quarta-feira, 31 de maio de 2017

"Por uma vez não pensou mal"!...


OS DESASTRES DE SIMÃO

«Simão Sabrosa pode ter sido um bom jogador de futebol; agora o que não tem é qualquer sentido de humor e muito menos, bom senso.

Vem isto a propósito da ideia peregrina de Simão, reconvertido agora em entertainer de um programa televisivo, dos muitos que há sobre futebol, de fazer uma equipa com os piores jogadores com que jogou na sua carreira profissional.

Eu até subscrevo algumas das escolhas de Simão, embora ache que incide demasiado sobre o jogadores do Sporting e esquece flops do Benfica como King, Paredão, Freddy Adu, Roberto, e por aí além.

Só que esse exercício pode ser feito por um comentador, nunca por um antigo jogador, internacional A e capitão do Benfica, a quem fica mal formular juízos de valor depreciativos sobre colegas de profissão – melhores ou piores, isso não está em causa – e, sujeitando-se à reação azeda do Fernando Aguiar, que lhe respondeu à letra.

Já tinha descortinado alguma insensibilidade ética de Simão, quando resolveu fazer profissões de fé sobre o Benfica, esquecendo que foi o Sporting quem o trouxe do desterro em Gonçalim e fez dele um jogador de futebol; infelizmente o Sporting falhou, como os fatos vieram a demonstrar, no resto da sua formação.

Era um pouco, como se, um antigo primeiro-ministro, resolvesse divulgar publicamente a lista dos piores ministros que com ele trabalharam...

O problema de Simão é o de muitos futebolistas no after life, ou seja quando se acabam os rendimentos do futebol e enveredam por outras carreiras, para as quais não estão preparados e se prestam a fazer figuras, que à vezes até mete pena ver.



Se Simão quiser – ou não tiver alternativa – em persistir nesta carreira, aconselho que veja os programas do Eric Cantona, que sabe ser cáustico e divertido, sem ser ofensivo. Pode ser que se inspire, embora seja um exercício difícil, porque dentro e fora do campo, Cantona foi sempre, muito melhor que Simão...»
(Carlos Barbosa da Cruz, O canto do Morais, in Record)


Estava eu a ler com uma natural e crítica curiosidade esta crónica de Carlos Barbosa da Cruz sobre a "atrocidade cometida por Simão Sabrosa" e não resisti a estabelecer o paralelo que me sugeriu o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a analogia estabelecida por Wolfgang Schauble, entre Mário Centeno e Cristiano Ronaldo...

De facto quem teve a coragem e foi capaz de escrever uma crónica com esta dimensão...

"Por uma vez não pensou mal"!...

Leoninamente,
Até à próxima 

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