segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Cuida da tua saúde Daniel!...


O Sporting depois de Portimão

«É hábito enraizado em Portugal o de se analisar os jogos pelo prisma dos grandes, exacerbando-se quer o mérito de qualquer dos três maiores emblemas em caso de vitória – no que não fazem mais que a obrigação em 80 por cento dos casos – quer o demérito quando pontualmente não são três os pontos que arrecadam. O adversário de ocasião é uma espécie de funcionário do teatro chamado ao ensaio só para dar as deixas ao protagonista da peça. Se sucede uma derrota, e com muitos golos, como ocorreu com o Sporting em Portimão, não há outra leitura: a crise está instalada. Um ex-candidato agita o fantasma da falência quando era tempo de estar calado, o homem que aguentou o clube no Verão mais louco do mundo também estava bem em silêncio mas vem exigir que tenha sido só um dia mau, e até um capitão de equipa vai para as redes sociais admitir que tinha acontecido “mais uma vez (!!) uma péssima noite”. Não havia necessidade. Posto isto, resolve intervir o treinador, José Peseiro, para explicar aos “notáveis”, de novo, que o Sporting tem de se unir, aos protagonistas da transição que, durante dois meses, teve se ser “treinador, director desportivo e até pai” e aos jogadores que já não são filhos de uma formação superior e que os rivais tem argumentos mais fortes.

Peseiro foi sincero e cru porque terá sentido que era o momento de explicar como se está a fazer o caminho das pedras, também por saber que pode ser ele o primeiro a ser levado por nova onda mais forte. Com a experiência que tem hoje, o técnico ribatejano já percebeu que nem o facto de ter chegado entre a poeira do caos o livra de um julgamento severo. Os adeptos não terão com ele a condescendência que tiveram com Jorge Jesus, apesar dos orçamentos gradualmente mais recheados ao longo de três anos. É por isto que, ao fim de três meses e apesar do bom início, sentindo que vários adeptos já lhe apontam o dedo, Peseiro baixa a expectativa. Para não sair em breve pela esquerda baixa.

Quanto ao jogo de Portimão propriamente dito, terá sido a pedra de toque para o técnico dos leões acreditar que não dá para jogar como na primeira passagem dele por Alvalade. Aí já coloco reticências. Uma coisa é reconhecer que não há a mesma qualidade individual disponível – o que é evidente -, outra é recusar a ambição de jogar um futebol de iniciativa, seguindo a ideia-guia do treinador. Dizer “quisemos ser diferentes e levamos quatro” reforça a ideia de que o opositor não conta e que foi apenas por uma ambição excessiva, associada a menor rigor na hora de defender, que o Sporting perdeu com estrondo. Não foi. É certo que a transição defensiva do Sporting chegou a ser desastrosa no Algarve mas não só a qualidade de jogo tinha ficado aquém do exigível noutras partidas mas também o Portimonense se revelou claramente mais forte, e até nas individualidades, o que é raro acontecer. Não há como dizer isto senão com alguma crueza: nenhum dos avançados do Portimonense naquele jogo (Tabata, Nakajima e até um Jackson ainda em convalescença) é – pelo menos nesta data - inferior aos que surgiam no trio de ataque do outro lado do campo (Jovane, Raphinha e Montero). É raro acontecer tal equiparação de argumentos no campeonato português. E anotem o nome de Lucas Fernandes, que o valor do médio crescido no São Paulo está muito acima do que clubes da dimensão do Portimonense costumam importar por estes dias, junto do de Paulinho, já identificado por cá e com experiência num grande. Sim, o Sporting cometeu erros crassos em Portimão. Mas não, os leões não perderam apenas por isso. Do outro lado havia um colectivo (que Folha está a fazer crescer) equipado com tal quantidade de talento que só ficará abaixo dos três grandes e do Braga. O futuro irá provar que este Portimonense não é, de todo, uma equipa como as outras.»
(Carlos Daniel, jornalista da RTP, in Bancada)


O Carlos Daniel há muito que nos habituou a quase  adivinhar tudo! Mas, se calhar desta vez, ter-lhe-à escapado a mão, tanto na água - que colocada na fervura retarda a confecção! -, quanto no sal - que sempre fará disparar a tensão! - e até, imagine-se, no excesso de pimenta que botou no refogado - que rebenta com as miudezas dos convidados!...

Cuida da tua saúde Daniel!...

Leoninamente,
Até à próxima

Não me lembro de outro futebolista chinês de leão ao peito!...

Fonte e foto: MaisFutebol
Terá chegado a Portugal há poucos meses, vindo do Hong Kong Rangers, clube onde terá iniciado a sua formação em futebol, repartida desde os sete anos pela prática do Kung Fu, que lhe terá aprimorado a agilidade e os reflexos na difícil posição de guarda-redes que, com apenas 15 anos, a altura de 1,95 metros obviamente favorecerá.

Chama-se Yee Sun Ng e em meados de Setembro, sob o patrocínio da empresa de agenciamento Blueprivate, terá iniciado na Academia Sporting um período à experiência em que terá convencido os responsáveis leoninos, que terão visto no jovem chinês o potencial suficiente para o integrarem na equipa de Sub16, opção que só terá sido possível pelo facto de, sendo estrangeiro e menor de idade, a família ter entretanto conseguido o estatuto de residente em Portugal.  

Yee Sun Ng passou assim a fazer da Academia Sporting a sua segunda casa e, para além da sua impressionante envergadura física que naturalmente o impedirá de passar despercebido, veremos se, com o tempo, nos veremos obrigados a decorar o seu quase impronunciável nome. 

Para já só ele saberá se o patamar dos seus sonhos terá algo a ver com a sua prodigiosa altura!...

Não me lembro de outro futebolista chinês de leão ao peito!...

Leoninamente,
Até à próxima

Obrigado Chana!...


O eterno dérbi de hóquei em patins, Sporting - Benfica, com que abriu o campeonato nacional da modalidade desta época de 2018/19, teve como aliciante complementar a justíssima homenagem que o Sporting Clube de Portugal em boa hora decidiu prestar a Vítor Manuel dos Santos Carvalho, que o mundo do hóquei patinado conheceu e celebrizou como Chana, um génio que marcou de forma indelével o Clube que representou ao longo de uma década e integrou a histórica "Equipa Maravilha" composta por Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Livramento e Chana, ele próprio.

Nos formidáveis ecrãs do Pavilhão João Rocha, literalmente cheio, foram passados os vídeos espectaculares dos momentos mais gloriosos da carreira do jogador, vencedor de todas as competições em que o Sporting participou, destacando-se, sobretudo, a Taça dos Clubes Campeões Europeus, com os adeptos sportinguistas a aplaudir demorada, vibrante e sentidamente, um dos maiores e eternos craques de sempre do hóquei em patins português.

Em 10 anos em Alvalade, Chana ajudou a conquistar 5 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 1 Taça das Taças e a histórica Taça dos Campeões Europeus de 1977, tendo constituído com António Livramento uma das mais famosas e quase imparáveis duplas de avançados de sempre do hóquei mundial. Internacional pela Selecção Nacional por 117 vezes, marcou 226 golos e foi três vezes Campeão da Europa e duas vezes Campeão do Mundo.

Por tantas e tantas alegrias que proporcionaste a este velho e indefectível leão...

Obrigado Chana!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 14 de outubro de 2018

Uma boa vassoura é urgente em Alvalade!...


Bons e maus exemplos

«A entrevista que tem hoje para ler a Montero é um bom exemplo de quem não procura em cada esquina uma desculpa para o que de mal acontece no Sporting. Ambicioso quanto baste, positivo no que é possível e frontal no terrível problema pessoal que enfrentou, o colombiano é um exemplo a seguir no discurso e capacidade de enfrentar a realidade. Como se vê pelo que diz sobre o que sucedeu em Alcochete. Pena não ser liderado por alguém assim, como percebemos comparando discursos.

Pacheco Pereira não gosta de futebol. Já o assumiu mais do que uma vez e diz hoje nas páginas de Record que nem sabe "o que é um fora-de-jogo". Isso não o impede de ter um fantástico contributo cívico através do arquivo Ephemera, um legado notável. Menos público mas não menos simpático, o patrocínio à equipa de veteranos da Marmeleira. Porque não é contra este futebol que fala, mas o da máfia e negócios. Esse anda à vista nos últimos tempos. Bom haver ainda quem pense assim. 

Pancadaria no amigável (?) Paços de Ferreira-Tondela. O que dizer disto? Um desrespeito às camisolas que vestem. Uma pena. Uma vergonha.

Tenho dificuldades em entender a acção dos Super Dragões. Será que ali ninguém percebe que aquela parvoíce só prejudica a imagem do clube?»
(Bernardo Ribeiro, Saída de Campo, in Record)

Bernardo Ribeiro tem razão, quando frontalmente assume o que pensa sobre a diferença entre o discurso de Fredy Montero e outros discursos recentemente dados à estampa de quem tem sobre os ombros uma responsabilidade incomparavelmente maior.

Com o devido respeito pelos sportinguistas que pensam não haver qualquer diferença, também para mim as palavras de Montero se enquadram numa perspectiva que deveria ser comum a todo o universo sportinguista, enquanto outras palavras que por aí vamos ouvindo, não passando de descaradas massagens umbilicais, que determinam o natural asco de quem não confunde o Rossio com a Betesga,  estarão na origem directa, pecaminosa e imperdoável do inadmissível jejum que como um anátema parece ter sido lançado sobre o Sporting Clube de Portugal!...

Uma boa vassoura é urgente em Alvalade!...

Leoninamente,
Até à próxima

Porque será?!...



Raphinha é o quarto problema muscular sério da época
Inusitada sucessão de lesões em Alvalade



Deixando de fora pequenos problemas musculares, parece ser a quarta vez esta temporada que um jogador do Sporting tem uma lesão muscular séria e é obrigado a parar por tempo quase indeterminado. Primeiro foi Bas Dost, logo à segunda jornada diante do V. Setúbal, e depois Mathieu com o Qarabag. Ambos os jogadores estão afastados da competição desde então. Agora foi a vez de Raphinha, após uma sequência de 7 jogos a titular em 8 possíveis (o brasileiro apenas não entrou no onze em Poltava, jogando só os últimos 20 minutos), mas pouco antes Wendel tinha parado igualmente pelo mesmo motivo. Consta que o médio, para além da lesão, estará no Brasil por razões do foro pessoal (?)...

Há muito tempo que os adeptos sportinguistas não estavam habituados a isto!...



Porque será?!...

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 13 de outubro de 2018

Mesmo em dia de furacão, seja ele Leslie ou... Lion!...


Sporting: mais do que a mão alcança


«Mesmo a paisagem mais árida assenta sobre um amor incomum. Dia 12 de Agosto, quando a bola começar a rolar, regressaremos todos ao estado mais puro do que significa ser Sportinguista. Como mineiros do impoluto sentimento, partiremos à procura da inesgotável reserva do nosso vínculo leonino, néctar vital que nos impele nesta marcha interminável.

Para esta saga estamos munidos de um mapa que nos é familiar. Apontando o dedo, é fácil seguirmos o trilho da nossa identidade. Aqui, o dia em que, estranhos num segundo, irmãos no outro, nos abraçámos nas bancadas para festejar um golo. Ali, o fascínio de um filho que entra pela primeira vez em Alvalade pela mão do pai. Acolá, o prazer simples de admirarmo-nos ao espelho com a verde-e-branca vestida. Mais além, um hino espontâneo multiplicado por mil sob o céu azul. Uma luz passada de geração em geração. A inviolabilidade da alma. A força dos valores. Sonho sonhado, sonho reinventado.

Enxovalhados, exaustos, humilhados, continuamos de pé. Porque continuamos de pé? Porque lágrimas não se quantificam em medidas de tristeza ou êxtase. Há algo mais que água e sal. Deflagram da secreta fonte. São a nossa humanidade intrínseca por via do Sportinguismo. Junção de memórias que um mero corpo não pode conter...e que rebenta pelo amor os diques da nossa transitoriedade. O mundo sabe que assim é.

Continuaremos a sonhar, continuaremos a esperar. Continuaremos indefectíveis pela argamassa que une a nossa voz centenária. Hoje na esperança. Amanhã na transcendência. Crianças todos nós, retornados ao verão dourado do nosso primeiro amor.

Na imagem que publiquei pode ver-se um pormenor da construção do antigo Estádio de Alvalade. Num tempo despojado de SADs ou gestores laureados, ergueu-se "o templo" com o sacrifício de todos os Sportinguistas. Olhemos agora para o futuro como esse estádio em constante construção. Um estádio que não requer outra avaliação de impacto que não o impacto da nossa fraternidade.

Saudações Leoninas.

Viva o Sporting Clube de Portugal!»

Escrito e publicado há três meses, muita água passou já pelas pontes que nos obrigaram e continuam a obrigar a atravessar! Mas o sentimento não tem conta, peso, idade ou outra qualquer medida...

Faz bem à alma um banho de amor de quando em vez e olharmos, atentos, ao que se passa à nossa volta! Às vezes bem próximo dos nossos olhos. Experimentem. Experimentem este caso particular. Insisto: experimentem...

É que dá ideia que voltámos aos tempos da "outra senhora": temos de reaprender a ler nas entrelinhas e a dar importância a pequenos pormenores que, amiúde, quase nos roçam as pestanas...

Mesmo em dia de furacão, seja ele Leslie ou... Lion!...

Leoninamente,
Até á próxima

Candeia que vai à frente alumia duas vezes!...


Voleibol: Sporting vence em casa do Castelo da Maia
Leões triunfaram fora por 3-0

O Sporting assegurou este sábado de forma convincente a segunda vitória no campeonato nacional de voleibol, ao triunfar por 3-0 na visita ao reduto do Castelo da Maia. Os leões, que na primeira ronda haviam superado o Sp. Espinho, venceram esta tarde com parciais de 25-17, 25-20 e 25-20.

Candeia que vai à frente alumia duas vezes!...

Leoninamente,
Até á próxima

Meio caminho andado: tudo para dar certo!...



ANDEBOL: Sporting alcança importante vitória para a Liga dos Campeões


Leões bateram o Tatran Presov por 30-27



O Sporting alcançou este sábado uma importante e moralizadora vitória no Grupo C da Liga dos Campeões, ao bater, na sua própria casa, os eslovacos do Presov, por 30-27, assegurando assim a quarta vitória em cinco jogos na prova de elite do andebol europeu e deram um importante passo rumo ao playoff. Comandando desde cedo o marcador, os leões chegaram ao intervalo a vencer por 15-13.

Nos destaques individuais, nota para a estrondosa exibição de Frankis Carol, que marcou um terço dos golos dos leões (10) e ainda para os sete apontados por Tiago Rocha.

Com esta saborosa vitória, os leões passam a somar 8 pontos, os mesmos que o Bjerringbro-Silkeborg, que também neste sábado bateram fora de casa o Besiktas por 37-24. Na próxima jornada, os leões recebem os romenos do Presov no Pavilhão João Rocha.


Resultados 5.ª jornada:

Besiktas – Silkeborg 24-37
Chekhovskie Medvedi – Metalurg 33-25
Tatran Presov – Sporting 27-30

Classificação
EquipasJogosPontos
1.Silkeborg58
2.Sporting58
3.Tatran Presov56
4.Besiktas54
5.Chekhovskie Medvedi54
6.Metalurg50
Meio caminho andado: tudo para dar certo!...


Leoninamente,
Até à próxima

Será hora de excluir as "barrigas de aluguer" da Taça de Portugal!...


A Federação Portuguesa de Futebol estabeleceu regulamentarmente e bem, na minha modesta opinião, a obrigação de todos os clubes da I Liga jogarem a terceira eliminatória da Taça de Portugal, na qualidade de visitantes, fazendo depender esse facto, naturalmente, da aprovação de cada estádio potencialmente visitado, por parte da competente comissão federativa, em todas as múltiplas vertentes que deverão ser isenta, rígida e exemplarmente consideradas.

De sublinhar será o facto de não estarem em causa quaisquer clubes, até porque a situação se tem vindo a revelar recorrente na competição que em cada ano se nos tem apresentado, mas realçando o espírito da norma, que é simples: levar a festa da Taça e as principais equipas do futebol português a zonas do país onde, normalmente, apenas são vistas pela televisão e equilibrar os pratos de uma balança que pende sempre para o lado dos mais poderosos.

Na competição desta época, o sorteio da terceira eliminatória, trouxe de novo para a ribalta três casos paradigmáticos que provam à evidência os vícios de que enfermarão os regulamentos em vigor: por um lado, o relvado da Sertã constituirá um problema grave, quiçá impossível de solucionar no curto prazo e o jogo entre o Sertanense e o Benfica teve de ser transferido para Coimbra; de modo idêntico, embora por razões diferentes, o Loures irá receber o Sporting, não em sua casa, mas ali ao lado, em Alverca; finalmente e ao que tudo indica, a visita do FC Porto a Vila Real estará dependente da aprovação da iluminação do estádio transmontano que, a não ser conseguida, obrigará a que o jogo transite para um outro lugar qualquer a acordar entre as partes envolvidas.

Sem alguma vez colocar em causa o espírito mais democrático de uma competição que se deseja popular e, quantas vezes, mágica, sendo esta uma situação recorrente, talvez esteja chegada a hora de a assumir como inultrapassável e adequá-la regulamentarmente à realidade dos nossos tempos, transpondo com coragem e realismo toda e qualquer réstia de romantismo que lhe possa estar associado e definir liminarmente que estes jogos passassem automaticamente para casa do clube regulamentarmente obrigado a ser visitante, no caso de reprovação do local inicialmente designado para o encontro.

Aos pequenos apresentar-se-ia tal disposição como um estímulo para as necessária melhorias das instalações desportivas, facultando-lhes as óbvias contrapartidas de continuarem a viver a magia que a competição encerra através da festa da viagem a um dos maiores estádios do país e de verem engordar substancialmente a receita a arrecadar, colocando um definitivo e justo ponto final na história dos campos neutros, que apenas servem para levar benefícios a terceiros, que nunca deveriam ser tidos e achados nesta discussão.

Será hora de excluir as "barrigas de aluguer" da Taça de Portugal!...

Leoninamente,
Até à próxima

Até tu Brutus, filho meu?!...


Até tu Brutus, filho meu?!...

Leoninamente,
Até à próxima

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