segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nem o pai vem nem a gente almoça!...




Tenho a convicção quase plena de que nem Bruno de Carvalho e muito menos Jorge Jesus serão da família da nossa amiga aqui de cima!...

A julgar pelo "andar da carruagem", deve estar agendada uma tão séria quão profunda "arrumação", lá para as bandas da Academia!...

Todos nós teremos em nossa casa, em lugar recôndito, aquilo a que eu costumo chamar cá em casa, de "depósito geral de adidos", que será assim a modos que um lugar onde a gente põe o que não tem qualquer valor ou utilidade, mas que um dia poderá vir a ser preciso. E então é um fartar vilanagem, raro será o dia em que não acrescentamos mais qualquer coisa inútil, com pena de a despacharmos para o contentor camarário. E quando um dia damos conta, aquilo está tão cheio de tralha e coisas sem valor, que já lá não cabe mais nada. 

Há longo tempo que, com o devido respeito pelas coisas inuteis, se radicalizou em mim a ideia de que o Sporting terá na Academia um "depósito geral de adidos"! E mais não digo, pelo receio, quase certeza, das maldições e pragas que sobre mim recairiam, nomeadamente de muitos sportinguistas, se porventura me atrevesse a "chamar os bois pelos nomes"!...

Eu tenho muito respeito, carinho e até, digamos, ternura por muita gente que entra para a Academia ainda sem buço e passados uns anos, já de barba cerrada, se entende por pronta a entrar no mercado de trabalho. Mas convenhamos que nem todos, ou mesmo muito poucos, serão Figos, Ronaldos, Patrícios, Adriens, Joões Mários e até Rúbens Semedos e Gelsons Martins. E então, por falta de coragem de alguém - dirigentes, treinadores, "and so on"! - lá vão para o "depósito geral de adidos". E andamos nisto há anos! Longos e "onerosos" anos! E um Clube da dimensão do Sporting e altamente profissionalizado, se optar por uma gestão de excelência, não pode dar-se a "luxos" destes!...

O "expediente" dos empréstimos, eu até serei capaz de compreender.  Já fui à feira comprar pintaínhos enfezados que resultaram mais tarde em excelentes galos para abate e produtivas galinhas poedeiras. Mas alguns continuaram sempre enfezados e acabaram por morrer. Era o seu destino e não haverá nada a fazer. A vendedeira jamais aceitaria que os devolvesse. Mas o Sporting aceita as devoluções e zás, "depósito geral de adidos"! Que um dia fica tão cheio e simultaneamente tão vazio de rentabilidade que é uma dor d'alma...

Dá-me ideia que o Presidente, o Treinador e até o Director Geral do Futebol, andarão a "arrumar a casa"! Pois que não lhes falte a coragem! Caso contrário... 

Nem o pai vem nem a gente almoça!...

Leoninamente,
Até à próxima

Como ainda dói vermos um odiado fosso em lugar da pista de atletismo em Alvalade!...



Estes são os momentos finais da espectacular vitória de Jessica Augusto nos 5.000 metros, em 15.52,53 minutos, com dez segundos de vantagem sobre a segunda classificada, deixando de forma decisiva e praticamente nas mãos do Sporting, o título europeu, que viria a ser confirmado pouco depois também com a vitória na estafeta de 4x400 metros, em 3.36,43, novo recorde nacional de clubes.

É o primeiro título europeu feminino de clubes arrecadado pelo Sporting, 16 anos depois da última conquista conseguida pela equipa masculina na mesma competição.

Como ainda dói vermos um odiado fosso em lugar da pista de atletismo em Alvalade!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 29 de maio de 2016

Um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa!...


'Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa'!...

Leoninamente,
Até à próxima

Quem for capaz de encontrar a resposta, deixe o seu comentário



Imaginem um grande jornalista como, por exemplo, Pippo Russo, a passar uns curtos dias de férias em Portugal e ser colocado perante a contrastante imagem que tomei a liberdade de "construir" a partir daquelas que acompanharam as notícias subordinadas ao mesmo tema, colocadas ontem e hoje pelos dois jornais desportivos com maiores tiragens em Portugal... (LINK 1) e (LINK2)

Agora ponham-se a adivinhar a expressão do seu rosto e a pergunta sacramental que certamente faria a um qualquer seu amigo e companheiro de profissão, nado e criado neste "triângulo das bermudas" em que se está a transformar o nosso "portugalzinho", enquanto ambos beberricavam um "café expresso" numa das esplanadas de Lisboa...

Quem for capaz de encontrar a resposta, deixe o seu comentário

Leoninamente,
Até à próxima

Kiko Rosa venceu, ao ficar para sempre na memória de todos!...


DRIBLAR A MORTE

«Há pequenos grandes de mais para desaparecerem cedo. Kiko Rosa tinha 8 anos. Jogava râguebi no Belenenses quando lhe apareceu a doença. Um neuroblastoma resolveu dificultar a vida do pequeno jogador e pô-lo à prova quando apenas devia brincar. E Kiko surpreendeu tudo e todos ao não desistir. A paixão pelo râguebi e pelo desporto era tão grande que chegou a jogar de cateteres ao peito. Não interessava a dor ou o sofrimento. Ali era feliz. Com esta força surpreendeu árbitros, colegas e pais que passaram jogos a chorar ao ver tamanha grandeza. 

O Kiko não venceu. Morreu cedo, 8 anos é muito cedo. Mas estava destinado a ficar na memória. Ontem realizou-se a sexta edição do torneio Kiko Rosa. No Restelo, a sua casa. Ali se juntaram famílias inteiras, jogadores, num espírito de partilha e amor ao râguebi que o Kiko deixou de herança. O pai diz sempre que este é um dia de emoções díspares. Vive-se a alegria mas chora-se a saudade. Mas assim, com este torneio, perpetua uma das mensagens do filho: não há cura para o râguebi.»
(Cristina Ferreira, A coluna da Cristina, in Record)





A minha singela homenagem à nobreza de uma grande mulher e à memória de um "pequeno grande homem". E ao contrário do que a Cristina e a vida escreveram...

Kiko Rosa venceu, ao ficar para sempre na memória de todos!...

Leoninamente,
Até à próxima

A primeira acção do Farelo no "terreno"?!...




Por mais atenção que qualquer fruticultor dedique ao seu pomar, às vezes é supreendido com algumas peças de fruta "com bicho" que, naturalmente, ao fim de algum tempo em armazém acabam por apodrecer...

E a inveja e a concorrência, levam outros fruticultores a aproveitar esses eventuais precalços e a estabelecer planos "goebbelsianos" tendentes a arruinar-lhe o negócio e a colher depois os dividendos dos malefícios provocados. É um "mundo cão" este que nos rodeia...

Foi com esta ideia bem consolidada na minha mente, que li a notícia no jornal Record, agora que sob o comando encapotado do Farelo e a complacência do António Migalhas,  parece ter saltado decididamente para as trincheiras do tais perversos fruticultores, sobre uma pretensa incursão de um "empresário português" junto da "estrutura leonina", com o "objectivo claro e limpinho, limpinho," que depois confessou em surdina a um tal Chico Laranja, jornaleiro "free-lancer" de profissão e com avença "record", presume-se que "choruda". (LINK)

Então o Chico Laranjo, com o "sopro" recebido nos tímpanos indigentes, lá redigiu uma pretensa notícia, qual varapau que conseguisse matar dois coelhos de uma só vez: dessincronizar a mente do mais talentoso futebolista que pisou os relvados portugueses na época finda, simulando acenar-lhe com uma "porrada de milhões" em cada um dos hipotéticos três anos de um falacioso contrato que um clube qualquer lá para os confins das arábias, mais concretamente do Abu Dhabi e, simultaneamente, deixar os leitores do pasquim, em polvorosa euforia, com os ridículos 5 milhões oferecidos pelo dito clube à entidade patronal actual do craque.

Como se algum clube lá daquelas bandas tivesse "pimlim" suficiente para pagar o peso de Bryan Ruiz em ouro, que será exactamente o valor do espectacular jogador que Jorge Jesus "descobriu" e que o Sporting, vá-se lá saber como, conseguiu trazer para Alvalade. 

Será que o Farelo já tomou posse como "director da comunicação" do Benfica e esta foi a sua primeira acção no "terreno"?!...

Leoninamente,
Até à próxima

"Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não"!...



O ANDOR, O SANTO E OS FIÉIS

«O andor saiu novamente à rua, uns anos depois da epístola original, em procissão lá para os sítios da Ajuda e das suas protecções terrenas. O cetim brilhante, a madeira trabalhada e as flores viçosas não podiam enganar: o santo renovava as suas esperanças e almejava-se atingir o altar das preces. Vigiado pelos acólitos que o santificam com veneração e pelos escriturários das actas da diocese, rogava-se mais uma vez o sacrifício de não se gaguejar com a saliva e – missão treinada sem dó – transmitir sem balbuciar a mensagem renovada aos fiéis. Não só os fiéis das vestes, mas também alguns novos pagadores de promessas, a investir para a função e para a remoção dos desgastados.

A procissão tem o seu momento de maior fervor quando se anuncia o rol de pressupostos do mundo novo. Geralmente aqueles que já deviam ter sido mais do que feitos e plenos e, em cada procissão, aparecem como algo de transcendental aos crentes e aos divulgadores do dia seguinte. Depois alguém se incumbirá de registar que se fez tudo o que se prometeu e dar-se conta da boa nova. Com a graça de quem manda. A santificação beneficia da ignorância e da ausência de memória. Os paroquianos são assim, sempre se pensa que se engolem pela vista, pelos banquetes e pelas obras da diocese. Depois resta afiar as facas. No entanto, os acólitos que enchem de ideias a bula diária não descansam na promessa de fundo: deixar de partilhar o poder com a mais relevante paróquia, com secretária lá para os sítios de cima, que organiza as procissões mais vistosas. Há já quem entenda nessa paróquia que o melhor é entregar as suas procissões a quem folga no cofre e está forte na imagem. Há que forçar a vontade. Há que não deixar sem mão a fé de quem não acredita. Há que alargar a procissão e munir todos por igual com a esperança redentora.

Nota-se quem carrega o andor nos ombros pela primeira vez. Quem troque os olhos com fito e trace a perna em modo incómodo. São os apóstolos cimeiros das confrarias, que vão atrás, ficando à frente. Os paroquianos têm esperança em ver neles uma nova luz, uma outra transparência, uma certa urgência ou um oportuno adiamento ou, apenas e só, uma sorte na nomeação. Sentem que o andor tem caminho. A caminhada ainda vai a meio. O paraíso não deve tardar.

Mais um ciclo se aproxima na Federação do futebol. Com uma agenda escondida, um Estado relapso e a última batalha por fazer. Entre dentes, sussurra-se na procissão da Ajuda: devagar com o andor que o santo é de barro.»
(Ricardo Costa, Por força da Lei, in Record)


Com a devida vénia a Ricardo Costa pela sublime crónica, deixo-lhe a minha homenagem com a sempiterna mordacidade de José Carlos Ary dos Santos e o talento de Fernando Tordo, lembrando-lhe que o "inteligente" não foi capaz de acabar com as canções!...  



"Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não"!...

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 28 de maio de 2016

O pasquim asqueroso em que se transformou A Bola!...



Direito do Desporto - Opção e Preferência

«1. No âmbito da contratualização desportiva, isto é da celebração de contratos de trabalho com desportistas profissionais, muitas vezes deparamos com cláusulas, inseridas nesses contratos, ou em acordos paralelos, que consagram um direito de preferência ou umdireito de opção.

A primeira prevenção a fazer é que essa denominação das partes do contrato não se revela decisiva, mas sim o seu real conteúdo. Por exemplo, podem as partes intitular a cláusula como um direito de opção e ela ser, verdadeiramente, um direito de preferência.

A segunda prevenção a ter em conta é que, por vezes, direito de preferência e direito de opção são utilizados como sinónimos. Destas prevenções resulta que um real entendimento da vontade das partes passa, necessariamente, pela análise atenta do acordado.

2. Numa visão, dir-se-ia normal, o direito de preferência exprime-se, na possibilidade conferida a um clube de, perante um do jogador com vínculo a outro clube, se e quando ocorrer o termo do contrato com este último ou a possibilidade de transferência para um terceiro clube, o clube titular do direito de preferência poder igualar qualquer proposta de contratação e, dessa forma, ser ele o clube a celebrar o contrato de trabalho com o jogador. Enfatize-se que o jogador tem que ser parte deste acordo que estabelece o direito de preferência a dado clube.

3. Já o direito de opção, não discutindo agora a sua duvidosa legalidade, resulta de uma cláusula a partir da qual o contratante pode prorrogar o prazo de contrato, por uma ou mais épocas desportivas nos termos estipulados no contrato (eventualmente acompanhado até de diferente remuneração.»
(José Manuel Meirim, Professor de Direito do Desporto, in Camarote Leonino, em 13/04/2013)

Sporting tem direito de preferência sobre Miguel Silva e Alexandre Silva


«O Sporting garantiu um direito de preferência sobre o guarda-redes Miguel Silva e o avançado Alexandre Silva, ambos jogadores do V. Guimarães, ao abrigo do contrato de cedência de Oriol Rosell.

O direito de preferência garante à SAD leonina a possibilidade de ser avisada e poder igualar qualquer proposta que venha a ser feita para a contratação de qualquer um destes dois jogadores.

Miguel Silva é um guarda-redes de 20 anos, que foi lançado esta época por Sérgio Conceição para a titularidade da equipa principal e de imediato teve um enorme impacto. Soma já dez jogos realizados.

Já Alexandre Silva é um avançado de 18 anos, filho do antigo jogador do FC Porto Quinzinho, que foi curiosamente formado em Alcochete. O Sporting acabou por perder o jogador na passagem deste para júnior, obtendo agora a possibilidade de o recuperar. Alexandre Silva soma 14 jogos e um golo na equipa principal do V. Guimarães.»

Miguel Silva interessa ao Benfica

«Miguel Silva tem tudo para em breve saltar do Vitória de Guimarães para o Benfica. O jovem guarda-redes, de 21 anos, chegou esta época à Liga e as exibições protagonizadas como n.º 1 do emblema vimaranense encantaram Rui Vitória, conforme pode ler este sábado em A BOLA.

O interesse encarnado nos serviços do guardião que também é internacional sub-21 e concorre a uma vaga na convocatória para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Brasil) é do conhecimento dos responsáveis vitorianos, com Júlio Mendes, presidente do clube, perfeitamente disponível para acertar um potencial acordo com Luís Filipe Vieira, líder das águias.

Vinculado ao Vitória de Guimarães até 2020, o facto de o Sporting ter direito de preferência de compra do passe de Miguel Silva não será entrave de maior a uma hipotética transferência para Luz. Até porque se os leões não conseguiram acompanhar os valores que forem oferecidos pelas águias, esse direito deixa de ter efeitos.»
(Redacção de A Bola, em 28/05/2016)


Afastando liminarmente todos e quaisquer vícios interpretativos que o tema em torno do interesse que a jovem promessa vitoriana Miguel Silva poderá eventualmente estar a suscitar, tive o cuidado de alinhar cronologicamente as três publicações acima, pela simples e inequívoca razão de cada uma delas ter sido produzida quando nada faria supor o que o futuro haveria de reservar.

José Manuel Meirim com o saber e prestígio que lhe são reconhecidos, dissertou em Abril de 2013 sobre o tema de direitos de preferência e opção. Tudo claro, límpido e que não merecerá discussão de ninguém.

Sérgio Pereira reportou no final da última abertura de mercado de Inverno, com clareza e sem ambiguidades, sobre o contrato de cedência de Oriol Rosell pelo Sporting ao Vitória de Guimarães e das contrapartidas que este clube entendeu acordar com os leões, pela cedência do médio leonino. Tudo limpinho, limpinho e o "céu continuou azul e a água molhada"!...

Vem agora a Redacção de A Bola dizer, qual Galileu Galilei em frente da pira da Inquisição, que afinal o Sol gira em torno da Terra, ainda que num "doloroso e sofrido golpe de rins", amenize a "boutade", murmurando baixinho "que contudo a Terra move-se"!...

Jornalismo de nauseabunda sargeta este praticado pelo jornal A Bola! Capaz de afirmar com um "brilhozinho nos olhos" que "Miguel Silva tem tudo para em breve saltar do Vitória de Guimarães para o Benfica", indo ao estúpido despropósito de "insinuar de forma mentirosa e capciosa" que "Júlio Mendes, presidente do clube, (estará eventualmente) perfeitamente disponível para acertar um potencial acordo com Luís Filipe Vieira, líder das águias, quando estão fartos de saber que, ou Júlio Mendes rasga os papéis que assinou com Bruno de Carvalho e sujeita-se a todas as consequências que daí possam advir para o seu bom nome ou para os cofres do clube que dirige, ou ao Sporting caberá apenas e tão só, igualar a melhor oferta do Benfica e acordar depois com o jogador os termos da nova relação de trabalho.

As velhas referências e valores do jornal A Bola, de degrau em degrau, já desceram abaixo da tampa da sargeta!...

Há longos anos que não compro e apenas vou "folheando na internet e com os devidos cuidados" para não me conspurcar, o pasquim asqueroso em que se transformou A Bola!...

Leoninamente,
Até à próxima 

Está um senhor do futebol português, Rui Patrício!...


A completar 10 anos desde a estreia na equipa principal do Sporting, o guarda-redes já está em Alvalade desde os 11 e renovou até aos 34. Não se cansa de ser leão e continua ambicioso.


RECORD: É o sexto jogador da história do Sporting com mais jogos pelo clube - 373 – e acabou de renovar até 2022. Acreditava que ia ser assim se lhe dissessem isto há dez anos, quando se estreou?

RUI PATRÍCIO – Quando estamos nos juniores ou nos juvenis queremos sempre chegar à equipa principal do Sporting. Mas não pensava em quantos jogos iria fazer ou até quando.

R: Muitos adeptos veem-no como um símbolo. Sente que é?

RP – Sou o jogador que está há mais anos no Sporting. Tenho 28 e estou lá desde os 11. É muito tempo. Já passei mais tempo no Sporting do que em casa dos meus pais. Com o passar dos anos e dos jogos é natural que comece a ser visto como um símbolo.

R: Percebe-se que está confortável no Sporting, mas a conta ao número de anos que leva no clube já vai de facto longa. Não cansa, tanto tempo? 

RP – Estou confortável mas não estou acomodado. Quero trabalhar e evoluir todos os dias. É o meu principal objectivo. Mas não vivo obcecado com o meu futuro.

R: Conquistou duas Taças de Portugal (2007/08 e 2014/15) e duas Supertaças (2008 e 2015). Também esteve na pior classificação de sempre na Liga (7.º lugar, em 2012/13). Quais os melhores e os piores momentos por que passou em quase dez anos? 

RP – Tem sido uma grande aprendizagem. Cresci como jogador e como homem. Passar por bons e maus momentos torna-nos mais fortes e faz-nos crescer.

R: Não teve um início fácil no Sporting. Foi importante para perceber ao que ia?

RP – Já o disse: é nos momentos mais difíceis que nós aprendemos mais. Foi muito bom passar por isso. Quando está a acontecer, custa. Mas dá gosto saber que depois disso vamos crescer.

R: Já atingiu a plenitude das suas capacidades? 

RP – Não. Nem nunca vou pensar assim. Tenho 28 anos. Ainda tenho mais alguns de carreira. Sei que vou aprender mais.

R: Em 2022 terá 34 anos. Imagina-se a jogar até que idade?

RP – (Risos). Não sei. Terei 34, mas os guarda-redes costumam jogar até mais tarde. Quanto mais idade, melhor. Não há limite. Jogarei até conseguir (risos).

R: O melhor ainda está para vir? 

RP – Sim. Estagnar, nunca.

R: Acredita que para o ano o Sporting estará mais forte. Com ou sem Rui Patrício? 

RP – É muito difícil responder. Nem sei o meu dia de amanhã. Neste momento só estou focado no Euro. Vivo um dia de cada vez. 

R: A hipótese de transferência interfere com o foco no Euro?

RP – É lógico que não. Tenho contrato com o Sporting. Nada vai interferir.

R: A propósito de ter contrato, como surgiu a oportunidade de renovar? 

RP – Foi o clube que falou comigo. Foi fácil. O Sporting é um clube onde estou há muitos anos. É a minha segunda casa, quase a primeira. Não foi difícil chegarmos a acordo.

R: O presidente tem fama de ser duro a negociar…

RP – Nunca tive problemas com ninguém dentro do Sporting. Não era agora que ia ter. As coisas resolveram-se normalmente, não há nada a acrescentar.

R: Jogar numa liga mais forte do que a portuguesa ainda é um objectivo, é algo em que pensa?

RP – Se as coisas tiverem de acontecer, acontecem. É lógico que todos os jogadores têm a ambição de melhorar mais e mais, de quererem ser melhores. Quanto maior for a liga, melhor. Seja qual for a equipa, quantos mais e melhores jogadores existirem, mais se evolui. Faz parte. Não há dúvidas de que é assim.

R: É uma porta que não abre mas que também não fecha. Se tiver de acontecer, acontece. 

RP – Sim. Não vivo obcecado com isso.

R: Pelo facto de ter muitos anos de Sporting, há quem acredite que acabará por fazer toda a carreira no clube porque não terá espírito de emigrante. 

RP – Não sei quem é que diz isso. Repito, não vivo obcecado com isso. Tenho contrato com o Sporting e agora estou ao serviço da Selecção.

R: Era importante ser campeão no Sporting antes de sair? 

RP – Tenho o sonho de ser campeão pelo Sporting. Este ano não conseguimos. Estivemos quase. Mas é um sonho, sem dúvida. 

R: Paulo Bento é o treinador que mais o marcou?

RP – Vai ficar marcado na minha carreira. Foi ele quem me lançou não só no Sporting mas também na Selecção.

R: Como tem sido trabalhar com Jorge Jesus?

RP – Com todos os treinadores, o objectivo é evoluir. Com Jorge Jesus, Marco Silva, no ano passado, (Leonardo) Jardim, há dois anos. No Sporting ou na Selecção, treinadores principais, adjuntos ou de guarda-redes, quero é aprender. Com Jorge Jesus é igual.

R: Em que aspecto sente que evoluiu com ele nesta época?

RP – Não quero individualizar. Cada um tem a sua forma de ver o jogo e isso ensina-nos. Quanto mais ideias novas vamos assimilando, melhor.
(Rui Patrício, entrevista a Record, em 29/05/2016)


Está um senhor do futebol português, Rui Patrício!...

Leoninamente,
Até á próxima

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Tarefa ciclópica!...



«Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado
O ribeirinho não morre
Vai correr por outro lado.

Nós não devemos cantar 
A um deus cheio de encantos
Que se deixa utilizar
P'ra bem duns e mal de tantos.

Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência,
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência.»
("Este livro que vos deixo" - António Aleixo)

Que Rui Miguel Mendonça possa vir a conseguir retirar a SportingTV das garras da mediocridade...

Tarefa ciclópica!...

Leoninamente,
Até à próxima

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