sexta-feira, 24 de março de 2017

Inenarrável CORTESIA do abafamento do "caso dos vouchers"!...


A ‘BOMBA’ DO BENFICA E O ATENTADO À FPF

«O presidente da FPF foi à ‘Gala do Benfica’ e sentou-se ao lado de Luís Filipe Vieira. Há quem tenha achado que essa foi a melhor ‘resposta’ que Fernando Gomes poderia dar ao comunicado do Benfica.

Fica bem ao presidente da FPF mostrar que não mistura alhos com bugalhos. Foi convidado e, institucionalmente, mal seria se não estivesse presente. Contudo, algo está errado no meio dos silêncios. Não se pode ignorar a dimensão do que foi dito/escrito. Nem em nome de boas relações pessoais. Nem Luís Filipe Vieira (LFV) pode achar que o comunicado não é da sua responsabilidade nem Fernando Gomes pode achar que ataques ao edifício da Disciplina (e/ou da Arbitragem) do futebol português não têm nada a ver com a FPF.

Já quando foi o contencioso Benfica/Jorge Jesus, o presidente LFV deu a entender que esse era um problema do departamento jurídico. Presidir não é consentir ‘guerras’ entre departamentos; presidir é assumir as responsabilidades em todas as circunstâncias.

É preciso, pois, interpretar o comunicado que o Benfica tornou público sobre o "estado de total anarquia" que tomou conta do futebol português. Não se pode dissociar a tomada de posição do Benfica de outras tomadas de posição protagonizadas por Sporting e Porto, este agora muito mais ‘comunicativo’ e interventivo, desde que impôs algumas alterações no seu departamento de comunicação e desde que começou a ganhar terreno, esta época, ao Benfica, no campeonato.

Em vésperas do Benfica-Porto (!...), o comunicado do Benfica insere-se num clima de ‘paranóia’ que tomou conta do futebol português, desde o momento em que passou a ser claro que fazer barulho na praça pública, com questões quase sempre relacionadas com Arbitragem ou Disciplina, faz parte de uma certa ‘normalidade’. Este é o ponto. Nada disto é ‘normal’. E a organização geral do futebol em Portugal não dá respostas eficazes para acabar com esta anormalidade.

Como diz o povo, "não é fácil ser prior desta freguesia". O prior é o presidente da FPF (Fernando Gomes), que tem a responsabilidade de zelar pelo bom funcionamento das instituições e dos órgãos ou organismos que tutela, directa ou indirectamente. Não pode reagir ou responder a tudo, mas há momentos em que não se pode ficar, confortavelmente, em silêncio, assistindo à consolidação do regime de anormalidade, sobretudo quando é um clube com a dimensão e a representatividade do Benfica a afirmar, preto no branco, a existência de um "estado de total anarquia" no futebol em Portugal, exigindo que a FPF e a Liga "assumam de uma forma clara e transparente as suas obrigações".

O Benfica deixa muito clara a sua posição, justificando com isso a ausência de um acontecimento tão emblemático como é o das ‘Quinas de Ouro’: há coação e anarquia no futebol nacional. Na óptica encarnada, a FPF e a Liga não estão a assumir e a cumprir com as suas obrigações. E esta parte é relevante porque o Benfica apoiou claramente Fernando Gomes e ‘esta Federação’ no acto eleitoral. Atira-se uma ‘bomba’ para o átrio da FPF e finge-se que não há ‘atentado’?!…

Para além dessa discussão, importante, se há ou não uma justiça desportiva igual para todos, subjaz a tudo isto outra realidade não menos relevante: a postura da FPF e dos seus responsáveis. Perante um ataque deste tipo, nem uma palavra?! O assunto não tem importância? A FPF faz de conta que nada aconteceu?

O presidente da FPF teve o Porto à perna na I edição das ‘Quinas de Ouro’ e teve, agora, o Benfica na segunda edição. Com ataques fortíssimos aos órgãos jurisdicionais da FPF e da Liga. E não vale a pena fazer constar que esses ataques não têm nada a ver com o presidente da FPF, porque têm. Ele é o guardião máximo da integridade da FPF como um todo — e responsabilizou-se, na última ‘campanha eleitoral’, com o aumento da eficácia e da qualidade da intervenção da Arbitragem e da Disciplina. Esconder-se e não dar a cara, evitando responder ao Benfica, como o fez há mais de um ano em relação ao Porto, mostra bem que o presidente da FPF está mais voltado para fora do que para dentro. Quem tem a obrigação de proteger os sectores da Arbitragem e da Disciplina?

Passaram pelo Estoril Infantino e Ceferin, presidentes da FIFA e da UEFA, Collina e David Elleray, figuras importantes da Arbitragem, que não viram os responsáveis máximos de Benfica. Porto e Sporting, os principais embaixadores do futebol português no espaço internacional, e talvez não tivessem dado conta que a FPF é acusada de… promover a anarquia. Menos mau.»
(Rui Santos, Pressão Alta, in Record)

Está visto, revisto e mais do que provado à evidência, que entre as vastas centenas de jornalistas cá do burgo, apenas um assume corajosamente nas mãos e disseca com a frontalidade que se lhe conhece, as "batatas quentes" que o "futebolzinho tuga" vai produzindo com inaudita e extrema regularidade: Rui Santos!

Entre o silêncio cúmplice e subserviente da quase totalidade dos escribas e a intrigante posição que ainda não fui capaz de descodificar de, entre outros, Joel Neto que ontem mesmo, na sua crónica "Temos mártires" publicada no jornal O Jogo, afirmou, e passo a citar,

«Ontem, critiquei aqui a tomada de posição do Benfica sobre a gala Quinas de Ouro. Hoje, tenho de criticar o processo que a FPF lhe instaurou em resultado dela.

Releio as palavras encarnadas e não vejo nada ali que escape aos limites da liberdade de expressão. Tanto quanto me parece, tratou-se de um protesto demagógico, mas dentro da lei.

Ademais, e na intenção de assinalar autoridade, o que a FPF faz é oferecer ao Benfica capital de martirização. Belo contributo. Como se já não houvesse ruído suficiente em torno da disputa do título.»,

apenas, salvo melhor opinião, me parece ser Rui Santos o único que, até agora, foi capaz de chamar "os bois pelos nomes":

Atira-se uma ‘bomba’ para o átrio da FPF e finge-se que não há ‘atentado’?!…

Aqui do meu canto, depois de muito matutar em toda esta "surda e nojenta guerra" a que somos obrigados a assistir, sou levado a concluir que existirá por parte do Benfica uma inesperada, injusta, tremenda e terrível ingratidão!...

Nunca deveria ser com a DESCORTESIA deste "atentado à bomba", que o Benfica deveria corresponder, depois da...

Inenarrável CORTESIA do abafamento do "caso dos vouchers"!...

Leoninamente,
Até à próxima

É só fumaça, mas o povo (leonino) é sereno!...



Com base em eventuais especulações da imprensa turca, alguns OCS portugueses entenderam por bem espalhar durante o dia de ontem, um pretenso interesse do Manchester United e Besiktas no nosso jovem central Merih Demiral, tema que o site Cortina Verde, reportou com mestria em interessante apontamento (LINK1)

Hoje de novo o jovem central leonino voltou a ser tema para especulações, desta vez ante a perspectiva do próximo confronto de sábado em Paços de Ferreira, entre as selecções de Sub-19 de Portugal e Turquia, tanto pelas suas declarações ao Jornal Sporting, como pelas do seu treinador nos juniores leoninos à Sporting TV, (LINK2).

Mas aquilo que com tanto fumo no ar, não terá constituído acaso nem surpresa para ninguém, terá sido o facto de ter surgido uma outra especulação lançada por um "habitué" de campanhas semelhantes, a colocar dois clubes portugueses na peugada da promessa turca, curiosamente ambos de tons escarlates (LINK3).

Obviamente que não terá sido por mera casualidade e enquanto toda esta gente dormia a sonhar com o tetra,  que Merih Demiral foi recebido no princípio do ano na Academia Sporting por empréstimo do Alcanenense. Muito menos casuais terão sido as impressões recolhidas pelo seu treinador Tiago Fernandes, logo nos primeiros 20 minutos de treino desta revelação turca e de que nos deu ontem conta na entrevista à Sporting TV...

Mas aquilo que não será mesmo nada casual, será o facto de, hoje por hoje, no Sporting haver a soberana, permanente e incontornável decisão de não mais permitir o aparecimento de novos "casos Carrillo". Daí que no próprio dia em que o atleta completou 19 anos - 5 de Março passado - o Sporting lhe tenha proposto um contrato por 5 (cinco) anos, de imediato aceite e assinado pelo jogador e responsáveis leoninos. Também de imediato o Sporting providenciou junto do Alcanenense o pagamento a que esse clube tinha direito, segundo o disposto regulamentarmente pela FIFA no documento justamente designado de "TRAINING COMPENSATION" (LINK4 + DETALHES EDIÇÃO IMPRESSA).

É só fumaça, mas o povo (leonino) é sereno!...

Leoninamente,
Até à próxima

A verdade sempre será como o azeite!...


«SEMPRE FUI CONTRA QUEM NÃO DEFENDE O SPORTING (LINK 03:43)


O antigo futebolista abordou processo que o colocou frente a frente com Marco Silva: confessa que foi um "entusiasta" na sua chegada, mas replica a ideia de que o projecto do Sporting não era "compatível" com o técnico.

RECORD - Foi condenado num processo contra Marco Silva, que tinha por base declarações suas nas quais o acusou de não estar comprometido com o projecto do Sporting. Hoje faria tudo da mesma forma?

JOSÉ EDUARDO – Marco Silva só me interessou enquanto esteve no Sporting. E já disse isto publicamente: desejo-lhe uma longa vida, a ele e à família. Este é um assunto apenas relacionado com o Sporting. Sempre me coloquei na posição de defender o clube e quando sinto que alguém não o faz, seja quem for – e já tivemos provas até com presidentes –, sempre fui contra essas personalidades. Quando se propalou a possibilidade de Marco Silva ir para o Sporting, fui dos mais entusiastas, seu defensor. Tentei, por todos os meios, ajudá-lo, inclusive encontrar-me com ele, para que vingasse no Sporting. Não houve, da minha parte ,qualquer tentativa de ataque pessoal a Marco Silva – pelo contrário. Mas quando tentámos reunir-nos com ele, com a ajuda do director geral da SAD [Augusto Inácio], e essa pessoa não só recusa como também manifesta, através de várias intervenções, que combate o projecto do Sporting, eu fiz aquilo que sempre me propus, que é defender o clube. Qual é o projecto do Sporting? Era compatível com o que o treinador do Sporting na altura estava a fazer? Não. O que é que isso significa? Que são agendas diferentes. Quando olhamos para todo o contexto onde se desenvolveu esta situação, não havia um ambiente contrário que combatia o Sporting? Fundos, os rivais, uma parte da imprensa… Havia todo um polvo que tentava asfixiar o Sporting. Senti que tínhamos dentro do clube alguém que não estava compatível com a sua agenda. Foi isso que denunciei.

R - Porque afirma que as agendas de Sporting e Marco Silva não eram as mesmas?

JE – Começa no princípio da época [2014/15], na Corunha, num jogo particular, onde há um determinado jogador [refere-se a Marcos Rojo] que tenta agredir o presidente do clube na presença do treinador e o treinador sai por uma porta a dizer que nada tinha a ver com isso.

R - E como chegou este episódio até à via judicial?

JE – A partir de Janeiro de 2015 nunca mais falei e fui provocado ‘ene’ vezes. Se vou a tribunal e voltamos a falar desta temática não foi por minha culpa. Na primeira sessão, a declaração de Marco Silva perante a imprensa é de que ‘ele quer destruir a minha carreira’. Isso é um julgamento popular e de carácter em relação a mim. Eu comprometi-me a não falar.

R - Por que adoptou essa postura?

JE – Porque me comprometi perante o Sporting. Houve um compromisso da minha parte, da parte do Sporting e da parte do Marco Silva de não se falar mais. Quem é que rompeu esse compromisso? Foi o Sporting? Não. Fui eu? Não.

R - Quer revelar mais pormenores sobre esse compromisso?

JE – O objectivo era estabelecer a paz e emitir dois comunicados: um do clube e outro da SAD, ambos antes do jogo com o Estoril [3 de Janeiro]. O comunicado do clube dizia que o clube não se responsabilizava pelas palavras e atitudes dos seus sócios; quanto ao segundo, e por imposição de Bruno de Carvalho, ficou agendado para depois do jogo, para depois da conferência de imprensa, com o compromisso de nunca mais se falar sobre o assunto. Chegou-se ao flash e Marco Silva esqueceu-se do compromisso e falou sobre o processo. O comunicado já não saiu. O comunicado eram as pazes feitas e 15 dias depois colocou-me um processo.

R - Como viu o facto de, como diz, Marco Silva não ter cumprido com o acordado?

JE –É um comportamento que vem ao encontro do que aconteceu depois do encontro com o Nacional, com o que disse, atacando a direcção; e o jogo com o V. Guimarães, em que infringe o blackout determinado pelo clube e diz que sente o apoio dos adeptos e dos jogadores e que está na hora de respeitar os adeptos do Sporting, que todos os dias sentem coisas que não são agradáveis. E também que se importa com o que têm passado nas últimas semanas, sobretudo na última. Isto é o quê? É um ataque a quem? Isto é público e foi dito.

R - Falou no facto de Marco Silva o acusar de querer destruir a sua carreira. Quer aprofundar?

JE – Nunca o quis destruir como treinador, tanto que nunca mais falei. Depois de todo o episódio, continuou a sua carreira no Sporting, reforçado, e, ao contrário daquilo que se propalou, quem ficou mal visto fui eu. Ajudou o Sporting a ganhar uma Taça de Portugal e chegou a acordo para a rescisão, recebendo uma indemnização. No Olympiacos esteve um ano e segundo vem na imprensa saiu por falta de compromisso, a mesma coisa de que foi acusado no Sporting. Depois disso, continuou a sua carreira e não vão com certeza dizer que fui eu o culpado de ele ter ido para a melhor liga do Mundo.

R - Sente que a sua declaração inicial foi mal interpretada?

JE – Não. O contexto era completamente diferente. Na altura, a simpatia que o treinador do Sporting tinha junto das massas era enorme, era esmagadora. Mas simpatia não significa que se tenha razão ou que se seja mais verdadeiro. Vejamos: na questão do tribunal, foram arroladas por Marco Silva oito testemunhas e só uma é que é do Sporting. Da minha cinco, todas do Sporting. Tentou tornar-se o processo mediático. Até pela escolha das testemunhas. Das 13, só duas conheciam os factos: Inácio e Virgílio, director geral da SAD e director da Academia. Em tribunal disseram: ele [José Eduardo] não só disse a verdade como disse pouco.

NÃO PODEMOS IR PARA A GUERRA COM FISGAS (LINK 06:47)

R - Foi um dos conselheiros leoninos que tomou posse no dia 15, numa cerimónia na qual Bruno de Carvalho vincou necessidade de voltar "a fazer os sportinguistas felizes" neste mandato. Que comentário lhe merecem estas palavras?

JE – A tomada de posse, seja para que cargo for, num clube como o Sporting, é uma honra para quem beneficia dessa acção. Penso que Bruno de Carvalho foi sincero: quando se é eleito como dirigente, é para dar cumprimento ao desígnio, que é dar felicidade aos sócios.

R - E quanto à intenção de ser campeão "mais do que uma vez"?

JE – É uma ideia que pode ser entendida como motivadora, mas as pessoas ao ouvirem essa ideia do presidente do clube têm de entender que é só isso, motivadora. Temos de contar com as nossas forças, mas também com os nossos adversários que são tão poderosos como nós.

R - Como avalia o primeiro mandato de Bruno de Carvalho?

JE – A equipa está mais preparada, sem dúvida, mas os desafios são diferentes. Houve o cuidado de se manter a equipa, premiando a sua dedicação. Está mais experiente, confiante e conhece os cantos à casa. Nessa perspectiva penso que o Sporting estará bastante mais forte.

R - Que diferenças encontra no Sporting antes e depois da primeira eleição de Bruno de Carvalho?

JE – O Sporting retomou o seu lugar e isso deve-se à equipa que Bruno de Carvalho tem liderado. Esse era o primeiro grande objectivo, a reconquista do nosso lugar. O outro era fazer, tal como Bruno de Carvalho disse, os sportinguistas felizes. Para o conseguir, tem de ganhar títulos, nomeadamente no futebol.

R - Para além das questões estruturantes ao nível do futebol, o que considera que ainda falta ao Sporting? Bruno de Carvalho falou, por exemplo, da questão da militância.

JE – Se estivermos atentos ao actual Conselho Leonino, percebemos que houve a preocupação de dotá-lo de personalidades que abarcam diversas áreas e que têm influências nalgumas partes da nossa sociedade. Há, de facto, a necessidade que o clube se torne mais marcante em alguns nichos. O que Bruno de Carvalho pede é que as pessoas que se dizem do Sporting se envolvam mais. Uma obrigatoriedade para quem diz que gosta do Sporting.

R - O presidente do Sporting também afirmou que quer ganhar, mas não a qualquer custo...

JE – Essa foi a nossa história nos últimos anos, antes da entrada de Bruno de Carvalho. Chegámos, porém, à conclusão que essa correcção e essa civilidade são coisas a manter, pois não podemos baixar determinados níveis. Mas é um facto: não temos hipótese nenhuma se formos para uma guerra em que os nossos adversários andem com bombas atómicas e nós com fisgas. São quimeras, é algo romântico.

R - Também passa pelo comentário desportivo, no qual participa?

JE – É preciso saber colocar as pessoas nos sítios certos. Existem dois, três comentadores que quanto a mim ultrapassam as fronteiras da decência desportiva: Pedro Guerra, André Ventura e, de uma forma diferente, mais amenizada, Rui Gomes da Silva. É mais um provocador. Falo com imensos benfiquistas que não se reveem nessa postura.

GANHÁMOS A TAÇA PORQUE O SÉRGIO CONCEIÇÃO ADORMECEU (LINK 08:17)

R - Que efeitos teve o processo na equipa de futebol?

JE – Não foi prejudicial tanto que continuou. Não cumpriu o objectivo de ser campeã, mas cumpriu o da Taça de Portugal. E ao contrário do que se propalou, era uma excelente equipa. Nunca falei nisto. Marco Silva tinha à sua disposição seis futuros campeões europeus: Rui Patrício, Cédric, William, Adrien, João Mário e Nani. Depois tinha Slimani e Montero. E tinha o Carrillo do Sporting... Depois tinha o Jefferson e como centrais Paulo Oliveira e Maurício. Esta equipa não prestava? Ganhámos a Taça de Portugal nos últimos 10 minutos porque o Sérgio Conceição adormeceu, convencido de que estava no papo. Eu estava lá no estádio [Nacional] e festejei.

R - Jesus é a pessoa certa para o lugar de treinador?


JE – O que esteve em causa nas eleições? Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Os sportinguistas disseram: nós queremos Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Não foi só Bruno de Carvalho, porque Madeira Rodrigues, o outro candidato, colocou o foco também em Jesus. Os sportinguistas mostraram que confiam e que acreditam nesta dupla. Se vai conseguir – eu estou convencido que sim – ou não o êxito? Ninguém pode prever o futuro.»


Esta entrevista de José Eduardo constituirá, a meu ver, mais uma importante contribuição para o esclarecimento de muitos sportinguistas que, por ocasião dos factos relacionados com o nosso anterior treinador, terão entendido por bem dar a este o benefício da dúvida, apesar da evidência que há muito vinha sendo constatada, de ele perseguir, capciosamente, uma agenda própria contrária aos interesses do Sporting e completamente à margem do compromisso que havia assumido aquando da sua contratação.

Por razões que escaparão à honestidade intelectual de quem se debruçar sobre a carreira do ex-treinador do Sporting e do Olympiacos, este sempre gozou em Portugal de uma comunicação social condescendente e que utrapassará mesmo as raias da adulação cega e parcial. Mas a repetição na Grécia dos episódios acontecidos em Alvalade, acabou por confirmar as características da sua personalidade: a sobranceira persistência de ousar perseguir agendas próprias, em óbvias rotas de colisão com os rumos preconizados pelas entidades patronais que o contratam.

E tão curioso quanto degradante, será o facto de ainda hoje, a comunicação social "tuga" continuar a estender o xaile protector sobre os ombros do "treinador suprasumo", na sua nova fase da carreira na Premier League, depois de quase um ano proscrito dos principais areópagos do futebol europeu: serão todos asnos os dirigentes europeus, muito em particular aqueles que nos estarão mais próximos, como italianos, franceses e espanhóis!...

A confirmar este incontornável axioma, estará a forma desonesta e falaciosa como foram tratadas por cá as declarações bombásticas do italiano Andrea Ranocchia, que em desabafo perante o seu compatriota da Sky Italia, Gianluca di Marzio, terá dito sobre a situação actual no Hull City (LINK):

"It is fun, although there are hardly any tactics at work here. It’s mainly instinct and physical strength..."

Ainda bem que a blogosfera leonina vai demonstrando exuberante inteligência, suficiente argúcia e indomável pertinácia,  para reduzir a farrapos o "xaile" com que os nossos "infelizes escribas" ainda vão tentando tapar os ombros em chaga de tal paciente...

Há gente capaz de avançar para os tribunais, exigindo 40.000 euros pela reparação de uma "pretensa honra" molestada! Mas os tribunais terão decidido que tal "honra" apenas valeria 10.000! E toda a nossa "armada" embandeirou em arco, navegando a toda a força Tejo acima, sem se incomodar com o mísero preço estipulado por um(a) qualquer ignorado(a) juiz para a honra, ou se as eventuais "marolas" produzidas por tão furiosa navegação pudessem inundar e afundar a "pobre canoa" de José Eduardo. Porém...

Jamais alguém será capaz de estabelecer o preço da honra! Muito menos impedir que o tempo traga a verdade!...

A verdade sempre será como o azeite!...

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 23 de março de 2017

Assim se vai fabricando o fermento!...


E a oitava jornada do Campeonato Nacional de Hoquei em Patins  de sub-20 (Zona Sul D) não podia ter corrido de melhor maneira para os jovens leões. Apenas a vitória interessava frente ao Benfica para que o Sporting assumisse a liderança da classificação e de forma categórica, diga-se, isso foi alcançado.

Com o marcador final a registar 4-1 a favor dos leões, não restaram dúvidas quanto à superioridade leonina no eterno dérbi. Manuel Coimbra (2), Rafael Lourenço e Tomás Moreira marcaram os golos do lado do Sporting CP, enquanto Pedro Batista foi o finalizador dos encarnados. 

Depois deste saboroso triunfo, a formação leonina passou para a liderança da classificação geral com 19 pontos, mais um do que o adversário deste encontro. Até ao momento, o conjunto comandado por Nuno Lopes soma seis vitórias, um empate e uma derrota em oito jogos disputados nesta primeira fase. Na próxima jornada, o Sporting deslocar-se-à até ao terreno do Campo Ourique.

Assim se vai fabricando o fermento!...

Leoninamente,
Até à próxima

Se dúvidas houver, hão-de balançar entre hipocrisia e submissão!...


ARBITRAGENS ANTES E DEPOIS

«Facto a merecer registo: houve arbitragens impecáveis nos dois últimos jogos do Sporting. Ainda por cima por parte dos senhores Bruno Paixão e Jorge Ferreira, árbitros extremamente polémicos, como o país futebolístico bem sabe.

Confirma-se: as arbitragens com influência nos resultados existem sobretudo na primeira metade do campeonato, quando as posições na tabela estão a ser definidas e tudo permanece em aberto. Arbitragens como as de Artur Soares Dias, que nos retirou dois pontos em Guimarães à jornada 7. Ou as de Jorge Sousa, que perdoou dois penáltis ao Benfica no dérbi da jornada 13.

É preciso pôr cobro a isto de uma vez para sempre. Em nome da verdade desportiva, para que a mentira seja afastada de vez dos relvados nacionais.»
(Pedro Correia, in És a Nossa Fé)

Surpreendeu-me esta faceta "lírica" de Pedro Correia! Como se alguma vez se pudesse falar em "verdade desportiva" ou na possibilidade de "a mentira ser afastada dos relvados nacionais", enquanto as altas instâncias do futebol português continuarem a ser meros instrumentos do "poder escarlate instalado"! Como se alguma vez, ao último, despudorado e insultuoso comunicado dos "DDTs", pudéssemos assistir a que Fernando Gomes e José Manuel Meirim ousassem, em nome da sua honra e dignidade pessoais e do prestígio, isenção e transparência dos organismos que dirigem, aplicar aos prevaricadores a pena máxima vertida nos regulamentos federativos!...

Se dúvidas houver, hão-de balançar entre hipocrisia e submissão!...

Leoninamente,
Até à próxima

Hipocrisia? Submissão?!...


UM PONTO

«Um clássico é sempre um clássico, no que tem de expectativa, ansiedade e calor no estádio. Mas o próximo Benfica-Porto pode ser o jogo do título. E com uma distância tão minúscula entre os dois clubes, o calor escalda já, a mais de uma semana do pontapé de saída do jogo propriamente dito.

O comunicado oficial do Benfica desta semana coloca directamente em causa o papel das duas instituições fortes do futebol: a Federação e a Liga. É uma posição agressiva, de confrontação, por parte do líder do campeonato. Não é uma posição frequente.

É, obviamente, uma forma de pressão num momento decisivo do campeonato. O Benfica teve uma sorte do tamanho do Estádio do Dragão no último fim de semana, ao ver o  Porto empatar em casa contra o Setúbal e assim desperdiçar a hipótese de tirar a liderança a quem lá está há seis meses. Se o Porto tem ganho, o próximo jogo da Luz poderia ser muito diferente, logo à entrada.

Veremos como será à saída. Se o Benfica ganhar, tem mais espaço de manobra para o difícil fim de campeonato que ainda terá pela frente, e que inclui as deslocações a Alvalade, a Vila do Conde e, mesmo a fechar, ao Bessa. Para mais, o clube não anda propriamente a convencer com grandes exibições, o que é uma maneira simpática de dizer que não anda a jogar um chavo ao pé do que já jogou. Mais difícil será se não ganhar aos azuis e brancos. Pior ainda se perder.»


Pedro Santos Guerreiro em apenas quatro curtos parágrafos consegue o feito demolidor e incontornável de colocar o dedo na ferida, ao dizer aquilo que a quase generalidade dos orgãos de comunicação social que trata diariamente a coisa desportiva não tem coragem - leia-se, em linguagem rude e "hortícola", tomates! - de dizer, pelas razões que todos estamos fartos de saber: porque o Benfica "não anda a jogar um chavo" e as perninhas lhe tremem como varas verdes, entendeu recorrer à única tábua de salvação que lhe resta, está bem de ver que não o fez directamente, uma torpe pressão sobre a arbitragem, pouco se lhe dando se "coloca directamente em causa o papel das duas instituições fortes do futebol português", de modo a criar o contexto necessário a evitar que no próximo clássico da Luz o futebol assista à "derrocada final do tetra escarlate"!...

Mas tão interessante como a crónica de PSG, será o seu cruzamento com outra crónica, esta do director António Magalhães, publicada no mesmo jornal apenas 3 minutos depois. Reparem:






PORTUGAL NO SEU MELHOR

«Jeroen Dijsselbloem. Quem? É um senhor holandês e presidente do Eurogrupo que mexeu com o orgulho português ao dizer que não podemos "gastar o dinheiro todo em álcool e em mulheres". Como prontamente reagiu Ricardo Araújo Pereira, "andamos a gastar é pouco". Mais a sério, o líder dos ministros das Finanças da Zona Euro teve resposta à altura de personalidades dos diversos quadrantes da sociedade e também de governantes, entre eles o primeiro-ministro António Costa, ainda à porta do Football Talks, um dos fóruns mais mediáticos do Mundo. Sim, organizado por portugueses. É por isso que o nome do senhor holandês é tão difícil de escrever como fácil de esquecer.

Pelo Estoril desfilam altas figuras do futebol mundial e muitas ideias e exemplos. Vários são nossos e têm ainda mais valor quando, ali mesmo, ouvimos números que aparentemente nos colocam com remotas possibilidades de chegar às grandes decisões. Mas como provou 2016 e a conquista do Euro, não há missões impossíveis, antes sonhos que se podem concretizar. Mérito de dirigentes, treinadores e jogadores que cada vez mais devem trabalhar de acordo com uma visão que potencie aquilo que de melhor temos: talento, resiliência, vontade.

O que de melhor o Benfica tem foi sublinhado por Luís Filipe Vieira no discurso que proferiu na Gala do clube, abrindo as portas para um futuro que assenta nos pilares que o líder benfiquista não se tem cansado de realçar: a formação, o reforço das infraestruturas, a internacionalização da marca. Fê-lo tendo a seu lado o presidente da FPF, entidade que dias antes não foi poupada em comunicado oficial. Hipocrisia? Submissão? Seguramente, não é a alimentar ‘guerras’ que Portugal será capaz de continuar a expressar o que tem de melhor.»
(António Magalhães, Entrada em Campo, in Record)

Torna-se demasiado óbvio para qualquer "paroquiano do futebol português" que se recuse a "comer gelados com a testa", que António Magalhães, investido das responsabilidades que tem no jornal de maior dimensão do actual panorama do nosso jornalismo desportivo, não poderia "entrar de chancas" e afrontar os "DDTs" do pântano. Inteligentemente, usou o protagonista holandês de uma outra guerra prestes a deflagrar na UE, para "compôr o ramalhete" e camuflar os "espinhos da rosa" que no mesmo colocou, com o proverbial apelo ao provincianismo tuga de "sermos os melhores do mundo", utilizando o recurso ao "Football Talks"...

Porque os "espinhos da rosa" estão lá. No ramalhete. E são dois. Apenas. Em forma de pergunta inocente, mas que Fernando Gomes e José Manuel Meirim, hão-de decifrar perfeitamente, tão certo com eu estar aqui a entreabrir a cortina.... 

Hipocrisia? Submissão?!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 22 de março de 2017

O Sporting depende apenas de si próprio para alcançar o tão desejado título!...


No primeiro jogo da fase final do Campeonato Nacional de Andebol, o Sporting foi a Braga derrotar o ABC, campeão em título, por 27-25. Os minhotos estiveram uma boa parte do tempo à frente do marcador, deixando-se ultrapassar na segunda parte, não resistindo à poderosa ponta final dos leões. O ataque leonino foi liderado por Igor Zabic (seis golos), Carlos Ruesga (cinco) e Ivan Nikcevic (cinco), tendo marcado ainda Pedro Portela e Cláudio Pedroso (3), Michal Kopčo, Frankis Carol, Carlos Carneiro, Francisco Tavares e João Pinto (1).

O Sporting iniciou assim da melhor forma a fase final do campeonato nacional reforçando o 2.º lugar, a três pontos do líder Porto e com mais cinco do que o Benfica e o ABC.

O Sporting depende apenas de si próprio para alcançar o tão desejado título!...

Leoninamente,
Até à próxima

A maior potência desportiva nacional!...






Guilherme Farinha
há 21horas








«Hoje quero partilhar algo com todos os meus amigos:

A 19 de novembro de 2014, eu e o eng. Remy Mucundo tivemos, num café de Alajuela, um sonho: trazer o nosso Sporting Clube de Portugal até à Costa Rica. Como na altura era treinador da Academia Wilmer Lopez, da AD Carmelita, lembrei-me de que seria bonito e interessante fazer uma parceria com o Sporting, clube do meu coração, onde comecei como atleta, e onde durante anos fiz do antigo Estádio José Alvalade a minha segunda casa.

Depois de muitas reuniões, contatos, emails, horas de trabalho e uma ligação perfeita entre o staff da Academia Wilmer Lopes e do Sporting, conseguimos chegar a um acordo, a 20 de março de 2017, para criar a Academia Wilmer Lopez/Sporting/AD Carmelita. 

É um sonho tornado realidade... 

Passo-vos confessar que ao olhar para toda a excelente organização deste evento e na presença de muitas entidades oficiais, pais e professores, o que mais me fez feliz foi poder olhar as centenas de crianças, nossos alunos, com os olhos brilhantes, vestidos com as cores verde e brancas e o símbolo do Sporting ao peito. Creio que um dos momentos mais importantes da minha vida desportiva. Um momento mágico... 

Quero, de uma forma humilde, agradecer a todos os responsáveis da Academica Wilmer Lopez, à família Bolaños e Edgar Artavia, aos representantes do Sporting, ao presidente Bruno de Carvalho e ao vice-presidente Luís Roque. Um agradecimento muito especial a todos os professores, alunos e pais da nossa academia por me terem feito sentir o homem mais feliz do mundo. Obrigado!»


«A expansão internacional da marca Sporting continua em marcha e na madrugada de hoje (3h00, em Portugal Continental), Bruno de Carvalho inaugurou uma escola de futebol em Alajuela, na Costa Rica. A abertura de mais uma infraestrutura de treino surge na sequência de uma parceria com a Academia Wilmer López e, desta forma, o Sporting passa a estar representado em mais de 20 países espalhados pelo Mundo. Em 2013, recorde-se, Toronto tinha a única academia verde e branca.

O evento contou com a presença do presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, mas também com Luís Roque, diretor do departamento de projectos internacionais do clube. Mas não só. Os futebolistas costa-riquenhos do plantel, Bryan Ruiz e Joel Campbell, também compareceram. Os dois jogadores estão concentrados com a sua selecção, que prepara os jogos com o México, dia 24, e Honduras, a 28. Recorde-se que Bryan Ruiz, capitão dos Ticos, começou a sua carreira precisamente na Liga Desportiva Alajuelense.»
(in Record, hoje às 03:41)

Não, não seremos 14 milhões! Ainda não. Basta-nos por enquanto a certeza, hoje, aqui e agora, de sabermos que somos...

A maior potência desportiva nacional!...

Leoninamente,
Até à próxima

A crónica de uma saudade anunciada!...



JESUS AINDA APERTA COMIGO NOS TREINOS (LINK 04:10)

R: Trabalhou na formação com José Lima e Abel Ferreira, entre outros. Algum treinador o marcou ao longo desse trajecto?

GM – Todos os treinadores me marcaram e me ajudaram a crescer de alguma maneira. Sempre tive boa relação com todos.

R: E Aurélio Pereira, continua a ser um bom conselheiro?

GM – Sim, até hoje. Continuamos a falar. Ele manda-me mensagens a desejar bom jogo e a dizer-me que vá focado. Tem sido importante.

R: Ele diz que o Gelson já não deixa nada por fazer e que se transformou num jogador de campo todo. 

GM – Concordo. Ele estava a referir-se ao aspecto defensivo. É o mais difícil para jogadores como eu, apesar de ter jogado a lateral-direito. Procuro empenhar-me e ajudar a equipa. Não pode ser só para a frente. Tem de ser para trás também. 

R: Aproximou-se do que Jorge Jesus pretende de si? 

GM – Tenho melhorado muito. Sei trabalhar mais em prol da equipa desde o ano passado. 

R: Recuar, compensar o lateral, estar atento aos movimentos...

GM – Fechar por dentro, para a equipa estar junta. Essas situações.

R: Jesus entende que lhe falta decisão para ser um jogador de topo.

GM – Os jogadores da minha idade nem sempre decidem bem. Falta-lhes decisão. Tendo um treinador que me ensine melhor, como o míster faz, vou aprender muito mais depressa do que aprenderia em condições normais. porque é algo que vem com o tempo.

R: Sente que pode evoluir na finalização e no último passe ? 

GM – Sinto e tenho de o fazer. Para melhorar o meu jogo, para ser melhor a cada dia que passa, tenho de evoluir muito nesses aspectos. 

R: Lembra-se da primeira conversa com Jesus em 2015? 

GM – Foi na pré-época. Deu-me conselhos e ensinou-me a corrigir falhas que eu tinha e que ele viu. 

R: Qual foi a primeira? 

GM – Jogar para a equipa. Disse-me que eu jogava muito sozinho. 

R: E como era nos treinos? Apertava consigo? 

GM – Claro. 

R: Ainda é assim hoje? 

GM – É. Ainda é. Faz parte. Da exigência e do trabalho. 

R: Se não fosse essa exigência, se não se tivesse cruzado com Jorge Jesus no Sporting, pensa que a sua carreira teria sido diferente, na medida em que demoraria mais tempo a chegar onde está? 

GM – Sinceramente, acho que sim. O míster Jorge Jesus acelerou o processo. Só se pode evoluir se se estiver a jogar. Ele deu-me a oportunidade de fazer vários jogos e isso permitiu-me melhorar ainda mais, porque pude estar sempre em competição. 

R: Por si, trabalhava com ele até 2022, que é quando acaba o seu contrato com o Sporting? 

GM – Sim, por mim continuava a trabalhar com o míster. 

R: Dos jogadores do actual plantel do Sporting, que ainda não conhecia, algum o surpreendeu? 

GM – De uma forma ou outra, todos me têm surpreendido. Gosto de jogar com todos. 

R: À excepção de Bas Dost, é opinião generalizada que os reforços ficaram aquém do que se esperava deles. Foi um problema de adaptação? 

GM – Não sei. Sobre a adaptação eles é que podem dizer. Mas é normal. Eles vieram para jogar e não esperavam, talvez, encontrar jogadores que estavam bem na posição deles. Se calhar isso fez com que não tenham tido motivação. Ela ganha-se nos treinos, no dia a dia, mas quando se joga a motivação é diferente de quando não se joga. 

QUERO GANHAR O TÍTULO NO SPORTING (LINK 05:50)

R: Em três anos, renovou contrato três vezes: Março de 2014, Abril de 2015 e Fevereiro de 2017. Sente-se reconhecido a Bruno de Carvalho pela confiança depositada em si ao longo deste tempo?

GM – Sinto a confiança do presidente. Trabalhei sempre e fiz por merecer. Ele notou isso e confiou em mim. Agora, tenho de trabalhar para retribuir a confiança.

R: Esta última renovação foi ‘merecida’, como dizia Bruno de Carvalho uns dias antes de assinar o seu novo contrato, até 2022? 

GM – Sim, se o presidente confia em mim é porque sabe que eu mereço. Mas tenho de provar. 

R: Jorge Jesus chegou a afirmar que não esperava perdê-lo em Janeiro. Em algum momento houve essa possibilidade? 

GM – Que eu saiba, não. 

R: Adrien disse um dia que não sairia do Sporting sem ser campeão. É capaz de dizer o mesmo: que não quer sair do Sporting sem ser campeão? 

GM – Um dos objectivos que eu tenho é ganhar o título no Sporting. Não quero sair antes, sem ganhar um título de campeão nacional. Mas não sabemos o dia de amanhã. Não posso dizer isso. 

R: Acredita que pode acontecer o Sporting ser campeão já na próxima época? 

GM – Acredito. Como acreditei esta época. Como acreditei na época passada. Agora, é trabalhar para as coisas acontecerem. 

R: Não é segredo para ninguém que está a despertar o interesse de grandes clubes europeus. O que sentiu quando soube que antes de o Real Madrid defrontar o Sporting Zidane já o conhecia e já tinha visto jogos seus? 

GM – É sempre bom. Mas não me diz muito. É bom ouvir, mas nada mais do que isso. 

R: Soube que Zidane o quis levar para o Castilla em 2014? 

GM – Sim. Essa possibilidade chegou-me na altura. Queriam que eu fosse. 

R: Porque não aceitou? 

GM – Eu estava na equipa B. E era para ir para a equipa B do Real Madrid [o Castilla]. Pensei na minha evolução e não quis fazer essa mudança repentina. Preferi crescer. 

R: Foi a opção certa ter ficado no Sporting, tendo existido a possibilidade de ir para o Castilla? 

GM – Foi a opção certa. Eu achava que estava na melhor formação. Não fazia sentido sair do Sporting para ir para o Castilla. E ainda bem que fiquei. 

R: Falou com Cristiano Ronaldo no final do jogo em Madrid? 

GM – Cumprimentei-o. Ele esteve connosco no balneário. Tirámos fotos com ele. 

R: É verdade que Marcelo disse que o fez passar mal? 

GM – Ele estava no [controlo] antidoping. Disseram-me que ele tinha dito isso. O Marcelo até ficou com a minha camisola e deu-me a dele! 

R: "Trata-se de um jovem com muito talento, que o Barcelona tem vindo a observar e vai continuar a fazê-lo. Temos vários jovens referenciados e o Gelson é um deles. Tem potencial para ser um grande, vamos ver como evolui. É por isso que estamos atentos." Estas palavras do conselheiro internacional do Barcelona, Ariedo Braida, fazem-no sonhar com outros horizontes? 

GM – Sonhar, sonhar [risos]… Fazem-me acreditar no meu trabalho e continuar a trabalhar para evoluir sempre. 

R: Já falamos da sua cláusula de rescisão, que se manteve nos 60 milhões de euros após renovar em Fevereiro. Acredita que, num futuro mais ou menos próximo, pode vir a bater o recorde de João Mário e tornar-se a maior transferência de sempre do Sporting? 

GM – Não sei. Não sei dizer isso. Não estou muito por dentro desse assunto. Pode acontecer mas não corro por esse objectivo. 

IURI MERECE A OPORTUNIDADE (LINK 06:09)

R: A amizade com Rúben Semedo vem do Futebol Benfica?

GM – É daí. Ele é mais velho do que eu [um ano] mas já o conhecia, porque também viveu na Amadora. Éramos vizinhos.

R: E quando conheceu Palhinha? 

GM – Só quando veio do Sacavenense. Identifiquei-me logo com ele. Fico feliz por ter voltado ao Sporting. Ele e o Rúben são os meus melhores amigos no futebol. Passamos muito tempo juntos. 

R: Ainda assim, Rúben Semedo ‘acusa-o’ de ser... chato. 

GM – [Risos] Pergunte-lhe quem é mais chato! 

R: A propósito, como é que ele encarou a fase em que foi suplente? 

GM – Esteve motivado. Ele sabia que tinha de continuar a trabalhar para voltar a agarrar o lugar dele quando aparecesse a oportunidade. Era nisso que ele estava focado. 

R: Francisco Geraldes e Daniel Podence jogaram consigo na primeira equipa da formação do Sporting de que fez parte, em 2010/11. Como foi o reencontro? 

GM – Não há muito tempo, publicámos uma fotografia no Instagram onde aparecíamos eu, o Matheus, o Palhinha, o Geraldes e o Podence. Comentámos entre nós que era a equipa de juniores antes. Sempre tivemos boa relação. É importante tê-los por perto. 

R: Podence e Geraldes têm condições para se afirmarem no Sporting na próxima época? 

GM – Claro. Todos eles, daquele tempo, têm qualidade para se afirmarem. Há que trabalhar para merecer a confiança do técnico. 

R: Acredita que Riquicho e Domingos Duarte, também seus contemporâneos na formação, têm valor para a equipa principal? 

GM – Acredito. É como dizia antes. O Riquicho teve a infelicidade de se lesionar na equipa B, mas já ultrapassou. Vai ter a sua oportunidade e vai agarrá-la, como o Domingos. 

R: Jogou menos com Iuri Medeiros mas conhecem-se bem. Pela época no Boavista, merece voltar? 

GM – Joguei pouco com o Iuri na formação, só na equipa B, porque ele é um ano mais velho. Tenho acompanhado o que tem feito no Boavista. Falamos de vez em quando por mensagem. Merece a oportunidade de se mostrar e comprovar o valor que tem. 

R: Pode ser um concorrente... 

GM – Assim trabalho mais! Melhor ainda, porque exige mais de mim. 

R: Matheus Pereira foi promovido na época passada, como você, mas não tem jogado com tanta regularidade, o que o obriga a ser paciente. Vê-o motivado? 

GM – Vejo a motivação do Matheus, até porque ele mereceu a aposta nestes jogos. Esteve bem. Mostrou que está empenhado. As coisas acontecem quando têm de acontecer. Todos nós temos um tempo certo e quando ele aparece temos de aproveitar. 

R: "Os melhores do Mundo nascem aqui e é aqui que eu vou ficar", disse em Fevereiro, após renovar até 2022. É a razão por que escolheu o Sporting logo em 2010? 

GM – Já tinha a ideia que o Sporting era o clube que melhor trabalhava na formação. Sabia os jogadores que passaram por cá, como o Ronaldo ou o Nani. Foi a escolha mais acertada. 

R: O Sporting mantém a liderança na formação ou corre o risco de ser ultrapassado pelos rivais? 

GM – Não. Eu acho que temos a melhor formação. Pela qualidade que eu vejo, o Sporting continua a ser o melhor. 

SER COMO NANI E RONALDO (LINK 07:31)

R: O que será para si chegar ao topo dos topos, como diz?

GM – Ser uma referência, como Nani e Ronaldo. Trabalhar para isso. E afirmar-me na Selecção.

R: Foi chamado pela primeira vez em Outubro. Como soube?

GM – Sabia que ia sair a convocatória mas não estava a acompanhar no momento em que ela foi divulgada. Ligaram-me a perguntar se tinha visto e eu respondi que não. Assim que me disseram fui logo confirmar à internet. Já estava ansioso. Quando vi o meu nome senti orgulho.

R: Foi bem recebido no grupo?

GM – Fui muito bem recebido, por todos, de maneira espectacular. Integraram-me bem no grupo e eu gostei de me sentir integrado.

R: Foi praxado? 

GM – Fui. Tive de cantar. Já não sei o nome mas foi uma música portuguesa conhecida. Fui ver a letra ao telemóvel [risos]. 

R: Como tem sido trabalhar com Fernando Santos? 

GM – Bom. O míster ajudou-me muito. Disse-me para estar confiante. Para não ter medo de fazer o que eu faço no Sporting. 

R: Que objectivos tem na Selecção – qualificar-se para o Mundial e ganhá-lo? 

GM – Ser convocado. Tenho de trabalhar no Sporting para ser opção na Selecção. O primeiro objectivo é estar lá. Estando lá, tudo pode acontecer. 

R: Onde estava, com quem e de que forma acompanhou a conquista do Europeu? 

GM – Estava com o Rúben [Semedo]. Vimos o jogo juntos em Lisboa. Foi uma festa. Ficámos orgulhosos. 

R: Fez uma época positiva no Sporting. Ainda teve esperança de ser chamado? 

GM – Não. 

R: E teve pena de não ir aos Jogos Olímpicos? Houve possibilidade. 

GM – Houve. Tive pena e não tive. Como quase todos os jogadores, eu gostaria de ter ido aos Jogos Olímpicos. Mas, se fosse, ia pensar que também gostaria de ter ficado cá com a equipa a trabalhar, na pré-época. Seria igual. 

R: Representa Portugal desde os sub-18. Jogar pela selecção de Cabo Verde foi um cenário falado no ano passado quando esteve no arquipélago com Rúben Semedo, em férias. Chegou a ser oficialmente convidado? 

GM – Não falámos em eu ir para a selecção de Cabo Verde mas fomos à sede [da federação]. Estivemos com eles, naturalmente, mas não houve nada disso. Para mim, nunca foi nem seria opção, porque represento Portugal desde miúdo. Não ia mudar. 

NUNCA HOUVE NADA DE CONCRETO COM O BENFICA (LINK 07:41)

R: Quem o levou para o Futebol Benfica, em 2008/09?

GM – Um amigo da escola que está a jogar lá. Chama-se Helivelton.

R: Iam a pé para os treinos?

GM – Ele vivia em Benfica, eu na Amadora. Para mim era mais longe [2 km]. Às vezes ia a pé, outras de autocarro.

R: Brilhou contra o Benfica nos iniciados do Fofó. O rival tentou contratá-lo?

GM – Marquei dois golos. Já me tinham falado do Benfica, mas nunca houve nada de concreto. Foi o Sporting que se mostrou mais interessado e me chamou para treinar.

NÃO ME IMAGINO A BATER PENÁLTIS PORQUE NÃO GOSTO MUITO (LINK 08:10)

R: Imagina-se a bater penáltis, se um dia for preciso?

GM – Se for preciso, sim. Mas não me imagino a bater penáltis, porque não gosto muito. Nunca o fiz na formação.

R: Usa o 77, já usou o 60, já foi o 10, o 7, o 18. Tem um número de camisola preferido?

GM – É indiferente.

R: Os amigos tratam-no por ‘Gel’. É o mais parecido que tem com uma alcunha?

GM – [Risos] É um diminutivo. Não me lembro de ter alcunhas.

R: Admira algum atleta de outro desporto que não o futebol? 

GM – Usain Bolt. Mas não o desafiava para uma corrida! 

R: Qual é o seu filme favorito? 

GM – ‘Velocidade furiosa’. 

R: Inspira-o para ter essa atitude em campo? 

GM – [Risos] Não é bem por aí mas gosto de ver. 

R: Estilo de música preferido? 

GM – Rap e hip-hop. 

R: Cidade e viagem de sonho? 

GM – Lisboa e Cabo Verde – fui lá no ano passado. 

R: Já vai em 38 jogos no Sporting em 2016/17. Fará provavelmente a terceira época seguida acima dos 40. Como depende muito da capacidade muscular, faz horas extras no ginásio? 

GM – Sim, faço antes, como prevenção, e às vezes depois. Também tem a ver com os dias de jogo. Posso passar no ginásio mas o descanso também é importante. Procuro fazer esse trabalho específico. 

R: E que outro tipo de cuidados tem fora dos relvados, a nível de comportamento? 

GM – Descanso. 

R: Em Junho, por exemplo, voltou mais cedo das férias e foi treinar para a Academia. 

GM – Com o Rúben [Semedo] e o Palhinha. 

R: A sua exibição em Madrid teve grande repercussão na imprensa espanhola. Viu os jornais no dia a seguir? 

GM – Vi. Mandaram-me o que tinha saído nos jornais. 

R: Sabendo desse impacto mediático, ainda considera o golo da vitória [2-1] sobre o Porto em Agosto o seu momento mais marcante no Sporting? 

GM – Para mim foi mais importante o golo ao Porto, porque nos deu a vitória. 

R: Qual considera o melhor golo da sua carreira? O que fez em 2014 à Hungria no Europeu sub-19 [Portugal perdeu na final com a Alemanha]? 

GM – Gostei mais do golo à Nova Zelândia, no Mundial sub-20. Tinha um jogador pela frente e simulei que ia rematar, veio outro, simulei de novo e depois fiz uma trivela, de pé direito, de fora da área. 

R: Marcou o golo 5 mil do Sporting na Liga. Ainda se lembra como foi e contra quem? 

GM – Lembro-me, sim. Foi contra o Tondela [15 de Janeiro de 2016, 2-2, em Alvalade]. Foi um remate forte, também com o pé direito.»

Creio ter verificado nesta entrevista de Gelson Martins  ao jornalista de Record, Vitor Almeida Gonçalves,  um assinalável e curioso contraste entre a humilde simplicidade e a tímida moderação do discurso do homem, com a exuberante presença e quantas vezes intratável e quase selvagem  postura exibicional nos relvados, sempre que nos confronta com aquilo que é como atleta.

Julgo que não estarei sozinho na convicção de que esta entrevista terá ajudado a conhecer melhor e mais profundamente as suas extraordinárias qualidades humanas, que agora poderemos juntar ao talento que já se havia apossado do coração  de todos os amantes do futebol, independentemente dos afectos clubísticos e que a esta feliz simbiose não deverá ser estranha a poderosa influência recebida ao longo de mais de 6 anos na Academia Sporting, precisamente na fase mais importante da sua formação como homem e atleta.

Apesar de tudo e pesem embora as "quase solenes" afirmações que produz em relação ao seu futuro no Sporting, serão poucas as minhas esperanças de que o seu futuro próximo e imediato não venha a ser muito semelhante ao de quem o antecedeu no percurso, no talento, e nas expectativas. Ou muito me engano, ou esta entrevista terá sido..

A crónica de uma saudade anunciada!...

Leoninamente,
Até à próxima

Os "pilatos" lavam sempre as mãos!...



"It's an injustice"! Os "pilatos" lavam sempre as mãos!...


Leoninamente,
Até à próxima

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