sábado, 25 de julho de 2015

Com Luís Duque, nem as moscas mudam, quanto mais a merda!!!...


"Os clubes deram um sinal claro que pretendiam mais rigor e transparência nas nomeações e classificações dos árbitros. Vamos agora traçar um caminho de diálogo para podermos mudar."
(Luís Duque, no final da AG da FPF, in Record)

"Com papas e bolos se enganam os tolos"!...

Mas que caminho pode traçar agora Luís Duque?! Do diálogo?! Mas que diálogo?! Com quem poderá ele travar o diálogo?! Com os mesmos que pretendem reelegê-lo na Liga?! Ou será que se julga com capacidade para convencer alguém de que irá, através do diálogo, "catequizar" Vitor Pereira, contra os ditames de quem o pretende reeleger?!...

Luís Duque, no meu modesto entender, estará ver o mundo do futebol em Portugal, absurda e completamente de pernas para o ar. Se assim não fosse, facilmente se aperceberia da profunda contradição entre a sua primeira e segunda afirmações.

Tomemos em consideração, que a AG da FPF terá infligido hoje um profundo e provocador "xito", um acintoso, desonroso, incontornável e quase inapelável "knockout", a todos os clubes profissionais de futebol em Portugal. E recuando à essência de toda esta polémica, utilizando o velho paradoxo de qual terá nascido primeiro, se o ovo, se a galinha, impõe-se questionar qual o coração que, verdadeiramente, fará pulsar todo o futebol universal?!

Muitos apontarão os jogadores, à frente de dirigentes, treinadores, preparadores e recuperadores físicos,  árbitros, médicos, juristas e mais uma infinidade de profissionais que vivem do e para o futebol. É minha forte convicção de que ninguém teria razão de existir se no patamar mais elevado, no topo da pirâmide, não colocássemos... os clubes. Eles são verdadeiro e insofismável coração que faz pulsar o futebol. O resto serão preconceitos corporativistas, em que, sem desvalorizar ou menorizar nenhum, a começar pelos jogadores,  cada um deles mais não fará que puxar a brasa para a sua sardinha. Porque a essência do futebol, inapelavel e incontornavelmente, sempre foram, são e continuarão a ser os clubes.

Com os vícios e defeitos inerentes ao povo de que emanou, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) foi fundada tarde e a más horas e a reboque de todos os projectos que universalmente lhe tomaram a dianteira, no dia 3 de fevereiro de 1978, de nome "Liga Portuguesa de Clubes de Futebol Profissional". E como quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita, num trajecto de 37 anos, transformou-se numa coutada de grandes clubes, cemitério de clubes pequenos e viu políticos e outros grandes interesses determinarem-lhe um caminho que deveria ser apenas e exclusivamente escolhido pelos hoje 36 clubes, a que corresponderão, salvo erro, 41 equipas profissionais.

Ora essa Liga, decidiu com toda a legitimidade, em AG realizada em 29 de Junho de 2015, através de votação secreta e com 28 votos a favor e 16 contra, aprovar o sorteio dos árbitros para todas as competições profissionais, em detrimento do método de nomeações até então em vigor.

Creio que a ninguém restarão dúvidas sobre o objectivo da grande maioria dos clubes, ao aprovar o sorteio dos árbitros. O próprio actual presidente, já candidato às próximas eleições do organismo, ainda hoje o terá reconhecido sem ambiguidades: "Os clubes deram um sinal claro que pretendiam mais rigor e transparência nas nomeações e classificações dos árbitros." Por outras palavras e para bom entendedor, os clubes mostraram um cartão vermelho ao Conselho de Arbitragem da FPF e em particular ao seu presidente Vitor Pereira. O sorteio aprovado, ao invés de constituir uma solução, que ninguém no futebol português defenderá, deveria apenas servir de álibi para provocar uma digna e honrosa demissão em bloco de todo o CA da FPF.

Mas estamos em Portugal, um país de excelente cozinha, cuja aprimorada confecção faz as delícias de quem nos visita ou espreita de longe com extrema curiosidade, quiçá de água na boca ou de sorriso rasgado de gozo. Não chegou um mês para que a união das corporações dos jogadores, dirigentes, treinadores, preparadores e recuperadores físicos, árbitros médicos juristas e mais uma infinidade de profissionais que vivem do futebol, vulgo FPF, cozinhasse o mais apetitoso dos pitéus: as papas! Que comeram alegre e quase acintosamente na cabeça dos clubes.

Penso que Luís Duque seria um candidato credível às próximas eleições da Liga, se como vice-presidente da FPF, no uso dos seus poderes como presidente da LPFP e no respeito pela última decisão da AG da Liga, em vez de prometer "diálogos com surdos", tivesse hoje alertado toda a AG de FPF, para a possibilidade de os clubes que representa, boicotarem todas as competições profissionais, enquanto não tivessem a garantia por parte da FPF/CA, de "mais rigor e transparência nas nomeações e classificações do árbitros"!...

Assim, se eu fosse dirigente de um clube da LPFP, por mais modesto que fosse, saberia bem em quem votar no próximo dia 28. Porque enquanto a Luís Duque toda agente da FPF, incluindo o CA e o seu "sólido e inamovível" presidente, parece comer-lhe as papas na cabeça, já o mesmo com toda a certeza não aconteceria com o outro putativo candidato, o ex-árbitro Pedro Proença, pelo carácter e como profundo conhecedor das linhas com que se cosem todos os elementos constituintes do actual e inamovível CA da FPF.

Com Luís Duque, nem as moscas hão-de mudar, quanto mais a merda!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

3 comentários:

  1. Um tribunal de primeira instância de Bruxelas proferiu esta sexta-feira uma sentença desfavorável à "Third Party Ownership", a partilha de passes de futebolistas com terceiros. A queixa fora apresentada pela Doyen Sport e o clube belga Seraing FC contra a federação daquele país, UEFA e FIFA. O organismo mundial proibiu a 1 de maio a copropriedade de passes, algo que os queixosos alegaram ser contrário à livre concorrência e circulação consagrados no direito comunitário.
    O tribunal belga concluiu, porém, que os fundos de investimento têm uma influência nefasta no desporto e são opacos, facilmente configurando situações de conflito de interesses devido à dificuldade em rastrear os detentores dos fundos, como é o caso de acordos com clubes a disputar as mesmas provas. De igual modo, o desejo dos investidores em TPO de ver circular os jogadores, para assim rentabilizarem o investimento, compromete a estabilidade contratual entre clubes e atletas. O tribunal considerou ainda não ter sido provado que a proibição da FIFA seja desnecessária ou desproporcionada.

    ResponderEliminar
  2. Espero bem que, no momento das eleições para a Liga, os clubes (os seus presidentes...) não sejam acometidos por uma qualquer onda de amnésia ou, mesmo, virados ao contrário por uma súbita rajada de vento...

    ResponderEliminar

PUBLICIDADE