a reparar que a Academia Sporting já não potencia apenas o ímpar talento futebolístico que por lá campeia. Para além de catapultar "exércitos de recrutas" para as primeiras linhas de combate do Clube que vivem com paixão, é inegável e incontornável a constatação da qualidade humana e cultural do "produto" que lança na sociedade. Longe parecem ir os tempos em que apenas sobressaía o talento exibido na ponta das botas, contrastando com o vazio e a tacanhez social, intelectual e cultural de ídolos com pés de barro, mal abriam a boca. Bastará que nos lembremos do estafado jargão "levantar a cabeça e manter os pés bem assentes no chão" e do politica, táctica e estrategicamente correcto, "jogar jogo a jogo" !... 

Quanto à imagem que nos mostra Francisco Geraldes sobre um fundo onde sobressai um imponente e feroz leão, ela permitiu-me responder com luva branca a um asqueroso insulto de um "anónimo benfas" que por aqui comentou e, pressurosamente, lá foi a correr para o galinheiro com a cabeça decepada debaixo da asa. Entre outras "delicadezas" relacionadas com a minha já desaparecida mãe e com a minha excelentíssima consorte, escreveu esse "pinto calçudo" que o leão do cabeçalho de Leoninamente... "era mansinho"!...

Pertenço ao grupo daqueles que são capazes de extrair ensinamentos de todos os ódios que nos são cuspidos no rosto. E até dos soezes insultos do benfas fui capaz de retirar algo de positivo: na verdade, a figura do leão que durante muito tempo constituiu a imagem de marca do blog, talvez porque retirada de um contexto em que sobravam os afectos, seria tudo menos feroz... E os tempos que correm parecem exigir, mais do que um Presidente... 

UM LEÃO... FEROCÍSSIMO !...

Leoninamente,
Até à próxima

De que é que o "scouting" da Academia está à espera?!...



Pela mão amiga de um Professor jubilado - sim, ele tem júbilo em ser do Benfica! -, chegou à minha caixa de correio electrónico... o Gabriel. Todos o conhecem por Gabi e disse-me esse meu amigo, talvez no seu jeito agradável de me provocar, que o puto joga no Sporting... Clube da Vista Alegre! Chama-se assim o clube onde brilha este pequeno astro e o equipamento é igualzinho ao do glorioso Sporting Clube de Portugal, mas... em tom azul, vejam bem!...

E esta, hem?! De que é que o "scouting" da Academia está à espera?!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - E perante isto, o que dizer de umas "alcoviteiras" que andam por aí com a boca cheia de... "sanchos"?!...

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Faria cá bem menos falta que o Zé Castelo Branco!...



ALCOVITEIRAS

«Deixo de lado a Doyem e os seus comunicados. Até porque tenho dificuldade em debater com uma empresa offshore sediada em Malta, que pertence a um grupo com o mesmo nome de quem desconheço os proprietários. Mas cujo CEO acha por bem, apesar do etéreo mundo empresarial em que vive, dar lições públicas de transparência e verdade. Não está só no descaramento. Foi desta empresa que o vice-presidente do Benfica decidiu transformar-se em porta-voz oficioso, intervindo num conflito judicial em que o seu rival está envolvido. Da mesma forma que, na semana passada, critiquei o presidente do Sporting por se envolver num assunto que apenas dizia respeito ao Benfica, acho inqualificável que o vice-presidente do Benfica revele (ou simule que revela) informações sobre documentos confidenciais do Sporting e dados financeiros a que supostamente terá acesso. Teve a companhia de Jaime Antunes, um homem de boas contas acusado esta semana pela justiça de burla e branqueamento de capitais. O Benfica sabe bem a quem dar tarefas pouco higiénicas.

Prefiro vibrar com coisas menos canalhas: o que se decide amanhã. Na realidade, se tudo se decidir é má notícia. Mas se o Sporting se superar, e tem mostrado que o consegue fazer, isto será a contar até ao último dia. Até o último jogo a sofrer por futebol, não por polémicas alimentadas por quem, tendo ficado evidente a sua mediocridade na política ou nos negócios, restaram umas sobras do desporto e nele se entregam ao triste papel de andar a chafurdar nas gavetas dos outros. Como cansam. Como degradam a festa. Como se contentam com pouco. Deste fim emocionante de campeonato falará a história e a memória dos adeptos. Já destas alcoviteiras...»
(Daniel Oliveira, Verde na Bola, In Record)


Razão teve, e não terá sido pouca, Julen Lopetegui ao questionar-se "como é que o estupor de uma alcoviteira destas chegou a ministro de Portugal?"

A malta que em tempos o "homenageou" à saída do restaurante no Porto, pode bem limpar as mão à parede com a merda do trabalho que fez! Bem podiam ter-nos livrado do vómito!...

Faria cá bem menos falta que o Zé Castelo Branco!...

Leoninamente,
Até à próxima

Eis a "central de propaganda goebbelsiana do arcanjo gabriel" no seu melhor!...


DOYEN

«Não é a Doyen que vai acabar com o Sporting – se o clube pudesse acabar por razões financeiras já teria acabado e os culpados não teriam sido nem agentes, nem fundos de investimento, nem sequer os bancos – teriam sido os membros dos órgãos sociais do próprio clube, por uma gestão ruinosa continuada ao longo de vários anos.

Ninguém obriga um gestor a comprar um jogador, muito menos a fazer um mau negócio para o clube. A decisão é dele. E foi um conjunto de decisões ‘deles’ que deixou o Sporting num estado financeiro miserável, que ia acabando também desportivamente com o clube. Mas, como diz a direção de Bruno de Carvalho, se o clube tiver de pagar 14 milhões de euros à Doyen, o caldo entorna-se, tem de ir ao banco para não entrar em rutura. E como os bancos comandam os custos do clube e telecomandam as suas receitas, é difícil assumir essa perda.

O Sporting de Bruno de Carvalho criou um plano em acordeão, que primeiro encolheu brutalmente os custos para esta época voltar a investir mais dinheiro. O risco de não ser campeão nacional é também esse, o de por em causa a possibilidade de aumento de receitas na próxima época – e o de abrir a porta aos críticos. Para ser campeão, no entanto, o Sporting precisa que o Benfica troque a sorte que tem tido e por azar – e precisa de ganhar o que lhe falta, começando este fim de semana no Dragão. E sim, talvez seja teoria da conspiração, mas o noticiário relacionado com a Doyen tem a oportunidade de desestabilizar uma equipa nas vésperas de um jogo decisivo.»
(Pedro Santos Guerreiro, Abrir o Jogo, in Record)


Sim, talvez para uma boa parte dos adeptos do futebol que persistem em apreciar com um certo distanciamento e isenção os claros objectivos perseguidos pela "enxurrada noticiosa" veiculada durante o dia de ontem e hoje prosseguida com denodo, muito particularmente pelos três principais tablóides desportivos cá da praça, a "teoria da conspiração" tenha algum cabimento, mas subsistirão ainda algumas reticências.

Mas quando o director de um semanário com o prestígio e a tradição do jornal Expresso, insuspeito e assumido benfiquista, vem a terreiro num desses tablóides e em clara rota de colisão com a linha editorial que pretendeu assumir sem pudor nem respeito pela instituição visada, a vanguarda dessa "conspiração", honrando a sua própria figura de jornalista conceituado, afirmar, ousada e liminarmente, que "o noticiário relacionado com a Doyen tem a oportunidade de desestabilizar uma equipa nas vésperas de um jogo decisivo", nada mais restará acrescentar...

É a "central de propaganda goebbelsiana do arcanjo gabriel" no seu melhor!...

Leoninamente,
Até à próxima

Sporting: viver de impulsos e não privilegiar o uso da inteligência!...


UM CLUBE SEMPRE EM GUERRA

«Desde que chegou à presidência do Sporting, Bruno de Carvalho nunca teve medo do confronto. Mais: confrontar os diferentes poderes, internos e externos, foi a forma escolhida para afirmar a sua autoridade e colocar de novo o Sporting no centro das decisões. Bruno queria um Sporting forte e respeitado e hoje o Sporting deixou de ser o patinho feio, em particular no futebol. Não é coisa pouca. Era o único caminho? Não necessariamente, mas o Sporting precisava de outra atitude que contrastasse com os últimos e penosos anos.

É um facto que Bruno de Carvalho criou muitos inimigos, abriu demasiadas frentes de combate – e muitas delas ao mesmo tempo, um erro básico como se lê em qualquer estratégia – mas o Sporting de hoje nada tem a ver com o Sporting do momento da sua chegada.

A questão seguinte é: pode uma instituição viver assim? Pode fazer o seu caminho e afirmar o seu posicionamento com este tipo de liderança belicista? O Sporting já terá poupado muito dinheiro devido ao trabalho do seu presidente mas algumas facturas estão agora a chegar. Não são pequenas. Outras se seguirão porque nos tribunais correm vários processos, com entidades ou pessoas. O futebol tem neste quadro macro um papel essencial. Se for campeão Bruno de Carvalho ganha não apenas um título muito dedicado, ganha um certificado para o caminho que escolheu. Há aqui uma ironia -–mesmo que fique em segundo o caminho parece certo, mas no futebol, como na vida, a história é sempre escrita pelos vencedores. Neste âmbito o dono do jogo, acabe bem ou mal, é Jorge Jesus. Sim, ele prometeu apenas um Sporting a lutar até ao fim, mas depois do que disse de Rui Vitória perder para o Benfica terá um sabor ainda mais amargo do que já teria.

BdC anunciou em devido tempo a sua recandidatura. Fez o que tinha de fazer. A oposição, se existe, se tem ideias, deve organizar-se e ir a jogo. Bruno de Carvalho não é Pinto da Costa, nem sequer Luís Filipe Vieira. O terreno à sua volta ainda não está todo controlado, ainda há espaço. 

Ao presidente não se pede que mude de estilo. Também não o faria. Tem-se em grande apreço. Ele é assim e muitos sportinguistas, como se tem visto, apreciam esta forma de estar. Apenas se lhe pede conta, peso e medida. Moderação. Isso também é um sinal de inteligência.

O Sporting não pode ser um clube permanentemente em guerra.»

(Nuno Santos, Ângulo Inverso, in Record)


O Sporting não deveria ser "um clube permanentemente em guerra"?! Claro que todos os manuais de táctica e estratégia o afirmam, mas o facto é que  de há três anos a esta parte não se deverá esconder o óbvio...

"Conta, peso medida, moderação" não serão apenas considerações de articulistas mais ou menos interessados em assistir a uma forma mais inteligente de agir. Serão porventura desejos escondidos no mais intimo de cada adepto, mas recalcados por razões que só o profundo afecto ao seu Clube de sempre poderão justificar. Mas pelo andar da carrugem...

Serão conceitos muito difíceis de levar à prática por quem vive de impulsos e não privilegia o uso da inteligência!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Não seria melhor os benfas tomarem Viagra?!...


A minha admiração e respeito pela figura do insuspeito benfiquista Júlio Machado Vaz já por aqui foi convictamente expressa inúmeras vezes. O que jamais me terá passado pela cabeça é que um dia viria, em que eu o faria protagonista de um post, aqui, num blog de leão para leões!...

Já terá passado um bom par de anos sobre a cena em que ouvi o doutor relatar logo pela manhã na sua conversa com Inês Meneses na rubrica O Amor é, da Antena 1, que um senhor espanhol terá encomendado via internet um extensor para o pénis, tendo recebido pelo correio passados uns 15 dias um embrulho... com uma lupa. E concluía o ilustre e conceituado psiquiatra e sexólogo que não se poderia dizer que o narcísico espanhol tenha sido enganado.... tudo estaria depende da perspectiva e da mão de quem dispusesse da lupa.

Já não saberei precisar quando exactamente , mas pouco tempo depois, mão amiga do facebook fez-me chegar o recorte que poderão ver ali em cima e que, religiosamente, guardei nos meus arquivos, não fossem algum dia  os ventos trazerem-me a necessidade de a ele recorrer para alicerçar alguma tese mais difícil de sustentar e na certeza de que o admirado doutor sabia bem daquilo que havia falado.

Chegado a este arrasador dia 27 de Abril de 2016, desde manhã, bem cedinho, que no meu deambular quotidiano pelas "fontes de notícias fresquinhas", tenho vindo a ser confrontado com uma verdadeira avalanche noticiosa, bem imaginada e melhor orquestrada pela sapiência "goebbelsiana" do arcanjo e, ainda melhor executada pela imensa legião de lacaios estratégicamente colocada nos mais importantes orgãos de comunicação social desportiva e afim, acerca da pressão económica que os mais variados agentes estarão a exercer sobre a calma, sustentada e sustentável vida económica e financeira do Sporting Clube de Portugal.

Tudo terá começado, ainda de madrugada, pela Doyen do inenarrável "nélito". Depois vieram as indemnizações a antigos directores. Logo a seguir as indemnizações ao Benfica à conta de uma eliminatória da Taça de Portugal disputada há quase meio século e a iminente saída de Jorge Jesus para muito longe do Reino do Leão. Pouco depois chegaram as penhoras a tudo o que mexe e tem valor em Alvalade. E para acabar de atar os molhos até um "triste anónimo armado em homem porque vestindo as calças do pai" veio comentar aqui no blog que Sebastian Coates já é dragão, ponto final.

Foi há pouco tempo que me lembrei de Júlio Machado Vaz, exactamente porque nem o arcanjo nem os benfiquistas serão tarados! Estarão é muito preocupados com a sua saúde e é vê-los por aí numa tremenda azáfama, construindo "opulentos seios de mulher", quiçá única forma de conseguirem a necessária excitação e subsequente masturbação!...

E então dei comigo a sussurrar, armado de cínico sorriso, para os meus botões:

Não seria melhor os benfas tomarem Viagra?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ciganos "novos" e ciganos "velhos"!...



«Por favor, não se esqueçam: nós somos humanos e vamos errar. Só espero que esse erro seja diminuto, que não tenha influência no resultado, e que tudo corra pelo melhor. [...]

Não é habitual fazer quatro clássicos numa temporada, mas não é inédito. Já houve colegas que o fizeram, porventura não tantos. É mais uma prova, um desafio, e estou preparado. Estaremos prontos até porque o trabalho é feito de semana para semana. É mais um jogo. [...]

Esta é a 11.ª [época] na I Liga. Estou seguro de que já fiz temporadas melhores. Será um grande jogo e espero que seja mais um à semelhança dos anteriores. Existem outros árbitros que podiam fazer estes jogos. O Conselho de Arbitragem depositou em mim esta confiança e estou seguro que vou estar ao nível.»
(Artur Soares Dias à TSF, in Record)

Enternecido quase até às lágrimas com o reconhecimento da sua "condição humana" e os propósitos de Artur Soares Dias, e sabendo de antemão que nem o Sancho e muito menos o Paulinho Santos poderão estar em campo, espero que Bryan Ruiz já esteja melhor da perna e possa melhorar a sua eficácia.

Mas fico com a pedra no sapato sobre quem o confiante árbitro considerará como "cigano"... De "burros" estamos conversados. Mas quanto aos "ciganos", os "novos" obviamente, que os "velhos" já não correm atrás de foguetes...

Creio que jogarão com "paixão" à mesma hora, mas longe... lá para as bandas da "mouraria"!...

Leoninamente,
Até à próxima

Que se vão os anéis, mas que fique Sebastian Coates!...


O EFEITO DE COATES NO SPORTING

«Sobram os exemplos de defesas-centrais que, bem cotados nos países de origem, se perdem quando atravessam o Atlântico. O talento não se esvai, trata-se apenas de adaptar qualidades genéticas desenvolvidas com o tempo a uma nova forma de entender a função. Nos anos 70, Marinho Peres gelou quando, no primeiro treino de conjunto no Barcelona, mestre Rinus Michels lhe disse para jogar 20 metros à frente do que fazia no Santos de Pelé e na selecção do Brasil, equipas das quais era capitão. Na década seguinte, um craque mundial como José Carlos Mozer levou meses a adaptar-se à complexa articulação colectiva dos movimentos defensivos porque só conhecia duas formas de jogar (em espera e no recurso ao contacto físico); Bermúdez, Luisão, Otamendi, Lisandro, Rojo (com breve passagem pela Rússia) confirmam que entre a chegada à Europa e a afirmação há um período de dúvida e aprendizagem.

Num jogo em que intimidar por presença, estilo, acção e prestígio pode fazer a diferença, Jorge Jesus preferiu estabelecer no eixo central defensivo correlação de forças entre um líder (Coates) e um jovem em formação que o complementa (Rúben Semedo) do que formar dupla a sair de um trio (Paulo Oliveira, Naldo e Ewerton) composto por jogadores mais evoluídos tecnicamente mas menos influentes na manobra colectiva. Coates é um central imponente, altivo, de presença dominante, cuja influência tem alastrado ao funcionamento da própria equipa. Não é só o comandante do sector recuado, é um futebolista de grande fiabilidade que não comete erros em acções relevantes e decide bem em mais de 90% dos lances em que intervém. Dono de personalidade forte e excelente jogo de cabeça (que exerce nas duas áreas), revela ainda articulação de excelência e técnica apreciável atendendo aos seus quase 2 metros (1,95 m).

Quando chegou a Alvalade, Coates já ultrapassara a fase de aprendizagem dos princípios que orientam o jogo no velho continente; tinha assimilado os padrões de referência de um futebol tacticamente mais evoluído e posto no devido lugar a cultura desenvolvida em quase todos os países da América do Sul, baseada na ideia de que defender bem é, acima de tudo, um problema individual. Durante décadas, os centrais oriundos desses países agiram como quem podia viver desempenhando missões estritas e avulsas, isto é, viver de cadeirinha à espera dos invasores para depois fazer apelo ao instinto muscular, de choque e perseguição sem qualquer estímulo à inteligência ou às mais elementares noções de equilíbrio e segurança. Aos 25 anos, está hoje preparado para uma potência europeia, certo de que terá de seguir as regras apertadas de uma ampla cooperativa com a qual tem de se comprometer, desenvolvendo um sólido espírito de solidariedade.

Mesmo depois de ter passado por Liverpool e Sunderland, poucas dúvidas restarão: Coates nunca esteve numa equipa tão estruturada como o Sporting de Jorge Jesus, cuja organização é composta por elementos tácticos sustentados em combinações complexas. JJ escolheu-o por qualidades técnicas, físicas mas também emocionais, de afirmação perante os companheiros e de intimidação sobre os adversários – é uma espécie de governador do território, que cumpre e faz cumprir em campo as leis definidas pelo treinador. Coates não é um craque analisado por parâmetros artísticos de relação com a bola e raramente se dá por ele nas tantas vezes deslumbrantes longas-metragens verdes e brancas. Mas é titular há mais de três meses e ainda não cometeu um erro grave, daqueles que outros, muito mais aclamados e com cotação de mercado superior, fazem semana sim, semana não. Com ele o leão defende melhor. Prova de que um excelente central também pode construir-se a partir de inteligência, discrição, eficácia, bom senso, físico e autoridade.»
(Rui Dias, De Pé para Pé, in Reocrd)


É um privilégio poder ter acesso às crónicas de Rui Dias, no jornal Record, independentemente do tom e da cor dos temas que escolhe estarem ou não mais próximos dos meus afectos. Porque sempre transparece a noção, pouco comum na classe a que pertence, da verdadeira essência do jornalismo.

Claro que me assiste o legítimo direito de apenas trazer para aqui os "bonecos que pinta de verde"! Haveria de ter graça fazer deste blog uma "central de propaganda adversa"! Mas o prazer que recolho do seu trabalho mesmo pintado de outras cores, atinge sempre padrões que muito raramente encontro noutros seus companheiros de armas. Talvez porque sinto em qualquer circunstância o mesmo equilíbrio, a mesma isenção, a mesma intenção de valorizar o que, segundo o seu prisma, deve ser valorizado e enaltecido.

Por isso e focando-me apenas nos tons esverdeados da sublime tela que hoje RD nos oferece, apetece repetir a sua conclusão de que Sebastean Coates "nunca esteve numa equipa tão estruturada como o Sporting de Jorge Jesus, cuja organização é composta por elementos tácticos sustentados em combinações complexas". E apetece ainda mais reflectir nas razões da escolha de JJ e nas suas consequências: "com Coates o Sporting defende melhor"!...

É por isso que face aos condicionalismos que envolveram a chegada de Coates a Alvalade e às consequências financeiras que resultarão do accionamento da respectiva cláusula de opção mas, tendo em conta a importância da sua continuação no plantel no futuro da equipa que ajudou a catapultar para o patamar de excelência que hoje se reconhece...

Que se vão os anéis, mas que fique Sebastian Coates!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - E tudo isto porque, para além daquilo que faz e representa dentro do campo, fora dos relvados Coates reafirma em cada momento a sua condição de "verdadeiro senhor", digno do leão rampante que ostenta no peito...

Veremos com que cor ficará o quadro, afinal!...


MAU FUTEBOL E EMOÇÃO

«Já se viu muito melhor futebol neste campeonato. O Benfica parece um carro sem gasolina, que embalou muito bem na descida e agora vai numa recta cada vez mais devagar. Estamos todos a ver quando as rodas se imobilizam. Não há ali força motriz. Vale aos encarnados a boa dinâmica defensiva e um trinco de classe mundial, que só as lesões podem manter em Portugal. Fejsa adivinha por onde vai passar o perigo e ali está, a travar a torrente que Pizzi ou Gaitán, por exaustão inexplicável, e Renato Sanches, por falta de cultura táctica, deixam passar com frequência imprópria para cardíacos de alma vermelha. Com a falta de fluxo, Jonas e Mitroglou ficam sem ensejos para concretizar.

Também o Sporting já mostrou melhor saúde. O último jogo confirmou o ocaso verificado na jornada anterior. O campeonato está emocionante, mas não é já pela qualidade do futebol jogado.

A próxima jornada poderá ser decisiva? Sim, se o Sporting baquear no Dragão e o Benfica vencer o Guimarães. Mas nem o Porto está capaz de retirar ao Sporting – apesar da descida exibicional – o favoritismo no jogo, nem se afigura impossível que o Guimarães gele a Luz, especialmente se Rui Vitória teimar em manter o onze com jogadores que, ao fim de meia hora, parecem já nem conseguir pensar. 

Este campeonato teve momentos de elevado brilhantismo, servidos pelos dois grandes candidatos ao título. Os últimos jogos fizeram desses picos de excelência meras memórias do passado. Mas, mesmo com um futebol menos fluído e aos repelões, com muitas quedas e passes falhados, quem consegue tirar os olhos destes jogos decisivos?»
(Octávio Ribeiro, De Olhos na Bola, in Record)


E com "uma no cravo e outra na ferradura", Octávio Ribeiro lá prossegue na sua saga, tentando pintar de cor-de-rosa um quadro de cores bem menos simpáticas para as hostes apaniguadas. É da sua natureza...

Veremos com que cor ficará o quadro, afinal!...

Leoninamente,
Até à próxima 

Sporting, tu nunca vais acabar!..



"Tu vais vencer,
Podes crer
Porque a nossa força é brutal.

Mais de um século de histórias para contar
Sporting,
tu nunca vais acabar!..."

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 26 de abril de 2016

Nem os ares do Mónaco lhe deram centímetros!...



Há criaturas que nascem, vegetam e morrem sem alguma vez deixarem de ser anões (LINK)!...

Coitado, nem os ares do Mónaco lhe deram centímetros!...

Leoninamente,
Até à próxima

Vamos ter calma com Artur Soares Dias!...



Para melhor percebermos a "intencionalidade sem intenção" do Bítaro, ao nomear Artur Soares Dias para o clássico do próximo sábado nas Antas, nada melhor do que recorrer ao artigo de Sérgio Krithinas, há poucas horas publicado no jornal Record (LINK).

Mas haverá dois pormenores importantes que terão escapado ao Bítaro, neste "lavar de cestos da sua vindima". O primeiro é que, inapelavelmente, a "conjuntura" mudou e ao clube do coração do Artur as suas apitadelas, directa ou indirectamente, já não aquecem nem arrefecem.

O segundo é que o seu "amigo de infância" será, eventualmente, um dos muitos milhares de "tripeiros" que primarão pela ausência nas Antas, pelo que já não terá o "embaraço" de se dirigir à bancada central para entregar a sua camisola.

De modo que vamos ter calma com Artur Soares Dias!...

Leoninamente,
Até à próxima 

Benfiquistas como este merecem-me respeito!...


FALTAM TRÊS

«A vitória contra o Rio Ave – em teoria o adversário mais difícil nestas últimas jornadas – não alterou tanto como se pode pensar a difícil caminhada do Benfica rumo ao título. Engana-se, por isso, quem pensava que este era o jogo decisivo. A deslocação a Vila do Conde era determinante apenas na medida em que em lugar de faltarem quatro vitórias, o Benfica passou a estar a três vitórias do 35.

Percebe-se a euforia dos adeptos e as celebrações dos jogadores, mas convém ter presente as tristes lições do passado. Há três anos, após uma vitória difícil na Madeira, frente ao Marítimo, o campeonato parecia reservado e tudo foi perdido num jogo em teoria fácil com o Estoril na Luz. Este ano o campeonato será disputado até à última jornada e não vale a pena alimentar ilusões. O Benfica dependerá apenas das suas vitórias para ser campeão, da mesma forma que o Sporting vencerá todos os confrontos que tem por disputar. Quando se aproximam as partidas decisivas, faz toda a diferença estar ainda em jogo alguma coisa importante. O Sporting tem tudo a perder no Dragão e o Porto nada a ganhar (a não ser uma vaga noção de honra). No sábado, Sporting e Porto estarão a disputar campeonatos diferentes. Essa pressão adicional favorece o Sporting. Pelo que o Benfica não deve ficar à espera de ajudas de terceiros.

A partir de agora, tão difícil como a preparação física e táctica para os jogos que se seguem, é evitar alguma descompressão e contrariar a ideia de que o campeonato está garantido. O Benfica depende de si: para já, tem de ganhar ao Guimarães e não deve contar com um auxílio improvável do Porto.»


De vez em quando surgem-nos excepções à regra lá do outro lado da rua, embora haja quem tenha a convicção profunda sobre qual será o animal mais estúpido à face do planeta.

Hoje apreciei a crónica de PAeS, por duas razões que destaco entre outras menos importantes. A primeira porque o autor revela a memória que a quase totalidade dos seus correlegionários não tem o privilégio de possuir e, prudentemente, vai tomando a sua chávena de cautela e umas boas malgas de caldo de galinha.

A segunda porque finalmente encontrei alguèm que não necessita de se colocar nos bicos dos pés da subserviência e trata o Porto sem os salamaleques ensinados pelo "papa", de o fazer anteceder de "fêcês" absolutamente fora dos contextos, como se de um qualquer título nobiliárquico se tratasse. Há muito que também deixei de dar para esse peditório...

Benfiquistas como este merecem-me respeito!...

leoninamente,
Até à próxima

P.S. - Claro que no melhor pano cai a nódoa: Pedro Adão e Silva domina os números de forma que me apraz exaltar, em outras áreas bem mais complexas. Não faz por isso muito sentido falar num eventual 35º título: ele sabe melhor que ninguém que deveria dizer 32!...

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Não sei qual o carácter ou estado de alma capazes de levarem ao "haraquiri"!...


Há gostos para tudo! Haverá até por aí adeptos do macabro! Por mim nunca me incluí nessa corte fundamentalista. Certo que exibi um sorriso amarelo quando a criatura de Santa Comba Dão caiu da cadeira. Mas nunca lhe desejei a morte!...

Na grande família leonina, sempre aceitei que houvesse quem desejasse dar um pontapé na cadeira onde se sentaram durante demasiado tempo os "roquettes". Eu não seria capaz de dar o pontapé. Mas confesso que dei uma mãozinha...

Ora da mesma e exacta forma, também hoje aceito com a mais convicta das complacências, que haja muitos sportinguistas que cultivem sentimento idêntico em relação aos ocupantes actuais do cadeirão de onde cairam os viscondes. Mas continuo a não lidar bem com o macabro (LINK)...

Não sei qual o carácter ou estado de alma capazes de levarem ao "haraquiri"!...

Leoninamente,
Até à próxima

Quando se consumará verdadeiramente o "Milagre dos Cravos"?!...

25 de Abril, não pode ser esquecido:  "MILAGRE DOS CRAVOS"
pintura a acrílico sobre tela com 100X80 (Marinho Neves)


42 ANOS DEPOIS

O 25 de Abril de 1974, ao acabar com a PIDE, deu fortíssima machadada nos abusos de poder, tanto mais que impôs, em simultâneo, o regime democrático que defende as liberdades e dá garantias de igual tratamento aos cidadãos.

Ao que os 42 anos de Abril não conseguiram pôr fim foi à prepotenciazinha que dorme dentro de nós, mesmo contra a nossa vontade, nem à necessidade de afirmação sobre o outro, que não poucas vezes resulta em perseguição disfarçada de justiça. Passa-se isso, por exemplo, com o funcionário alfandegário que nos abre a mala, com o polícia que nos multa, com o juiz que nos desconsidera, com o chefe que nos chateia, ou com o simples empregado de balcão que nos faz esperar pelo café enquanto envia mensagens pelo telemóvel. Desde que detenha um poderzinho, por inofensivo que pareça, o português adora exercê-lo e raramente perdoa.

Creio ser o que se está a passar com os árbitros, que resolveram, por acção corporativa de duvidoso alcance e que só agrava tensões, não admitir aos treinadores a mínima contestação às suas decisões, como se todos não fizessem – com a expressão dos seus desacordos – parte do jogo e das paixões que provoca. Desde que não haja insultos ou protestos desproporcionados como justificar tanta falta de tolerância?...»
(Alexandre Pais, Canto Directo, in Record)


Quando se consumará verdadeiramente o "Milagre dos Cravos"?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Valha-te Deus, homem!...

«As ‘finais’ fizeram-se para ganhar e o Benfica lá as vai ultrapassando, uma a uma, mantendo a liderança da Liga, com a vantagem de dois pontos sobre o Sporting construída no clássico de Alvalade. Mas a qualidade do futebol do bicampeão está a baixar a grande velocidade e a ansiedade começa a subir a níveis tais que se adivinham umas últimas três jornadas de grande aflição. [...]

O Benfica não está bem e o problema radica na baixa de forma de Pizzi e Renato Sanches, em quem o treinador continua a insistir. Continua a valer-lhe o ‘jóquer’ de luxo: Jiménez.»
(António Varela, in Record)

Oh Varela, tenho a leve suspeita que o arcanjo te vai chamar ao gabinete! Então isto são coisas que se escrevam do Rui "Ponto Final" Vitória?! Então o homem anda a fazer um esforço tremendo para colocar na montra o "menino d'oiro" mai-lo "menino zanago", para tentar ajudar o "orelhas" a arranjar os milhões do empréstimo obrigacionista, e vens tu agora descobrir-lhe a careca?!...

Valha-te Deus, homem!...

Leoninamente,
Até à próxima

Chega a dar pena ver esta vaca!...




E a vaca lá continua em exposição! Cheguei a acreditar durante mais de uma hora que seria desta vez que apenas sobrasse um montão de cacos. Mas os deuses decidiram que ainda não seria desta que iriam fazer mal ao bicho e, misericordiosamente, deram-lhe uma mãozinha!...

Chega a dar pena ver esta vaca!...

Leoninamente,
Até á próxima

domingo, 24 de abril de 2016

Sporting, uma das melhores formações do mundo!...


A generalidade da imprensa desportiva dá hoje conta de que mais um promissor futebolista da Academia Sporting terá assinado com o Sporting o seu primeiro contrato profissional.

Chama-se Tiago Djaló e muito provavelmente só aqueles sportinguistas que acompanham de perto os nossos juvenis poderão ajudar-nos a compreender as razões pelas quais o Sporting não esperou que os "vampiros" começassem a esvoaçar em volta desta magnífica "torre de ébano" - da avaliação que resulta da foto estaremos em presença de um atleta que, com apenas 16 anos, já estará muito próximo dos 190 cm! -, de cujo talento e potencialidades muito poucos ainda terão conhecimento.

"Um dia muito especial para mim. Assinar contrato profissional com o Sporting Clube de Portugal aos 16 anos é um orgulho. Quero desde já agradecer aos meus colegas de equipa que são essenciais para continuar a evoluir como jogador, mas quero fazer um agradecimento especial à minha família que sempre me apoiou nos momentos bons e maus. Mais um passo para chegar ao meu objectivo.",  terá escrito Djaló no Instagram, a legendar uma fotografia onde surge a cumprimentar o presidente Bruno de Carvalho.

No seu sorriso de menino, adivinha-se um orgulho sem medida e um mundo de legítima esperança. Que a sorte acompanhe Tiago e que sempre saiba corresponder com Esforço, Dedicação, Devoçâo e reconhecida gratidão, à confiança que nele é agora depositada e ao privilégio de representar...

O Sporting, uma das melhores formações do mundo!...

Leoninamente,
Até à próxima

O que tiver de acontecer, tem muita força!...



Neste fim de tarde primaveril e sereno, Alvalade assistiu ao cumprimento do objectivo mínimo da época! Poderia ter sido mais brilhante, mas estou como JJ: "é bom ir ao Dragão com o Porto fora da corrida do título e da Champions"! E há quem diga que o melhor ainda estará para vir!...

Como diria Quinito, foi um jogo entretido. Ainda me aconchegava no sofá e já o jogo estava decidido. Já não tenho idade para assistir a jogos com o coração nas mãos. É uma coisa que me chateia, muito mais do que continuar a ver os nossos leões a falhar golos cantados. È certo que seria muito mais bonita uma vitória algo mais gordinha, mas assim também não está tão mal quanto isso e sobra o gozo de pressentir uma certa angústia do outro lado da rua com o regresso, ainda que "à condição",  como a "nossa" CS se esforça por sublinhar enquanto eu vou fazendo figas para que a razão não lhes assista: até os jornaleiros andam angustiados! Pode ser que os deuses tenham mais em que pensar do que andar a fazer fretes para lhes eliminar essa angústia e amanhã estejam ocupados a partir das 20:30! Abençoado! Há tantas coisas mais importantes por esse mundo fora do que perder tempo a dar uma mãozinha à jactância! Já bastará o que todos sabemos...

Ainda que doa a muito boa gente, esta noite dormiremos na liderança, e... à cautela, já coloquei um bruto da Quinta da Bageiras do frigorífico.

O que tiver de acontecer, tem muita força!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - Manda o meu sentido de justiça dizer que o árbitro Rui Costa fez uma excelente arbitragem. Como sempre defendi, este sim, já deveria ter sido promovido a  internacional há muito tempo. São as malhas que o "império tece"! A ver vamos o que nos estará reservado para as Antas!...

sábado, 23 de abril de 2016

Os "sapos" estarão a esquecer a natureza de ambos os "escorpiões"!...


QUEM RI COM FONTELAS GOMES?

Quando Luís Filipe Vieira, há mais de dez anos, no arranque da sua caminhada presidencial, afirmou que era mais importante ter lugares na Liga do que contratar jogadores estava a valorizar algo que, no começo do século XXI, continua ser percepcionado pelos protagonistas do futebol, depois de tudo o que se disse e fez na parte final do século XX: o futebol fora das quatro linhas continua a ter um peso demolidor.

O presidente do Benfica falava assim porque um dos principais bastiões de poder achava-se na Liga e, nomeadamente, Valentim Loureiro foi um grande auxiliar e parceiro de Pinto da Costa no fenómeno de hegemonização do futebol português pelos azuis e brancos. Era o tempo em que a Liga tutelava a Arbitragem e a Disciplina e era o tempo em que a FPF tinha um papel quase figurativo. A Liga mandava e influenciava; a FPF assistia e sobrava para as ‘questões da Selecção Nacional’. Era a ‘rainha de Inglaterra’.

Entretanto, por via legislativa, a Liga deixou de tutelar a Arbitragem e a Disciplina e o cargo de presidente da FPF passou a ter uma importância acrescida. Fernando Gomes percebeu isso, com antecedência, e percebeu que a passagem pela Liga era importante para um trajecto que havis sido predefinido.

A perda de poder de Pinto da Costa tem a ver com esta questão formal, acentuada pelo facto de Fernando Gomes ter saído do Porto em divergência (até certo ponto camuflada) com o líder portista. Não é por acaso que Pinto da Costa, há não muito tempo, quando se referia a Fernando Gomes, o tratava por ‘Gomes da Silva’, em razão do seu nome completo: Fernando Soares Gomes da Silva.

A este facto agarrou-se o presidente do Benfica, entretanto mais amadurecido como dirigente desportivo e mais conhecedor das dinâmicas empreendidas fora das quatro linhas. Luís Filipe Vieira, que foi um combatente do ‘sistema’ (desenhado e controlado pelo Porto de Pinto da Costa), chegou a ir à ‘guerra’, deu e levou e, por causa daquilo que levou, deixou de reagir a tudo e arranjou outras técnicas de combate, mais subtis. Houve um encontro de interesses entre Fernando Gomes e Luís Filipe Vieira e isso nem deve ser especialmente qualificado ou valorado. Só tem de ser interpretado.

Fernando Gomes, em pouco mais de 5 anos, deixou de ser um discreto dirigente do Porto, com horror a protagonismos, para se transformar num ‘player’ importante do futebol português. Granjeando simpatias e criando condições excepcionais para não ser criticado pela ‘mui conservadora intelligentsia’ lisbonense. Este posicionamento revela tacticismo e sagacidade, os mesmos que o levaram a deixar cair Vítor Pereira e Herculano Lima na reconstituição do seu (novo) governo.

As ‘pastas’ da Disciplina e da Arbitragem são as mais sensíveis de qualquer governo do Futebol. E em ambas Fernando Gomes mexeu. O que significa alguma capacidade autocrítica ou, até, um inconfessado reconhecimento de derrota. Quais foram as soluções achadas? José Fontelas Gomes para a presidência do Conselho de Arbitragem e José Meirim para a presidência do Conselho de Disciplina.

Pela voz de Pedro Proença – curiosamente em casa de quem mais tem atacado os árbitros neste campeonato –, ficamos a saber que estão a ser preparadas alterações regulamentares, no sentido de castigar mais severamente os agentes desportivos que ponham em causa a imagem do futebol e dos seus protagonistas.

Meirim revelou-se sempre muito cáustico com omissões, dilações e vazios, sobretudo na capacidade de denunciar fragilidades do poder político, e tem agora o desafio e a responsabilidade de não omitir, não adiar e ser ‘denso’ e livre de clientelas (consegui-lo-á?!…) numa área tão fundamental como a Disciplina.

No caso da Arbitragem – de todas, a ‘pasta’ mais difícil de gerir – a surpresa para alguns tem a ver com o facto de José Fontelas Gomes, um ex-árbitro com um percurso modesto, consegue chegar à presidência do Conselho de Arbitragem, depois de uma passagem pela APAF. A explicação é relativamente simples: foi sempre uma espécie de ‘enfant gaté’ de Pedro Proença. E, sendo assim, como extensão das ideias e das ambições de Proença, José Fontelas Gomes – embora bem posicionado junto do Benfica – é a esperança de Sporting e Porto verem mitigado o efeito do consulado de Vítor Pereira na liderança da arbitragem.

E é aqui que pode estar a razão de tantos cuidados e silêncios: Fernando Gomes agarra-se; Pedro Proença pode estar a criar condições, com tempo, para ser o sucessor de Fernando Gomes. Pela ‘porta’ da Arbitragem. Talvez seja a razão pela qual Pinto da Costa afirmava há dias que "Vieira ganhou esta batalha mas ainda não ganhou a guerra". Será? 
(Rui Santos, Pressão Alta, in Record)



Embora ainda mal digerida esta curiosa crónica de Rui Santos, julgo nela perceber um conjunto interessante de múltiplos pontos de fuga que o próprio autor, inteligentemente, terá preferido reflectir no tempo e no modo, antes de se aventurar em desvendar as intercepções. É que mesmo com a panela ao lume, o arroz ainda estará muito longe de caminhar para um ponto de cozedura capaz de gerar convicções.

Contudo, uma coisa me parece para já demasiado óbvia: enquanto Pinto da Costa vai dizendo que "Vieira ganhou esta batalha mas ainda não ganhou a guerra" e Bruno de Carvalho pouco se lhe terá adiantado repetindo o estafado lugar-comum de afirmar que "apenas tomará posição depois de conhecer os programas", do campo do adversário de ambos o silêncio cheira-me a esturro, pelo que poderá significar de antecipação e eficácia. Nem as guerras se ganham perdendo batalhas, nem o jogar à defesa alguma vez trará a certeza de vitórias. O erro em que me parece ambos estarem a incorrer, soa-me a demasiado recorrente e "dejá vu"...

E quando acordarem, será demasiado tarde e o arroz já estará cozido! A "história" da caminhada de Proença para a Liga, faz-me lembrar a fábula do sapo e do escorpião: está hoje mais do que visto quem foram os sapos!...

O enredo a que Rui Santos terá recorrido na sua crónica, para entreabrir a espessa cortina das próximas eleições federativas, traz-me a legítima suspeita de que "os sapos" estarão tão confiantes como quando levaram o "escorpião Proença" para o outro lado do rio, no carácter tanto de José Meirim quanto de José Gomes! Tal como na fábula...

Os "sapos" estarão a esquecer a natureza de ambos os "escorpiões"!...   

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Há sempre alguém que diz não!...


A LIGA DAS COMISSÕES

«Depois de se conhecerem os valores de várias comissões que Sporting e Porto pagaram nos últimos anos pela transferência de jogadores, esta semana tornaram-se públicas, com algum pormenor, as verbas do Benfica que ‘voaram’ nestes mesmos negócios.

Na ‘Liga’ das comissões lê-se a informação que a SAD encarnada enviou à CMVM, a propósito da oferta pública de subscrição de 50 milhões de euros em obrigações, e os números tecnicamente ‘disfarçados’ nos relatórios e contas ganham uma dimensão bem diferente. Um simples exemplo: o guarda-redes Oblak, cujo passe pertencia na totalidade à SAD, tinha uma cláusula de rescisão no valor de 16 milhões de euros. O At. Madrid queria contratá-lo mas o Benfica, como foi público, não pretendia negociá-lo. O esloveno não se apresentou na Luz no início da época 14/15, como devia. Em vez disso fez testes médicos em Madrid e o Atlético informou que acionava a cláusula de rescisão, transferindo para a Luz os tais 16 milhões. Então, se o Benfica não queria vender e o Atlético pagou os 16 milhões sem negociar, como explicar os 6,5 milhões pagos pelo Benfica devido a "compromissos com terceiros, gastos com serviços de intermediação e valor líquido contabilístico do atleta à data da alienação", como é justificado de forma oficial?

Mas Oblak foi apenas um caso numa contabilidade que não tem em conta o custo de aquisição contra o preço de venda. Repare-se no de Markovic, cujo passe pertencia a 50 por cento ao Benfica: cláusula de rescisão de 25 milhões paga pelo Liverpool. O Benfica recebeu 12,5 milhões, ou seja, metade? Nada disso. Apenas 6,8. Cerca de metade de metade. 18,2 milhões ‘desapareceram’ ao abrigo da explicação acima referida. Rodrigo, com cláusula de 30 milhões, rendeu apenas 12,6. Nem dos 5 milhões de Cardozo para o Trabzonspor o Benfica recebeu, pelo menos, metade, mas apenas 2,07. Isto para não falar em Garay, cujos proveitos por uma venda de 6 milhões se resumiram a 317 mil euros! Podia ainda relatar o que sucedeu com João Cancelo, Melgarejo, André Gomes, Enzo Pérez, Bernardo Silva, Ivan Cavaleiro, Mora, Kardec ou Lima, mas não vale a pena. Já percebemos que existe enorme diferença entre valores de venda e encaixe real. Alguém considera isto razoável?»
(José Ribeiro, Contas Feitas, in Record)

Há muito que desejo que o jornalismo desportivo em Portugal percorra o caminho que José Ribeiro, corajosamente, entendeu percorrer na incómoda e arrasadora crónica "Contas Feitas" hoje publicada no jornal Record. Mas sobre aquela casa parece ter caído ultimamente o "manto diáfano e sagrado"  de libertina vassalagem a "um só senhor, um só deus", que vai cobrindo, indiscriminadamente, todos os "vendilhões do templo" que, independentemente das suas convicções e afectos, quais prosélitos, vão espalhando por um desprezível prato de lentilhas, a doutrina do arcanjo celestial e "capo di tutti capi", que vai debitando do outro lado da rua e de forma que não envergonharia Joseph Goebbels, a "verdade vermelha" como... VERDADE ÚNICA!...

Poucos, muito poucos, terão a coragem de Rui Santos e, agora, José Ribeiro, porque demasiado fascinados e entretidos na tarefa de equilibrar e evitar qualquer derrame das galhetas da eucaristia quotidiana celebrada pelo celebrado e impune arcanjo.

O pior para o arcanjo e para a difusão de tão atribiliária e obscena doutrina, será que... 

Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!...

Leoninamente,
Até à próxima

Num bilhar, brilham os bilharistas!...


"Será o sétimo relvado em treze anos, um número anormal. O tapete leonino sempre foi mais famoso pelos problemas que criou às equipas do que propriamente pela sua qualidade." (LINK)

Novo relvado?! Já ontem seria tarde! Oxalá desta vez a qualidade do relvado não fique perdida no meio de comissões e "outros fretes análogos", como em todas as anteriores substituições!...

Lembro-me de ouvir o capitão do San Lorenzo de Almagro, há muitos anos, em pleno relvado do Jamor...

Num bilhar, brilham os bilharistas!...

Leoninamente,
Até à próxima


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Porque impossível, é nada!...




Ser sportinguista, também é ser capaz de alimentar sonhos, mesmo que impossíveis!...

Porque impossível, é nada!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - Por mais "frias" que sejam as aragens, nenhuma resistirá a um abraço quente!...

O vómito e o consequente cansaço!...


RUÍDO NA FESTA

«Confesso que às vezes me cansa. É verdade que o Benfica terá sido favorecido por umas horas no descanso depois do jogo contra o Bayern, com direito a uma pausa que por essa Europa não se pratica. Isso pode valer um curto reparo. Merece uma tomada de posição pública do presidente do Sporting e uma referência no jornal do clube? Sobretudo quando se trata de um assunto que não diz directamente respeito ao Sporting? Terá a estratégia do Sporting de passar por uma guerra mediática permanente, sempre com o presidente no centro dos confrontos? Concordo com Futre: há limites que estão a ser ultrapassados dos vários lados e o ruído começa a ser insuportável.

A proximidade dos dois clubes veio agravar um ambiente que, desde a ida de Jorge Jesus para Alvalade, já era péssimo. Basta um deles tropeçar e o campeonato acabou. Os nervos estão à flor da pele num campeonato disputado até ao fim, sofrido jogo a jogo. Dá-me cabo dos nervos mas é isto que desejo há anos. É isto que dá sentido á paixão pelo futebol. Compreendo que nestas circunstâncias as escaramuças mediáticas vão acontecendo. Mas, a não ser que estivéssemos perante um caso flagrante de favorecimento, não gosto que Sporting ou Benfica ponham em causa a justeza geral do campeonato. Compreendo a irritação do momento, tenho mais dificuldade em aceitar quando isso passa a ser uma estratégia oficial, fria e de longo prazo. Sei que com isto desiludo muitos sportinguistas, mas acho que Sporting e Benfica estão a fazer um campeonato que os dignifica. E que os dois são merecedores do título. O ruído faz parte da festa. Desde que não a estrague.»


Já por inúmeras vezes deixei por aqui as assertivas e bem construídas crónicas de Daniel Oliveira, reflexo de uma forma de estar e pensar que quase invariavelmente aplaudo. Porém, este "Ruído na Festa" com que hoje nos presenteou, situando-se dentro da linha a que nos habituou, até nem será daquelas que me merecerão aplauso maior. Caber-lhe-à toda a legitimidade para escrever o que foi publicado, do mesmo modo que a mim me assistirá o direito de ser mais reservado nas palmas. E a diferença residirá no facto de não haver em mim o espírito magnânimo que hoje ele revela. É superior a mim e a tudo aquilo que sou, penso e sinto!...

Mas numa coisa estaremos em perfeita sintonia: há certos ruídos que cansam! E claro que não me estarei a referir ao som estridente ou mesmo histriónico se quisermos, que vomitam os roufenhos mas penetrantes altifalantes montados do outro lado da rua. Já levo os meus ouvidos habituados a quase duas décadas de "martírio" e a imunidade há muito que mora em mim. O que me começa a cansar mais do que alguma vez foi por mim suposto, será o volume e a frequência do ruído na nossa própria casa: um exagero inimaginável, inenarrável, inclassificável, insuportável e quase pornográfico de "decibéis", complementados de forma que quase envergonharia Masoch, por... "gatafunhos em rede(s) (sociais)"!...

Mas, atendendo à irracionalidade que grassa neste particular "campo de batalha" e sobre a qual não me cairão os parentes na lama se confessar a sua partilha, julgo que a minha complacência até seria capaz de aceitar ouvir em nossa casa, resposta aos eventuais berros que o "dono da quinta" do outro lado da rua ousasse proferir na nossa direcção. Agora ouvir em sistemática permanência o retrucar canino ao incessante latido do "nojento rafeiro cão-guarda" dessa quinta vizinha...

Conduz-me ao vómito e ao consequente cansaço!...

Leoninamente,
Até à próxima

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