segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Não terá apenas onze varas a sua camisa!...



Com a "estrelinha da sorte" que sempre protege os audazes, Jorge Silas entrou de pé direito neste seu novo desafio de leão ao peito e consegue, primeiro sair da Vila das Aves com os três pontos e depois, ver a sua equipa manter as suas redes invioladas, facto que desde Abril não acontecia.

Mas ai do trabalho que terá pela sua frente! O Sporting apresentará neste momento o pior futebol a que os adeptos sportinguistas porventura estarão a assistir desde há muito, muito tempo! Sem tempo para treinar e modificar o mais rapidamente possível este estado de coisas, Jorge Silas estará perante um grande, grande desafio...

Não terá apenas onze varas a sua camisa!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ele assegurou que era o mais maluco de todos!...


Jorge Silas surpreende com o seu primeiro onze inicial, deixando de fora Acuña e Wendel!...

Ele assegurou que era o mais maluco de todos!...

Leoninamente,
Até à próxima

Terá terminado a limpeza?!...


Segundo está a ser avançado por alguns sites desportivos, o Sporting estará muito perto de chegar a acordo com Mattheus Oliveira para a rescisão de contrato por mútuo acordo.

O médio brasileiro está no Sporting desde 2017/18, e ficou sem colocação esta temporada, após ter recusado várias propostas da Rússia, Turquia e Chipre.

Depois da rescisão de Emiliano Viviano, Matheus Oliveira seria o único elemento do plantel que, não entrando nas contas da estrutura, aguardava solução para a sua carreira.

Com contrato por mais três épocas, até 2022, a rescisão por mútuo acordo afigurava-se como o único caminho a seguir para a SAD leonina reduzir as despesas com o jogador.

Terá terminado a limpeza?!...

Leoninamente,
Até à próxima

"Envergonhe-se quem nisto vê malícia"!...


"O clube vai aceitar a proposta mas a administração da SAD vai abdicar do aumento salarial", garante Salgado Zenha

Vice-presidente defende, contudo, ajustes nos salários dos colaboradores, administrativos e demais funcionários (LINK)

Na véspera de uma importante Assembleia Geral da SAD do Sporting, o vice-presidente com a responsabilidade da área financeira dos leões e também administrador da SAD, esteve na Rádio Observador a falar sobre a situação actual do clube, o futuro da actual Direcção, os contornos do empréstimo obrigacionista feito, a reestruturação financeira que está a ser negociada e ainda a proposta de aumento da remuneração do Conselho de Administração.

Francisco Salgado Zenha, ao abordar matérias relacionadas com a proposta de aumento de salários da administração - a ser aprovada na assembleia geral de amanhã -, deixou a garantia de que tanto Frederico Varandas, quanto qualquer dos restantes administradores, abdicarão dos valores contidos na proposta e não irão receber nem mais um cêntimo para além daquilo que actualmente auferem.

Tão alto quanto terá gritado no seu tempo Eduardo III (em francês, então a língua oficial da corte inglesa), em remate do burlesco episódio que terá envolvido a Condessa de Salisbury, sua alegada amante: "Messieurs, honni soit qui mal y pense! Ceux qui rient en ce moment seront un jour très honorés d'en porter une semblable, car ce ruban sera mis en tel honneur que les railleurs eux-mêmes le rechercheront avec empressement..." 


"Envergonhe-se quem nisto vê malícia"!...

Leoninamente,
Até à próxima

Uma cura antiga das constipações!...


União e unanimismo

«Um dos problemas que Frederico Varandas tem de tentar resolver na actual presidência é a união no clube. Não digo nas elites, onde anda tudo com vontade de ter novas eleições para se atirar ao lugar, mas entre os adeptos. Não é um desafio fácil. Principalmente pela balcanização que se deu no clube após a liderança de Bruno de Carvalho. Mas diria que esse deveria ser um dos maiores objectivos do líder leonino. Claro que para isso também precisa de resultados desportivos. Mas não só. Teve-os a época passada e não os aproveitou. Terá de mudar a forma e o discurso. Sozinho dificilmente chegará a algum lugar. E há muito mais Sporting para além dos gabinetes de Alvalade.

Na Luz ficou a dúvida na última assembleia se o que existe é união ou unanimismo. Porque as críticas a Vieira foram mesmo muitas e muito aplaudidas. Aliás, diria que esse é mesmo o maior problema que fica no ar, pior ainda que a intervenção do presidente. Porque os argumentos utilizados foram muito contundentes. E mereceram aplausos da maioria. Eis uma massa crítica que andava escondida no clube da Luz.

Hoje joga o Sporting de Silas. Impossível pedir milagres ao novo técnico. Mas mesmo sem jogar bem, é vital ganhar. Só assim o leão ganhará um pouco de paz para trabalhar.»
(Bernardo Ribeiro, Saída de Campo, in Record, hoje)

Uns abafam-se, abafam-se e depois 'abifam-se', 'abifam-se'! Enquanto nós, andamos por aí de 'peito feito ao tempo' e 'bifes' nem vê-los! Essa será a grande diferença!...

Uma cura antiga das constipações!...

Leoninamente,
Até à próxima

Já agora, oxalá vá por aí!...


Sorte, Silas, que bem vais precisar!

«A entrevista de Frederico Varandas à SIC confirmou o que já se sabia: o discurso do presidente do Sporting é um desastre comunicacionalEsse "gap" é agravado pelo facto de o dr. Varandas não demonstrar a menor capacidade para perceber a figura que faz e, logo, para arrepiar caminho. Se hoje mesmo voltasse a sentar-se à frente de Teresa Dimas, repetiria de novo inúmeras vezes – que suplício para o telespectador! – o nome da entrevistadora no início de cada resposta... Por muito bom gestor que o líder leonino venha a revelar-se, falhará sempre nos seus propósitos se não levar a sério o trágico problema que tem com a comunicação.

Pode Frederico Varandas pôr os olhos no seu último contratado, Jorge Silas, um excelente comunicador, que muito terá de recorrer a esse dom para se fazer entender – para dentro e para fora. É que o ex-técnico do Belenenses SAD aceitou um trabalho para homens de barba rija: treinar um clube mais acossado por oposições internas do que pelos adversários que tem de enfrentar em campo. Silas vai precisar que a direcção do Sporting caucione a sua difícil missão, sabendo que, se os bons resultados não surgirem, ninguém segurará a direcção que deveria suportá-lo.

A situação que Silas encontrou em Alvalade tem tudo para que o seu desempenho não dê certo: um plantel curto e com monos, uma equipa a jogar sobre brasas, um capitão que se tornou num gerador de instabilidade – por muita razão que por vezes se lhe reconheça quando perde a cabeça – e uma chusma de comentadores televisivos "amigos" que se guiam mais pela agenda pessoal e pelo síndrome da intriga permanente do que por uma análise positiva que ajude a construir. Se a isso juntarmos um presidente que não deu tempo a José Peseiro, nem a Tiago Fernandes, que despediu Marcel Keizer e afastou Leonel Pontes – sinal de que correrá igualmente com um quinto treinador mal lhe caiam em cima – concluiremos que só se pode simpatizar com Silas e desejar-lhe toda a sorte na sua gigantesca tarefa. Oxalá lhe chegasse...»
(Alexandre Pais, Outra vez Segunda-Feira, in Record)

Será que esta mais recente entrevista de Varandas acabará por ser a última que nos tempos mais próximos terá concedido? E será que a partir de agora as necessariamente curtas mensagens para os sportinguistas e para o mundo em geral, passarão a ser meros e sempre infalíveis exercícios de leitura, que tanta 'gente de bem' por aí utiliza?! Eram capazes de se virem a revelar medidas, no mínimo, extremamente inteligentes...

Já agora, oxalá vá por aí!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 29 de setembro de 2019

Qualquer "cão raivoso" nos mija em cima!...



Guillem Cabestany: «Perante este ambiente é muito complicado arbitrar»
Treinador do FC Porto justifica com a arbitragem a derrota em casa do Sporting na final da Taça Continental (LINK1)

No hóquei em patins e no Pavilhão João Rocha, a união, o apoio e a força sportinguista começam a ser uma realidade, reconhecida até pelos adversários...

Curiosa porém a analogia que poderemos fazer entre a 'compreensível mas elegante amargura' vivida hoje por Guillem Cabestany no Pavilhão João Rocha, com aquilo que o levou a considerar como "a maior vergonha que viu na p*** da sua vida"! (LINK2)

No futebol e no Estádio José Alvalade uma pequena fracção de adeptos sportinguistas consegue preocupar-se mais com "velórios, lutos e vinganças" e 'o arrastamento e os resultados' estão à vista...

Qualquer "cão raivoso" nos mija em cima!...

Leoninamente,
Até á próxima

Estes leões são todos malucos!...



O Sporting levou de vencida por 3-2 esta tarde, no Pavilhão João Rocha, o FC Porto e conquistou a Taça Continental de Hóquei em Patins, antiga Supertaça Europeia, um troféu que ainda não constava no museu dos leões. O jogo foi muito equilibrado, podia ter pendido para qualquer um dos lados, mas a equipa de Alvalade acabou por ser mais feliz nos momentos cruciais, nomeadamente na marcação do último livre directo, a 2 minutos do fim, um lance que acabou por ser determinante para se encontrar o vencedor.

Estes leões são todos malucos!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ele merece a nossa confiança!..



Jorge Silas e a resposta de um treinador que Frederico Varandas convidou para o Sporting: «Sou o mais maluco de todos»

Técnico do Sporting fala num "clube cheio de títulos" (LINK)


«Sou o mais maluco de todos (sorriso). Acho que ninguém no seu perfeito juízo daria uma resposta dessas. Estamos a falar de um clube cheio de títulos, se calhar o mais laureado de Portugal ao nível de títulos de todas as modalidades. Maluco foi quem respondeu assim, se respondeu, porque honestamente não acredito. [...]

Isso foi antes de mim (a conversa privada de Bruno Fernandes de que foram divulgados alguns excertos). Não fui perguntar ao balneário como é que as críticas tinham caído. O que vejo é que o Bruno Fernandes é uma pessoa muito querida no grupo, muito brincalhão, é frontal e é capitão e tem a responsabilidade de ser fontal. Também já fui capitão. Capitão é o que chama a atenção, não é o que passa sempre a mão pela cabeça do colega. O que é que eu vi? Vi um Bruno brincalhão, os outros jogadores a brincarem com ele. Há certas hierarquias que têm de ser respeitadas. Não sei muito mais do que se passou mas, pelo ambiente que vejo, não deve ter havido ondas de choque nenhumas. [...]

Duas coisas importantes: sou sócio (da ANTF) com quotas em dia da associação que o senhor José Pereira preside e joguei futebol durante 30 anos, pelo que tirei o 2º nível do curso quando foi possível. O 3.º ainda não consegui porque era preciso treinar durante dois anos no Campeonato Nacional para poder inscrever-me. Se troco um mês de jogador por todos os cursos do Mundo? Não! Vou preocupar-me com o quê? Quando deixarem tirar tiro. O problema não é eu não querer, mas sim o facto de não me deixarem formar. O José Pereira já se tinha manifestado sobre isso quando fui para o Belenenses. Eu contrapus com os argumentos que estou a apresentar agora. Ele já anda a falar nisto há muito tempo e é preciso ter cuidado porque sou sócio pagante de uma associação que está também para me defender. Nunca pensei acabar a carreira e poucos meses depois estar a treinar na 1ª Liga. E 20 meses depois tenho uma oportunidade num clube como o Sporting, sinto que as coisas são muito rápidas. Se estou preparado? Estou, disso não tenho dúvidas nenhumas. Nenhum treinador passou pelo que passei no Belenenses e pelo desafio que foi. Acho que nos saímos bastante bem, gostamos de desafios e acho que aqui também nos vamos sair bem. [...]

Os últimos dois dias, foram 48 horas sempre a andar, nem se dorme, o tempo é curto. Aquilo que esperava, ao nível de qualidade individual, um plantel muito forte, comparativamente àquilo que tenho apanhado, e tenho apanhado jogadores muito bons tecnicamente, mas estes são ligeiramente superiores. Ao nível coletivo é cedo para falar disso, praticamente não treinámos coisas muito táticas. Só deu para ver a qualidade individual dos jogadores. [...]

Eu sempre disse que é preciso acreditar na nossa maneira de jogar. Acho que aqui dentro, interessa-nos os que estão aqui, todos remamos para o mesmo lado. A nossa maneira de jogar é arrojada, arriscada. Algum jogador que em algum momento não acredite nisto pode deitar tudo por água abaixo. Vamos pedir coisas arrojadas, vamos entrar sempre para mandar no jogo, seja com que adversário for. É preciso acreditar que temos qualidade para o fazer. O que vamos pedir é algo que acreditamos que eles conseguem fazer. Não sei o que lhes pediram antes. [...]

Quando jogarmos contra o Benfica ou contra o FC Porto vamos estar preparados para disputar os três pontos, de certeza. Mas nem o Benfica nem o FC Porto estão à frente. Vamos ver. Nós neste momento estamos com algum atraso, mas faltam imensos jogos. Em todos os jogos vamos estar capacitados para ganhar, seja com o Aves, com o Benfica ou com o FC Porto. Acredito que podemos ganhar todos os jogos, mas vai depender de várias situações, lesões, castigos... Vamos entrar para ganhar, com este plantel podemos pensar em ganhar todos os jogos. Sabemos que amanhã vamos defrontar uma equipa muito boa, que tem um treinador campeão nacional como treinador e como jogador, sabemos que vamos ter problemas, até porque já o defrontei e perdi. Sei bem o que vou defrontar. A nossa ideia futebolística não se prende a um sistema. No Belenenses usávamos muitas vezes uma linha de três porque se adequava aos jogadores que tínhamos. Mas preparem-se para várias alterações a esse nível. A nossa ideia é atacar, criar situações de golo, as dinâmicas que vamos criar vão nesse sentido. Depende dos adversários que vamos apanhar. No ano passado (D. Aves) fizeram uma grande recuperação, depois sofreram alterações no plantel, este ano ainda mais e agora vão precisar de tempo. Acho que ainda estão à procura do melhor sistema para adequar aos jogadores que têm. É uma equipa muito versátil, mas estamos preparados para isso. Espero uma equipa perigosa, muito forte no contra-ataque, não vou ensinar nada ao Inácio, só vou aprender com ele....»


Eu gosto do discurso de Jorge Silas! Sobre as obras, só um cego, louco ou fanático deixará de lhe dar o tempo de que, racionalmente, precisar, começando por compreender esta sua primeira convocatória, para a Vila das Aves. Para já e muito para além da despretensiosa, porém sublime e exemplar, 'lição de comunicação' que deveria servir de bússula ao seu Presidente...

Ele merece a nossa confiança!...

Leoninamente,
Até à próxima

Enquanto formos capazes de não deixar morrer a esperança!...


Pedro Baltazar: «Não há nenhum projecto»

Antigo candidato à presidência vai à AG de accionistas da SAD denunciar problemas que "continuam lá e vão agudizar-se"

«Antigo candidato à presidência vai estar na assembleia geral de accionistas da SAD com o objectivo de denunciar o "desnorte total" da administração, bem como a falta de "capacidade de reacção e autocrítica" de Varandas e seu pares.

RECORD – Não há como começar de outra forma. O actual momento do Sporting preocupa-o?

PEDRO BALTAZAR – O Sporting, em termos de Conselho Diretivo, está razoavelmente bem dirigido. Também não nos esqueçamos de que, a esse nível, há uma estrutura profissional no clube, há várias direções. Em termos de Sporting clube não existem grandes motivos de preocupação. Esse movimento, entendo que está balanceado.

R – Já, em termos de SAD…

PBEu já perspectivava que a experiência no futebol que foi comunicada, durante a campanha, não fosse exactamente assim e nunca vi, agregando a administração da SAD, mais-valia fundamental. Não quer dizer que as pessoas não tragam mais-valias, mas não mais-valia fundamental, tendo em conta as administrações anteriores, de Bruno de Carvalho e Godinho Lopes. Precisaria de uma estrutura com um perfil de pessoas muito mais experimentadas, em termos de vida empresarial, que tivessem mais ligações ou dessem mais confiança aos agentes económicos. Agora, não esperava que não existisse, na realidade, um projecto. Não há nenhum projecto! Não consigo ver, ao longo deste ano, uma medida estruturada dentro de uma ideia. Deram-se alguns retoques na Academia, trouxeram-se umas pessoas que eles consideram mais-valias, mas o desnorte é total.

R – Quer concretizar?

PB – Por aquilo que li, o relatório e contas que vai discutido na assembleia geral ainda me assusta muito mais. A administração da SAD deveria ter lucros ou dar-nos os títulos ou ter uma equipa que nos desse confiança, em termos desportivos. Nada disso acontece. Podem dizer que, na época passada, ganhou-se a Taça de Portugal, o que me deu grande alegria…

R – Sente que, de alguma forma, foi desperdiçado o potencial de crescimento que poderia surgir na sequência da conquista dessa Taça de Portugal?

PB – As pessoas têm que estar preparadas para ganhar. Tem muito a ver com a maturidade e com a experiência que temos. Quer de vida quer empresarial. A maior qualidade da vida é sabermos vencer e também reagirmos com dignidade a uma derrota justa. É mais um sintoma de que esta administração, em vez de tentar arrumar o passado, ficou extasiada com o êxito e não soube o que fazer. Porque todos concordamos que esta pré-época e a preparação da época foram desastrosas. E o que me preocupa ainda mais é que não há capacidade de reacção e de autocrítica para resolver…

R – Dê exemplos dessa incapacidade?

PB – Esta escolha do treinador. E, para mim, qualquer jogador que veste a camisola do Sporting passa a ser bom jogador. Isto, para dizer que todos os treinadores, quando assinam, também passam a ser bons treinadores. Agora, a própria escolha do Silas… Foram falados cinco treinadores com perfis completamente diferentes. Isto é ter um projecto? Isto não é nada. É olhar para o dia-a-dia. Não podem, nesta fase, que é fulcral, andarem a falar com cinco treinadores. Percebo porque é que o Silas aceitou. É do Sporting, quer fazer carreira, até pode ser que funcione. Seria irmos todos contra os ‘odds’, porque os ‘odds’ não lhe são favoráveis. Não é pelo perfil dele, pelo próprio sentimento da equipa.

R – Um sentimento tornado público através do desabafo de Bruno Fernandes…

PB – O Bruno Fernandes, que é hoje a única pessoas que se preocupa a 100 por cento com o Sporting. Estas coisas não são negativas para ele, são muito positivas, do ponto de vista dos sócios e adeptos, porque é a única pessoa que está verdadeiramente preocupada. Não complicou nem a saída nem a permanência. Este é mais um dos grandes sintomas de que toda a estrutura do futebol – contrária à repetição exaustiva que o presidente Varandas disse, durante a campanha, eu percebo de futebol, o futebol está bem entregue – todos os movimentos feitos, quer do ponto de vista financeiro quer do ponto de vista técnico são completamente contrários.

Vou dar dois exemplos: nunca nenhum clube no Mundo pagou uma rescisão nos Emirados Árabes Unidos. Estou a falar do Keizer. Independentemente de não discutir o Keizer, que tem um sistema de jogo que não me desagrada, mas que estava completamente desfasado da realidade e, depois, não teve suporte. O Sporting pagou 600 ou 700 mil euros. Nos Emirados Árabes Unidos, normalmente, pagam para os jogadores e os treinadores se irem embora. Não o contrário. Num outro ponto de vista, o resto da estrutura, e estou a falar de diretores desportivos e de toda a estrutura, tem de apoiar e tem de explicar ao treinador Keizer que não se pode perder 5-0 com o Benfica, que é preciso ter algum cuidado com aquilo que os adeptos do Sporting querem. Porque ele, na realidade, treinava bem. O presidente Varandas foi rápido demais com coisas como a Unidade de Performance, que são válidas, mas não deveriam ser o mais importante. Ele achou que seria aquelas que lhe dariam mais ‘soundbites’ ou mais apoio. Porque a estrutura do futebol, mesmo dentro do futebol, passou a ser menos executante, passou a ter menos confiança, porque não conhece as pessoas, passou a haver uma grande competitividade entre os profissionais, mas isso é bom, quando se ganha, quando se está a crescer, quando se tem um plano estratégico… Quando é o contrário, essa competitividade é zero, porque depois ninguém quer ter responsabilidades.

R – Em tempos afastou-se um pouco das actividades da SAD, na AG de terça-feira estará presente. Vai fazer sentir todas essas suas preocupações?

PB – Fui candidato em 2011, com uma grande equipa ao lado, talvez com a mesma falta de experiência. Se tivéssemos ganho, com certeza que teria sido melhor, nalguns aspectos. Contra quem ganhou, em termos de futebol. Talvez não fosse, em termos de clube, tão eficiente. Mas ganhei uma grande experiência, conheci um conjunto de coisas. Já tinha sido administrador não executivo da SAD, durante três anos. Foi no tempo do Paulo Bento, em que fomos quatro vezes segundos classificados, o futebol não era tão entusiasmante, mas a equipa era muito bem montada e chagamos uma vez aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Por acaso, esses dois jogos com o Bayern Munique correram mal. Isto para dizer que considero ter estabelecido relações com muitas pessoas que têm posições importantes em clubes europeus. Hoje também já vão mudando. Os capitais diferentes têm entrado nas SAD. Estou a falar do futebol italiano, que sempre segui. Ainda mantenho desde o tempo dessa SAD contactos com uma série de presidentes ou detentores e accionistas de quase todos os clubes. Um deles saiu agora do Lille, era um antigo accionista do Lille. A minha visão do futebol é uma visão entusiasta, que começou na bancada, que ganha, a todos os níveis, com a minha experiência empresarial. Este interesse pelo futebol vem desde a primeira compra de acções da SAD.

Fui o primeiro accionista privado, sem o saber, porque sempre pensei que os sportinguistas alocassem mais recursos nessa altura. Também percebo que os sportinguistas eram mais inteligentes do que eu, porque a gestão desses recursos não era feita da forma que nós achamos nas empresas que tem de ser feito: criar valor, suportar os funcionários e sermos sérios em termos de mercado. Começamos agora a reconstruir a posição. Hoje temos meio por cento da SAD. É muito difícil ter mais, antes que haja o processo das VMOC’s, mas é um sinal. Não tem nada a ver com recursos, tem a ver com um sinal de interesse. Esse é o meu interesse. Estou a voltar a ter um interesse total. Não tem só a ver com esta situação grave e que me preocupa. Também tem a ver com o facto de eu não conseguir vislumbrar a capacidade de reacção. Há maus momentos, há momentos de azar, há momentos de sorte, mas é preciso ter capacidade de reacção. Eu não vejo esta capacidade. E julgo que o Sporting continua a ter – o clube Sporting e a Sporting SAD – a capacidade de se aproximar dos nossos rivais. Aqui e no projecto europeu. Estamos a ficar completamente fora de pé e não vejo esta capacidade de reacção. Isto é um bocado como os políticos. Conta-se uma coisa antes das eleições e depois esquecem-se quando lá chegam. O que interessa verdadeiramente é o que é que nós queremos para o Sporting e, depois, passado algum tempo, há uma desilusão total. E isto não tem a ver com os sportinguistas, tem a ver com as pessoas que lá estão, porque as pessoas têm de ter uma noção total. A assembleia é um bom momento de viragem. Eu vou, com certeza, lá estar, vão, com certeza, lá estar outros accionistas… É sempre uma derrota anunciada, porque os votos da SGPS são sempre maioritários, mas é uma voz que esta administração deveria ponderar, em termos do seu futuro. Têm ou não têm capacidade?

R – Sente que existe abertura por parte da administração para ouvir os accionistas?

PB – As coisas podem acontecer. O que interessa é as pessoas terem capacidade. Mesmo no próprio clube Sporting. O projecto Varandas ouve muito pouco os seus vogais. É o que me chega. Não gosto de ser injusto com as pessoas e, se não é verdade, peço desculpa, mas julgo ser verdade. Chegaram-me de várias fontes. Relativamente àquilo que eu vejo e ao discurso dele está agora numa campânula de vidro, muito semelhante ao que aconteceu ao Bruno de Carvalho, por outros motivos, mas muito mais graves. O grande sinal, que tem a ver com a análise do relatório e contas, a análise da execução, é preciso não ter noção absolutamente nenhuma para se pedir um voto de louvor à execução. O ataque a Alcochete trouxe um tipo de receitas que está neste relatório. Porque os acordos de venda dos jogadores que tinham rescindido serão, para o próximo semestre, como para o que passou, a grande fonte de receita. E nem discuto se foi bem, se foi no momento certo. Aí quero dar o benefício da dúvida às negociações feitas pela administração da SAD. Mas, de facto, as receitas estão lá. Porque as receitas próprias aconteceram agora, na venda do Thierry Correia, que é um momento de mercado, mas nós também recebemos noutro momento de mercado – e vamos ver se acertámos, porque os jogadores de futebol já têm a camisola do Sporting – jogadores que estavam para ser dispensados no último dia. Tivemos a sorte de também vender um e a oportunidade de receber três que têm tido problemas. Isto para dizer que na escolha do treinador, no acompanhamento da equipa, nos resultados da equipa, nos resultados financeiros não vejo algum mérito.

Relativamente às remunerações, vou esperar que os próprios administradores percebam esta contestação, tenham sentido bem lá no fundo que são do Sporting e tenham entendido que isto não é um emprego, porque eles não têm capacidade para este emprego. O problema é este. Se me pedirem para eu ter uma função numa indústria ou num sector que eu não percebo, eu não tenho capacidade. E não me considero uma pessoa pouco competente naquilo que faço. Por isso, eu respeito a grande competência que as outras pessoas tenham, mas não têm a experiência necessária dentro deste sector. E os resultados estão à vista.

As pessoas deviam ficam muito contentes e estarem satisfeitas com a remuneração que têm. Lembre-se que esta remuneração, no primeiro ano, também está num dos pontos da assembleia, que é a ratificação, tinha a ver com os últimos ordenados da antiga SAD, dirigida por Bruno de Carvalho. Mas, as pessoas que lá estavam – e eu não faço comparações nem de carácter nem de capacidade profissional – tinham, no mínimo, três ou quatro anos de mandato. Por isso, tinham uma experiência acumulada. E estas pessoas entraram exactamente com o mesmo ordenado das outras, por isso já têm um prémio. E têm que ter a noção das dificuldades.

As pessoas estão a esquecer-se da dificuldade que foi emissão obrigacionista, do custo que o Sporting tem, do custo do empréstimo feito pelo fundo, que podia ter sido muito mais barato, segundo me dizem, mas que, devido à lentidão da decisão da própria SAD, tornou-se mais oneroso, em termos de juros. E, numa situação destas, em que se dispensa o Bas Dost, devido ao seu peso salarial, que eu até posso admitir que era excessivo… Vamos dar o benefício da dúvida, porque, à partida, são pessoas honestas, podem é não ser competentes. Por isso, não podem agora arranjar prémios. Mas, prémios de quê? De estar à secretária? Ainda não percebi onde é que está esta comparação. E, mais do que isso. A situação do Sporting e da Sporting SAD não está para isso. Eu estou a fazer este quase pedido directo à administração da SAD porque as pessoas não vão compreender. Não é por contratar um novo treinador, que vai mudar o plantel todo, até pode ganhar dois, três… Os problemas continuam lá e vão agudizar-se, se não houver a capacidade de agregar valor dentro disto.

Queria também dizer que, depois, temos as novas pessoas, cujo voto vai ser por aí… Se se mantiver a proposta da comissão de vencimentos com certeza que vamos votar completamente contra.

R – Votarão vencidos…

PB – Depois há uma das outras propostas… A primeira aponta para o facto que é real, mas é discutível, que é as próprias pessoas não poderem votar, serem juízes em causa própria. Eu percebo esse ponto de vista, que também é muito a puxar à alma sportinguista de Frederico Varandas. De facto, é dar-lhe espaço para ele poder recuar, para não aceitar. Vamos ver como resulta. Se resultar, é exactamente a mesma coisa. Escusamos nós de intervir. Há a segunda, que me parece um bocadinho mais rebuscada, que é ir buscar os ordenados das pessoas, que tinham antes. São coisas que não são comparáveis. Mais do que isso, tem outro problema em termos da administração da SAD. Eu percebo porque é que as pessoas estão assim. Nem todas as pessoas têm empresas ou podem contar com as suas empresas, mas, na realidade, três quartos da administração da SAD deixaram o seu vínculo às empresas onde trabalhavam. Isso é um sinal de passagem, um sinal péssimo. As pessoas têm de fazer opções na vida, com 20, 30, 40, 50 anos. Que é fazer coisas em instituições e coisas que dizem que gostam. Mas chegam lá e deixam de gostar ou passa-se qualquer coisa. Por isso, volto ao início: tenho algumas saudades do tempo da bancada.

R – Percebe-se que está por dentro dos assuntos, mas longe de uma candidatura à presidência do Sporting?

PB – Eu dedico uma a duas horas por dia a perceber por que é que as coisas acontecem no futebol Eu, como sócio do Sporting, com o meu perfil de sócio, já fui conselheiro leonino, sócio do ano, estou verdadeiramente preocupado. O clube e o conselho directivo não me preocupam tanto. O futebol e tudo o que é da SAD preocupam-me imenso. Por não ter capacidade. Tenho hoje mais tempo mental, até no sentido de pensar mais, independentemente de continuar com as minhas actividades empresariais; elas têm de ser ponderadas na altura, mas serei sempre, agora muito mais activo, parte de qualquer solução. Isso já os sportinguistas sabem.

R – Qualquer?

PB – Não é uma qualquer solução. Eu vou estar numa solução, eu vou estar numa solução…

R – À frente da solução?

PB – Ou não! Por isso é que eu digo que não tenho absolutamente necessidade nenhuma de protagonismo. Onde for mais útil e, se achar que uma equipa pode constituir-se de uma outra forma, estarei sempre muito mais disponível para ajudar. Em termos de futebol e em termos de ‘know how’ de futebol seria sempre mais útil. As regras do jogo são estas, vamos ver como é que isto anda…

R – Acredita que este mandato chegará ao fim?

PB – Gostaria muito que sim, se sentisse que as pessoas têm capacidade ou que já ganharam experiência. Hoje, não vejo isso. Não vejo mesmo. Já o disse aqui: uma semana antes, cinco treinadores de perfis diferentes. Poderiam ser cinco treinadores com o mesmo perfil. Não vejo onde é que está a ideia do projecto, não vejo a execução. Não sei. Vejo muito pouco, mas vai ser muito difícil haver, se é que alguma vez o houve, uma afinidade muito grande entre a massa associativa do Sporting e este presidente. Isto foi um presidente… muito produzido pela comunicação. A minha intenção final não é de protagonismo. É preciso ver que as coisas que começam com pés de barro. A campanha agregou algumas pessoas válidas, relativamente ao clube, começou mais cedo, teve a ver com a maior empresa de comunicação, que suportou com um excelente trabalho e depois foi premiada a ficar com a conta do Sporting com todo o mérito. São pessoas do Sporting, pessoas que eu até conheço. Agora, não chega a comunicação. É preciso perceber dos problemas. O Sporting vive é de uma imensidão de adeptos. Mas, neste caso, da afinidade com o presidente Varandas, não me parece que vá ser retomada. Até porque toda a gente votou um bocadinho no mal menor. Não estive desse lado, mas é essa a minha convicção.

R – É uma questão de tempo? E se a equipa começar a ganhar tudo muda?

PB – A sua pergunta, há pouco, foi quase a minha resposta a esta. A equipa também ganhou a Taça e a Taça da Liga e não beneficiou absolutamente nada, porque falta ‘know how’, falta meter as mãos na massa, falta um acompanhamento profissional à equipa, de pessoas com ‘know’ how. O Bruno Fernandes não pode estar sozinho. Esteve muito bem, mas não pode estar sozinho. Tem de ter apoio!
(Entrevista conduzida por João Lopes, publicada hoje, in Record)


Estou em crer que muitas vezes me verei obrigado a reler no futuro, esta excelente entrevista de João Lopes a Pedro Baltazar, guardando para mim, apenas para mim, as razões!...

E acredito que muitos mais sportinguistas, cansados deste desconfortável, incompreensível e decepcionante  ruído que, de dentro de algo que quase irracionalmente amamos, nos chega a todos, acabarão por me dar razão e imitar!...

Enquanto formos capazes de não deixar morrer a esperança!...

Leoninamente,
Até à próxima

"O Leão não aprende mesmo"!...


A importância de ganhar

«... Varandas veio falar. Não se escondeu numa altura em que era mais fácil fazê-lo. Mas o Sporting não voltará ao rumo certo através das palavras. Precisa de vitórias. O presidente está nas mãos de Silas até Janeiro. Isto num clube completamente minado e cheio de gente com vontade de deitar a direcção abaixo. O leão não aprende mesmo...»
(Bernardo Ribeiro, Saída de Campo, in Record, hoje)


O tempo e os resultados hão-de dizer se Varandas terá feito bem em vir a terreiro dizer o que disse, como disse e escolhendo uma oportunidade em que a sua intervenção terá acabado por se revelar mais importante para outros...

Num ponto todos os sportinguistas que se recusam a entreabrir a abas do "saco de gatos" em que parece ter-se transformado o Sporting e a mergulhar de cabeça no caos desta 'guerra suja e fratricida' estarão de acordo: "o Sporting não voltará ao rumo certo através das palavras, precisa de vitórias"!...

Nesta condição e quando cada vez mais urgente e inadiável se revela a acção, será sempre muito difícil compreender, aqui e agora, as palavras de Frederico Varandas. Mas mais difícil será sempre entender o que fará correr todos aqueles sportinguistas que, ao invés dos primeiros que atrás citei, revelam sempre e em momentos tão particularmente difíceis como os que actualmente vive o Clube, uma mórbida apetência para o escárnio e maldizer...

"O Leão não aprende mesmo"!...

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 28 de setembro de 2019

Custa muito e dói ainda mais, reconhecer a realidade!...


Já não é crise; é pior

«O Sporting está a experimentar todas as Leis de Murphy levadas a um extremo quase absurdo. A sucessão de erros dos últimos dias, dos mais graves aos menos graves, expõem de uma forma crua todas as fragilidades de uma estrutura à qual já não bastava tudo correr mal dentro de campo. Se os resultados recentes são uma verdadeira desgraça, ainda pior se tornam devido à sucessão de eventos a roçar a tragicomédia que vimos nas últimas horas – do esquecimento do estreante Luís Maximiano na foto de ‘família’, passando pela rábula da camisola trocada de Jovane, pela carta de condução do extremo, até à divulgação de mensagens de áudio de Bruno Fernandes em redes sociais, que o empresário do capitão acabou por confirmar como verdadeiras através de um comunicado que só piorou as coisas. O Sporting já não está em crise; está muito pior do que isso.

As tais mensagens prometem dar que falar. Silas acabou de chegar ao Sporting e ao segundo dia de trabalho terá um problema em mãos para resolver. O desabafo de Bruno, em conversa com alguém que se fez passar por amigo, é natural no contexto actual da equipa. O problema é que chegou aos ouvidos de muita gente, entre os quais os colegas. Ficam duas perguntas: como está o grupo e como ficará depois disto?»
(Sérgo Krithinas, Saída de Campo, in Record, hoje)


Dois pensamentos decorrem desta crónica de Sérgio Krithinas! O primeiro, a constatação e prova provada da dimensão do Sporting - que continua e continuará a incomodar muita gente, inclusivé uma boa parte dos jornalistas da nossa praça, de que o autor deste texto será exemplo paradigmático. O segundo a evidência de que muita gente dentro do Clube, deveria ser afastada, tanto e tão grande será o mal que andará por lá a fazer...

Custa muito e dói ainda mais, reconhecer a realidade!...

Leoninamente,
Até à próxima 

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Compromisso, nível?! O que é isso?!...


Sabem em Alvalade o que é compromisso?


«Há os treinadores a quem o Sporting não consegue chegar; há os treinadores que fogem do Sporting por acharem que ‘não vale a pena’, nem desportiva (pela força do risco enorme) nem financeiramente e há aqueles que, estando ao alcance, se encontram numa fase em que o risco, mesmo sendo grande, é em todo o caso apetecível.

A pergunta que se coloca com alguma legitimidade é se — face ao crónico desempenho — há algum treinador que sirva ao Sporting?!

José Mourinho, Leonardo Jardim, Rui Jorge e Vítor Pereira ou não estavam ao alcance ou fugiram do Sporting. A hipótese e recuperação de Abel Ferreira revelou-se infrutífera, face à complexidade da operação a envolver o PAOK. Jorge Silas estava disponível e os ‘leões’ quiseram, rapidamente, colocar uma pedra sobre o pobre (mini)ciclo de Leonel Pontes. De Mourinho a Jorge Silas calculem-se os quilómetros existentes entre currículos, remunerações e expectativas. O futebol tem hoje menos de estratégia e mais de oportunidade. A oportunidade chamou-se Silas — e é com ela (e com ele) que o Sporting tem de assegurar um outro tipo de compromisso.

COMPROMISSO é, pois, a palavra-chave do Sporting. Foi a palavra que falhou entre muitos presidentes, treinadores, jogadores e adeptos, ‘antes de Silas’ (AdS). Agora, com Silas, e porque a sensação colhida é que não há mais terra para escavar no fundo do fosso, e foi accionado o plano de emergência, ao qual todos têm de se agarrar, se o compromisso não for pleno e se não houver uma consciência colectiva de que não há alternativa à solução do compromisso, o Sporting perder-se-á eternamente nos fóruns fratricidas do clube mais debatido do Mundo.

Não é razoável que o Sporting se mostre tão vulnerável, até em casa, perante equipas como o Rio Ave (duas vezes!) e Famalicão. São boas equipas, é certo, bem orientadas, mas têm de estar ao alcance do Sporting. É ridículo o temor. É ridícula a dúvida. É inacreditável a falta de consistência dentro do campo. A autovulgarização combate-se com generosidade e determinação, porque o Sporting tem jogadores que podem render mais do dobro. Precisam de um líder na cabina. Precisam de alguém que os faça acreditar.

Não é razoável concluir que Coates, Mathieu, Luís Neto, Acuña, Battaglia, Bruno Fernandes e Vietto, a quem se pode juntar Renan, não são jogadores que, em boas condições físicas e anímicas, não asseguram níveis de qualidade suficientes para garantirem uma equipa competitiva. Rosier, Illori, Borja, Wendel e Eduardo têm margem de crescimento, na equipa e na competição. Doumbia, Miguel Luís, Camacho, Pedro Mendes, Jovane e Plata são jovens que, bem enquadrados, podem fazer parte do presente e futuro do Sporting. Não se trata de um plantel de luxo, muito longe disso (ninguém sabe o que se pode esperar ao certo de Bolasie, Jesé e Fernando), mas o Sporting precisa, em primeiro lugar, de vencer a sua própria anemia.

E nisso Silas — pelo seu perfil — será muito mais forte do que Marcel Keizer e Leonel Pontes.

É preciso combater, até com autocrítica, as manifestações de incompetência.

As questões tácticas (com ou sem losango) diluem-se, no entanto, no impacto da falta de confiança. Alvalade está minado pelo vírus da desconfiança. Há uma espécie de halo de tragédia que se estende das bancadas ao relvado e do relvado às bancadas, passando pelos gabinetes, no eixo Alvalade-Alcochete.

De tanto se querer ser ‘campeão à pressa’, já se passaram 18 anos. O Sporting nunca quis dar tempo a si próprio. Tempo para estabilizar, tempo para reformar, tempo para unir. E, não dando tempo a si próprio, o leão definha.

Frederico Varandas tem de baixar as expectativas. Explicar as razões pelas quais o Sporting chegou à situação actual e ser implacável com os crocodilianos (ler ‘Pressão Alta’ de 7/9).

É preciso acabar com a sinfonia do ‘deita abaixo’. Com uma comunicação democrática, mas forte. O Sporting contratou um treinador com ideias claras e sólidas. É um bom ponto de partida. Tem de ser exigente com os jogadores (na base do compromisso) e estes, se forem generosos, acabarão por mobilizar os adeptos. Um treinador-líder é sempre uma base importante. De conquista do balneário. Um balneário forte ajuda a criar uma liderança forte. É disso que o Sporting precisa. De compromisso. Puxar o Sporting para baixo não é apenas um mau serviço que ‘sportinguistas’ prestam a sportinguistas. É um mau serviço prestado ao futebol nacional.

NOTA - O próximo ’debate nacional’ será em redor de ausência de nível de Silas. Neste caso, o quarto. Há, de facto, um "problema de nível" em Alvalade para o qual é preciso olhar com humildade.»



Compromisso, nível?! O que é isso?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ai que saudades eu tinha!!!...


TROFÉU STROMP: Sporting 74-64 Ovarense


Foto: de um Leão no PJR para outro Leão, bem longe, no sofá através da SportingTV
 O mesmo amor, a mesma paixão e o desafio da fraternidade que deveria unir todos os sportinguistas

Terceiro jogo, terceira vitória, segundo troféu da pré-época! Esta equipa deixa-me positiva e irremediavelmente extasiado! O Basquetebol é lindo e todos os nossos Leões uns monstros!... 


Ai que saudades eu tinha!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Que ninguém falte!!!...

Chegou o dia 🏀🦁 Casa cheia para receber o 🙌 🏆 Troféu Stromp | 🆚 AD Ovarense 📍 Pavilhão João Rocha | ⏰ 20h30 | 📺 Sporting TV
Um dia histórico! No Pavilhão João Rocha ou na Sporting TV...

Que ninguém falte!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Força Leão, tu vais vencer!!!...



Para Jorge Silas com palavras de coragem e incentivo em tão tremendo desafio!...

É para ti Jorge, esta canção. Para que te lembres sempre que a "coragem pode beber-se até de um copo vazio"! Vai em frente. Os sportinguistas estão e sempre estarão ao teu lado, contigo, SEMPRE!...






Força Leão, tu vais vencer!!!...

Leoninamente,

Até à próxima

Porco, porco, mais porco que os porcos!...




José Pereira, presidente da ANTF, crítica contratação de Jorge Silas: «Situações tão ridículas como inaceitáveis»
José Pereira explica que a acção do novo treinador do Sporting será controlada pela ASAE (LINK)

Como cão rafeiro e vadio e "de rabo entre as pernas", o parasita que há longos anos têm sobrevivido e vegetado na ANTF, à conta das quotas de milhares de associados que o têm mantido no lugar e sustentado o seu "dolce fare niente", jamais ousou levantar o seu ronco, sempre que em causa estiveram interesses de tão inúmeros quanto recorrentes clubes do futebol português!... 

Agora, que episódica e circunstancialmente o Sporting entendeu usar das mesmas prerrogativas e expedientes, 'enésimamente' utilizadas por centenas de clubes, entendeu tão excelsa quanto sinistra figura, abandonar o remanso e a comodidade da pocilga onde chafurda, para vir a terreiro lançar mais gasolina numa fogueira que as suas incompetência, senilidade e permissibilidade, decerto bem recompensadas, atearam e jamais conseguiram ou conseguirão extinguir!...

O Sporting será o suposto escape, salvação e refúgio de todos os escroques do futebol português! Por aqui, Leoninamente, não passarão! JAMAIS!...

Porco, porco, mais porco que os porcos!...

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Já não haverá camas nas UCI!...


Já não haverá camas nas UCI!...

Leoninamente,
Até à próxima

Uma nova, esforçada, exigente e ultra-rápida 'pré-época'!...



Escolha que se entende

«Numa altura em que o mercado está fechado, em que o plantel ficará sem mexidas até à reabertura das inscrições em Janeiro e quando a maior parte dos treinadores está a trabalhar, a escolha do sucessor de Marcel Keizer e Leonel Pontes não era fácil. Principalmente quando o clube não abunda em dinheiro e cada investimento tem de ser bem pensado.

Abel Ferreira era um técnico mais experiente e com uma passagem pelo Sp. Braga que lhe deu maior preparação para o que seria o Sporting. No entanto, teria as bancadas contra ele e muitos dos supostos notáveis. Foi o facto de funcionar assim que fez com que os leões perdessem José Mourinho quando ele já estava contratado. Mas há muito que sabemos que Alvalade não aprende com os erros.

Silas é uma escolha de risco. Mas também uma ideia interessante para o futebol leonino. Reconhecido sportinguista, algo que agrada sempre às claques, teve uma proposta diferente no Belenenses. E olhando aos jogadores que terá à disposição em Alvalade, eis um homem que não sofrerá demasiado com o facto de ter apenas um ponta-de-lança de raiz à disposição. 

Uma coisa é certa. Silas trará ideias novas. Como todos, precisa de resultados. Mas também de alguma paz. Se a tiver, pode ser que consiga endireitar o futebol do Sporting.

Também precisa de sorte, claro, mas tem cedo a oportunidade que todos procuram na vida.»
(Bernardo Ribeiro, Saída de Campo, in Record, hoje)


Bernardo Ribeiro não terá precisado de se esforçar muito para reconhecer o óbvio: Silas, Jorge Silas, assim mesmo para que não haja confusões com Paulo Silas, o grande médio-ofensivo que passou por Alvalade, quando na mesma posição - daí a 'alcunha' dos companheiros de então! -, Jorge debutava, com o central Roberto Severo - actual coordenador técnico leonino! -, nos Sub13 do Sporting, trará ideias novas e precisará de resultados, paz e... sorte, muita sorte!...

Mas costumava dizer alguém, que para o caso presente não interessará para nada, que "a sorte dá muito trabalho"! Será um chavão, mas não deixa de ser a mais pura das verdades! E esse "muito trabalho", que ninguém ouse julgar que deverá pesar, exclusivamente, sobre os ombros de Jorge Silas e da equipa técnica da sua confiança que, naturalmente, o acompanhará neste 'novo rumo' que terão decidido dar às suas vidas. Particularmente em termos da "estrutura leonina para o futebol", que já enviou para o 'cadafalso' todos os treinadores que lhe passaram pelas mãos, será condição "sine qua non" que Frederico Varandas afine de vez a garganta, franza o sobrolho, faça 'cara de mau' e arranque um enérgico berro de exigência, para que termine de vez o "dolce fare niente" a que parece todos se terem habituado neste primeiro ano de actividade. Já que Varandas dá a ideia de não possuir a coragem necessária para "uma revolução", pelo menos que berre, berre muito, bem alto e de forma apropriada! Ou será que não topa o que todos os sportinguistas estarão prenhes de topar?!...

E ai de Jorge Silas, ai dele, se não se fizer acompanhar de um preparador físico de excelência. A julgar por aquilo que o plantel tem vindo a mostrar, em termos de resistência física ao esforço que 90 minutos deveriam exigir, desde o início desta malfadada temporada em todos os jogos sem excepção, o novo treinador leonino terá de arrancar de imediato com...

Uma nova, esforçada, exigente e ultra-rápida 'pré-época'!... 

Leoninamente,
Até à próxima

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