segunda-feira, 25 de maio de 2015

Com a angústia de que possa ter feito de propósito!...


O prisma do génio

"Quando os sportinguistas pensavam viver de novo no melhor dos mundos, eis que Bruno de Carvalho dá uma conferência de imprensa com recados e indirectas – que metem como sempre os jornalistas ao barulho – e coloca outra vez Marco Silva à beira da porta de saída. É uma cruz que terão de suportar. O presidente tem aquele estilo e defeitos vários, a par de qualidades importantes que fazem dele não o que parece, como outros que por aí andam ao disfarce, mas o que realmente é. A alternativa para os associados do leão é tornarem a eleger um banana ou um medroso que volte a mergulhar Alvalade na profunda crise, financeira e desportiva, em que se afundava antes de Bruno chegar.

O problema é que regressou o processo desestabilizador do meio da época, interrompido com sabedoria e agora inoportunamente retomado. Sim, logo agora, que o Sporting tem a possibilidade de ganhar a Taça de Portugal, para que foi Bruno de Carvalho reabrir o armário dos fantasmas e das conspirações?

Quando, na penúltima jornada, os leões ficaram a perder, no seu campo, com o Sp. Braga – o mesmo adversário que vão defrontar no Jamor – pensei que o caldo se tinha entornado de vez e que a Taça já era. Esqueci-me, esquecemo-nos muitas vezes, que a vontade dos jogadores é que decide estas coisas. E a verdade é que, ao virarem o marcador sobre o intervalo, e ao ganharem a seguir em Vila do Conde um jogo que já “não contava”, os profissionais do Sporting deram ao presidente e aos adeptos um sinal inequívoco: o de que estão com o seu treinador.

Visto por esse prisma, talvez Bruno de Carvalho tenha acendido o fogo não da desunião mas da vitória. E se o fez de propósito, então, é um génio."


E se Alexandre Pais não for louco, nem tenha já paciência ou necessidade de alinhamento com estratégias que já pouco ou mesmo nada lhe possam interessar? E se Bruno de Carvalho "tem aquele estilo e defeitos vários, a par de qualidades importantes que fazem dele não o que parece, como outros que por aí andam ao disfarce, mas o que realmente é"? E se tiver contra todas as expectativas e contra tudo o que o bom senso recomendaria, "acendido o fogo não da desunião mas da vitória"? E "se o fez de propósito"?!...

Há muito que defendo o método de redução ao absurdo, sempre que vejo fechadas todas as portas da dedução lógica. E quantas vezes já dei comigo a pensar no absurdo da certas situações que o presidente leonino parece ter um mórbido prazer de despoletar. Mas começo a interrogar-me, como Alexandre Pais afinal, se apelidar de "tiros nos pés" uma grande parte das suas intervenções públicas, não será demasiado simplista ou mesmo redutor.

Condesso que esta crónica de Alexandre Pais ainda veio baralhar mais a minha pobre e sofredora "mente de leão"! Confesso as minhas dúvidas sobre que campeonato teria feito o Sporting, após a célebre e humilhante derrota de Guimarães, se Bruno de Carvalho não tivesse escrito o que escreveu no "facebook"! E confesso a encerrar, as minhas fortes reservas sobre o modo como Marco Silva e o plantel enfrentariam a final da Taça, se não tivesse ocorrido aquela "infeliz" conferência de imprensa!

Dizem que de "génio e de louco todo o homem terá um pouco"! E eu interrogo-me às vezes sobre se Bruno de Carvalho será louco e confesso nunca ter encontrado resposta. Agora, com a crónica de Alexandre Pais, passei a debater-me com a angústia - ou será esperança? - de que possa ter feito muita coisa... de propósito!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 24 de maio de 2015

A estreia de Wallyson na I Liga!...



Caminhava o relógio de Bruno Esteves para a hora de jogo, quando Marco Silva, porventura pouco agradado com a exibição pouco ou nada positiva de João Mário, chamou Wallyson Mallmann e promoveu a sua estreia na I Liga.

Sem grande alarido, com o ar mais natural do mundo e através de processos simples e eficazes, em apenas meia hora, este promissor talento brasileiro de 21 anos, lapidado na Academia Sporting nos últimos três anos, foi colocar-se na posição 8, envolveu-se em todas as manobras do jogo ofensivo do Sporting, perfazendo um total de 16 passes certos, três recuperações de bola, dois remates e uma falta. Quase ninguém terá notado que era... a primeira vez!...

E aí temos Wallyson lançado para a sua primeira época na equipa principal do Sporting. Lá para princípios de Julho, vê-lo-emos no arranque da pré-época leonina e o que virá a seguir muito dificilmente deixará de ser bonito: o cumprimento dos seus sonhos e o reflexo do seu enorme talento.

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 23 de maio de 2015

Campeões Nacionais de Juniores em Futsal!...


Os nossos leões juniores do futsal ao derrotarem o Benfica esta tarde, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, por 4-2, sagraram-se bicampeões nacionais.

É o que dá ser a "maior potência desportiva nacional": ter-se o privilégio de usufruir do "princípio dos vasos comunicantes" de Arquimedes que, se vivesse hoje, naturalmente, só podia ser sportinguista!...

Parabéns Campeões!...

Leoninamente, 
Até á próxima

Foi mesmo um desperdício, oh Luís Figo!...


"... Pois. Em Fevereiro escrevi: "Nesta armadilha da candidatura à FIFA [Luís Figo] foi feito marioneta de um palco montado por Michel Platini, Fernando Gomes e os restantes mentores e influenciadores do “grupo de assalto à UEFA” (e “à FIFA depois de Blatter”). Luís Figo não tinha qualquer necessidade de passar por figura terciária em peça de teatro alheia." Tendo avançado, desistir esta semana antes de ir a votos e conhecer o seu peso eleitoral não enobrece a posição e a reputação de Figo. No fim, ainda que perdedor mas coerente, marcaria a sua posição, também para futuro. Agora ficou sozinho e, como se esperava, sem a companhia dos seus “conselheiros” (?!) e companheiros de viagem. Tendo em conta a potencialidade de Figo, foi um desperdício. Excepto para quem já ganhou e ainda ganhará com o seu sacrifício..."
(Ricardo Costa, Por Força da Lei, in Record)


Obviamente que não havia necessidade! Mas Luís Figo parece que terá uma atracção especial pelos "caldinhos"! Ainda me lembro de um célebre almoço com o Zé Maria nos Alpes. Recordam-se?! Mas o travão que então usou, parece ter avariado agora!...

Foi mesmo um desperdício, oh Luís Figo!...

Leoninamente,
Até à próxima

Para o ano cá estaremos de novo!...


Haverá compatibilidade, harmonia ou mesmo justificação para o orgulho na derrota? Pois se dúvidas houvesse, o fantástico jogo da "negra" que hoje decidiu, no Pavilhão das Antas, o Campeão Nacional de Andebol da época 2014/15, seria o exemplo acabado de que, mesmo na derrota, os adeptos da equipa que não teve a fortuna e a felicidade de se sagrar campeã, podem sentir orgulho no desempenho dos seus atletas.

Foi um jogo do outro mundo! A vitória poderia ter caído para qualquer dos lados. Mas haverá que reconhecer o mérito aos heptacampeões. É uma equipa recheada de grandes jogadores e indiscutivelmente com muito mais soluções que, muito particularmente nestes cinco jogos da final, afirmou a sua superioridade.

Mas o orgulho que o feito dos nossos leões, discutindo de igual para igual, com honra, dignidade, esforço, dedicação e devoção, em nós determinaram, tornam-nos credores da nossa sincera homenagem!...

Bem hajam grandes campeões! A luta continua!... 
Para o ano cá estaremos de novo!...

Leoninamente,
Até á próxima

Afinal, é tudo farinha do mesmo saco!....

Farinha do mesmo saco!...

"... Figo entrou na corrida ao cadeirão da presidência da FIFA, confessadamente, com ambição de ganhar e destronar o dinossauro Blatter. Ao fim de quatro meses de campanha, de contactos e viagens pelo Mundo, a desistência.

Desistir é pior que perder.

Figo deixou-se instrumentalizar por Platini, que não quis enfrentar Blatter, numa luta directa com o velho estratego.

Fica a experiência mas também a certeza de que a UEFA usou Figo, que levou uma ampla corte atrás (FPF e agentes do poder político) e ninguém fica bem na fotografia."
Afinal, é tudo farinha do mesmo saco!....

Leoninamente,
Até à próxima

Quando o Sporting perde, temos de tomar as dores uns dos outros!...

"Quando o Sporting perde, temos de tomar as dores uns dos outros"

Ficou a 20 pontos do Benfica na primeira fase, acabou a lutar pelo título de Juniores. De saída do Sporting, Boa Morte critica a falta de união na Academia de Alcochete e defende o trabalho de Virgílio Lopes. À espera de convites para o futebol senior, conta o que foi a época de uma equipa que chegou a ser arrasada pelos adeptos.
ENTREVISTA DE RUI MIGUEL DE MELO/A BOLA


RMM - Entrou no Sporting para a equipa B, assumiu os Juniores em Outubro e agora está de saída. Que razões o levam a não continuar?

LBM - Depois de ter trabalhado com formação em Inglaterra durante dois anos, vim para Portugal para trabalhar com o futebol sénior. Entrei em Outubro e fui apanhado de surpresa quando me propuseram orientar a equipa de Juniores. Não estava à espera. Pensei durante dois dias e aceitei. O que tenho em mente é futebol sénior.

RMM - Que equipa encontrou quando substituiu José Lima?

LBM - Apanhei a equipa em segundo lugar, numa altura em que a formação era muito criticada. Apanhámos adversários difíceis na Youth League e percebi que seria um desafio grande. Mas não tive medo. Quando peguei na equipa percebi que problemas existiam.

RMM - Que problemas eram esses?

LBM - Falta de atitude e empenho. Teve que ser corrigido. Avisei logo que quem ficasse no grupo iria trabalhar a fundo.

RMM - Estamos  a falar do último patamar antes do futebol sénior. Como pode existir falta de atitude, num clube como o Sporting?

LBM - Não posso responder por isso. Só comecei em Outubro, mas algo estava mal com os miúdos. Não sei se essas questões vinham de anos anteriores. Encontrei uma realidade diferente do que é o trabalho.

RMM - Suponho que não era assim quando foi junior do Sporting?

LBM - Nunca foi assim. Por isso os meus métodos chocaram algumas pessoas. Estamos todos no mesmo barco. Quando o Sporting perde, seja a primeira equipa, B ou formação, temos de tomar as dores uns dos outros. E quando o Sporting ganha a alegria é de todos. Tenho de ficar feliz quando os sub-15 vencem o campeonato. Não posso pensar que faço o meu trabalho e não quero saber do resto.

RMM - Há falta de união entre os treinadores da Academia?

LBM - Se há falta de união? Critico porque, no domingo passado, os Iniciados foram campeões nacionais. Um dia antes, eu e o Ventura saímos e deixei de ser trabalhador do Sporting às 21.00 horas. Mas não posso ser o único treinador da formação, a apoiar os sub-15, no Seixal, com o Benfica.

RMM - Ninguém os foi apoiar?

LBM - Não sei, não vi. Naquele momento a formação tinha que estar em peso a apoiar os sub-15. A alegria deles era serem campeões nacionais e boa para os outros treinadores. Quem ganhou foi a formação do Sporting.

RMM - Reuniu-se com Virgílio Lopes no final do jogo com o Benfica. Que balanço foi feito?

LBM - Um balanço positivo, mas não conseguido de todo. Não fomos campeões. Traçámos e o único ali que acreditou que podia ser campeão foi o Ventura. Eu só queria ganhar jogo a jogo. Não acreditam como estavam aquelas cabeças (dos jogadores). Foram agredidos verbalmente pelos adeptos durante grande parte da época.

RMM - Pode dar um exemplo?

LBM - Quando jogámos em Inglaterra, com o Chelsea, perdemos 0-6. Antes do jogo da primeira equipa, os miúdos andaram duas horas por Londres e, quando cheguei ao pé deles, disseram-me: mister, já nos chamaram tudo. O que podemos esperar da nossa formação, quando os nossos próprios adeptos agridem os jogadores daquela forma? Os miúdos deixaram de acreditar. É fácil culpar o Virgílio, mas não pode ser o Virgílio a resolver todos os problemas. Os treinadores têm que lhe facilitar o trabalho. É fácil dizer que a culpa não é minha e atirar para o outro.

RMM - Há tendência de culpar o Virgílio dos problemas da formação?

LBM - Quando peguei nos Juniores vi notícias que diziam tudo sobre ele. Virgílio tem comandado bem. Mas porque não facilitamos a vida ao Virgílio? Porque é que os treinadores só olham para o próprio umbigo? Primeiro estão os jogadores e o Sporting.

RMM - Quem ficou chocado com os métodos de trabalho?

LBM - Não vou dizer quais., mas eles sabem quem são. Tive apoio do Virgílio para trabalhar da forma como queria. Depois decidi ir buscar o Ventura.

RMM - Há preguiça no plantel?

LBM - Havia. E os miúdos reconheceram que, sem trabalhar, não tinham chegado à última jornada a lutar pelo título. Os miúdos eram agredidos verbalmente e tiveram que acreditar neles próprios.

RMM - O que mais o chocou quando chegou aos Juniores?

LBM - Os jogadores não conseguiam fazer 12 minutos de corrida contínua. Com 18 e 19 anos, à beira do futebol senior. Como é que iam jogar futebol? Não tinham hipótese.

RMM - Bruno de Carvalho estava a par de todos esses problemas?

LBM - Não sei. Virgílio é a pessoa mais indicada para falar. Mas está sempre em contacto com o Presidente.

RMM - Sentiu falta de condições para trabalhar?

LBM - Ninguém nos Juniores sentiu falta de condições. Mas tudo serve para contestar o Virgílio. Os sub-15 ganharam. Todos pensaram que esta equipa só ia levar porrada na fase final. Mas chegou à fase final a lutar pelo título. Virgílio ficou entre a espada e a parede, quando entrei para os Juniores.

RMM - Quando sentiram que podiam ser campeões nacionais?

LBM - Fizemos uma pequena pré-época na pausa do campeonato. Queríamos que os jogadores chegassem ao Gil Vicente a voar. Mas perdemos com o GilVicente e os jogadores cairam. Levaram três dias a reagir à derrota. Na jornada seguinte vencemos no Nacional, onde tínhamos perdido na 1ª  fase. Aí acreditámos.

RMM - A vitória no Olival, com o F.C. Porto, foi o ponto alto?

LBM - Foi. Estávamos a 5 pontos do F.C. Porto, Se eles ganhassem eram campeões. Aí percebemos que podia ser possível.

RMM - Como eram as relações com Paulo Leitão, director técnico?

LBM - Entrou em Fevereiro e, desde logo, disse qual era ao posição em relação aos treinos e aos próprios treinadores. Explicou-me que era um homem de campo.

RMM - Queria métodos de trabalho diferentes dos vossos?

LBM - Não me propôs. O que lhe pedi foi que não interferisse no nosso trabalho. Disse que não se identificava com o que via e que tudo seria diferente para o ano.

RMM - Como era a articulação com a equipa B?

LBM - Defendo que, se um jogador sai dos Juniores para a equipa B, é para ser utilizado. Não posso puxar jogadores dos Juvenis ou dos Juniores para fazer número ou potencializar o meu treino. Ir para um escalão superior tem de ser um prémio, não para fazer número.

RMM - Isso acontece no Sporting?

LBM - Não sei. Pergunte a outras pessoas. Isso é apenas o que eu defendo.

RMM - O Sporting é porta que fica aberta?

LBM - Não tenho que fechar portas. Quero trabalhar com futebol sénior. Já fui apanhado de surpresa a treinar na formação. Perceberam as minhas razões. Não fui despedido.

RMM - A nível de futuro, pondera treinar no Campeonato Nacional de Seniores? Ou o mínimo é a Liga 2?

LBM - Depende do projecto. Quero trabalhar, seja em Portugal ou no estrangeiro.

RMM - O futebol de formação recomenda-se ou já foi melhor?

LBM - Muitos clubes, sobretudo os que têm equipa B, deveriam proteger mais as equipas de Juniores. É uma competição que seria mais competitiva, se não decidissem levar os jogadores para cima, para jogarem 10 ou 15 minutos.

Muita água suja e fétida passou sob as múltiplas e complexas pontes da Academia Sporting nos escalões da formação, nesta época prestes a chegar ao fim. Muita gente debruçada sobre os varandins, bem tentou descarregar lixívia de modo a reduzir o cheiro e aumentar a transparência. Mas esta corajosa entrevista de Luís Boa Morte acaba por confirmar a sensação geral que há muito vive no seio dos adeptos sportinguistas mais atentos e lúcidos. Ninguém ouse tapar o Sol com uma peneira!...

Está à vista de todos o óbvio e generalizado aburguesamento, corruptor, corrompido e suicidário da formação leonina, na dezena de anos anterior ao actual Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal. As excepções, que felizmente terão existido, foram vozes clamando no deserto do laxismo e da incompetência e foram sendo corridas à patada com os rótulos mais convenientes à "nomenklatura" e substituídas por camaleões, bichos conchos e "cavalos de Tróia"! E a mais bela jóia sportinguista foi definhando e restaria hoje quase moribunda, não fossem alguns "heróis condenados das galés" terem continuado a remar, mesmo que não soubessem bem para onde e para quê!...

Não, o hediondo crime que quase matava o "Leão Rampante" não foi apenas perpetrado na "savana original" à volta de Alvalade! Para além do Tejo, aquela que foi concebida para ser a mais fantástica e acolhedora "maternidade leonina", parece ter-se transformado no curto espaço de uma década, numa verdadeira "colónia de além-Tejo", tratada da mesma forma, com os mesmos métodos e com o mesmo desprezo com que foram tratadas as nossas antigas "colónias de além-mar"! E o mais dramático de tudo terá sido que os agentes "colonizadores" se auto-intitulavam de... sportinguistas!... 

Tanto trabalho que todos os sportinguistas ainda terão pela frente!!!...
Mas cuidado. As palavras corajosas, ou se preferirem, o dedo indicador de Luís Boa Morte, também foi apontado  e com toda a razão e propriedade, aos adeptos sportinguistas! Que cada um de nós, sportinguistas, ponha a mão na consciência. Porque...


"Quando o Sporting perde, temos de tomar as dores uns dos outros". Para que quando o Sporting ganha a alegria seja de todos!...

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Encerrar com uma vitória!...


Para a partida Rio Ave-Sporting de encerramento da I Liga que vai ser dirigida pelo setubalense Bruno Esteves e se disputará amanhã em Vila do Conde pelas 18:00 horas, Marco Silva decidiu bater todos os records de rotatividade, deixando de fora de uma assentada, Rui Patrício, Paulo Oliveira, Jefferson, William Carvalho, Adrien e Carrillo.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Marcelo Boeck e Luís Ribeiro;
Defesas: M. Lopes, Cédric, Tobias Figueiredo, N. Sarr, Ewerton e Jonathan;
Médios: Rosell, Wallyson, João Mário e André Martins;
Avançados: C. Mané, Nani, Matheus Pereira, Tanaka, Montero e Slimani.

Face a esta convocatória e para além da troca de guarda-redes é previsível que a equipa titular não se afaste muito dos atletas habitualmente utilizados por Marco Silva ao longo da época e tudo aponta para que venham a alinhar de início:

Marcelo Boeck; Cedric, Tobias Figueiredo, Ewerton e Jonathan; Rosell, João Mário e André Martins; C. Mané, Slimani e Nani.

Claro que será natural a expectativa dos adeptos sportinguistas de assistirem à estreia na I Liga das jovens promessas Wallyson e Matheus Pereira, mas do meu ponto vista e sem de qualquer forma considerar as contigências que qualquer jogo de futebol sempre poderá oferecer, ela poderá ocorrer apenas através das substituições que Marco Silva costuma efectuar entre os 60 e 75 minutos de jogo.

De qualquer forma a expectativa mantem-se e será um jogo que de modo nenhum poderemos deixar de ver e esperar naturalmente que a equipa corresponda aos nossos desejos, encerrando o campeonato com uma vitória!...

Leoninamente,
Até à próxima

"Doyen a quem doer"!...



Quando o presidente do Sporting Clube de Portugal, à margem da sua presença na Euronext Lisbon, onde esteve presente na apresentação dos resultados da oferta pública de subscrição de obrigações da Sporting SAD, afirmou as suas profundas reservas sobre se Benfica e Porto irão continuar a apostar forte nos respectivos planteis, tendo em vista a próxima época, suportando-se na analogia de que até para ir à padaria comprar pão será necessário dinheiro, mais não terá feito do que afirmar uma verdade "lapalisseana" que os factos e os números se encarregarão de confirmar até ao fecho do mercado.

Mesmo considerando as catadupas de transferências com que os orgãos da CS do costume, em puro desespero de causa e face à terríveis contingências económico/financeiras que os vão atirando para o desespero, já vão inundando o nosso quotidiano ainda sem o mercado sequer ter aberto, é previsível que muito pouca dessa inundação seja credível e que venha a aproximar-se minimamente da dura realidade com que todos irão ser confrontados.

Claro que as "centrais de propaganda" de Benfica e Porto haverão de cumprir os desígnios dos respectivos ADNs e os seus acólitos dos tablóides cumprirão obedientemente os seus ditames, para gáudio das massas adeptas que lhes servem de alvo.

Tudo isto para deixar uma mensagem aos adeptos sportinguistas. O Sporting Clube de Portugal, arranca para a sua terceira época de um NOVO CAMINHO, de que justamente se pode orgulhar de ser pioneiro em Portugal. Será bom que ninguém se deixe influenciar pelas primeiras páginas da "pasquinanda", por hipotéticas transferências sonantes, nem pelos "fogos fátuos" e estéreis proclamações bombásticas dos "melhores do mundo e arredores". A  realidade nua crua acabará por emergir...

"Doyen a quem doer"!...

Leoninamente,
Até á próxima

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Um animal ferido e acossado é mesmo muito perigoso!...



Como um animal ferido

"O ajoelhar de Julen Lopetegui no Restelo é tudo menos o gesto de um perdedor, como muitos quiseram interpretar. É, sim, o resultado da frustração que se sente ao ver o objectivo esfumar-se tão perto da linha de chegada. E para ele o objectivo claramente assumido era o de obrigar o Benfica a ganhar a Liga sem qualquer ajuda extra do FC Porto. Ajudar o "inimigo" a celebrar a vitória antecipada custa muito a engolir. Os murros de Lopetegui na cobertura do banco de suplentes do Restelo não foram gesto de um desvairado, como ouvi dizer. Serviram, sim, para libertar a raiva acumulada, por sentir que não conseguiu, como prometera, manter o Benfica pressionado até ao último dia. E que pressão sentiria amanhã o agora bicampeão, depois de empatar em Guimarães, se tivesse os dragões a 1 ponto...

Os dois momentos do treinador do FC Porto espelham ambição, não resignação. Se ele tivesse reagido ao falhanço de Jackson Martínez, nos descontos, ficando tranquilo no banco a bater palmas, como quase todos os técnicos, como quem diz "vamos lá, acreditem", isso sim seria sinal de preocupação para Pinto da Costa e para os adeptos portistas. Mas a explosão do basco mostra que a "nação azul e branca" pode dormir descansada durante as férias: na próxima época o treinador voltará com tudo.

Hoje, Lopetegui sentir-se-á como um animal ferido. Não daqueles que se enrolam sobre si próprios à espera da morte, mas dos outros, de maior porte, que reagem de forma inesperadamente agressiva e partem em direção ao caçador prontos a provocar-lhe os maiores danos possíveis.

O FC Porto de Pinto da Costa tem esse ADN e já assim reagiu no início do século, quando perdeu três campeonatos seguidos. Quem quis, na altura, ver o dragão de joelhos, acordou e viu-o, sim, erguer pouco tempo depois dois troféus europeus, só para início de conversa. Tendo um treinador capaz de investir de igual forma sobre o "inimigo" (e não tenho dúvidas que Lopetegui é desse calibre), é caso para dizer: a concorrência que se cuide. Ou consegue ser muito competente ou será surpreendida. Por isso, falar no fim de uma hegemonia com mais de duas décadas é manifestamente precipitado.


O que seria do amarelo, do azul, do verde e de muitas outras cores, se todos gostassem do vermelho?! Como José Ribeiro também não alinho na crucificação de Julen Lopetegui, "decretada" pela poderosa "máquina de propaganda goebbelsiana" liderada pelo "arcanjo gabriel", em missa cantada e acompanhada por uma comunicação social que não conhece a significado da palavra vergonha!

Não tomo a nuvem por Juno, nem confundo a árvore com a floresta. O técnico basco nada fez para merecer as cuspidelas do "apito dourado", nem lhe cabe defender-se do cheiro nauseabundo da podridão dos "negócios da fruta". É um homem digno como todos os homens que não negoceiam a sua dignidade. Nem todos os seus homólogos em Portugal poderão gabar-se do mesmo. Por isso e como muito bem recomenda José Ribeiro, a concorrência que se vá preparando...

Um animal ferido e acossado é mesmo muito perigoso!...

Leoninamente,
Até à próxima

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