terça-feira, 9 de maio de 2017

Um eventual mas sempre difícil regresso ao sucesso!...


TERÃO NUNO E JESUS AS MESMAS ARMAS?


«O Benfica está cada vez mais próximo de ser campeão e após o fim de semana serão poucos os que não celebram já o tetra entre os adeptos encarnados. Um título difícil, que na melhor das hipóteses será confirmado na penúltima ronda e a que o Porto deu luta pelo menos quase até ao fim. A confirmar-se, será momento de sinceros parabéns a Vitória e de questionar os perdedores.


É da natureza humana e justo, diga-se, que se peçam justificações a quem não ganhou. Jesus e Nuno partiram com um único objectivo e falharam. Ao verem os encarnados conquistar o tetra devem assumir que a época foi um fracasso. Até porque poderão ver o rival festejar a dobradinha. Mas há mais questões.

Para além de Nuno e Jesus estarem longe de serem os únicos réus a merecer julgamento, na hora da derrota é interessante analisar se os técnicos terão tido as mesmas armas do vencedor. A quem não se pode tirar mérito. É de enorme injustiça dizer que foram dragões e leões a perder o título e não o Benfica a ganhá-lo. De quem não sabe valorizar o adversário. Respeito precisa-se.

Nas armas há diferenças. Dos plantéis à estrutura, Nuno e Jesus não têm à disposição tanta qualidade. Nem estabilidade. Muito menos tanto poder institucional e mediático. O clube de Vieira soube criar uma cultura de conquistas que não será fácil de travar. Vai do campo a muitos outros pormenores que o Benfica cuida bem melhor do que os rivais. O Sporting há muito que não sabe o que é isto. O Porto perdeu-se numa estrada onde os êxitos pareciam já impossíveis de não se repetir. É na análise do fenómeno que residirá o eventual mas complicadíssimo regresso aos sucessos. Até porque nem todos podem ter 22 milhões no banco à espera de um golo. E quem tem dinheiro ganha mais vezes. Tem é de saber gastá-lo.»
(Bernardo Ribeiro, Entrada em Campo, in Record)


Aí estão as duas ideias mestras desta crónica de Bernardo Ribeiro, de que me vejo obrigado a subscrever apenas uma e saberão os deuses com que custo, porque...


1 - Foi o demérito do Sporting e de outros a dar o tetra ao Benfica.

2 - Já do plantel à estrutura Jorge Jesus não terá tido, efectivamente, à sua disposição tanta qualidade. Nem estabilidade. Muito menos tanto poder institucional e mediático.

Ora perante tais factos, verbalizar argumentos corriqueiros e populistas a que há muito os sportinguistas estão habituados, cobre de ridículo quem o faz, seja presidente, seja treinador. Esse tipo de argumentação poderá entender-se e até ser perdoado se vier da anónima massa adepta. Nunca quando aparece, directa ou indirectamente, suportado pela força do voto. Tal sempre e apenas significará, défice de análise, incapacidade para antecipar o futuro e escolher e planear a melhor estratégia e, inevitavelmente, acabará por traduzir-se em incontornável desresponsabilização e num generalizado e baixíssimo índice de exigência colectiva. Estará sempre nessa imprescindível, imperiosa, urgente e, sobretudo, silenciosa mudança de rumo... 

Um eventual mas sempre difícil regresso ao sucesso!...

Leoninamente,
Até à próxima

2 comentários:

  1. Só posso concordar e subscrever tanto a crónica do Bernardo Ribeiro, como igualmente as ideias e análise do caro Álamo.
    Agora só falta e para começar que os dirigentes do Sporting consigam por fim compreenderem e aceitarem a actual realidade, ou seja que os êxitos do nosso rival Benfica não são obra do acaso e/ou somente pelas ajudas arbitrais, já que os seus muitos e variados sucessos e títulos de campeão alcançados nas últimas temporadas, não se restringem somente ao futebol sénior profissional, alargam-se a muitas outras modalidades e escalões. Compreendido isto, será importante os dirigentes do Sporting definirem os objectivos que o Sporting deseja e pode alcançar (agora sobre as premissas de um cenário real e não virtual e tanto ao gosto do adepto comum) e a partir dai delinear a melhor estratégia para que tal aconteça... e estaremos sem dúvida mais perto de um eventual mas sempre difícil regresso ao sucesso.

    João Tavares

    P.S: já agora que esta época tenha sido a última da história do Sporting em que os nossos dirigentes subjuguem e condicionem os objectivos e estratégia a seguir a interesses e objectivos de um outro clube, para mais quando este clube está a disputar directamente connosco pelos mesmos objectivos.

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  2. Em parte não concordo, o Benfica teve ajuda da arbitragem, da sorte, vejamos o jogo com o Estoril, e Rio AVe

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