segunda-feira, 11 de maio de 2015

É tempo de pensar grande!...


Ainda não acabou

"... Os discursos de exigência no Sporting não deram grande resultado na Amoreira. O melhor que a equipa conseguiu foi um empate depois de uma 1.ª parte fraquíssima. Melhorou depois, mas não chegou. Teve pela frente um adversário sempre a pensar pequenino. O Estoril, apesar de tranquilo na tabela classificativa, abdicou de jogar e de proporcionar o mínimo de espectáculo. OSporting, que quer pensar cada vez maior, ficou aquém da sua própria ambição. O Jamor definirá a época.
(António Magalhães, Entrada em Campo in Record)

Penso que, ao contrário do que escreveu António Magalhães, não será o Jamor a definir a época! Ela estará há muito definida e terá sido tudo menos para recordar! Alinhou pelo diapasão do primeiro tempo de ontem no Estoril: ficou muito aquém, demasiado aquém da sua própria ambição!...

O Sporting fez de Alvalade o cemitério das esperanças do seu fantástico universo, consentindo 5 empates na sua própria casa, nomeadamente não conseguindo vencer no seu reduto nenhum dos seus mais directos rivais! Foram 10 pontos perdidos que lhe poderiam ter dado o título.

O Sporting nunca revelou e chega ao fim da época sem revelar, os argumentos suficientes para destruir e reduzir a pó a estratégia do pontinho, usada por quantos visitaram Alvalade, com os seus mais próximos adversários à cabeça.

Ainda que eventualmente venha a ganhar a Taça de Portugal no Jamor - veremos se o conseguirá - esse título, somado ao apuramento para o "playoff" da Liga dos Campeões nunca branquearão a má época realizada, nem apagarão a falta de ambição e a fragilidade das armas reveladas pela equipa numa boa parte dos jogos realizados. E isso terá sempre de ser contabilizado, cabendo a responsabilidade maior a Marco Silva, independentemente da justeza do privilégio de possuir tão boa imprensa. Em futebol e no Sporting em particular, muito antes das bonitas palavras que no tempo e no modo possam ser ditas, sempre contarão em primeiro lugar, a ambição e todas as suas consequências, traduzidas em resultados que terão de passar necessária e obrigatoriamente por vitórias, por títulos!...

Sim, a época ainda não acabou, mas vai sendo tempo de pensar seriamente em não voltar a repetir os erros nela cometidos. E para atingir tamanho desiderato, Marco Silva terá de dar por encerrada a sua fase de aprendizagem e galgar com coragem, inteligência e determinação, para o patamar onde nunca esteve mas que se julga perfeitamente ao seu alcance, assim seja capaz de deixar pelo caminho castrações, medos e ambiguidades que teimam em acompanhá-lo.

É tempo de pensar grande!...

Leoninamente,
Até á próxima  

8 comentários:

  1. É tempo de pensar grande quando há as exigências da UEFA que não são para brincadeiras e os constrangimentos dos bancos? Nos próximos anos o pensar grande estará obrigatoriamente arredado de Alvalade.

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    1. O texto que escrvei, caro "anónimo das 13.15", de modo nenhum foi apontado aos meios humanos de que o Sporting dispôs ou virá a dispor, por força das limitações que todos conhecemos. Referi, tão só, a necessidade de alteração de processos e mentalidades, seja por parte do corpo técnico, seja por parte dos intervenientes directos no jogo. Pensa-se ainda demasiado pequeno no Sporting! É tempo de pensar grande!...

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  2. Penso que o Sporting está muito limitado e estará nos próximos tempos por questões de ordem financeira. Temos que correr por fora como fizemos no outro ano com Jardim.

    Não tenhamos ilusões. Este ano o sporting perdeu 10 pontos só em casa porque jogou mal e não teve "o manto" que o benfica teve ao longo da época.

    Mas sejamos honestos; não comparemos os planteis que benfica e porto têm e os investimentos que fizeram...

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    1. Caríssimo "cpontoal", como o amigo reconhece no seu comentário, mesmo aceitando que os planteis dos rivais possam ser superiores, mesmo dando como facto consumado a existência do "bendito manto" que refere, penso que com outra mentalidade competitiva por parte de técnicos e jogadores, o Sporting poderia perfeitamente ter discutido o título.

      Certo que a recuperação que todos desejamos não se consegue em dois anos. Certo que estaremos a caminhar no bom sentido. Mas a bandeira que por aqui vou erguendo vai no sentido da superação e essa apenas será alcançada com uma radical mudança de mentalidades.

      SL

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  3. Este discurso de pensar em grande, é muito bonito é à politico da oposição, mas a prática é outra, No tempo do Bento muitos adeptos criticavam o segundo e as taças, eu também quero ser campeão todos os anos mas ele saiu e depois qual foi o resultado? Agora sai o Marco alguém acredita que alguma coisa vai melhorar? com as saídas de Nany Carrillo e possivelmente o W. carvalho. Vejo jogar o sporting jogar à mais de 30 anos e não acredito em milagres.

    Um abraço.

    Nota:espero estar enganado

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    1. Então, segundo a tese do "anónimo das 22.22", vamos pensar pequeno "à político da situação", vamos despedir o Marco Silva e fazer regressar o Paulo Bento e vamos continuar pobres e alegres, conformados com a nossa triste sina!...

      À fava com a revolta, o inconformismo e o espírito de luta para construirmos um futuro melhor! Às urtigas a ambição e uma outra mentalidade competitiva! Que se lixem todos os pensamentos positivos no sentido de construir um Sporting de que nos orgulhemos. Vamos todos regressar ao passado! Se calhar, fazer ressuscitar Salazar!...

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    2. A questão não é pensar em grande ou pensar pequeno, o problema é que nos últimos 30 anos apenas por uma ou duas vezes o sporting apresentou um plantel mais forte que os nossos rivais, essa é que é a questão. Eu defendo que o Marco silva deve continuar e quando falei do Paulo Bento era apenas para dar um exemplo. Agora Alámo se o nosso plantel continuar a ser menos forte do que os outros dois, podemos ser campeões mas terá que reconhecer que é muito difícil.Não percebo a questão do Salazar! estamos num país livre cada um diz e escreve o que quer, o inconformismo não é para aqui chamado as coisa são o que são.Agora espero que tenha razão e com a mudança de mentalidade sejamos campeões.
      O futuro dirá.

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    3. Com gosto volto a responder ao "anónimo agora das 21.12", em primeiro lugar para que não interprete mal a minha alusão a Salazar. Tal como o caro refere em sua defesa, creia que Salazar foi apenas um exemplo para reforçar o regresso ao passado como Paulo Bento, e sem qualquer outra intenção. Há muito deixei de recear invocar o nome do ditador. Libertei-me...

      Volto a reforçar o meu pensamento, no sentido de que, com a tremenda evolução do futebol a que todos estaremos a assistir, começa a revelar-se cada vez mais difícil chegar à vitória apenas através do talento individual, do sentido colectivo e da riqueza táctica dos processos de jogo. Obviamente que a existência de qualquer dessas vertentes ou de todas juntas, aproximará mais do êxito a equipa que as possuir. Mas fundamental começa a ser e cada vez mais, a força da mente que qualquer colectivo revele. Vejam-se os casos do Borússia de Dortmund e Atlético de Madrid na época transacta.

      Atravessando o Sporting um período da sua história de reconhecida debilidade económica e limitações financeiras incontornáveis para já, que ninguém se atreverá a dizer quanto tempo mais durará, creia que só o inconformismo e a concomitante mudança de mentalidade nos poderá fazer ganhar títulos e voltar a ser campeões. Aí estará o nosso dilema: ou mudamos e "conseguimos fazer das tripas coração", ou muito provavelmente bateremos o record dos 18 anos! A escolha deverá ser nossa. Por mim já declarei o meu voto!...


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