quinta-feira, 28 de abril de 2016

Faria cá bem menos falta que o Zé Castelo Branco!...



ALCOVITEIRAS

«Deixo de lado a Doyem e os seus comunicados. Até porque tenho dificuldade em debater com uma empresa offshore sediada em Malta, que pertence a um grupo com o mesmo nome de quem desconheço os proprietários. Mas cujo CEO acha por bem, apesar do etéreo mundo empresarial em que vive, dar lições públicas de transparência e verdade. Não está só no descaramento. Foi desta empresa que o vice-presidente do Benfica decidiu transformar-se em porta-voz oficioso, intervindo num conflito judicial em que o seu rival está envolvido. Da mesma forma que, na semana passada, critiquei o presidente do Sporting por se envolver num assunto que apenas dizia respeito ao Benfica, acho inqualificável que o vice-presidente do Benfica revele (ou simule que revela) informações sobre documentos confidenciais do Sporting e dados financeiros a que supostamente terá acesso. Teve a companhia de Jaime Antunes, um homem de boas contas acusado esta semana pela justiça de burla e branqueamento de capitais. O Benfica sabe bem a quem dar tarefas pouco higiénicas.

Prefiro vibrar com coisas menos canalhas: o que se decide amanhã. Na realidade, se tudo se decidir é má notícia. Mas se o Sporting se superar, e tem mostrado que o consegue fazer, isto será a contar até ao último dia. Até o último jogo a sofrer por futebol, não por polémicas alimentadas por quem, tendo ficado evidente a sua mediocridade na política ou nos negócios, restaram umas sobras do desporto e nele se entregam ao triste papel de andar a chafurdar nas gavetas dos outros. Como cansam. Como degradam a festa. Como se contentam com pouco. Deste fim emocionante de campeonato falará a história e a memória dos adeptos. Já destas alcoviteiras...»
(Daniel Oliveira, Verde na Bola, In Record)


Razão teve, e não terá sido pouca, Julen Lopetegui ao questionar-se "como é que o estupor de uma alcoviteira destas chegou a ministro de Portugal?"

A malta que em tempos o "homenageou" à saída do restaurante no Porto, pode bem limpar as mão à parede com a merda do trabalho que fez! Bem podiam ter-nos livrado do vómito!...

Faria cá bem menos falta que o Zé Castelo Branco!...

Leoninamente,
Até à próxima

Eis a "central de propaganda goebbelsiana do arcanjo gabriel" no seu melhor!...


DOYEN

«Não é a Doyen que vai acabar com o Sporting – se o clube pudesse acabar por razões financeiras já teria acabado e os culpados não teriam sido nem agentes, nem fundos de investimento, nem sequer os bancos – teriam sido os membros dos órgãos sociais do próprio clube, por uma gestão ruinosa continuada ao longo de vários anos.

Ninguém obriga um gestor a comprar um jogador, muito menos a fazer um mau negócio para o clube. A decisão é dele. E foi um conjunto de decisões ‘deles’ que deixou o Sporting num estado financeiro miserável, que ia acabando também desportivamente com o clube. Mas, como diz a direção de Bruno de Carvalho, se o clube tiver de pagar 14 milhões de euros à Doyen, o caldo entorna-se, tem de ir ao banco para não entrar em rutura. E como os bancos comandam os custos do clube e telecomandam as suas receitas, é difícil assumir essa perda.

O Sporting de Bruno de Carvalho criou um plano em acordeão, que primeiro encolheu brutalmente os custos para esta época voltar a investir mais dinheiro. O risco de não ser campeão nacional é também esse, o de por em causa a possibilidade de aumento de receitas na próxima época – e o de abrir a porta aos críticos. Para ser campeão, no entanto, o Sporting precisa que o Benfica troque a sorte que tem tido e por azar – e precisa de ganhar o que lhe falta, começando este fim de semana no Dragão. E sim, talvez seja teoria da conspiração, mas o noticiário relacionado com a Doyen tem a oportunidade de desestabilizar uma equipa nas vésperas de um jogo decisivo.»
(Pedro Santos Guerreiro, Abrir o Jogo, in Record)


Sim, talvez para uma boa parte dos adeptos do futebol que persistem em apreciar com um certo distanciamento e isenção os claros objectivos perseguidos pela "enxurrada noticiosa" veiculada durante o dia de ontem e hoje prosseguida com denodo, muito particularmente pelos três principais tablóides desportivos cá da praça, a "teoria da conspiração" tenha algum cabimento, mas subsistirão ainda algumas reticências.

Mas quando o director de um semanário com o prestígio e a tradição do jornal Expresso, insuspeito e assumido benfiquista, vem a terreiro num desses tablóides e em clara rota de colisão com a linha editorial que pretendeu assumir sem pudor nem respeito pela instituição visada, a vanguarda dessa "conspiração", honrando a sua própria figura de jornalista conceituado, afirmar, ousada e liminarmente, que "o noticiário relacionado com a Doyen tem a oportunidade de desestabilizar uma equipa nas vésperas de um jogo decisivo", nada mais restará acrescentar...

É a "central de propaganda goebbelsiana do arcanjo gabriel" no seu melhor!...

Leoninamente,
Até à próxima

Sporting: viver de impulsos e não privilegiar o uso da inteligência!...


UM CLUBE SEMPRE EM GUERRA

«Desde que chegou à presidência do Sporting, Bruno de Carvalho nunca teve medo do confronto. Mais: confrontar os diferentes poderes, internos e externos, foi a forma escolhida para afirmar a sua autoridade e colocar de novo o Sporting no centro das decisões. Bruno queria um Sporting forte e respeitado e hoje o Sporting deixou de ser o patinho feio, em particular no futebol. Não é coisa pouca. Era o único caminho? Não necessariamente, mas o Sporting precisava de outra atitude que contrastasse com os últimos e penosos anos.

É um facto que Bruno de Carvalho criou muitos inimigos, abriu demasiadas frentes de combate – e muitas delas ao mesmo tempo, um erro básico como se lê em qualquer estratégia – mas o Sporting de hoje nada tem a ver com o Sporting do momento da sua chegada.

A questão seguinte é: pode uma instituição viver assim? Pode fazer o seu caminho e afirmar o seu posicionamento com este tipo de liderança belicista? O Sporting já terá poupado muito dinheiro devido ao trabalho do seu presidente mas algumas facturas estão agora a chegar. Não são pequenas. Outras se seguirão porque nos tribunais correm vários processos, com entidades ou pessoas. O futebol tem neste quadro macro um papel essencial. Se for campeão Bruno de Carvalho ganha não apenas um título muito dedicado, ganha um certificado para o caminho que escolheu. Há aqui uma ironia -–mesmo que fique em segundo o caminho parece certo, mas no futebol, como na vida, a história é sempre escrita pelos vencedores. Neste âmbito o dono do jogo, acabe bem ou mal, é Jorge Jesus. Sim, ele prometeu apenas um Sporting a lutar até ao fim, mas depois do que disse de Rui Vitória perder para o Benfica terá um sabor ainda mais amargo do que já teria.

BdC anunciou em devido tempo a sua recandidatura. Fez o que tinha de fazer. A oposição, se existe, se tem ideias, deve organizar-se e ir a jogo. Bruno de Carvalho não é Pinto da Costa, nem sequer Luís Filipe Vieira. O terreno à sua volta ainda não está todo controlado, ainda há espaço. 

Ao presidente não se pede que mude de estilo. Também não o faria. Tem-se em grande apreço. Ele é assim e muitos sportinguistas, como se tem visto, apreciam esta forma de estar. Apenas se lhe pede conta, peso e medida. Moderação. Isso também é um sinal de inteligência.

O Sporting não pode ser um clube permanentemente em guerra.»

(Nuno Santos, Ângulo Inverso, in Record)


O Sporting não deveria ser "um clube permanentemente em guerra"?! Claro que todos os manuais de táctica e estratégia o afirmam, mas o facto é que  de há três anos a esta parte não se deverá esconder o óbvio...

"Conta, peso medida, moderação" não serão apenas considerações de articulistas mais ou menos interessados em assistir a uma forma mais inteligente de agir. Serão porventura desejos escondidos no mais intimo de cada adepto, mas recalcados por razões que só o profundo afecto ao seu Clube de sempre poderão justificar. Mas pelo andar da carrugem...

Serão conceitos muito difíceis de levar à prática por quem vive de impulsos e não privilegia o uso da inteligência!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Não seria melhor os benfas tomarem Viagra?!...


A minha admiração e respeito pela figura do insuspeito benfiquista Júlio Machado Vaz já por aqui foi convictamente expressa inúmeras vezes. O que jamais me terá passado pela cabeça é que um dia viria, em que eu o faria protagonista de um post, aqui, num blog de leão para leões!...

Já terá passado um bom par de anos sobre a cena em que ouvi o doutor relatar logo pela manhã na sua conversa com Inês Meneses na rubrica O Amor é, da Antena 1, que um senhor espanhol terá encomendado via internet um extensor para o pénis, tendo recebido pelo correio passados uns 15 dias um embrulho... com uma lupa. E concluía o ilustre e conceituado psiquiatra e sexólogo que não se poderia dizer que o narcísico espanhol tenha sido enganado.... tudo estaria depende da perspectiva e da mão de quem dispusesse da lupa.

Já não saberei precisar quando exactamente , mas pouco tempo depois, mão amiga do facebook fez-me chegar o recorte que poderão ver ali em cima e que, religiosamente, guardei nos meus arquivos, não fossem algum dia  os ventos trazerem-me a necessidade de a ele recorrer para alicerçar alguma tese mais difícil de sustentar e na certeza de que o admirado doutor sabia bem daquilo que havia falado.

Chegado a este arrasador dia 27 de Abril de 2016, desde manhã, bem cedinho, que no meu deambular quotidiano pelas "fontes de notícias fresquinhas", tenho vindo a ser confrontado com uma verdadeira avalanche noticiosa, bem imaginada e melhor orquestrada pela sapiência "goebbelsiana" do arcanjo e, ainda melhor executada pela imensa legião de lacaios estratégicamente colocada nos mais importantes orgãos de comunicação social desportiva e afim, acerca da pressão económica que os mais variados agentes estarão a exercer sobre a calma, sustentada e sustentável vida económica e financeira do Sporting Clube de Portugal.

Tudo terá começado, ainda de madrugada, pela Doyen do inenarrável "nélito". Depois vieram as indemnizações a antigos directores. Logo a seguir as indemnizações ao Benfica à conta de uma eliminatória da Taça de Portugal disputada há quase meio século e a iminente saída de Jorge Jesus para muito longe do Reino do Leão. Pouco depois chegaram as penhoras a tudo o que mexe e tem valor em Alvalade. E para acabar de atar os molhos até um "triste anónimo armado em homem porque vestindo as calças do pai" veio comentar aqui no blog que Sebastian Coates já é dragão, ponto final.

Foi há pouco tempo que me lembrei de Júlio Machado Vaz, exactamente porque nem o arcanjo nem os benfiquistas serão tarados! Estarão é muito preocupados com a sua saúde e é vê-los por aí numa tremenda azáfama, construindo "opulentos seios de mulher", quiçá única forma de conseguirem a necessária excitação e subsequente masturbação!...

E então dei comigo a sussurrar, armado de cínico sorriso, para os meus botões:

Não seria melhor os benfas tomarem Viagra?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ciganos "novos" e ciganos "velhos"!...



«Por favor, não se esqueçam: nós somos humanos e vamos errar. Só espero que esse erro seja diminuto, que não tenha influência no resultado, e que tudo corra pelo melhor. [...]

Não é habitual fazer quatro clássicos numa temporada, mas não é inédito. Já houve colegas que o fizeram, porventura não tantos. É mais uma prova, um desafio, e estou preparado. Estaremos prontos até porque o trabalho é feito de semana para semana. É mais um jogo. [...]

Esta é a 11.ª [época] na I Liga. Estou seguro de que já fiz temporadas melhores. Será um grande jogo e espero que seja mais um à semelhança dos anteriores. Existem outros árbitros que podiam fazer estes jogos. O Conselho de Arbitragem depositou em mim esta confiança e estou seguro que vou estar ao nível.»
(Artur Soares Dias à TSF, in Record)

Enternecido quase até às lágrimas com o reconhecimento da sua "condição humana" e os propósitos de Artur Soares Dias, e sabendo de antemão que nem o Sancho e muito menos o Paulinho Santos poderão estar em campo, espero que Bryan Ruiz já esteja melhor da perna e possa melhorar a sua eficácia.

Mas fico com a pedra no sapato sobre quem o confiante árbitro considerará como "cigano"... De "burros" estamos conversados. Mas quanto aos "ciganos", os "novos" obviamente, que os "velhos" já não correm atrás de foguetes...

Creio que jogarão com "paixão" à mesma hora, mas longe... lá para as bandas da "mouraria"!...

Leoninamente,
Até à próxima

Que se vão os anéis, mas que fique Sebastian Coates!...


O EFEITO DE COATES NO SPORTING

«Sobram os exemplos de defesas-centrais que, bem cotados nos países de origem, se perdem quando atravessam o Atlântico. O talento não se esvai, trata-se apenas de adaptar qualidades genéticas desenvolvidas com o tempo a uma nova forma de entender a função. Nos anos 70, Marinho Peres gelou quando, no primeiro treino de conjunto no Barcelona, mestre Rinus Michels lhe disse para jogar 20 metros à frente do que fazia no Santos de Pelé e na selecção do Brasil, equipas das quais era capitão. Na década seguinte, um craque mundial como José Carlos Mozer levou meses a adaptar-se à complexa articulação colectiva dos movimentos defensivos porque só conhecia duas formas de jogar (em espera e no recurso ao contacto físico); Bermúdez, Luisão, Otamendi, Lisandro, Rojo (com breve passagem pela Rússia) confirmam que entre a chegada à Europa e a afirmação há um período de dúvida e aprendizagem.

Num jogo em que intimidar por presença, estilo, acção e prestígio pode fazer a diferença, Jorge Jesus preferiu estabelecer no eixo central defensivo correlação de forças entre um líder (Coates) e um jovem em formação que o complementa (Rúben Semedo) do que formar dupla a sair de um trio (Paulo Oliveira, Naldo e Ewerton) composto por jogadores mais evoluídos tecnicamente mas menos influentes na manobra colectiva. Coates é um central imponente, altivo, de presença dominante, cuja influência tem alastrado ao funcionamento da própria equipa. Não é só o comandante do sector recuado, é um futebolista de grande fiabilidade que não comete erros em acções relevantes e decide bem em mais de 90% dos lances em que intervém. Dono de personalidade forte e excelente jogo de cabeça (que exerce nas duas áreas), revela ainda articulação de excelência e técnica apreciável atendendo aos seus quase 2 metros (1,95 m).

Quando chegou a Alvalade, Coates já ultrapassara a fase de aprendizagem dos princípios que orientam o jogo no velho continente; tinha assimilado os padrões de referência de um futebol tacticamente mais evoluído e posto no devido lugar a cultura desenvolvida em quase todos os países da América do Sul, baseada na ideia de que defender bem é, acima de tudo, um problema individual. Durante décadas, os centrais oriundos desses países agiram como quem podia viver desempenhando missões estritas e avulsas, isto é, viver de cadeirinha à espera dos invasores para depois fazer apelo ao instinto muscular, de choque e perseguição sem qualquer estímulo à inteligência ou às mais elementares noções de equilíbrio e segurança. Aos 25 anos, está hoje preparado para uma potência europeia, certo de que terá de seguir as regras apertadas de uma ampla cooperativa com a qual tem de se comprometer, desenvolvendo um sólido espírito de solidariedade.

Mesmo depois de ter passado por Liverpool e Sunderland, poucas dúvidas restarão: Coates nunca esteve numa equipa tão estruturada como o Sporting de Jorge Jesus, cuja organização é composta por elementos tácticos sustentados em combinações complexas. JJ escolheu-o por qualidades técnicas, físicas mas também emocionais, de afirmação perante os companheiros e de intimidação sobre os adversários – é uma espécie de governador do território, que cumpre e faz cumprir em campo as leis definidas pelo treinador. Coates não é um craque analisado por parâmetros artísticos de relação com a bola e raramente se dá por ele nas tantas vezes deslumbrantes longas-metragens verdes e brancas. Mas é titular há mais de três meses e ainda não cometeu um erro grave, daqueles que outros, muito mais aclamados e com cotação de mercado superior, fazem semana sim, semana não. Com ele o leão defende melhor. Prova de que um excelente central também pode construir-se a partir de inteligência, discrição, eficácia, bom senso, físico e autoridade.»
(Rui Dias, De Pé para Pé, in Reocrd)


É um privilégio poder ter acesso às crónicas de Rui Dias, no jornal Record, independentemente do tom e da cor dos temas que escolhe estarem ou não mais próximos dos meus afectos. Porque sempre transparece a noção, pouco comum na classe a que pertence, da verdadeira essência do jornalismo.

Claro que me assiste o legítimo direito de apenas trazer para aqui os "bonecos que pinta de verde"! Haveria de ter graça fazer deste blog uma "central de propaganda adversa"! Mas o prazer que recolho do seu trabalho mesmo pintado de outras cores, atinge sempre padrões que muito raramente encontro noutros seus companheiros de armas. Talvez porque sinto em qualquer circunstância o mesmo equilíbrio, a mesma isenção, a mesma intenção de valorizar o que, segundo o seu prisma, deve ser valorizado e enaltecido.

Por isso e focando-me apenas nos tons esverdeados da sublime tela que hoje RD nos oferece, apetece repetir a sua conclusão de que Sebastean Coates "nunca esteve numa equipa tão estruturada como o Sporting de Jorge Jesus, cuja organização é composta por elementos tácticos sustentados em combinações complexas". E apetece ainda mais reflectir nas razões da escolha de JJ e nas suas consequências: "com Coates o Sporting defende melhor"!...

É por isso que face aos condicionalismos que envolveram a chegada de Coates a Alvalade e às consequências financeiras que resultarão do accionamento da respectiva cláusula de opção mas, tendo em conta a importância da sua continuação no plantel no futuro da equipa que ajudou a catapultar para o patamar de excelência que hoje se reconhece...

Que se vão os anéis, mas que fique Sebastian Coates!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - E tudo isto porque, para além daquilo que faz e representa dentro do campo, fora dos relvados Coates reafirma em cada momento a sua condição de "verdadeiro senhor", digno do leão rampante que ostenta no peito...

Veremos com que cor ficará o quadro, afinal!...


MAU FUTEBOL E EMOÇÃO

«Já se viu muito melhor futebol neste campeonato. O Benfica parece um carro sem gasolina, que embalou muito bem na descida e agora vai numa recta cada vez mais devagar. Estamos todos a ver quando as rodas se imobilizam. Não há ali força motriz. Vale aos encarnados a boa dinâmica defensiva e um trinco de classe mundial, que só as lesões podem manter em Portugal. Fejsa adivinha por onde vai passar o perigo e ali está, a travar a torrente que Pizzi ou Gaitán, por exaustão inexplicável, e Renato Sanches, por falta de cultura táctica, deixam passar com frequência imprópria para cardíacos de alma vermelha. Com a falta de fluxo, Jonas e Mitroglou ficam sem ensejos para concretizar.

Também o Sporting já mostrou melhor saúde. O último jogo confirmou o ocaso verificado na jornada anterior. O campeonato está emocionante, mas não é já pela qualidade do futebol jogado.

A próxima jornada poderá ser decisiva? Sim, se o Sporting baquear no Dragão e o Benfica vencer o Guimarães. Mas nem o Porto está capaz de retirar ao Sporting – apesar da descida exibicional – o favoritismo no jogo, nem se afigura impossível que o Guimarães gele a Luz, especialmente se Rui Vitória teimar em manter o onze com jogadores que, ao fim de meia hora, parecem já nem conseguir pensar. 

Este campeonato teve momentos de elevado brilhantismo, servidos pelos dois grandes candidatos ao título. Os últimos jogos fizeram desses picos de excelência meras memórias do passado. Mas, mesmo com um futebol menos fluído e aos repelões, com muitas quedas e passes falhados, quem consegue tirar os olhos destes jogos decisivos?»
(Octávio Ribeiro, De Olhos na Bola, in Record)


E com "uma no cravo e outra na ferradura", Octávio Ribeiro lá prossegue na sua saga, tentando pintar de cor-de-rosa um quadro de cores bem menos simpáticas para as hostes apaniguadas. É da sua natureza...

Veremos com que cor ficará o quadro, afinal!...

Leoninamente,
Até à próxima 

Sporting, tu nunca vais acabar!..



"Tu vais vencer,
Podes crer
Porque a nossa força é brutal.

Mais de um século de histórias para contar
Sporting,
tu nunca vais acabar!..."

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 26 de abril de 2016

Nem os ares do Mónaco lhe deram centímetros!...



Há criaturas que nascem, vegetam e morrem sem alguma vez deixarem de ser anões (LINK)!...

Coitado, nem os ares do Mónaco lhe deram centímetros!...

Leoninamente,
Até à próxima

Vamos ter calma com Artur Soares Dias!...



Para melhor percebermos a "intencionalidade sem intenção" do Bítaro, ao nomear Artur Soares Dias para o clássico do próximo sábado nas Antas, nada melhor do que recorrer ao artigo de Sérgio Krithinas, há poucas horas publicado no jornal Record (LINK).

Mas haverá dois pormenores importantes que terão escapado ao Bítaro, neste "lavar de cestos da sua vindima". O primeiro é que, inapelavelmente, a "conjuntura" mudou e ao clube do coração do Artur as suas apitadelas, directa ou indirectamente, já não aquecem nem arrefecem.

O segundo é que o seu "amigo de infância" será, eventualmente, um dos muitos milhares de "tripeiros" que primarão pela ausência nas Antas, pelo que já não terá o "embaraço" de se dirigir à bancada central para entregar a sua camisola.

De modo que vamos ter calma com Artur Soares Dias!...

Leoninamente,
Até à próxima 

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