sexta-feira, 10 de julho de 2015

Aquilo que não nos mata, torna-nos mais fortes!...


Emergência central

"Está escrito em muitos compêndios do futebol: um bom ataque ganha jogos, uma boa defesa conquista campeonatos. Jesus sabe isso melhor do que ninguém. Em seis anos de Benfica, pôde contar com Luisão, em todos eles, fazendo par com David Luiz, Garay, Jardel.

No Sporting esse foi sempre um problema. Ainda o ano passado, a equipa começou por ter em Maurício e Sarr uma dupla… desastrada e só começou a entrar nos eixos quando Paulo Oliveira foi chamado. Com o ex-vitoriano, o sector estabilizou e com a chegada de Ewerton tornou-se eficaz. No passado houve variações em torno de Rojo, Maurício, Dier, Xandão, Onyewu, Ilori. Nunca uma dupla se fixou de forma duradoira. De tal modo, que até o par Polga/Tonel despertou sentimentos de saudade.

O resultado desta instabilidade encontra um elucidativo indicador no registo dos golos sofridos. O ano passado o Sporting sofreu 29 golos (mais um do que o Sp. Braga e mais 13 do que o Benfica) e, em 2012/13, encaixou 36 (mais 22 do que o campeão FC Porto). Jardim foi quem melhor soube apurar a defesa leonina: apenas 20 golos sofridos (mais 2 do que o campeão Benfica).

Vem isto a propósito do Sporting ter perdido, para os primeiros três meses da temporada, aquele que seria um dos seus pilares: Ewerton. Depois de accionarem a cláusula de opção do brasileiro, os leões estavam no mercado à procura de um jogador que complementasse aquele que foi claramente uma aposta ganha na época anterior e que justificou o investimento para assegurar a sua continuidade. Uma vez mais, Paulo Oliveira surge como recurso precioso (e que boa resposta ele deu na temporada passada) ao mesmo tempo que a urgência por um central se torna um problema… duplamente preocupante."
(AntónioMagalhães, Entrada em Campo, in Record)


Subscrevo em absoluto o pensamento de António Magalhães: "a urgência por um central torna-se um problema... duplamente preocupante". Porque mesmo que rapidamente seja conseguida a contratação de um bom central, Jorge Jesus passará quatro meses no fio da navalha, enquanto Ewerton não estiver apto, tremendo como varas verdes perante a eventualidade de Paulo Oliveira e esse novo central poderem protagonizar um infortúnio semelhante ao de Ewerton. Tobias Figueiredo, pesem embora todos os seus formidáveis atributos, ainda não atingiu o patamar de experiência que ofereça a serenidade e a fiabilidade necessárias numa posição de tal importância.

E se tivermos em conta o cerco do circo com que o Sporting se tem visto confrontado nesta abertura de mercado, não desejaria estar na pele de Jorge Jesus, Octávio Machado e Bruno de Carvalho, particularmente deste, por ser exactamente aquele que vai provando a maior dose de veneno.

Mas aquilo que não nos mata, torna-nos mais fortes!...

Leoninamente,
Até à próxima

1 comentário:

  1. Não digo que não temos \devemos contratar um central.
    Mas comparar começar com este Tobias e "Este" oliveira com começar com Maurício e sarr... enfim.

    Já quanto aos golos que o autor refere, os centrais são os menos culpados por duas razões, uma a equipa como todo a defender era um a piada, digna do campeonato de seniores, o que é triste porque o plantel era bom.
    Outra, nos poucos jogos em que Maurício e sarr comprometeram com golos infantis, a equipa, aquela do futebol maravilhoso, não consegui marcar golos...
    Chorar pelo empate em maribor e culpar os centrais sem questionar porque só marcámos um golo, ao colosso (atenção, nada toscos) mais uma falácia

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