quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Nem os padres faltam no funeral!...


O FUNERAL DO SPORTING

«Um adepto do Sporting que tenha chegado de Marte ontem à noite julga que fez uma viagem no espaço mas também no tempo. Em que ano se encontra? Estará o clube em sétimo lugar na Liga ou, um pouco melhor, em terceiro ou quarto, longe do título e atrás do Braga do Sr. Salvador? Não há gente nas bancadas do Estádio de Alvalade? Estará a equipa fora da Europa, acaso foi eliminada da Taça de Portugal? 

Não, mas parece. 

Quem lê e ouve os analistas em geral tem à frente um Sporting anémico, derrotado, sem soluções, sem espírito, de nervos em franja, com os raros golos a caírem do céu e onde um síndrome gripal se assemelha a uma doença gravíssima. Quiçá terminal. Eles bem avisam! 
Nao tenho dúvidas que muitas das análises sobre o futebol do Sporting estão hoje contaminadas pela visão crítica que existe das recentes posições do Presidente do Clube. Bruno de Carvalho meteu se à chuva e a toda a equipa se molha. 

É preciso, ainda assim, fazer a distinção e encontrar um ponto de equilibrio. Fazer a distinção significa que há análises lúcidas e acertadas e, vendo as coisas como elas são, o Sporting entra no Dragão com fragilidades que Jorge Jesus, um especialista em encontrar soluções para problemas difíceis, terá que contornar. Entra com fragilidades, mas entra para ganhar e pode ganhar. 

O Porto está, sem discussão, a jogar melhor, tem evidenciado mais frescura física, apresenta um modelo de ataque continuado, com pressão alta e um certo frenesim para chegar à baliza. É assim desde o início da época, mesmo que Sérgio Conceição se tenha visto, pelo caminho, forçado a mudar algumas peças encontrando dentro de casa alternativas tão sólidas quanto nalguns casos improváveis. A prova é que os reforços de Inverno têm uma taxa baixíssima de utilização. 

Quanto ao Sporting não está tao mal como querem fazer crer. Nem é mais "italiano" apenas nas últimas semanas. É assim desde Agosto. Está agora com pior condição física e tem menos soluções para desbloquear o jogo ofensivo.

As equipas de pressing constante e uma certa correria louca, modelo que Jesus implantou com enorme êxito e (alguns) fracassos no Benfica e no seu primeiro ano do Sporting, deram lugar a um modelo distinto. O Sporting é hoje muito mais "resultadista", esse palavrão usado para descrever normalmente o futebol de defesa eficaz (e não exactamente sedutor) de José Mourinho. 

O pragmatismo da escolha já valeu uma Taça da Liga e fará do jogo do Dragão um encontro onde é preciso nervos de aço com pouco ou nenhum espaço para cometer falhas. O Porto entra como favorito, mas dar o Sporting como derrotado é um erro até porque - pela natureza do confronto - a questão emocional também conta muito e, nesse plano, já se viu as duas equipas têm a mesma vontade de ganhar, os dois líderes são carismáticos e os dois clubes querem muito conquistas este título. 

Uma palavra final para Gelson. Com certeza que não devia ter feito o que fez. mas o momento - e a SAD do Sporting andou bem neste caso - é mais de compreensão do que de recriminação. Gelson tem um amigo, talvez o melhor amigo, numa situação muito difícil. O seu gesto custou bastante ao clube, mas foi a afirmação a plenos pulmões do valor da amizade. Teve um impacto que de outra forma nunca teria. Há vida para lá do futebol.»
(Nuno Santos, jornalista, em Ângulo Inverso)


Nem os padres faltam no funeral!...

Leoninamente,
Até à próxima

O investimento não se aconselha!...


Os números hoje apresentados pela Sporting Futebol SAD para fecho do primeiro semestre da presente temporada, em Relatório e Contas enviado à CMVM, não enganam:

Lucros de 10 milhões de euros e redução de 40 milhões no passivo e  23 milhões na dívida bancária e obrigacionista!...

Como se compreendem bem os sorrisos destes dois homens fortes do glorioso Sporting Clube de Portugal: de inabalável firmeza um, de contidos e legítimos orgulho e gozo o outro!...


Fica uma sugestão para a Associação Nacional de Farmácias: colocar mesmo ao lado de todos os disponibilizadores de preservativos espalhados pelo país, dispositivos semelhantes para o produto da imagem acima. Em Alvalade, bastará colocá-los em alguns camarotes. Nos restantes sectores do estádio, os sportinguistas não precisam, pelo que...

O investimento não se aconselha!...

Leoninamente,
Até à próxima

Terá Dias da Cunha descoberto uma nova fórmula de mentalização?!...


Nunca vi um ex-presidente a estimular tanto o balneário do Sporting. Espero que o actual presidente Bruno de Carvalho lhe dedique a vitória sobre o FC Porto.






Dias da Cunha: "Estou convencido de que o Sporting vai perder o jogo" no Dragão
Declarações do ex-presidente do Sporting 

Afinal, talvez as intenções do homenzinho sejam de puro sportinguismo!...

Terá Dias da Cunha descoberto uma nova fórmula de mentalização?!...  


Leoninamente,
Até à próxima

Será que o burro sou eu?!...


«SPORTING VAI PERDER O JOGO»





Julgo que nunca entenderei as razões capazes de levar um respeitado ex-presidente do Sporting a produzir tamanha e sonsa idiotice!... 

Será que o burro sou eu?!...

Leoninamente,
Até à próxima

O resto é conversa e "finais" destas não se ganham com conversa!...


Com os "milagres" a que Frederico Varandas já nos habituou e com a desejável coragem e os razoáveis, imprescindíveis ou mesmo imperativos discernimento e pragmatismo que a situação parece exigir, será de esperar de Jorge Jesus, uma solução para a equipa que o Sporting apresentará nas Antas na próxima sexta à noite, muito próxima do quadro que acima tomo a liberdade e o atrevimento de mostrar. Para o "treinador de bancada" que natural e humildemente não me custa reconhecer em mim, não acredito que, no contexto actual, possa ser encontrada qualquer outra solução que nos possa levar a alcançar o único objectivo que a nossa ambição admite.

Julgo que a responsabilidade e a importância desta "autêntica final" nunca se poderão compadecer, tanto com a repetição de experimentalismos em que JJ costuma ser useiro e vezeiro, quanto com a assumpção de riscos que o valor e a forma actual do adversário clara e inequivocamente proibem, nesta fase decisiva para as nossas aspirações.

E mesmo que uma boa e extraordinária conjugação de factores possam vir a revelar-se suficientes para que o Sporting se apresente com um desenho muito próximo deste que adianto, só um colectivo mentalmente forte, capaz de se superar e realizar o jogo da época, quiçá da vida de todos eles, poderá ser capaz de trazer a vitória para Alvalade.

O resto é conversa e "finais" destas não se ganham com conversa!...

Leoninamente,
Até à próxima

Lá estou eu a sonhar outra vez!...


CU BO TI NO MERCADO


«O Sporting Clube de Portugal, fonte inesgotável de talentos, casa dos Aurélios, onde se fazem Bolas de Ouro, chegou vivo ao Natal e vai ao Dragão com hipóteses reais de disputar o título.


Quando metade já havia saído e a outra assobiava - bem o treinador ao apontar o dedo à central de Alvalade - dois miúdos da Academia trouxeram a rua para o meio do relvado e sozinhos contra o mundo deram a vitória mais sofrida da época aos verde e brancos.

Mais uma prova de que é pela Academia que o Sporting deve ir? Parece que é... mas não foi.

14 milhões depois, uns quantos exilados e outros recuperados, ontem o Sporting jogou com um onze feito de jogadores adaptados, outros que têm passado toda a temporada encostados, mais Rui Patrício e Gelson Martins.

Parece que não conseguimos fugir às evidências de Alcochete, mas vejamos mais longe.

A confusão, no sentido mais positivo do termo, que o Rafael e o Gelson armaram ao minuto 92, não vem nos livros nem ninguém ensina. Ao arrepio de todas as regras impostas ao colectivo, desafiando as probabilidades, e sem qualquer estratégia latente, pegaram na bola, fuçaram e forçaram a passagem por onde não havia por onde passar, definiram mal e tiveram a sorte que protege os audazes. Que confusão! Uma loucura! Um carrossel de emoções para o público e para os jogadores. Muita vontade e pouca cabeça. No olhar do adepto dois heróis no olhar do scout... o que aconteceu depois?!

Rafael Leão comprovou a sua distinta natureza de jogador natural, muitíssimo mais exposta agora perante 40.000 pares de olhos, do que quando desfazia e voltava a apertar nós cegos na B. É o jogador que tem tudo e logo não tem dependendo do momento do jogo. Sem bola mete a equipa a jogar com menos um, o que ontem correspondeu a menos dois. Com bola faz milagre ainda maior, a equipa desaparece por completo e é só ele com as suas pausas e o seu cavalgar desengonçado comandados por um deus Dionisíaco tão belo quanto ébrio sobre os ombros de quem a responsabilidade do resultado nunca pesa.

Gelson Martins, que sorte ainda termos jogadores assim a actuar nas nossa Liga 'prêt à vendre' directamente da Academia ao consumidor estrangeiro. Diabólico por comparação à equipa 'made in' inverno dos Monteros e Ruizs, onde tudo se passa a diesel, ele move-se a 'rocket fuel', num misto de coração de leão, pernas de chita e cintura de leopardo. Toca e foge, agarra e quer matar, para um jogador como este uma equipa tão limitada como o Moreirense, já começa a ser uma brincadeira. Mas autoexcluir-se do jogo mais importante da temporada?! E não foi por ter entrado delirante pela histeria colectiva a dentro e lá pelo meio ter-se visto sem camisola. Foi porque havia prometido ao puto do bairro que lhe anima os pés e que habita dentro de si, um sacrifício de sangue, um cartão amarelo, uma expulsão se necessário fosse, caso tivesse a oportunidade de celebrar um golo nos dias seguintes à detenção do seu camarada de aventura pelo mundo fantástico do futebol profissional. E o profissionalismo? Ou pensam quem bate uma cláusula doe 60 milhões quer é circo e foguetório?! Onde é que estes miúdos andam com a cabeça? Pensam que já estão em Madrid e ainda nem sequer apanharam o táxi para o aeroporto.

Jogadores fabulosos com muitos créditos para quem os descobriu e neles apostou.

Rafael e Gelson, a Taça da Liga não é nada ao pé do que vocês podem atingir com o vosso potencial e, acreditem que mesmo bafejados por esse talento e por essa alegria, essas bênçãos não vos garantem mais do que uns quantos aplausos e assobios em Alvalade, muito menos que algum dia venham a ser jogadores para um Real ou para um City.

A verdade histórica é outra. O Sporting não foi campeão com o Paulo Futre, com o Cristiano Ronaldo ou com o Luís Figo.

O Sporting contemporâneo quando foi campeão, foi campeão com o mercado, foi com os jokers de Inverno que Luís Duque desencantou nos bancos do AC Milan e do Real Madrid. Foi com o "Será do Guaraná?" rei nunca coroado de todos os avançados de área que por esta terra alguma vez passaram antes e depois dele.

E assim poderia ser esta época com as excelentes apostas em Bruno Fernandes, Matthieu e Acuna.

Mas chegou o mercado no inverno e... foram-se 14 milhões de euros, e o destino de todo um projecto desportivo continua na mão de dois putos do bairro, um fora do clássico de 6.ª feira, o outro, por estas horas, fora de órbita.»
(Nuno Félix, Scout Internacional)



E se Nuno Félix se enganar e "o outro" for titular na sexta-feira nas Antas?!...

Lá estou eu a sonhar outra vez!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Honra e memória para Gelson, aplauso para o Sporting!...



SPORTING NÃO VAI MULTAR GELSON MARTINS

Gesto irreflectido que valerá ausência do clássico compreendido por equipa técnica e dirigentes

Segundo está a ser avançado pela comunicação social, Gelson Martins não irá ser alvo de qualquer procedimento disciplinar ou multa, como consequência do gesto impensado de tirar a camisola após o golo apontado ao Moreirense, que lhe valeu o segundo cartão amarelo e consequente vermelho – situação que o afasta do próximo clássico frente ao Porto.

O jovem talento leonino terá recebido, no treino de ontem, grande apoio dos companheiros de equipa, exactamente por perceberem o carácter humano da atitude de Gelson que, no calor do jogo, não se terá sequer lembrado que vira o primeiro amarelo instantes antes, por uma falta cometida junto à sua grande área.

Depois e na ânsia de demonstrar solidariedade a quem conhece desde criança e tem como um irmão, terá cometido irreflectidamente o acto de que logo a seguir e em lágrimas se penitenciou, após o final do encontro.

Três grandes lições se hão-de retirar do gesto profundamente humano do extraordinário jogador do Sporting:

1 - Gelson irá com toda a certeza manter na sua consciência e para sempre, este episódio da sua vida e por certo também irá sofrer a mais dramática experiência da sua ainda curta carreira de futebolista, quando assistir de longe a um jogo em que poderia muito bem, com toda a sua classe e talento, fazer inclinar a balança para as suas cores de sempre.

2 - Gelson colocou a ridículo a determinação que, estupidamente, UEFA e FIFA persistem teimosamente em manter, contra tudo e todos os que amam o futebol e o consideram autêntica celebração de alegria e prazer.

3 - Gelson sem alguma vez o pretender, acaba por possibilitar aos mais altos responsáveis sportinguistas, a exibição clara e inequívoca, tanto da sua magnanimidade, quanto da suprema compreensão daquilo que é o desporto e do seu sublime papel na elevação de valores intemporais.

Honra e memória para Gelson, aplauso para o Sporting!...

Leoninamente,
Até à próxima

Subscrevo com forte e leonino aplauso!...


Hoje giro eu - pedido a Bruno de Carvalho





«Sexta-feira temos clássico no Dragão. É só o jogo mais importante da época e é necessário enfatizar isso. Qualquer resultado que não seja a nossa vitória coloca o título como uma miragem. Em tempos de grandes tormentas, grandes homens são requeridos.

O próximo desafio, a vizinha primeira final, constitui uma oportunidade de ouro para o presidente afirmar a sua liderança no futebol. É certo que não lhe caberá definir a táctica do jogo, seleccionar os convocados, escolher o onze titular e pôr os jogadores nas posições certas, mas cumpre-lhe ser - nas suas conversas com jogadores e treinador - o elo de transmissão dos anseios e sonhos de três milhões e meio de sportinguistas e o fiél depositário de uma cultura de exigência que queremos definitivamente vêr implementada.

Costuma dizer-se que sorte é quando uma boa preparação encontra a oportunidade certa. Pois ela aí está: estamos forçados a valorizar o que temos internamente, estimando, estimulando e motivando os que vão à luta - a razão da profundidade, e custo, do nosso plantel - e não focando nas contrariedades. Os jogos preparam-se para ganhar no campo, não nas conferências de imprensa. Se, na antecâmara do jogo, perdermos muito tempo com desculpas vãs, estaremos a desresponsabilizar os nossos jogadores e muito mais perto do desaire. Por isso, façamos das fraquezas forças, unamo-nos à volta da equipa e ganhemos aquele suplemento de alma que nos deixará mais perto da vitória.

Não será facil, mas não nos esqueçamos que um obstáculo, um pedregulho, só o é consoante a nossa noção de perspectiva. Se estivermos muito perto, se não virmos o que está ao redor, então sim, será um pedregulho, mas se dermos 10 passos atrás já só será uma pedra e se nos afastarmos mais ainda, então o obstáculo será uma simples pedrinha.

Senhor presidente Bruno de Carvalho, do seu posto de observação terá uma perspectiva única das coisas. Nestes momentos há silêncios que devem (e têm de) ser respeitados - concerteza terá a sua opinião sobre o desenrolar desta época - , mas de si espero que seja portador do indomável espírito de luta do Leão, porque como alguém sábio um dia disse, "por cada Leão que cair, outro se levantará". É que, quando o jogo terminar, queremos todos ter a certeza de que nos mobilizámos, que o preparámos com rigor e que, no campo, deixámos a pele e tudo fizemos para ganhar, com o "mind-set" correcto, o do nosso ADN vencedor, independentemente do resultado final.»



Subscrevo com forte e leonino aplauso!...


Leoninamente,
Até à próxima

O meu profundo respeito e admiração, Seba!...



Sebastián Coates ficou eufórico com o golo, já em período de compensação, que permitiu ao Sporting vencer o Moreirense, por 1-0, em Alvalade. O central leonino, em salto rápido e felino, foi buscar a bola ao fundo das redes e, numa explosão de mística alegria, mostrou depois no relvado todo o sentimento que naquele momento o atravessava...

Já tinham sido em Tondela, a mesma força e o mesmo querer, os responsáveis por uma "vitória impossível", em que só ele terá acreditado...

O meu profundo respeito e admiração, Seba!...

Leoninamente,
Até à próxima

Já houve quem perdesse os dentes no Colombo!...



DADOS PESSOAIS

NOMETiago Bruno Lopes Martins
NASCIMENTO1980-05-29(37 ANOS)PAÍS DE NASCIMENTO
Portugal
Portugal
NACIONALIDADE
Portugal
Portugal
NATURALIDADEOeiras
PROFISSÃO ANTERIORPreparador Físico
ASSOCIAÇÃOAF Lisboa
SITUAÇÃONo ativoCATEGORIAInternacional
PRIMEIRA CATEGORIA EM2014INTERNACIONAL EM2015











RESUMO DE JOGOS EFECTUADOS (desde subida 1ª Categoria)

  Liga dos Campeões  2      #       Europa League  2      #       UEFA Youth League 1

   I Liga   13   #     II Liga  5    #    Taça de Portugal  2    #     Taça da Liga  1   

Nasceu no "aviário/seminário do Seixal" e será o mais prodigioso exemplo do valor nutritivo das "rações seixalenses", dada a sua fulgurante ascensão - leia-se engorda! - na arbitragem.

Agora, pobre do rapaz, vive sob a pressão imensa e sob "luz intensa" do olhar do "kadafi dos pneus", de ter que liquidar a "factura da sua formação" em tempo curto e assaz limitado.

Já aprendeu a não ser "passarinho" como o Gelson Martins, tanto que nunca despe a camisola, mas os seus "processos de trabalho" não enganam e deixam adivinhar a legenda da outra camisola que traz colada ao corpo sob aquela que o CA do Fontelas lhe impõe.

Dizem que não haverá tomates para lhe mostrar o vermelho, mas não será apenas o Petrovic que andará com "ganas". Por muito menos...

Já houve quem perdesse os dentes no Colombo!...

Leoninamente,
Até à próxima

Não envergonhes a espécie!...



Não envergonhes a espécie!...

Leoninamente,
Até à próxima

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

IMPERDOÁVEL!...



IMPERDOÁVEL!...

Leoninamente,
Até à próxima

Surreal, inenarrável e com o sabor amargo de derrota!...


Surreal, inenarrável e com o sabor amargo de derrota!...

Leoninamente,
Até à próxima

Regresso a Alvalade!...


COMUNICADO


«O Grupo Desportivo de Chaves e a respetiva SAD informam que o jogador Matheus Pereira, depois de ter passado a noite no Hospital de Chaves em observações e por precaução, na sequência dum traumatismo craniano com perda momentânea de consciência ocorrido no jogo de ontem com o Estoril, teve alta hospitalar esta manhã, felizmente sem lesões ou qualquer sequela. 

Agradecemos todas as manifestações de apoio e carinho que recebemos para com o nosso atleta Matheus Pereira e congratulamo-nos com o seu regresso em pleno.»

Leoninamente congratula-se com a rápida recuperação de Matheus Pereira e deseja-lhe toda a sorte do mundo, felicidades e êxito absoluto, para o seu desejável...

Regresso a Alvalade!...

Leoninamente,
Até à próxima

#+ Sporting - Carvão, ou nada!...



FAZ TUDO BEM E CADA VEZ FAZ MELHOR

«A sua contratação gerou mais dúvidas do que esperança, mais estranheza do que satisfação. No grande laboratório de perversão em que o futebol se transformou, no qual todos têm opinião, mesmo sobre o que desconhecem profundamente, Bruno Fernandes começou por ser negócio com pouco sentido (muito caro e sem provas dadas), que não passava de um capricho e só dava resposta à febre de renovação permanente de Jorge Jesus. Como acontece por norma, JJ tinha razão: sabia que ia perder Adrien, não tinha certeza da afirmação dos possíveis parceiros de Bas Dost, isto para lá de acreditar que estava ali diamante para lapidar – e lançou mãos à obra na construção de uma valiosa peça da ourivesaria mundial. O resultado está à vista: o capitão saiu para Leicester; Alan Ruiz e Podence não se afirmaram e BF está a cumprir a sua parte no plano, isto é, subindo degraus para um limite ainda desconhecido.

Quando joga mais recuado, vê o jogo como se estivesse no primeiro balcão, alargando o panorama para organizar, distribuir e aumentar o perigo na zona de definição; quando actua mais à frente, explode com soluções magistrais, em espaços mais curtos, aumentado o veneno do processo que potencia a fera goleadora que habita em Bas Dost. Nas duas situações é um jogador precioso, que tem incorporado motor infalível de sedução – revela ambição permanente, tem orgulho no que faz e assenta em qualidade muito acima da média. Mais do que habilidoso em pormenores, BF é monstruoso no trabalho corrente e um caso sério quando é chamado a revelar técnica individual sublime, responsável por sucessivos milagres na hora e meia. É um duplo craque (por nascimento e trabalho), de que qualquer treinador nunca abdica, por ser imprescindível a atacar (intimida por talento), a defender (comprometido e solidário), quando ganha (o êxito não o imbeciliza) e quando perde (a derrota nunca o fragiliza).

É um condutor que alimenta o senso comum mas também desestabiliza a rotina; é zeloso das regras nas zonas neutras mas desbrava caminhos de acesso ao golo; é perfeito a executar o óbvio mas mágico a inventar preciosidades onde o espaço só existe para meia dúzia de iluminados; segue a geometria das linhas rectas mas não abdica das pinceladas dispersas de génio. Raros são os jogadores que conjugam lógica e criatividade com tamanha eficácia, expressando arte (relação com a bola), eficácia (temível instinto goleador) e generosidade (cumpre os requisitos mínimos no jogo defensivo, apesar de algumas debilidades). À sumptuosa técnica individual acrescenta o requinte da visão escandalosa sobre todo o terreno; domina as exigências da velocidade em qualquer zona do campo e, por ter remate fortíssimo, assenta em noção de distância muito peculiar: o longe só faz sentido atrás da linha do meio campo – e mesmo aí, nunca fiar.

BF joga de memória sem abdicar do instinto; é a extensão do treinador em campo mas não aceita ser ferramenta sem cérebro; é escrupuloso com o guião mas tem imaginação para inventar toques divinos capazes de transformar atmosferas densas e irrespiráveis num céu deslumbrante e inspirador. Em oito meses confirmou o talento maravilhoso que o recomendou no início da época e, mais importante, está a conduzi-lo à perfeição; abordou as dificuldades com confiança quase insolente no seu potencial e transformou-se num dos melhores médios portugueses; é pedra basilar do Sporting de Jorge Jesus e, feita a perspectiva ao percurso até hoje, tem tudo para vir a ser referência à escala europeia. Em Itália apontaram-no como herdeiro de Rui Costa, exagero tradicional de quem não encontra meio-termo entre oito e oitenta. A alusão, só por si, enaltece as qualidades superiores de um enorme jogador que prossegue com segurança o trajecto para o topo. É impressionante vê-lo jogar tanto e tão bem. É absolutamente notável que o faça cada vez melhor...»
(Rui Dias, jornalista)





Das suspeitas às certezas, bastou-me apenas ouvir o corajoso depoimento de José Ribeiro em "Verde no Branco" na Sporting TV,  para concluir, definitiva e irrevogavelmente, aquilo em que foi possível o jornal Record transformar-se, depois de anos e anos a julgar que, apesar de tudo, seria o menos anti-sportinguista dos desportivos portugueses, agindo pelo contrário, apenas e em conformidade com a "cartilha" instituída por Luís Filipe Vieira, segundo a supervisão do "tratante comissário goebbelsiano" Nuno Farinha.

Até que esse diário inverta a sua linha editorial e passe a ser decente e capaz de produzir jornalismo que se enquadre no perfil deontológico a que estão obrigados todos os que o fizerem, ou então até termos o privilégio de ver nascer um projecto capaz de emergir da lama do pântano em que actualmente todos vegetam, Leoninamente prosseguirá a sua linha editorial de filtragem, tentando separar o trigo do jóio em busca de bom jornalismo, mas optando clara, decidida e inequivocamente por deixar de tratar com respeito todo e qualquer que atente contra a dignidade de uma instituição centenária e orgulhosa dos princípios e valores que sempre defendeu, defende e defenderá!...

#+ Sporting - Carvão, ou nada!...

Leoninamente,
Até à próxima

Será Jorge Jesus o primeiro a mostrar-nos?!...


Arranca logo à noite em Alvalade, para o Sporting Clube de Portugal, a fase decisiva do campeonato de 2017/18! E se os "desastres" de Setúbal e do Estoril não terão sido suficientes para atirarmos a toalha ao chão, porque a matemática ainda consegue ir impondo as suas leis, qualquer outro resultado que não seja a vitória perante o último da tabela classificativa, sepultará em definitivo as reduzidas hipóteses de êxito dos nossos leões.

Apenas quatro dias depois o Sporting terá de iniciar uma terrível sequência de 10 finais, ao deslocar-se a casa do seu mais perigoso opositor, onde terá de continuar inevitavelmente a vencer, se quiser continuar a sonhar com o título. E assim terá de continuar a acontecer nas restantes nove jornadas, com a agravante de cinco terem de ser disputadas fora e apenas quatro em casa.

Foi para este quase dramático beco sem saída, que o Sporting paulatinamente permitiu que o tivessem arrastado uma série de condicionalismos anormais, sendo a sua grande e maior parte resultante do cometimento de erros próprios. E o mais incrível e caricato da situação actual do Sporting, será o facto de que, mesmo com onze vitórias nos jogos que ainda nos restam, apenas podermos afastar um dos outros dois candidatos e sermos obrigados a esperar que o outro desperdice dois pontos na caminhada que ainda terá de realizar...


É perante uma situação tão difícil e incontrolável como esta, que invejo aquilo que os deuses devem ter segredado a Jorge Jesus, para ele ter o desplante de afirmar, no final do jogo de Tondela, de modo tão convicto, "Vamos ser campeões"!...

A "pactos com o diabo", todos nós assistimos nas últimas décadas! Agora pactos com os deuses... 

Será Jorge Jesus o primeiro a mostrar-nos?!... 

Leoninamente,
Até à próxima 

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Obrigado Aurélio Pereira!...




AURÉLIO PEREIRA DISTINGUIDO COM A ORDEM DE MÉRITO DA UEFA

Pelo seu contributo para o desenvolvimento do futebol português e europeu (LINK)

Obrigado Aurélio Pereira!...

Leoninamente,
Até à próxima

Rápida e firme recuperação, grande Matheus!...



Rápida e firme recuperação, grande Matheus!...

Leoninamente,
Até à próxima

Quase me mijava todo pelas pernas abaixo!...



LIBERDADE E RESPONSABILIDADE


«Mais do que proibições infantis, discursos sensacionalistas ou incentivos a boicotes, esta deve ser uma altura para uma reflexão séria entre jornalistas desportivos e dirigentes de clubes. Todos fazem parte de indústria de milhões, que tão bem representa o país fora de portas, e insiste em diminuir-se e atacar-se internamente. 

Jornalistas e dirigentes não têm de andar de braço dado (nem devem, perante a liberdade e distanciamento que se exige ao jornalismo), mas precisam de perceber que não são - nem têm de ser - inimigos. 

O boicote pedido por Bruno de Carvalho na última AG leonina peca pela generalização. No seu entender, em relação ao Sporting e a ele próprio, nenhum órgão independente faz um tratamento sério e isento. Atenção: este pedido, por mais desajustado que possa parecer, está longe de ser uma invenção de Bruno de Carvalho. Basta olhar para a história do futebol português nos últimos 30 anos (para não ir mais longe) e ver outros discursos presidencialistas muito semelhantes no conteúdo. 

Bruno de Carvalho, porém, terá razão numa parte: algum jornalismo desportivo que se faz hoje em Portugal é afectado por uma crescente falta de rigor e isenção. Da mesma forma, tal como ele fez, há uma vontade constante dos dirigentes - especialmente dos principais clubes - em controlarem a comunicação social como fazem com os jornais e televisões das suas instituições. Nenhum dos dois caminhos é bom. Porque uns não vivem sem os outros. Não podem é continuar a viver assim.»
(Luís Aguilar, Off the record, in Record)

Quando acabei de ler este pungente apelo de Luís Aguilar, vi-me confrontado com dois surpreendentes percalços que nunca imaginei me pudessem acontecer:

1 - Este nosso herói andará tão distraído, tão distraído, tão distraído, que ao longo de todo o tempo que já leva de Record, ainda não terá sido capaz de dar nome aos répteis António Magalhães, Nuno Farinha e outros tão insignificantes como ele próprio, que por lá coabitam deontológica e harmoniosamente naquela exemplar redacção. 

2 - Exactamente como aconteceu à Julia Roberts no final da ópera no filme "Pretty woman", mal acabei a leitura tive de ir a correr para a casa de banho, de tão comovido...

Quase me mijava todo pelas pernas abaixo!...

Leoninamente,
Até à próxima

De pequenino se torce o pepino!...


O Sporting derrotou copiosamente este sábado no Estádio Aurélio Pereira, o eterno rival Benfica, por 5-0, em jogo da 11.ª jornada da Zona Sul  da primeira fase do Campeonato Nacional de Iniciados. Com este resultado, os leões reduzem para três pontos a desvantagem para a formação encarnada, líder da respectiva classificação. Ao intervalo, os leões já venciam por 3-0, com golos de Lucas Dias, Tristan Hammond e André Gonçalves. Já na 2.ª parte, Adriano Almeida, acabado de entrar, fez o 4-0, vindo o resultado final a ser fixado através de auto-golo do guardião benfiquista André Gomes.

De pequenino se torce o pepino!...

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Também no futsal as perspectivas do título são risonhas!...


O Sporting foi ao Pavilhão da Luz interromper o espectacular ciclo de vitórias que vinha perseguindo, ao empatar este sábado 2-2, em jogo da 18.ª jornada da 1.ª Divisão. A formação encarnada abriu o marcador por Fábio Cecílio, tendo chegado aos 2-0, por Fernandinho. Ainda na 1.ª parte, o Sporting reduziu por Dieguinho e já na 2.ª parte aabou por chegar ao golo, com Pany Varela a repor a igualdade (2-2). Com este resultado, os leões, líderes da classificação, mantém os 6 pontos de vantagem sobre o rival Benfica.

Nuno Dias, técnico leonino, mostrou-se descontente com o resultado, afirmando:

"Na minha opinião o Sporting foi melhor e, mesmo não tendo feito uma boa primeira parte, as melhores oportunidades continuaram a ser do Sporting, tanto na primeira como na segunda. Tivemos que sofrer e defender bem para não sairmos derrotados hoje. É esta atitude da segunda parte que pretendo para o resto da época em todas as competições. [...]

Queríamos continuar só com vitórias na Liga e não vamos satisfeitos daqui. O Benfica sim, porque quebram a nossa senda de vitórias. Não me parece normal que uma equipa que está a seis pontos não arrisque o 5 para 4. Faria sentido terem arriscado. Mas entendo que era importante quebrarem essa senda. Mas no confronto directo também saímos com vantagem. Não tivesse sido a situação da expulsão do João Matos tinha arriscado o 5 para 4 para tentar vencer, mas ainda há muito campeonato para vencer e de preferência com o nível da segunda parte",

Também no futsal as perspectivas do título são risonhas!...

Leoninamente,
Até à próxima

A supremacia dos leões é evidente e aponta ao título!...



O Sporting foi a Espinho vencer a equipa local em quatro sets (25-23; 20-25; 17-25 e 20-25), garantindo o primeiro lugar da fase regular do Campeonato Nacional de Voleibol a uma jornada do seu término.

Os leões lideram com mais três pontos do que o Benfica e, em caso de igualdade pontual com o rival, terminarão sempre na frente, antes do arranque da Divisão de Elite.

A supremacia dos leões é evidente e aponta ao título!...

Leoninamente, 
Até à próxima

Só visiona e ouve quem quiser!...





Cento e noventa e quatro minutos e trinta e oito segundos de espanto e repúdio perante toda a sordidez que habita as redacções dos jornais desportivos e outros generalistas em Portugal!...

Ninguém fica obrigado a gastar o seu precioso tempo de modo a poder perceber finalmente como são feitos e colocados à venda os pasquins que há tantos anos, aqui e noutros locais da blogosfera leonina têm sido desmascarados!...

Só visiona e ouve quem quiser!...

Leoninamente,
Até à próxima

P.S. - Por José Ribeiro, jornalista que recentemente reforçou o quadro da Sporting TV, depois de abandonar o jornal Record onde exerceu a sua profissão ao longo de muito anos e chegou a editor-chefe, ficámos a conhecer agora, todo clima de descarada e infame intimidação e subserviência aos ditames do Benfica que continua a envolver a respectiva redacção, de que antes e pela análise do trabalho jornalístico que nos era  apresentado, apenas suspeitávamos. Com nomes e factos!...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Mas este leão que sou pela-se cada vez mais pelas suas análises à equipa!...


Rogério Casanova viu Palhinha declarar guerra ao pensamento livre no meio-campo ofensivo do Astana (e a desembaraçar-se bem de barafundas)



Rui Patrício. Na tarde em que se tornou o jogador do Sporting com mais jogos nas competições europeias supervisionou atentamente a assembleia defensiva à sua frente, que hoje decidiu reger-se estritamente pela regra de Chatham House: cometer variadíssimos erros, mas sem vincular cada erro a qualquer elemento individual. Sofreu três golos e viu duas bolas nos postes sem poder fazer uma única defesa até ao minuto 89. O primeiro desses golos deixou dúvidas a muita gente, mas o facto de não ter sido marcado por Doumbia justifica plenamente a sua validação.

Ristovski. Um erro de posicionamento logo a abrir inaugurou uma primeira parte algo penosa, onde os cortes à queima teimavam em falhar e os adversários lhe ganhavam repetidamente o espaço nas costas. Teve uma boa incursão ofensiva ao minuto 34 (onde só falhou o último passe, já em esforço), mas nunca conseguiu propriamente engatilhar. Ainda assim, fica a ideia de que, tão ou mais importantes do que os 800 mil euros que o separam de Piccini, foram a ausência de um segundo, terceiro e quarto lateral-direito em funções auxiliares, o que acontece sempre que os Gelsons Martins estão em campo.

André Pinto. Está inesperadamente um central cada vez mais parecido com Paulo Oliveira (muito mais do que parecia no Braga): a mesma capacidade para entrar relativamente bem no onze após longos períodos de ausência, a mesma debilidade na saída de bola que o leva quase sempre a delegar essa tarefa no cidadão mais próximo (que muitas vezes é Patrício), o mesmo nervosismo militante, que paradoxalmente não se manifesta como ansiedade, mas como uma patológica e eficaz atenção ao perigo. É a definição exemplar de um terceiro central, desde que os dois titulares sejam quem são.

Mathieu. Tal como Coates, também ele renunciou à violência em todas as suas formas directas (desde que não lhe apareça à frente um emprestado do Benfica), preferindo encarnar uma espécie de Banalidade do Mal: capaz de organizar a mecânica de exclusão inerente ao processo defensivo como se fosse algo tão pacato como uma operação de contabilidade num campo de extermínio. Às vezes nem se dá por ele, mas no fim do dia as continhas aparecem todas feitas, numa caligrafia exemplar.

Fábio Coentrão. Depois de alguns contratempos iniciais, tanto a controlar os movimentos do mesmo ganês que tanto trabalho lhe dera na primeira mão como até ao nível do passe, acabou por acertar e fez um bom jogo. Mérito também para Jorge Jesus, ao mantê-lo em campo hoje até ao fim: a passagem aos oitavos de final em princípio não devia justificar a destruição irada de mais um banco de suplentes, mas depois daqueles minutos finais, e conhecendo Coentrão, nunca fiando.

Palhinha. Mostrou bem cedo ao que vinha, declarando guerra ao pensamento livre no meio-campo ofensivo do Astana, e não permitindo que os cazaques agissem com autonomia perto de si. É rápido na antecipação, é bom (mesmo muito bom) no desarme, tem um raio de acção mais largo do que parecia quando se estreou na equipa principal e, mesmo continuando a não ser um prodígio em tarefas de organização, é capaz de desembaraçar-se de barafundas com soluções técnicas inesperadas (como fez ao minuto 28).

Battaglia. Tudo no seu estilo de jogo berra aos quatro ventos o seu amor pela liberdade, e a dedicação extrema de cada fibra da sua vontade a combater aquilo que vê como o grande inimigo do futebol: o conceito de posse colectiva de bola. Para Battaglia, a bola não pode nem deve estar na "posse" de qualquer equipa, mas sim na posse de indivíduos: um colega (o que é bom), um adversário (o que é mau), ou então dele próprio (o que é neutro, visto tratar-se apenas de uma situação temporária). Se toda a gente perceber estes princípios e não tentar incluir Battaglia em esquemas comunistas (passes, tabelas, etc), vai correr tudo bem.

Rúben Ribeiro. A sua inegável autoconfiança deve ter sido tão importante como o seu talento (também inegável) para atingir o patamar que atingiu nas últimas três temporadas. É quase possível imaginá-lo a comentar as próprias jogadas numa voz interior motivadora, em frente a um espelho metafórico que o acompanha em permanência ("Vais perder esta bola Rúben. Mas vais só perdê-la, ou vais perdê-la de maneira especial? Ora aí está a resposta! Rúben, seu magnífico animal, como é que consegues?"). Mas nesta altura, enquanto aquilo que é capaz de oferecer à equipa seja apenas uma elegante e vagarosa retenção de bola, é possível que a melhor maneira de a usar essa autoconfiança seja redireccioná-la para o banco, permitindo-lhe que não perceba a perda da titularidade, mas também não fique minimamente afectado por isso.

Bryan Ruiz. Uma assistência perfeita na sua primeira intervenção no jogo, mas mais um jogo em que serviu essencialmente como órgão consultivo para os colegas: o seu trabalho é oferecer uma segunda opinião. A bola agora pode ir para aí? Não, não, é melhor ir para ali. Então vamos a isso. É um pouco como Orfeu, depois de ser despedaçado pelas Mênades: já praticamente só lhe resta uma cabeça decepada, mas enquanto flutua pelo Rio Hebrus, lá vai tentando cantar umas cantigas.

Bruno Fernandes. Um daqueles dias em que quase tudo lhe corre bem, e até as bombas vão parar lá dentro, em vez de proporcionarem "grandes defesas" aos inimigos. Percebe-se a ansiedade geral dos adeptos quando os minutos vão passando e não é substituído para descansar, tal a sua predominância em quase tudo de bom que nos vai acontecendo. Mas há ali uma competitividade curiosa que por vezes se parece sobrepor a qualquer fadiga (a um quarto de hora do fim, depois de ganhar um canto, é ele quem vem atrapalhar o consequente contra-ataque do Astana, depois de um sprint até ao seu meio-campo). E que se nota também num estilo muito próprio de exasperação quando a coisa - qualquer coisa - não lhe corre bem. É assim quando o último passe não sai, ou quando o remate não vai enquadrado, mas sente-se que teria a mesma reacção se fosse um arquivista desiludido com o formato dos agrafos ao seu dispor.

Bas Dost. As tentativas cada vez mais exóticas para prejudicar a época do Sporting atingiram o cúmulo do ridículo na segunda-feira, quando o jogo em Tondela foi prolongado para lá do absurdo, com a clara intenção de desgastar os jogadores e pôr em risco a permanência na Liga Europa, o segundo troféu mais prestigiante da temporada a seguir à Taça da Liga. Saiu-lhes o tiro pela culatra, no essencial, muito graças a Dost; mas também foi ele o mais penalizado por ter jogado essencialmente três jogos numa semana, e terminou a noite em dificuldades. Esperemos que não seja nada de grave, pois a última coisa de que o futebol português precisa é que estes esquemas manhosos tenham sucesso.

Acuña. Entrou bem, ganhando uma falta quando se preparava para entrar na área ao minuto 49, e alvejando a baliza logo a seguir, num remate que saiu pouco ao lado. Foi pena ter tido tanto tempo e espaço (na última jogada antes do golo do empate) para definir um contra-ataque: ficou mais uma vez provado que é quando as coisas lhe correm pior.

William Carvalho. Trouxe para dentro de campo um espírito de solidariedade que faltava, e que se foi notando sobretudo em pormenores de enorme subtileza: a maneira como, logo na sua primeira intervenção, foi ele a perder a posse de bola em zona perigosa, sacrificando-se de forma a impedir que a bola fosse perdida por um colega; ou a maneira como calculou meticulosamente um passe em profundidade para chegar aos pés de um adversário, impedindo assim que Dost se desgastasse a correr. Tivesse toda a gente este discernimento.

Rafael Leão. Tem apenas 18 anos e ainda muito que crescer e aprender, embora aquele toque de bola e arranque em espaços curtos sejam bons indicadores para um futuro repleto de anúncios à Nike e a instituições bancárias.
(Rogério Casanova, in Tribuna Expresso)

Não sei onde vai parar este Leão Casanova?! A fazer anúncios à Nike  e a instituições bancárias, decerto que nunca!...

Mas este leão que sou pela-se cada vez mais pelas suas análises à equipa!...

Leoninamente,
Até à próxima

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