sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Compromisso, nível?! O que é isso?!...


Sabem em Alvalade o que é compromisso?


«Há os treinadores a quem o Sporting não consegue chegar; há os treinadores que fogem do Sporting por acharem que ‘não vale a pena’, nem desportiva (pela força do risco enorme) nem financeiramente e há aqueles que, estando ao alcance, se encontram numa fase em que o risco, mesmo sendo grande, é em todo o caso apetecível.

A pergunta que se coloca com alguma legitimidade é se — face ao crónico desempenho — há algum treinador que sirva ao Sporting?!

José Mourinho, Leonardo Jardim, Rui Jorge e Vítor Pereira ou não estavam ao alcance ou fugiram do Sporting. A hipótese e recuperação de Abel Ferreira revelou-se infrutífera, face à complexidade da operação a envolver o PAOK. Jorge Silas estava disponível e os ‘leões’ quiseram, rapidamente, colocar uma pedra sobre o pobre (mini)ciclo de Leonel Pontes. De Mourinho a Jorge Silas calculem-se os quilómetros existentes entre currículos, remunerações e expectativas. O futebol tem hoje menos de estratégia e mais de oportunidade. A oportunidade chamou-se Silas — e é com ela (e com ele) que o Sporting tem de assegurar um outro tipo de compromisso.

COMPROMISSO é, pois, a palavra-chave do Sporting. Foi a palavra que falhou entre muitos presidentes, treinadores, jogadores e adeptos, ‘antes de Silas’ (AdS). Agora, com Silas, e porque a sensação colhida é que não há mais terra para escavar no fundo do fosso, e foi accionado o plano de emergência, ao qual todos têm de se agarrar, se o compromisso não for pleno e se não houver uma consciência colectiva de que não há alternativa à solução do compromisso, o Sporting perder-se-á eternamente nos fóruns fratricidas do clube mais debatido do Mundo.

Não é razoável que o Sporting se mostre tão vulnerável, até em casa, perante equipas como o Rio Ave (duas vezes!) e Famalicão. São boas equipas, é certo, bem orientadas, mas têm de estar ao alcance do Sporting. É ridículo o temor. É ridícula a dúvida. É inacreditável a falta de consistência dentro do campo. A autovulgarização combate-se com generosidade e determinação, porque o Sporting tem jogadores que podem render mais do dobro. Precisam de um líder na cabina. Precisam de alguém que os faça acreditar.

Não é razoável concluir que Coates, Mathieu, Luís Neto, Acuña, Battaglia, Bruno Fernandes e Vietto, a quem se pode juntar Renan, não são jogadores que, em boas condições físicas e anímicas, não asseguram níveis de qualidade suficientes para garantirem uma equipa competitiva. Rosier, Illori, Borja, Wendel e Eduardo têm margem de crescimento, na equipa e na competição. Doumbia, Miguel Luís, Camacho, Pedro Mendes, Jovane e Plata são jovens que, bem enquadrados, podem fazer parte do presente e futuro do Sporting. Não se trata de um plantel de luxo, muito longe disso (ninguém sabe o que se pode esperar ao certo de Bolasie, Jesé e Fernando), mas o Sporting precisa, em primeiro lugar, de vencer a sua própria anemia.

E nisso Silas — pelo seu perfil — será muito mais forte do que Marcel Keizer e Leonel Pontes.

É preciso combater, até com autocrítica, as manifestações de incompetência.

As questões tácticas (com ou sem losango) diluem-se, no entanto, no impacto da falta de confiança. Alvalade está minado pelo vírus da desconfiança. Há uma espécie de halo de tragédia que se estende das bancadas ao relvado e do relvado às bancadas, passando pelos gabinetes, no eixo Alvalade-Alcochete.

De tanto se querer ser ‘campeão à pressa’, já se passaram 18 anos. O Sporting nunca quis dar tempo a si próprio. Tempo para estabilizar, tempo para reformar, tempo para unir. E, não dando tempo a si próprio, o leão definha.

Frederico Varandas tem de baixar as expectativas. Explicar as razões pelas quais o Sporting chegou à situação actual e ser implacável com os crocodilianos (ler ‘Pressão Alta’ de 7/9).

É preciso acabar com a sinfonia do ‘deita abaixo’. Com uma comunicação democrática, mas forte. O Sporting contratou um treinador com ideias claras e sólidas. É um bom ponto de partida. Tem de ser exigente com os jogadores (na base do compromisso) e estes, se forem generosos, acabarão por mobilizar os adeptos. Um treinador-líder é sempre uma base importante. De conquista do balneário. Um balneário forte ajuda a criar uma liderança forte. É disso que o Sporting precisa. De compromisso. Puxar o Sporting para baixo não é apenas um mau serviço que ‘sportinguistas’ prestam a sportinguistas. É um mau serviço prestado ao futebol nacional.

NOTA - O próximo ’debate nacional’ será em redor de ausência de nível de Silas. Neste caso, o quarto. Há, de facto, um "problema de nível" em Alvalade para o qual é preciso olhar com humildade.»



Compromisso, nível?! O que é isso?!...

Leoninamente,
Até à próxima

2 comentários:

  1. "Só temos que não fazer" como dizem que faz a avestruz...

    Nada de "enterrar" a cabeça...

    O que necessitamos é de unirmo-nos em vez da constante guerra entre adeptos...

    Quando mais desunidos...pior ficará o Sporting...!!

    SL

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