quinta-feira, 18 de abril de 2024

Isso é que era bom!!!...

Um foguete não faz o campeão

«Decorria o início de Fevereiro quando facto inesperado e não-desportivo se atravessou num percurso de enorme embalo do Sporting Clube de Portugal rumo ao título 2023/2024.

Sem precedente recente ou aviso prévio, causa fortuita e de força maior, ditada pela ausência de agentes de autoridade, que assegurassem as necessárias condições de segurança, impediram que o Famalicão – Sporting, da 20ª jornada, fosse disputado no respeito pelo calendário previsto.

Seguiram-se debates jurídicos animados, comentários criativos, e restou um puzzle competitivo demasiado complexo, para que fosse possível prever ou planear a recuperação do jogo que então se adiara.

Durante larguíssimos dois meses, tentaram mergulhar o conjunto leonino nas teias capciosas da liderança e vantagem à condição, bem como na pressão assente numa tabela classificativa virtual, que serviu até para muito curiosas capas.

Nesta terça-feira, aquilo que poderia ter sido um jogo normal de um campeonato de 34 jornadas, iniciou-se sob o manto de finalíssima antecipada. Coisa nunca vista e, provavelmente, não inocente. O desafio era imenso e os corações bateram ardentemente.

A resposta foi dada onde realmente conta: dentro das quatro linhas. Os bravíssimos de Amorim actuaram, neste jogo, no mesmo diapasão pelo qual se afinaram durante todo o hiato do "jogo a menos que os adversários": sem nervosismo, com incrível espírito de entreajuda, com firmeza táctica, entrega absoluta de quem sabe que a regularidade vence qualquer adversidade.

Hoje, como até ao dia em que a matemática dite realidade contrária, nada está ganho. Todavia, o respeito e o reconhecimento prestado à "melhor equipa do campeonato" constitui-se com "ás de trunfo" para manter distâncias e desmoralizar o Sport Lisboa e Benfica.

A mensagem está assimilada e a equipa apresenta-se imune à entropia que – desesperadamente – alguns tentaram impregnar do exterior.

Se durante 29 jornadas, Amorim optou pelo mote da pressão máxima aqui chegados, vale a pena retomar o lema do "jogo a jogo". Principalmente, agora, sabendo que faltam três vitórias para cortar a meta.

Para nós adeptos foi uma final. Para o grupo de trabalho, mais um dia no relvado-escritório em quem têm passado despacho à concorrência. Têm mais juízo os protagonistas do que nós e, quando assim é, tem tudo para correr bem.»

Já agora o "natal" no futebol portguês seria quando um qualquer alemão quisesse ou lhe apecesse!...

Isso é que era bom!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

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