quinta-feira, 31 de maio de 2012

A "tragédia grega" do Sporting...


Desespero
Um prejuízo substancial era espectável. Mas os números que hoje foram dados a conhecer à CMVM e que aqui aparecem levemente descodificados, ultrapassam as perspectivas mais negativas. E o que mais me intriga em toda esta situação, é que não se vislumbre a mais pequena réstea de melhoria em nenhuma rubrica, excepto aquela que depende exclusivamente da dinâmica e do fervor dos adeptos. Mas comparar este prato da balança, com o outro, onde em vez de verificarmos uma pequena redução de peso que fosse, assistimos a um cada vez maior desequilíbrio, é dramático e aterrorizante.
Godinho Lopes vai procurando afanosamente a sua "Troika", mas em cada dia que passa, o Sporting cada vez mais se assemelha a uma "tragédia grega" revista e actualizada. Já não se consegue sequer imaginar qualquer luz ao fundo do túnel e os receios de que nem sequer exista túnel são cada vez maiores.
Eu quero acreditar no futuro, mas que futuro tem um modelo e toda a estratégia que o envolve, se passado bem mais de um ano da sua implementação, todos os indicadores apontam para  uma cada vez mais dramática situação?!...
Assistem todos os sportinguistas ao esbracejar de um náufrago a caminho do afogamento. E ninguém se atira à agua para lhe estender a mão ou lhe atira a milagrosa bóia. O que vemos por aí, são apostas e mais apostas sobre o tempo de vida do moribundo, ou sobre a melhor forma de lhe fazer o funeral.
Regularmente, os (ir)responsáveis pelo imparável deslizar para o abismo, alinham uns rabiscos e enviam-nos para a CMVM, de onde não vem resposta nem mandado. Regularmente também, os mesmos (ir)responsáveis rabiscam um Relatório de Contas, que outros (ir)responsáveis aprovam sem discussão. E para acabar de atar os molhos, esses Relatórios são submetidos à apreciação anual dos sócios em Assembleia Geral Ordinária, onde são aprovados, quase sem discussão, porque quem levantar a voz e pedir esclarecimentos é apontado a dedo e rotulado de divisionista, senão mesmo de anti-sportinguista.
Às vezes pergunto a mim mesmo se amaremos de verdade o nosso Sporting Clube de Portugal !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

De novo o "escarro" azul da TMN !...



Numa escala de 0 a 20, não serei capaz de classificar o projecto da Puma para as   camisolas da nova época, com um valor superior a 8!...
Não gosto do preto da gola, nem dos botões "à betinho", nem do destaque do logotipo da Puma - quase igual na localização e dimensão ao emblema do Sporting - e abomino aquela "mascarra" azul do patrocinador - coisa com que me insurgi há um ano, que os "vizinhos" liminarmente rejeitaram e não se falou mais nisso, mas que agora, mesmo com  Carlos Barbosa bem longe, os responsáveis leoninos continuam a permitir. Caiu por terra a argumentação que aquele senhor então apresentou, de que os equipamentos já estariam fabricados. Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo. Porque para esta época os equipamentos ainda não passaram do papel e parece que os responsáveis também não souberam ou não tiveram a firmeza de argumentos necessária, para impedir esta desgraçada repetição. Para não ir mais longe, apenas os apelidarei de frouxos. É a cultura da permissividade, que troca valores sagrados, pelos pratos de lentilhas da sobrevivência.
Gostava de imaginar um novo patrocinador, cujo logotipo fosse um touro, um porco ou até uma águia. De preferência vermelhos! Não há pachorra para aturar responsáveis deste calibre. Continuaremos a assistir em Alvalade à presença de adeptos envergando camisolas de há vinte anos. Primeiro porque o "design" parece desenterrado do século passado, depois porque o "escarro azul" continua e finalmente porque o preço deverá continuar insuportável.


















                      
Sem os reparos que acima apontei, direi que o "design" conseguido com a listas verdes e brancas até me parece agradável e harmonioso. Aguardemos pela proposta dos números e nomes e esperemos que não seja repetido o fracasso da última época, em que nem no estádio nem em termos televisivos, foi conseguido o contraste e a definição minimamente exigíveis. E aguardemos também pelo equipamento alternativo que, quase invariavelmente, costuma ainda ser menos conseguido.

Leoninamente,
Até à próxima

Entre pavões, poetas, ladrões e papas...

 Hoje deparei com esta notícia no jornal "A Bola".  E não consegui retirar do vídeo que a acompanha, interpretação diferente daquela que o "corpo redactorial" do mesmo jornal expressa, conhecidas que são, as vozes correntes que se ouvem por aí, acerca desta mesma matéria.
Nesta mesma modalidade, que o Sporting Clube de Portugal por razões económicas, extinguiu há alguns anos, um conjunto de sportinguistas amantes da modalidade, conseguiu o feito inédito na história do clube, de a relançar e trazê-la de novo para a primeira linha, sem que isso custasse um cêntimo aos cofres do clube. E esta fantástica odisseia ter-se-á transformado generosamente em semente de tamanho amor ao clube e à modalidade, que ainda há pouco tempo assistimos ao seu germinar pujante e assombroso noutras modalidades, nomeadamente no basquetebol, que também irá percorrer um caminho idêntico, fruto de iguais boas vontades e amor ao Sporting Clube de Portugal.
Aqueles sportinguistas que conseguiram erguer tamanha obra e os que noutras modalidades lhes pretendem copiar as intenções, seguramente que jamais permitirão que alguma vez as imagens que a seguir apresento e que partilhei do YouTube, possam alguma vez ser repetidas com as gloriosas camisolas do Sporting Clube de Portugal.
Há por aí quem provoque e alimente guerras de "alecrim e manjerona", trocando insultos que tanto ferirão os poetas como os ladrões. Que o Sporting Clube de Portugal prossiga, gloriosa e honradamente, a sua inigualável história. Sempre sem alecrim e manjerona, bem afastado desses "pavões, poetas ou ladrões". E se porventura alguma vez, aqueles que buscam em cada dia, com esforço, dedicação e devoção, a glória de ser Sporting, sentirem que os seus ombros, sejam quais forem as razões, já não são capazes de suportar o peso da sua responsabilidade, voltem-se primeiro para nós, sportinguistas de todo o mundo. E se a resposta não chegar, pronta e eficaz, então que saibamos retirar-nos honradamente, para que nunca um atleta envergando a gloriosa camisola verde às listas, protagonize imagens semelhantes.
A minha solidariedade para com os verdadeiros e integros adeptos do F.C. do Porto, a quem estas imagens chocarão bem mais do que a nós, sportinguistas.


              

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Oceano Cruz vai liderar a equipa B!...

Está confirmada a participação na II Liga, da equipa B do Sporting Clube de Portugal, que sempre afirmou peremptoriamente essa intenção. O mesmo não se passou com outros, que serpentearam na indefinição e até pretenderam ostracizar a ideia. Não o conseguindo, pousaram o pé no estribo quase com o combóio em andamento e com o rabinho entre as pernas. Gostei de assistir. Agora espero para ver os preceitos regulamentares, cujo conhecimento ainda não é completamente do domínio público, exactamente porque as serpentes ostracizantes ainda andarão, de sachola na mão, ensaiando uma última tentativa de desvio das águas, para os seus campos, que quererão ver viçosos e verdejantes como o nosso, ainda que por processos que todos conhecemos sobejamente.
Serão 21 jornadas a duas voltas, ou sejam 462 jogos no total, conhecendo-se até agora apenas três condicionantes: às 6 equipas estará vedado o acesso à I Liga e a participação na Taça de Portugal e Taça da Liga.
Muitas especulações foram geradas em torno do técnico que iria liderar este novo projecto, a grande maioria delas absolutamente à margem das expectativas e desejo da grande família sportinguista. Mas, ao que parece por interferência directa de Ricardo Sá Pinto, acabou por triunfar o sportinguismo e a gratidão e o reconhecimento que um dos nossos mais carismáticos capitães de sempre, amplamente merece. Oceano Andrade da Cruz, como aqui tomei conhecimento porventura em primeira mão, vai ser o líder deste novo projecto, que tem tudo para ser um novo pólo do interesse de todos nós.
Oceano nunca precisará de apresentações a uma família que é a sua. O seu sportinguismo, a sua mística, o seu querer, a sua garra e a sua tremenda disponibilidade física e anímica, sempre estiveram ao serviço do seu clube do coração, que serviu como jogador de eleição durante 12 épocas, apenas interrompidas por um período de 5 anos em que deu asas, no estrangeiro, aos seus legítimos sonhos. Mas voltou e só poderia ser para o Sporting. Porque Oceano é o exemplo acabado do verdadeiro Leão.
Oceano Cruz, na minha modesta opinião, é o homem certo no lugar certo. Porque a interligação entre a novel equipa B e a equipa principal do Sporting se reveste de importância fundamental para a projecção do futuro do Sporting Clube de Portugal. E Oceano e Sá Pinto são duas almas gémeas que nos garantem todos os pressupostos do projecto. Daí que não constitua qualquer surpresa para nós, sportinguistas, o pedido que Ricardo Sá Pinto eventualmente terá feito aos responsáveis da Sporting, SAD. Para além do carácter e dos atributos técnicos que todos possamos reconhecer a um e a outro, a amizade que os une e a lealdade mútua que hão-de com toda a certeza partilhar, são a melhor garantia para todos os adeptos leoninos.
Que a sorte e os êxitos acompanhem estes dois grandes Leões e que a SportingTV não demore muito. Agora com 72 jogos por época, talvez os estudos de viabilidade económica do projecto que é o sonho de todos nós, possa proporcionar a aceleração que todos desejamos. Por mim assinarei de cruz o contrato logo que o canal abrir, encaminhando os quase 30 Euros que hoje pago para assistir em cada jogo do meu Sporting, ao desrespeito e parcialidade a que todos estamos habituados.

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 29 de maio de 2012

Os vendilhões do Templo Leonino

Pedro Sousa foi contratado pela Sporting, SAD, para ser o seu rosto na Comunicação.  Porque o objectivo e o impacto de qualquer mensagem, será sempre uma consequência do tempo e do modo como ela é dirigida e muito particularmente dos atributos - inteligência, argúcia, sagacidade, oratória e profundo conhecimento dos meandros em que se move e dos alvos que pretende atingir - do mensageiro. O Sporting Clube de Portugal e nomeadamente a Futebol SAD, andou anos e anos sem ter um rosto e uma voz. Agora que conseguiu ter uma imagem e uma palavra que refletem exactamente, de forma profissional e altamente competente, ou a sua opinião ou os objectivos estratégicos que persegue, sem provocar o contraproducente desgaste das figuras onde recai o exclusivo do planeamento, gestão e decisão da sociedade, eis que que juntam em magotes, os "velhos do Restelo blogosférico dito sportinguista" para denegrir, contestar, criticar e até achincalhar o intérprete dessa importante missão, como se dele derivassem as decisões que a sua palavra coloca no domínio público.
É confrangedor e desanimador assistir dentro da nossa própria família, a posições de absoluta e estúpida prática de "haraquiri", quando em toda a CS da especialidade se vai começando a assistir ao progressivo respeito que Pedro Sousa vai grangeando entre aqueles que ainda há pouco tempo eram seus pares. E o que mais dói em tal comportamento, será a dolorosa coexistência entre uma prática que visa uma infantil, despudorada e desenfreada procura de notariedade e audiências e a completa ausência de inteligência e perspicácia para compreender os objectivos do mensageiro, que mais não faz que traduzir para o exterior as incumbências comunicacionais que lhe foram cometidas por quem o contratou exactamente para o cumprimento desse importante e quantas vezes decisivo papel. 
Tivesse o CD do Sporting Clube de Portugal e em particular o seu Presidente Godinho Lopes, um mensageiro do quilate que  a Sporting, SAD, atempada e eficazmente conseguiu encontrar e não assistiríamos a sucessivas "gaffes" comunicacionais, seja por confrangedora omissão, seja por absoluta inadequação e incapacidade do mensageiro, que invariavelmente Godinho Lopes tem de substituir, com prejuízo evidente para a sua imagem - que de outro modo resultaria intocável e sempre protegida - e para o impacto que inevitavelmente seria alcançado por quem dominasse com saber e competência matérias que exigem um profundo conhecimento.
Fora do seu habitat natural, beneficiando da amenidade deste mediterrânico e permissivo clima que lhes vai permitindo a sobrevivência e a reprodução que os trópicos recomendariam, a "população de papagaios" desta terra lusa de brandos costumes, vai "derretendo" os campos de girassóis verdes e amarelos, aproveitando para seu sustento bem menos sementes que aquelas que desperdiçam e destroem. Pena que no Reino do Leão tenhamos que conviver com estes bandos de aves predadoras, que nada produzem e ainda nos gastam o azeite com que besuntam os umbigos. Pena que dentro da própria família leonina, ainda haja auditório que desgraçadamente vai alimentando o palrar destes energúmenos de penas verdes flamejantes.
Enquanto estes "vendilhões do Templo Leonino", não forem votados ao ostracismo que os malefícios que provocam deveriam provocar, continuaremos a permitir, numa atitude masoquista e pouco inteligente, que nos destruam por dentro e nos hipotequem o futuro.

Leoninamente,
Até à próxima


segunda-feira, 28 de maio de 2012

João Rocha e o Manifesto do Futuro

Soube aqui - Rui Calafate dá-nos amiúde o privilégio do conhecimento de factos relevantes da vida do seu e nosso Sporting, que de outra maneira nunca chegariam ao nosso conhecimento -, que o Senhor João Rocha já pode ir ao futebol. Aquele que será sempre para mim O Presidente e cuja reserva e de toda a sua família, nunca nos permitiu acompanhar como desejaríamos a evolução dos problemas de saúde que o terão afectado, recuperou felizmente e outra coisa não seria de esperar que não fosse a afirmação da sua presença nos momentos mais importantes de um dos grandes amores da sua vida, o Sporting!
Saúdo e rejubilo com a recuperação do Senhor João Rocha, o Eterno Presidente, que os sportinguistas como eu jamais esquecerão. E desejo-lhe do fundo da minha alma leonina e de cidadão, toda a saúde e bem estar do mundo. Foi a melhor notícia de que poderia ter tido conhecimento, desde aquele fatídico 20 de Maio. 
Rui Calafate abre o seu pensamento ao momento actual do Sporting e formula um desejo, porventura com muito poucas possibilidades de ser atendido: "... gostava muito que o sr. João Rocha pudesse dizer umas palavras... O seu sportinguismo, a sua visão e o seu apoio seriam agora muito importantes para a família leonina".
Penso que se um qualquer grande jornalista e sportinguista - e temos alguns no fantástico universo leonino -, a que as peias de uma isenção falaciosa ou outros quaisquer pruridos, não amarrassem a coragem de tentar conseguir, junto do Senador de todos os Senadores do honrado e orgulhoso Senado do Leão, as palavras que Calafate e todos nós desejaríamos ouvir do Senhor João Rocha, talvez a grande família sportinguista pudesse vir a ter o privilégio de passar a ter ao seu dispôr, O Manifesto do Futuro, de que o Sporting Clube de Portugal e os sportinguistas tanto carecem.
Os sportinguistas não precisam de mais achas para a fogueira que nos vai consumindo sem glória, o esforço, a dedicação e a devoção. Nem de qualquer "borla" para a "infeliz feira de vaidades" que os pregões regularmente anunciam e propagandeiam. Nem de receber qualquer contribuição que confirme os danos e a delapidação patrimonial e mística a que todos vimos assistimos há tantos e tantos anos. Nem o Presidente de todos os Presidentes alguma vez teria disposição e paciência para dissecar intérpretes e processos de tantos anos de desilusão. Sabe ele e todos nós, o quanto de demagogia e trajectos erráticos tem sido utilizados até ao presente que nos aflige e preocupa.
O que os sportinguistas veementemente desejariam seria uma verdadeira "cartilha", um eficaz "gps", que nos pudesse ajudar a decidir o futuro, sem olhar, recriminar ou julgar o passado próximo. Um Manifesto do Futuro que nos guiasse e ajudasse a sermos colectivamente capazes de nos afastarmos para sempre desse passado que se seguiu ao dia em que o Senhor João Rocha deixou de conduzir os destinos do Sporting Clube de Portugal!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 27 de maio de 2012

Se calhar !...

in jornal "A Bola"
Se calhar foi !... Se calhar foi um "fungo" qualquer que a "vassoura" do Duque não conseguiu varrer de Alcochete!... E de acção tão nefasta que conseguiu contaminar quem nós, sportinguistas, nunca pensámos que pudesse ser contagiado: o nosso "Coração de Leão", Ricardo Sá Pinto !...
Deixaram quase todos os que pisaram o Jamor no domingo à tarde, ao partir para férias, subentendida a ideia de que levavam a final da Taça atravessada. André Carrillo apenas expressou em palavras o sentimento que outros não tiveram a coragem de afirmar. É compreensível! Um "soco no estômago" como o que todos levámos no Jamor, é uma coisa que deixa qualquer um sem palavras e com tamanha dor e vómito latentes, que só o tempo e o êxito serão capazes de dissipar!...
Em mim subsiste a dramática dúvida de quanto tempo hão-de durar os terríveis efeitos de tal golpe. Por quanto tempo perdurará em mim a recusa do elogio apaixonado e fácil sobre qualquer "pontapézito" mais bem dado por qualquer daqueles que não souberam compreender a honra de estar presentes naquele palco, naquele momento e envergando a gloriosa camisola "verde às listas" do Sporting Clube de Portugal.
Não sei quantos títulos, quantas glórias, quantas exibições espectaculares serão necessárias aos pobres protagonistas de há uma semana, para me fazerem esquecer um dos maiores desgostos da minha vida de leão ao peito. Nunca direi nunca a essa possibilidade. Mas doravante, terão de me convencer e deixar de boca aberta de espanto, conquistando vitórias e glórias impossíveis, até que o gelo com que o seu "excesso de confiança" envolveu o meu coração se derreta completamente. A começar por Ricardo Sá Pinto, obviamente...


Leoninamente
Até à próxima 

sábado, 26 de maio de 2012

Postura guerreira ?!...

Postura guerreira?!...
Já lá vai quase uma semana e ainda dói e sangra a ferida. E a cicatrização está difícil. Por isso, pode Elias partir para o seu Brasil, continuar as férias que começou no Jamor e dizer, como aqui, que aprendeu o caminho para as finais, que não me vai convencer, nunca. O que eu desejaria era vê-lo partir com com a medalha de vencedor ao pescoço. Mas tanto ele como os seus companheiros, nada fizeram por isso. Perdeu Elias uma boa oportunidade para estar calado, tal como perdeu, uma final que deveria ter ganho.
Hoje, na rubrica "Bilhar Grande" que assina no jornal "Record", Alberto do Rosário, afina pelo mesmo diapasão na crónica que designou de Fatal e que reproduzo na íntegra a seguir. Porque comungo completamento do seu pensamento e porque a única forma que a ferida terá de lograr a cura, será lembrar e repetir até à exaustão, o imperdoável descalabro de uma equipa que esteve a um passo de amenizar uma época e se deixou resvalar para o mais degradante precipício. Para que nunca mais se repita tal vexame. Para que nunca mais os sportinguistas possam ser surpreendidos e sofrer tamanha desilusão.

Nos jogos decisivos, o Sporting sucumbe. Fatal. Há décadas que é assim. Há décadas que o clube não tem líderes que transmitam e exijam ambição. A equipa entrou no Jamor vencida, sonâmbula e displicente. Sem ponta de ambição. Nesta final estava o motor de arranque de uma nova esperança de futuro para todos os sportinguistas, vergonhosamente desbaratada por uma equipa que não fez um remate digno desse nome, à baliza da Académica, na primeira parte.
O que vimos foi um Sporting verde esbatido, amarelado, sem ambição e sem atitude. Vimos, mais uma vez, o velho Sporting que ganha uns jogos, com que vai entretendo os adeptos, mas que sempre falha na hora da verdade. Não há pachorra.
O treinador do Benfica dá-lhe com a nota artística. Sá Pinto dá-lhe com postura guerreira mesmo quando a equipa não mexe os pés. Uma equipa que entra assim no Jamor só pode ter sido mal preparada para este jogo pelo treinador.
A Académica podia ter vencido com um resultado mais dilatado. Foi justa vencedora.

Como muito bem acentuou Rosário, entre "nota artística" e "postura guerreira" não há qualquer diferença. Existe sim uma tremenda falácia a unir ambas as demagógicas afirmações, que nenhum sportinguista julgaria possível em Ricardo Sá Pinto. Um "Coração de Leão", não pode cometer tamanho "sacrilégio", sob pena de destruir completamente o sonho que fez nascer e crescer em nós.

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A contrapartida é Falcao...

Acabo de tomar conhecimento, aqui, da posição da Sporting, SAD, sobre os rumores de que Diego Capel estaria nas cogitações do Atlético de Madrid.
Gostei das palavras de Pedro Sousa, director de Comunicação da Sporting, SAD. A oportunidade e o teor do seu esclarecimento, carregado de sentido prático e ironia, são o exemplo vivo daquilo que eu gostaria de aplaudir sempre, sempre que o nome do Sporting, por motivos menos elegantes seja chamado para as primeiras páginas. Mil vezes aqui me tenho insurgido contra o descoroçoante silêncio a que o Sporting quase invariavelmente se remete, sempre que por motivos menos elevados o seu nome vem para a praça pública. Desta vez senti-me orgulhoso pela voz do meu clube se ter feito ouvir em alto e bom som.
Querem o nosso Diego Capel?!... Pois bem, a contrapartida é Falcao!...
Ah, e já agora, reparem na deliciosa e irónica  mensagem para  Rubem Michael:
Já teve a sua oportunidade!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Um novo "triângulo das Bermudas" !...

Tenho a profunda convicção de que, acabada esta malfadada época, quase tudo o que aparece publicado na imprensa em geral e nos diários desportivos em particular, pouco distante estará da pura especulação, da procura por caminhos ínvios, onde a espectacularidade toma o lugar da ética e do respeito que uma instituição centenária deveria merecer, do trajecto mais curto e rápido para alcançar efémeros triunfos nas tiragens e a colocação privilegiada no "ranking" de vendas das publicações. 
Mas se nos dermos ao cuidado de fazer passar pelo crivo da verdade e da decência, toda essa parafernália noticiosa que nos entra em casa envolvida em papel ou escarrapachada nos monitores informáticos e nos ecrans televisivos, alguma coisa de verdade, nem sempre agradável e que a maior parte das vezes resulta incompreensível, sobrará para nos martirizar.
São para mim incompreensíveis as anunciadas transferências de Edgar Ié e Agostinho Cá, ao preço da uva mijona e numa altura que tudo aconselharia que fosse aguardada a previsível explosão desses prometedores valores da nossa formação. Como incompreenssível será a mera hipótese, hoje posta a circular e ainda não desmentida pela Comunicação de Alvalade, da cedência de Diego Capel ao Atlético de Madrid por míseros 3 M€ e mais o apêndice Rúben Michael, cujas opções ainda estarão bem presentes na nossa memória, misturadas e rematadas com palavras pouco abonatórias para o Sporting que na ocasião também mostrou interesse pelo jogador, como aqui pode ser recordado.
Diego Capel chegou ao Sporting numa operação que terá custado cerca 3,5 M€ e rubricou um contrato cuja duração se prolongará até 2016. Foi um dos elementos que mais se valorizou ao longo da época e terá actualmente um valor de mercado que rondará os 10/12 M€. Conquistou os adeptos e declara-se feliz e satisfeito em Alvalade. Ruben Michael adquirido ao Nacional da Madeira por 3 M€, nunca conseguiu confirmar as expectativas que ditaram a sua contratação e acabou por ir parar ao Saragoça, num negócio de contornos esquisitos e carregado de interrogações que colocou Falcão no Atlético de Madrid. Agora alguém estará interessado em desviar Capel do Sporting e paralelamente ser cúmplice na " lavagem" da anterior operação que levou o jogador a saltar do Porto para Saragoça com um pé em Madrid, num decalque do imbróglio financeiro que trouxe Roberto da mesma origem para a Luz e depois o colocou com ganhos (?) também no Saragoça.
Um triângulo curioso - Luz, Calderón e Romareda - a que se juntou pelos vistos o Dragão e onde alguém pretenderá incluir Alvalade. Dissipar-se-iam nesta geometria ibérica, quase 10M€ que são património do Sporting, ficando Alvalade com o "apêndice" que Paulo Bento "ajudou" a inflaccionar na última convocatória - ele lá saberá porquê - e sem um dos seus mais valiosos activos.
Sempre me incomodaram "os triângulos"!... No das Bermudas, pairará sempre a incerteza entre a superstição e a interpretação científica, sobre o desaparecimento ou afundamento, de navios e aviões. Este "triângulo ibérico" que veio à luz do dia, por via de toda a envolvente, aqui insuspeitadamente abordada, que rodeou a adjudicação do novo estádio do Atlético de Madrid à empresa "INLAND", propriedade maioritária do actual presidente do SLB, faz-me tremer de consternada preocupação ou mesmo arripiante medo, quando legítimamente se poderão colocar em equação, os riscos que poderá correr o navio de Alvalade ao entrar descuidadamente (?) em tão perigosa zona. 
Eu não acredito em bruxas, mas que no trângulo das Bermudas já desapareceu muita coisa...

Leoninamente,
Até à próxima

Um memorial a Manolo Vidal em Alvalade


Deliciosa a homenagem que o meu amigo Rui Calafate faz aqui ao nosso querido e Senhor Manolo Vidal.
Há pormenores do quotidiano que definem os grandes Homens. Não conhecia esta ilustração preciosa sobre a personalidade ímpar do Senhor Manolo Vidal. Conhecia outras, que também contribuíram para que dele ficássemos para sempre com a imagem do que deve ser um dirigente do Sporting. Mas esta revela que a fineza de trato também pode conter a mordacidade que a Verdade impõe, sustenta e justifica.
O Senhor Manolo Vidal era assim. Educado, correcto, mas de resposta pronta, curta, sagaz e incisiva, que desarmava completamente o interlocutor. Por isso é que era respeitado por todos os seus pares e amado por todos aqueles que dirigia.
Alvalade e o Sporting, precisam de prestar a homenagem fisicamente indelével que o Senhor Manolo Vidal merece. Que perpetue para sempre a memória do grande Homem e dirigente que foi. Que alargue e complemente, o sentimento de profundo respeito e eterna saudade que deixou no espírito de cada um de nós.
Ao Sporting Clube de Portugal caberia a responsabilidade da escolha, cedência e adequação do local mais apropriado em Alvalade. A todos nós, sportinguistas deveriam caber as custas desse memorial, em subscrição pública. Para que cada um de nós se sentisse representado nessa tão nobre quanto imperiosa homenagem.
Um espaço memorial onde todos os sportinguistas pudessem, em cada visita a Alvalade, manifestar a sua homenagem e eterna gratidão. Um espaço nobre de arte e dignidade, que a figura ímpar do Senhor Manolo Vidal impõe que seja criado no mais curto prazo possível.



Leoninamente,

Até à próxima

As envolventes de uma saída anunciada




Gostava tanto do espírito de lutador indomável de João Pereira, como destestava quase até ao desespero as suas irresponsabilidade, irascibilidade e provocante pouca civilidade, para não dizer má educação. Com atributos desta natureza e com a certeza de que com a prata da casa resolveremos a sua saída sem que ela se note muito, nem serei dos mais críticos sobre a oportunidade e o montante acordado para a sua transferência.
Não se me afigura que o negócio tenha sido fácil e as inúmeras condicionantes que o rodearam, levam-me a aceitá-lo como razoável. João Pereira tem um carácter de algum modo instável e imprevisível que, no caso de o processo ser mais demorado, poderia desencadear consequências contraproducentes para o Sporting, transformando uma solução em problema de mais difícil resolução.
Penso que o encaixe conseguido e a eliminação de um foco sempre latente de indisciplina e irresponsabilidade, seguramente incorrigíveis dada a idade do atleta e os atributos de caráter atrás enunciados, constituiram uma boa solução para o caso de João Pereira. Haverá certamente outras opiniões, legítimas e atendíveis, mas que muito provavelmente não terão a suportá-las todas as verdadeiras razões que levaram os responsáveis do Sporting a aceitar o negócio. Criticar será sempre fácil, quando na equação do crítico, por desconhecimento, não constam uma séria de incógnitas relevantes.
O adepto pouco mais dispõe que as imagens dos jogos que o atleta realizou, algumas linhas curtas e breves nos jornais sobre as suas prestações e meia dúzia de palavras que terá proferido nas curtas entrevistas nos finais de meia dezena de jogos. Os técnicos e os responsáveis do departamento de futebol da SAD, saberão incomparavelmente mais que todos nós adeptos, juntos, saberemos. Daí que tudo o que possamos pensar sobre a bondade deste negócio peque insofismavelmente por defeito.
Desejo toda a sorte do mundo a João Pereira e que o êxito o acompanhe no futuro. Para Arias e Cedric transportarei as minhas esperanças, com uma certeza tremenda no meu espírito: não mais sofreremos o desespero de cartões amarelos sistemáticos por factos absolutamente exteriores ao jogo em si e dificilmente assistiremos com estes dois magníficos atletas a expulsões aos 4 minutos de jogo. Para além de que - aqui abro a cortina das minhas legítimas suspeitas -  a equipa técnica, também terá suspirado de alívio com esta transferência.

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Arrumando ou desarrumando a casa?!...

Vi uma sombra fugaz na janela, mais propriamente no "windows" e fui a correr aqui.
E realmente não foi impressão minha. O Francisco Lopes, "barbosiano", com poucos meses na direcçao comercial, foi substituído por Godinho Lopes naquela função, por uma nome absolutamente desconhecido, Valdemar Barreto. Consta por aí que a razão da "mudança" estará  no facto do salário mensal do novo ocupante da pasta, passar a ser metade do anterior. O que ninguém ainda me disse é se as competências também acompanham as poupanças.
Fico com a secreta esperança de que Barreto consiga fazer desaparecer o "selo" azul do "até já", das camisolas do Sporting Clube de Portugal. Se conseguir isso, já não será mau. Quanto ao resto, é a habitual dança das cadeiras...

Leoninamente,
Até à próxima

Ainda a final da Taça...

Vergonha dói...
As virtudes de uma dinâmica positiva entre a massa adepta sportinguista, ficaram bem expressas na renovação do patrocínio por parte da UNICER, aqui noticiado, cuja iniciativa partiu da própria empresa.
O derrube significativo do record de assistências em Alvalade na época que findou, poderia parecer mero alimento do ego leonino, mas foi a providencial mola real que levou a administração da empresa a tomar a iniciativa de propôr ao Sporting Clube de Portugal a renovação do patrocínio.
E mais do que a importância desta renovação, acresce ainda a excelente possibilidade de este patrocínio agora prorrogado, poder vir a ser estendido à equipa B, que vai arrancar previsivelmente já em Agosto.
Face à época tristonha conseguida pela equipa principal do Sporting Clube de Portugal, mais uma vez foram os adeptos que estiveram na base de algum do sucesso alcançado. Daí que todos nós mereçamos que a preparação, o arranque e o desenvolvimento da próxima época, não seja uma "reprise" da que culminou no domingo com tão profunda decepção.
Continuaremos a ver a marca Super Bock inscrita na parte de trás da camisola da equipa principal do Sporting Clube de Portugal, mas a nenhum sportinguista passará pela cabeça, voltar a assistir à miserável "performance" conseguida nesta última época. Venha o remédio de onde vier, os dirigentes, a equipa técnica e o plantel, terão de entender de uma vez por todas, que a melhor massa adepta do mundo não está disposta a ver repetidos,  a exibição, o excesso de confiança, a sobranceria, o descontrolo táctico, a falta de querer e de garra manifestados na tarde de domingo no Jamor. 
Aquilo a que todos assistimos na final da Taça, não é o Sporting Clube de Portugal! E Ricardo Sá Pinto equivocou-se ao dizer que estávamos de luto. Não, hoje sim, estamos de luto, porque morreu uma legenda do sportinguismo. No último domingo, todos nós sportinguistas, ficámos, literal, crua e desgraçadamente, ENVERGONHADOS !!!...
Ricardo Sá Pinto e a equipa que comandou no domingo no Jamor, desbarataram em 90 minutos, o capital de confiança, de esperança, de fé que tinham conseguido nos três meses anteriores. Inadmissível e imperdoável!... E que ninguém pense, desde o treinador ao jogador menos utilizado em toda a época, que bastará uma vitória no próximo jogo, ou nos próximos 10 ou 20 jogos, para que nos esqueçamos da tarde de domingo. Que todos - mas mesmo todos, com Ricardo Sá Pinto à cabeça - interiorizem de uma vez para sempre, que os adeptos tudo perdoam e tudo compreendem, excepto que os enxovalhem na praça pública. E o que cada um dos adeptos sportinguistas transportava no rosto ao abandonar o estádio do Jamor, era ... O ENXOVALHO !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

As atenções estão lá fora!...

São os jornais habituais, são os blogues - sportinguistas e outros - que já conhecemos de sobejo, tudo especula em torno de Adrien Silva. Só os responsáveis leoninos estão quedos e mudos, como aqui o próprio jogador deixa subentendido. Será que desde domingo à noite ainda não houve tempo para informar o jogador?!... E o que anda a fazer a comunicação do Sporting que deixa passar tudo por cima dela e não fala, não intervém, não acalma as hostes, nem corrige os boatos e as especulações?!... E o que fazem Luís Duque e Carlos Freitas?!... Então vão deixar os jogadores partir para férias sem lhes dizer algo sobre o seu futuro?!... Então e a programação da próxima época que já tinha começado a ser feita há tanto tempo?!... Então ninguém diz nada e deixam-se os rumores avançar?!... Que raio de organização é esta?!... Desligaram os motores depois da final da Taça?!...
Parece que anda tudo atarefado na contratação de outros 19!... Aqui aparece mais um médio, Enock Adu. Dá ideia que na próxima época vamos jogar só com médios. Porque outro médio, Éderson, do Lyon, aqui referido, parece estar também na mira do Sporting. E ainda outro médio, Youssef Msakni, aqui apontado como eventual alvo leonino. Mas deixando a linha média, vejam aqui, que nem o Eduardo escapa à voracidade do leão. Mais logo pela manhã, verão que aparecem outros 4 ou mais ainda...
Parece que a próxima porta onde bateremos à procura de investimento é na Índia. Depois, para esgotar os 4 do BRIC, lá terá de ser o Brasil, porque a Rússia foi eliminada, por causa da polémica das últimas eleições. Vem tudo de lá de fora: investidores e jogadores! E depois querem que a balança de transações correntes ande equilibrada...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 22 de maio de 2012

O nosso Sporting está mais pobre...




A notícia que aqui acabei de ler, apanhou-me de chofre, como todas as más notícias.
Mesmo sendo um desenlace esperado, custa muito ver partir um Homem a sério e um sportinguista como poucos. Manolo Vidal ainda agora nos deixou e a saudade já é tão grande... 
O Sporting ficou mais pobre e receio bem que António Oliveira se tenha enganado. Hoje caiu um leão, mas mais nenhum como ele se levantará...

Leoninamente,
Até à próxima

Adrien, esta é de cabo de esquadra !...



O pai da minha companheira de uma vida, que infelizmente já não se encontra entre nós, usava uma expressão no mínimo curiosa, para definir qualquer situação "estapafúrdia" do quotidiano: "Esta é de cabo de esquadra" !... Parece-me que estou a ver o típico cabo da GNR, barrigudo, boçal, hermético e sibilando os "ss", a "botar" a faladura do poder da farda, perante a indignação de um qualquer cidadão injustiçado pela prepotente discricionariedade do bolorento agente. A nova geração de agentes da GNR,  tem vindo a "reformar" esta imagem e a devolver à origem todos esses exemplares. Ainda bem, que nos tempos que correm, temos o privilégio de constatar uma imagem completamente diferente, de agentes que finalmente compreendem, com cultura, aprumo, civilidade e mesmo cortesia, que o seu papel é servir o cidadão em vez de o "amachucar"...
O jovem Adrien Silva, mais um dos muitos meninos que a nossa Academia "produziu" - entrou para lá, rigorosamente, no primeiro ano em que o Sporting a "ofereceu" ao mundo -, depois do habitual trajecto formativo e ostentando títulos, honras e glórias conseguidas com a gloriosa camisola do seu clube de sempre e da selecção do seu país, foi emprestado à Associação Académica de Coimbra, onde evoluiu a ponto de constituir hoje, porventura, a pedra nuclear da equipa que representa essa digna e histórica instituição e ter contribuído decisivamente para a fantástica conquista de domingo, cotando-se como o melhor jogador entre todos os 28 que estiveram em campo.
No lançamento da grande final em que Adrien haveria de festejar com os seus companheiros, afirmou que iria lutar para vencer o inimigo. Ricardo Sá Pinto veio a terreiro "admoestar" o jogador, invocando uma pretensa proibição do clube a que se encontra contratualmente ligado, bem como os termos em que o fez. E um grande número de sportinguistas, nomeadamente na blogosfera, afinou pelo mesmo diapasão, "crucificando" sem julgamento o jogador, através de posições fundamentalistas, sem a mínima base de sustentação, tanto legal como civilizacional.
O próprio Adrien, se adivinhasse que as suas palavras seriam aproveitadas para desculpabilizar o insucesso do Sporting e protagonizar o "saco de boxe" onde seria descarregada a amargura leonina, ter-se-ia remetido ao silêncio. Mas a sua juventude e irreverência, levaram-no a utilizar a expressão "inimigo", onde só a metalidade de "cabo de esquadra" que Sá Pinto e outros sportinguistas exibiram, não conseguiu descobrir as "aspas" que muito naturalmente Adrien colocou e que todo o mundo com um mínimo de cultura e boa fé compreendeu.
Não foi Adrien que andou mal, se bem que lhe teria resultado muito mais cómodo o silêncio. Mal terá andado quem no Sporting lhe pretendeu, ilegitimamente, calar a voz. Mal andou Sá Pinto ao assentar sobre o erro antes cometido pela estrutura leonina a sua falaciosa argumentação e mal continuam a andar todos os "papistas" que, mais radicais que o próprio "papa",  na blogosfera vem pretendendo "queimar" inquisitorialmente o jogador.
Adrien Silva, com profissionalismo e grande categoria, provou no Jamor que vale bem mais que outros que aportaram ao Sporting para o substituir, a troco de um camião de milhões na transferência mais cara da história do clube. E não tem culpa absolutamente nenhuma de ter sido preterido pelo jogo de interesses instalado no seu clube de sempre. E sabe, tão bem como "quase" todos nós, a razão porque as transferências de milhões, o empurraram e a outros companheiros seus, para fora do Sporting. Adrien não é estúpido. Estúpidos serão os "cegos" que continuam a não querer ver a realidade e a pretender que todos nós também tapemos o sol com a peneira.
Adrien e outros seus companheiros, regressarão inexoravelmente ao Sporting. O que tem que ser tem muita força. Pena que alguma vez tivessem de cá saído. Poderiam ter estado na base da conquista da Taça que acabaram por ajudar a levar para Coimbra.
Pretender agora diabolizar Adrien Silva, é uma atitude típica do "cabo de esquadra", que saudosamente me traz a memória do seu "autor". Só uma mentalidade de "cabo de esquadra", a quem as novas tecnologias dão voz, encobrindo a incultura e o facciosismo, permitem a campanha suja, nojenta e anti-sportinguista a que temos assistido desde que Sporting tropeçou no profissionalismo, no querer e na garra de uma Académica que mereceu ser feliz e não teve culpa nenhuma da "moleza" dos técnicos e jogadores que defrontou no Jamor.
Mas cuidado, os "cabos de esquadra", continuam por aí! Dentro e fora do Sporting! A tentar destruir tudo e todos os que querem recuperar o verdadeiro, o autêntico Sporting! A pedir eleições já! A pedir Messis e Ronaldos, com urgência, para amanhã, já! Mesmo "varrendo" para longe os Adriens, os Cedrics, os Nunos Reis, os Wilsons Eduardo e tantos outros, porque não custam milhões, nem enchem os bolsos daqueles que todos conhecemos, com os Farneruds, os Pongolles, os Tuís, os Celsinhos, os Grimis, os Torsiglieris, os Valdés, os Bojinovs, os Ribas, os Rodriguez, os Luíses Aguiar e tantos outros que ficaram pelo caminho e mais 19 que todos os dias aparecem nos "pasquins" de papel e do éter a caminho de Alvalade.
Abençoada crise que começa finalmente a limitar a ganância. Abençoados investidores, que só deveriam aparecer depois de o mercado fechar. Abençoada Académica que nos permitiste constatar que o Rei Leão vai nú, embora o Paulinho, que o outro queria mandar embora, tenha o cacifo recheado de camisolas, calções e botas, já preparados para os nossos, que há muitos anos os envergam e calçam.
Doeu-me a alma e o coração quando ouvi as palavras de Ricardo Sá Pinto, sobre Adrien Silva. Como me doem de cada vez que vejo "os cabos de esquadra" vomitarem heresias na blogosfera. Porque sou sportinguista e não sou estúpido. E nunca gostei de "cabos de esquadra": barrigudos, boçais, herméticos, sibilando os "ss" e a "botar" a faladura do poder que o anonimato da blogosfera lhes concede.
Volta Adrien, os verdadeiros e autênticos sportinguistas receber-te-ão de braços abertos. Volta Cedric e Nuno Reis e Wilson Eduardo e todos os que estiverem dispostos a envergar a gloriosa camisola do Sporting e a encharcá-la com o suor do seu esforço, da sua dedicação, da sua devoção. Façam orelhas moucas a todos os "cabos de esquadra" que porventura se escondam à sombra da "bananeira verde" de Alvalade. Os ácaros também nos rodeiam e vivem connosco em número infinitamente superior e nós sacudimo-los e continuamos a viver. O Sporting é muito grande! Tão grande como os maiores! Recordemos a mensagem do nosso fundador José Alvalade e prossigamos! Cabemos todos na sua grandeza imensa!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Juntos, que grande orquestra seríamos!...



Com a devida vénia, transcrevo o remate final do magnífico  post Escolher Sporting - aqui na íntegra -, ontem publicado por Violino no seu blogue "Verde às listas":

... Em campos opostos no relvado do Jamor estiveram Schaars e João Pereira. Um deu tudo o que podia dar, o outro perdeu a cabeça em sucessivas e intempestivas revoltas com o árbitro, duas atitudes diferentes, dois rendimentos diferentes.

Devemos dar tudo para ajudar o Sporting a evoluir na próxima época? Ou vamos protestar com tudo e todos, à espera que alguém mostre o "amarelo" a seja quem for que seja o nosso ódio de estimação no Sporting? O que vai ser? Escolhe caro Sportinguista. Mas escolhe bem.

Violino está carregadinho de razão. Entre dar tudo para ajudar o Sporting a evoluir na próxima época, como exemplarmente Stijn Schaars demonstrou no Jamor,  ou então seguir o incorrigivel "cabeça de vento" que continua a ser João Pereira, decalcar-lhe o abominável comportamento e protestar com tudo e todos à espera que alguém mostre o amarelo a alguém que seja o nosso ódio de estimação no Sporting, a opção é de cada um de nós.
Por mim, jogo na equipa que dignamente Schaars representa e recuso-me liminarmente a entrar na "arruaça" de João Pereira. Aposto forte na necessidade da administração de "Xanax" aos dirigentes mais nervosos do CD e estou disponível para ajudar a misturar umas gemadas bem açucaradas com cerveja preta bem fresquinha, para servir àqueles outros que precisam de um bom revigorante, porque querem continuar a trabalhar para ajudar o Sporting a evoluir.
Com que pena eu saudosamente recordo os nossos "cinco violinos" que infelizmente já não estão entre nós!... E como eu desejaria que o único Violino que nos resta,  fosse acompanhado por outros três milhões de violinos!... Que grande orquestra seríamos todos juntos...

Leoninamente,
Até à próxima

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Verdade da Taça !...



Lavam-se com muito custo os cestos. A vindima acabou. E as mãos gretadas com que vamos escovando e preparando os vimes já gastos de tantas safras de insucesso, são a imagem do que vai cá dentro de cada um de nós, sportinguistas.
Não adianta chorar sobre leite derramado. Nem sequer acreditar na trágica sina que ano após ano, sinistramente, muitos pretendem ver desenhada na palma das nossas mãos. O destino do Sporting é ser grande e se ultimamente temos deixado empalidecer a nossa estrela, deveremos tão só, reflectir séria e profundamente nas causas subjacentes a tão confrangedor insucesso. E encontrarmos, juntos o vau que nos permita cruzar seguros, o rio que ameaça quase permanentemente a segurança que desejamos.
Ricardo Sá Pinto teve uma semana para esquecer e o corolário que ontem se abateu sobre os seus ombros, devendo necessariamente servir-lhe de lição, não lhe belisca o mérito do que conseguiu neste tão curto espaço de tempo em que liderou a equipa do Sporting. Não está em causa a continuação do seu trabalho, na exacta medida em que o tem vindo a fazer, mas terá esgotado ontem, como qualquer debutante, o período de graça e de comovente e acrítica idolatria com que os adeptos o receberam. Porque revelou as primeiras falhas em termos comunicacionais. Porque falhou estrondosamente na preparação anímica da equipa para um jogo com a importância desta final da Taça. E porque estendeu esse seu falhanço aos aspectos tácticos e de escolha do colectivo que fez entrar no Jamor.
Entre todas essas tão inabituais quanto surpreendentes falhas, destacarei aquela que em termos de comunicação terá cometido e que não pode nem deve ser jamais o ponto de partida para a criação de um desadequado e de todo desaconselhável ódio de estimação, tão habitual num seu antecessor, hoje promovido à responsabilidade máxima da selecção, mas que continua inflexível nos ódios. O assunto que abordou em termos menos felizes, na conferência de imprensa que conjuntamente fez com Pedro Emanuel no lançamento desta final, sobre Adrien Silva e que determinou uma muito apropriada resposta do seu homólogo, poderá muito bem determinar a criação de um desses famigerados e perniciosos ódios, que nunca conduzirão um treinador para a melhor posição, a da defesa intransigente da instituição que representa e deverá defender em todas as circunstâncias. Inadmissível que a ferida aberta por Sá Pinto - sendo certo que o silêncio respeitoso de Adrien teria sido preferível - possa beliscar, minimamente que seja, o regresso do promissor médio a Alvalade. Se Sá Pinto tivesse preferido uma boa gestão do silêncio, Adrien não se teria sentido espicaçado a tal ponto de ter sido considerado o melhor jogador em campo no Jamor. E por tabela ou solidariedade, outros leões que o acompanharam na glória, que poderia e deveria ter sido nossa.
No final do jogo, nova falha de Ricardo Sá Pinto. Afirmar que quando sofremos o golo que ditou a vitória dos estudantes estávamos a dominar, é uma fuga para a frente que todos os que estavam no Jamor sabem que não corresponde minimamente à verdade. E dizer que durante a semana a equipa lhe tinha dado indicações de que estava bem preparada, soa a defesa exagerada, que a má prestação da equipa não fez por merecer. E o jogo veio a demonstrar que, ou as indicações terão sido falaciosas ou a análise pouco profunda, ou o grau de exigência demasiado baixo, muito provavelmente porque até o corpo técnico terá interiorizado um pernicioso excesso de confiança.
Ricardo Sá Pinto deixou a impressão neste jogo que, passado que está o efeito galvanizador dos primeiros meses e à semelhança do seu antecessor, está a deixar que se instale na equipa o terrível "síndrome dos pequenos", que é uma coisa parecida com a linguagem dos bêbados: gaguez, repetição compulsiva e soluços, muitos soluços. Quanto mais débil é o adversário e mais reforçada e recuada na defesa a equipa adversária se exibe, mais dificuldades se nos apresentam. A equipa tem demonstrado uma qualidade de jogo muito superior quando defronta adversários com uma categoria mais próxima ou mesmo igual ou superior à nossa. Isto representa a negação pura da essência de um desporto colectivo como é o futebol. Se acontece, algo estará errado na preparação anímica, física ou táctica desse colectivo. O nosso Sá Pinto deverá reflectir nesse "pormaior" e promover um arranque da nova época, completamente desligado desses vícios que lhe poderão minar o futuro. No futebol poderão pontualmente acontecer excepções, mas a regra será sempre o mais forte sair vencedor e afirmar inequivocamente essa supremacia.
Adrien Silva e Cedric Soares, "berraram" em alto e bom som que o seu lugar é no Sporting. Ai de Ricardo Sá Pinto se entender o contrário do que todos os sportinguistas ontem viram no Jamor. E o contrário, ficou também clara e definitivamente demonstrado por alguns jogadores do Sporting. Polga e João Pereira assinaram a carta de renúncia: o primeiro porque os anos não perdoam e o futebol sul-americano pode disfarçar as suas já demasiado notórias deficiências, o segundo porque aos sportinguistas afirmou em definitivo que é irrecuperável e que é urgente uma mudança de ares, para bem do Sporting e dele próprio. Matias, Onyewu, Jeffrén e Elias, colheram apenas o benefício da dúvida para uma nova época, mas sob vigilância apertada: ou se decidem e atingem os pressupostos do "rendimento mínimo" ou terão de procurar um novo emprego já em Janeiro. Em todos os restantes foi notório o sub-rendimento determinado por uma época em que foram claramente espremidos até à úlima gota: constituirão o núcleo duro da próxima época, a menos que a voracidade do mercado o impeça.
O prometido prémio de vitória e a anunciada festa de Alvalade, revelaram-se duas más opções dos responsáveis. Significaram, o primeiro, desmotivação e a segunda, excesso de confiança. Ambos com uma carga negativa tremenda, que deverá servir de lição para o futuro.
Um central  de elevadíssima e comprovada categoria, um ponta de lança para pegar "autenticamente" de estaca, os regressos de Nuno Reis e Wilson Eduardo e uma " super" equipa B, treinada por um "monstro sagrado" da formação jovem, mestre de táctica e capaz de estabelecer com Ricardo Sá Pinto todas as pontes possíveis e imagináveis, será tudo o que peço para a nova época. O dinheiro é curto e a vida está difícil. E já agora, um investidor com muito dinheiro e bom feitio. Alguém conhece?!...
A Taça?!... Já era! Parabéns à Associação Académica de Coimbra!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Duas razões apenas...

Acabado do chegar, destroçado, do Jamor, apenas quero deixar aqui as duas razões que na minha opinião, estiveram na base do descalabro a que assisti na tarde de ontem.
A primeira residiu na "filhadaputice" de Paulo Batista!... Todos me conhecem há muito e sabem que não é meu jeito enveredar por este tipo de linguagem. Hesitei entre "sacanagem", "malandragem", perfídia, sei lá bem. Mas nenhuma destas palavras ou outras que eventualmente pudesse escolher, reflectiria o meu pensamento. Assim, sem de alguma forma pretender ofender a mãe que pariu esse senhor, acho que consigo transmitir a quem me lê o que penso sobre ele e sobre o trabalho "filhodeputa" que esta tarde rubricou no Jamor.
A segunda deve-se única e exclusivamente a um inconcebível e "desastroso falhanço" de Ricardo Sá Pinto. Esteve muito mal o nosso "Coração de Leão". Em todos os aspectos que se possam imaginar, em torno da preparação e escolha da equipa que decidiu colocar no relvado do Jamor, numa tarde para esquecer. Esteve mal durante toda a semana e esteve mal durante todo o jogo. Sá Pinto, ontem, nem sombra foi, daquilo a que nos vinha habituando.
Quando me sentir preparado para escrever sobre a fatídica tarde de ontem, voltarei.

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 20 de maio de 2012

Ílhavo vai ao Jamor e eu também !...


Bem cedinho, amanhã estarei a caminho do Jamor. Com mais de uma centena de leões da savana do 5º Núcleo Sportinguista do país, o de Ílhavo. Vamos orgulhosos e confiantes, torcer pela vitória do nosso Sporting, como Cristiano Ronaldo, a quem saudamos efusivamente e agradecemos a demonstração permanente do grande amor pelo seu clube do coração.
S P O R T I N G    S E M P R E !!!...

Leoninamente
Até à próxima

sábado, 19 de maio de 2012

Curtas e profundas ...


Investidores entram já em 2012, disse, aqui, Nobre Guedes ao jornal "O Jogo"!... Não sei bem como Godinho Lopes reagirá às afirmações do seu vice, ele que tanto se tem empenhado no secretismo da operação. Pimenta na língua seria, muito provavelmente, o melhor remédio...

Diego Capel quase nem dorme. Pensava que era só eu e mais uns quantos sportinguistas que o tem confessado na blogosfera. Afinal, como pode ser aqui verificado, Diego Capel diz "estar a viver um sonho em Portugal" e que o jogo de amanhã no Jamor, será um dos mais importantes da sua carreira.

Só interessa ganhar. De outra forma não saberemos estar no Sporting. Quem o afirmou aqui, foi Ricardo Sá Pinto e esta postura é que vai fazendo dele em cada dia que passa, um verdadeiro símbolo do Sporting. O nosso "Coração de Leão" arrisca-se a um lugar único na história do Sporting, se no cumprimento de mais uma etapa, ajudar amanhã a conquistar a Taça de Portugal.

A pressão num clube como o Sporting é diária. Para mim é uma honra e um orgulho liderar com este tipo de pressão. A nossa pressão é conquistar títulos. São palavras de Ricardo Sá Pinto, que aqui pode apreciar na totalidade. Ai Sá, se adregas de conquistar este, ainda arranjas a maneira de a malta sportinguista do Norte, fazer uma peregrinação a pé, a... Alvalade!...

Leoninamente,
Até à próxima

A vitória de Pirro !...

Chegada de Pirro e suas tropas a Itália 
Afinal o que tramou a vinda de Hugo Vieira paro o Sporting, foi a pressa deste em receber o "famigerado" prémio de assinatura, como aqui é noticiado. E toda a envolvente desta fracassada contratação, permite a todos os sportinguistas retirar importantes ilacções. Umas constituirão surpresa e outras nem tanto assim.
A primeira conclusão a tirar é a de que todos os negócios a "custo zero" transportam em si uma  confrangedora mentira, que ludibria não só os adeptos do clube contratante, como pretenderá "fintar" as autoridades tributárias. Coisas parecidas terão sido protagonizadas por grandes nomes do futebol português e, tarde ou cedo, o logro acaba por ser desmontado, com os intérpretes a terem de se chegar ao balcão e deixar por lá chorudas quantias, depois de passarem pela vergonha de sentar o "rabinho no mocho" e explicar direitinho as falcatruas. Pena que alguns, porque se abrigaram sob conhecidos "guarda-chuvas", tenham passado e continuem a passar incólumes por entre os pingos da chuva. Esperemos que a publicidade dada ao caso presente, coloque de sobreaviso as autoridades competentes.
Uma segunda conclusão deriva do carácter do atleta em análise. Como ninguém acredita que a pressa manifestada advenha da necessidade de "dar pão aos filhos", todos ficamos esclarecidos sobre a importância que este jovem atribui aos bens materiais, relativamente a outros valores e princípios. Longe vão os tempos em que para o nosso Manuel Fernandes de Sarilhos Pequenos, assinar um contrato em branco, era bem mais fácil que envergar a gloriosa camisola verde e branca. O Sporting não terá perdido um carácter de eleição e isso nunca nos poderá causar tristeza ou decepção, muito antes pelo contrário.
A terceira, última e mais importante conclusão a tirar, advém da simples e cada vez menos importante - infelizmente - palavra RESPEITO! Quando um atleta revela atributos que os dirigentes do Sporting Clube de Portugal entendem que são passíveis de recomendar a abertura das portas de Alvalade, para o receber no seio da grande família leonina, ninguém lhe pede declaração de amor ao clube desde os tempos em que usou fraldas. A única coisa que sempre me habituei a ver o meu clube exigir, tem sido, invariavelmente, um profundo respeito pela instituição. Ora, no caso presente, Hugo Vieira, ao não aceitar o diferimento do pagamento de uma substancial verba como prémio de assinatura, demonstrou com essa pressa, uma inconcebível e imperdoável falta de respeito pela enorme e centenária instituição que é o Sporting Clube de Portugal, que ao longo dos seus quase 106 anos de existência, nunca deixou de satisfazer integralmente os compromissos assumidos com qualquer entidade singular ou colectiva. Desta vez a Providência esteve do nosso lado e não permitiu que nos entrasse pela porta dentro alguém que amanhã, inapelavelmente nos decepcionaria.
Estariam alguns dos meus amigos sportinguistas à espera que eu elaborasse  ainda uma derradeira conclusão, em torno do comportamento do contratante que substituiu o Sporting Clube de Portugal.  Não o farei e remetê-los-ia para o link contido na legenda da gravura acima. É que a expressão "Vitória de Pirro" não se utiliza apenas em contexto militar, mas também está, por analogia, ligada a atividades como a economia, a política, a justiça, a literatura e o desporto para descrever uma luta similar, prejudicial para o vencedor.

Leoninamente,
Até à próxima

Aperta com eles, Ricardo !...

In jornal Record
Só as condições climatéricas e o excesso de confiança de quem estiver no relvado, podem complicar a vitória do Sporting Clube de Portugal, amanhã no Jamor. Se não chover durante o encontro e Ricardo Sá Pinto conseguir meter na cabeça de toda a equipa que para vencer a Académica, não bastam as gloriosas camisolas verde e brancas, a natural supremacia do Sporting virá à superfície.
A chuva até pode fazer um    interregno, que permita à equipa mais dotada tecnicamente e que naturalmente assumirá o comando do jogo e se superiorizará a um adversário que trará "autocarros" para o Jamor e aproveitará a mínima oportunidade para desferir contra-ataques rápidos e venenosos. Ninguém conseguirá imaginar a Académica a desenvolver outro tipo de jogo.
Mas não tenho a mais pequena dúvida de que Sá Pinto terá trabalhado durante toda a semana esse importante aspecto e a equipa leonina estará mais do que prevenida para o contrariar e impôr o seu jogo.
Acredito que todos os jogadores leoninos não vão deixar escapar a oportunidade de rematar da melhor maneira uma época que não deixa saudades. Não fora a entrada de Ricardo Sá Pinto e a esta hora os nossos corações estariam tanto ou mais apertados de dúvidas e receios, que amanhã estarão as bancadas do Jamor cobertas de verde.
Espero regressar amanhã a casa, com o contentamento na alma e depois da exibição da Taça na última volta ao relvado a que todos desejaremos assistir, por parte dos nossos leões. Depois a festa prosseguirá em Alvalade. Que seja bonita, tanto é o merecimento da mais fantástica massa adepta do mundo!...

Leoninamente
Até à próxima

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nem tudo o que Luz é ouro...


10ª opção ?!...
Quando um futebolista nascido e criado neste luso solo pátrio, tem a fortuna de reunir atributos técnicos e mentais que lhe permitem galgar etapas e patamares que despertam a cobiça de clubes de topo, nunca   deve cometer o erro de deixar construir à sua volta  um  sistema de equações insolúvel, isto é deixar que o número de incógnitas em cada uma delas ultrapasse o conjunto do sistema.
A abortada transferência de Hugo Vieira para o Sporting Clube de Portugal e a sua posterior contratação pelo SLB, indicia um claro erro de avaliação do jovem atleta, a menos que se trate de mais uma das muitas jogadas estratégicas do clube que acabou por contratá-lo, o que o penalizará ainda mais.
Sendo claro que os custos da contratação ficariam muito próximos de zero, HV terá porventura abusado nas incógnitas com que pretendeu construir a equação Sporting, provocando a anulação desta e ficando limitado a um sistema ainda mais reduzido, o que aumentou automaticamente o seu grau de dificuldade ou mesmo insolubilidade.
Não há comparação possível entre as perspectivas de Hugo Vieira no Sporting e no clube por quem acabou por assinar. Nem sequer será de atender e considerar as hipóteses que a equipa B lhe poderia abrir, dados os seus 23 anos. No Sporting teria de se confrontar com Wolfswinkel e Rubio, enquanto no SLB terá como concorrentes, Cardozo, Rodrigo, Kardec, Saviola, Mora, Nelson Oliveira, Jara, Melgarejo, Djaló e mais o que ainda vier por aí.
Considerando embora Hugo Vieira, como um jogador valioso, nunca entendi a importância da sua contratação como imperativa ou sequer decisiva, como seria a de um outro jovem central que com ele há muito constitui, na minha modesta opinião, o par dos únicos jogadores nacionais que o Sporting teria interesse em contratar. Não é portanto o despeito que me faz rabiscar estas impressões pessoais. É apenas a impressão de que os nossos jovens valores, estarão muito mais verdes para analisarem com frieza e objectividade as perspectivas que se lhes apresentam em termos de futuro, do que a verdura técnica que exibem. E quase todos eles cometem o erro primário de julgar que os conselhos dos seus agentes alguma vez tomam em linha de conta, os seus interesses.
O futuro há-de dizer-nos algo sobre a bondade da opção de Hugo Vieira e sobre o trajecto que o substituto que o Sporting escolher para ocupar o lugar que eventualmente lhe estaria reservado. Estou em crer que esse substituto será "pura prata da casa", o que me deixaria bastante mais feliz e satisfeito.

Leoninamente,
Até à próxima

Jornais, jornalistas e Taça


Embora o tempo me suscite algumas dúvidas, aplaudo o modo como decorreu ontem a reunião do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, que os jornalista de "O Jogo", Jean-Paul Lares e Rui Miguel Gomes, aqui analisam com profissionalismo e competência e a discrição que o clube e a importância e melindre do caso merecem.
Num ambiente generalizado de "caça às cachas bombásticas" que é apanágio de quase toda a CS portuguesa e em particular dos jornais e sítios "on-line" ligados ao futebol, sabe bem encontrar jornais e jornalistas que, fazendo o seu trabalho, não deixam de respeitar elevados princípios éticos e deontológicos. A notícia/comentário é publicada, mas o respeito nela manifestado pelo clube em causa, o Sporting Clube de Portugal, é  o paradigma perfeito do bom jornalismo e da decência. Cada vez me convenço mais que, pesem embora algumas poucas e suaves excepções, o jornal "O Jogo" e grande parte dos jornalista que ali trabalham, são um estranho oásis na "pasquinada" com que, violentamente, todos os dias os adeptos sportinguistas são confrontados. A minha homenagem a quem trabalha e se comporta de modo tão digno.
A final de domingo no Jamor, determinou claramente o secretismo da reunião. É fundamental envolver a equipa num clima de calma serenidade. Godinho Lopes, pese embora a pressão dos "média", decidiu bem ao optar ele próprio pela discrição que tivemos oportunidade de constatar e exigir o mesmo comportamento dos seus pares. Um líder é isso mesmo: o maior baluarte de defesa do clube que representa!...
Excelente entrevista a Alberto Acosta, no mesmo jornal, patrocinada pelo jornalista Frederico Del Rio na Argentina, que aqui recomendo vivamente.
A autêntica "provocação" que representou a nomeação de Paulo Batista, parece ter sido bem ultrapassada pelo universo leonino. Ricardo Sá Pinto e a SAD isolaram o grupo e serenamente preparam-se para oferecer aos adeptos sportinguista a alegria que todos esperam e desejam. Que assim seja. Lá estaremos todos no Jamor para aplaudir uma grande exibição e festejar mais um título.

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Esperamos por ti, Fito !...


Interessante esta primeira notícia sobre Fito Rinaudo, depois de ter sido submetido a uma segunda intervenção cirúrgica em reduzido espaço de tempo. Desta vez envolvendo maior melindre e pairando no ar dúvidas preocupantes acerca da sua recuperação, avolumadas pelo silêncio que até agora tem rodeado a evolução deste caso clínico.
Ao que se sabe, Fito terá sido submetido a um implante no maléolo exterior do seu pé esquerdo, de um pequeno fragmento ósseo retirado de um osso de um dos seus próprios braços. E a discrição subsequente à cirurgia, exponenciaram naturalmente a nossa preocupação. Agora é o próprio pai do jogador que, perante o jornalista de "O Jogo", Frederico Del Rio, afirma que o nosso ídolo tem tido  a companhia e o apoio da mãe Mónica, que se deslocou expressamente da Argentina para o efeito, em todo o processo de recuperação. Fito desejaria poder estar em campo no próximo domingo. Mas não havendo essa possibilidade, os seus companheiros hão-de lutar pelo título que também será dele, mesmo sendo obrigado a participar no jogo sentado na bancada.
As expectativas sobre a sua recuperação são animadoras e se tudo continuar a processar-se como até agora, teremos Fito a 100% no arranque da pré-época. Que a sorte acompanhe este nosso valoroso e grande jogador, que todos desejamos ver ao seu melhor nível na próxima época. Já chega de azares e complicações. Esperamos por ti, Fito!...

Leoninamente,
Até à próxima 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Está de volta o FUTEBOL a Portugal !!!...


Portugal, Paraíso do Futebol
O jornal Record, noticia hoje, que estará em marcha uma profunda revolução na arbitragem portuguesa, que terá resultados práticos já na próxima época. Nesse sentido estarão prestes a sofrer significativas alterações,  quatro das mais importantes vertentes que sutentam a arbitragem:

- Divulgação pública dos critérios de análise a que os árbitros passarão a estar sujeitos, no julgamento de determinados lances passíveis de provocar maior discussão e  polémica, face à discricionariedade interpretativa de grande parte dos árbitros portugueses.

- Reformulação do quadro de observadores, com a escolha de antigos árbitros e outros elementos que sejam profundos "experts" na matéria arbitral e a adopção de novos meios de avaliação do trabalho dos árbitros.

- Obrigatoriedade dos árbitros passarem a ter a arbitragem como actividade principal, com a celebração obrigatória entre a FPF e os árbitros aderentes, de contratos onde será explicitado o número de horas que terão de dedicar à causa, que terá de ser sempre superior ao dedicado a outras quaisquer actividades.

- Finalmente, a abertura da possibilidade de concretização do intercâmbio internacional de árbitros.

Sobre esta última importante matéria, apreciemos o desenvolvimento que surge  no referido jornal:

Na próxima época, a FPF vai incrementar o intercâmbio internacional, podendo inclusivamente ter árbitros estrangeiros a dirigir jogos do campeonato nacional, embora oriundos das ligas de top do futebol europeu, nomeadamente Inglaterra, França, Itália, Alemanha e porventura Holanda. O intercâmbio abre-se também à realização de cursos com os árbitros de elite nesses países. Por outro lado, tendo o apoio da UEFA para este plano. será possível articular e concertar metodologias com outras federações.

Fiquei esclarecido!... Com a revolução que se anuncia, Vitor Pereira  e o "saco de gatos" que é o CA, onde além dele próprio, "coexistem pacificamente", o segundo elemento da sua lista, Antonino Silva e o candidato da lista derrotada nas últimas eleiçôes, Luís Guilherme, bem como Lucílio Batista que o secundava na mesma lista, vão conseguir "tornar fortes as fracas gentes" de apito na boca. Acabarão portanto as "indecências" na arbitragem e desaparecerão milagrosamente e com um simples estalar de dedos, toda a corrupção, parcialidade e desonestidade intelectual e profissional de uma classe que tem produzido campeões, acessos à Champions League, entrega de Taças da Liga - que até passou a ser designada de Taça Lucílio Batista, sim o mesmo do "saco de gatos"!... - e tantos outros títulos de que todos nos recordamos.
Na próxima época, não haverá boicote de árbitros ao Sporting. Os Proenças, Paixões, Ferreiras, Batistas, Gralhas, Xistras, Gomes, Benquerenças e outros parecidos, passarão a ser gente honesta, que todos aplaudiremos de pé, no final de cada jogo que o Sporting disputar. Numa só época, conseguiremos o feito inédito de sermos bi-campeões: na Primeira e na Segunda Liga. A Taça Lucílio Batista mudará de nome e passará a designar-se Taça Mário Figueiredo, que o Sporting também vencerá, por quatro vezes consecutivas. E a próxima final da Taça de Portugal, que será disputada no Estádio do Dragão e em que o Sporting estará presente e vencerá, será arbitrada pelo mesmo árbitro que apitar a final do EURO 2012!...
Está de volta o FUTEBOL a Portugal!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 15 de maio de 2012

Venceu a honestidade e o discernimento!...

Com a devida vénia, publico um pequeno trecho de um artigo que Miguel Lourenço Pereira publicou no seu blogue "Em Jogo" e que pode aqui ser apreciado.

"... No dia em que Portugal repetiu o campeão, a União de Leiria repetiu a farsa que significa esta liga de 16. Ampliar o torneio para 18 ou 20 equipas é o espelho perfeito da idiotice do gestor português e só pode terminar numa operação cirúrgica que faça o proporcionalmente inverso. Por muito que doa ao adepto, Portugal não tem dinheiro para sobreviver como país e portanto não tem mercado para uma liga de mais de 8 ou 10 equipas...".

Também assim penso no que concerne ao famigerado alargamento, hoje feliz e definitivamente "chumbado",  em  reunião de Direcção da FPF. Já não partilharei a ideia de MLP de uma liga a 8 ou 10 equipas, a 2, 3 ou 4 voltas, como vemos exemplos em alguns pequenos países da Europa, sem que esse esquema lhes tenha permitido o salto qualitativo esperado e o equilíbrio económico e financeiro dos clubes que o protagonizam.
Entre as épocas de 1946/47 e 1970/71, portanto durante 25 temporadas, assistimos em Portugal, à manutenção do modelo com maior longevidade, num campeonato disputado por 14 equipas, que sempre me pareceu um número bastante razoável para a dimensão do país, seja qual for a vertente que pretendermos analisar. Melhor do que esse modelo amplamente testado, do meu ponto de vista, só a redução para um modelo de 12 clubes, disputando uma 1ª fase a duas voltas,  com a implementação de uma 2ª fase com um sistema de play-off, entre os 6 primeiros, que definiria o campeão e os restantes acessos às ligas europeias e outro entre os 6 últimos que definiria as duas descidas à segunda liga, ambos a duas voltas também. Aos pontos acumulados na primeira fase, somar-se-iam os alcançados nos dois "play-offs" e resultariam deste esquema  a realização de 32 jornadas - hoje 30 - mas um aumento significativo da competitividade, receitas, interesse e um recrudescimento da paixão que noutros tempos o futebol despertava nos portugueses.
A não ser posto termo à onda demagógica e incompetente do dirigismo português, continuaremos a assistir como muito bem refere MLP no mesmo artigo:

"... a dois jogos do fim, mesmo assim o FC Porto repetiu o titulo e deixou claro que em Portugal é preciso existir uma catástrofe desportiva para que sejam outros grandes e felizes adeptos a saírem para as ruas.
Do outro lado desta prova kafkiana, o desespero de quem teve de mandar para longe a família. De quem come às custas dos outros e de quem não sabe em que buraco se meteu.
Foi a União de Leiria. Mas antes já foram Salgueiros, Campomaiorense, Alverca, Estrela da Amadora, Farense, Boavista ou Belenenses. Todos clubes com passado europeu, essa imagem de marca que fica na retina e que explica a incapacidade dos directivos portugueses de uma gestão responsável...".

Valha-nos o facto de que, por enquanto, ainda vai havendo à frente da FPF, gente com aquele mínimo de honestidade e discernimento para impedir males maiores!...
Por quanto tempo mais serão capazes de resistir à volúpia e ao despudor dos que assim não pensam e se estão "marimbando" para o futebol português?!...

Leoninamente
Até à próxima 

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