quinta-feira, 6 de outubro de 2016

É chegada a hora de Douglas justificar a aposta de Jorge Jesus!...


Eixo de stress

No Sporting: Semedo ou Douglas? Rara é a conquista desobrigada de sacrifícios...

«Treinador inteligente é aquele que arranja sempre forma de se desembaraçar de palavras ou afirmações próprias. E chegamos a Jorge Jesus, sem dúvida um quebra-amarras. Depois da enxurrada de golos sofridos pelo Sporting nas últimas jornadas de campeonato - oito em três jogos, para sermos precisos -, é de se admitir que o técnico reveja a organização defensiva e pondere a troca de elementos, também (mas não só) em virtude da confirmada ausência de Adrien, lesionado, por um período até seis semanas. Pondo os olhos no eixo da linha mais recuada, e relacionando-a com o compromisso no horizonte, para a Taça de Portugal, no reduto do Famalicão, há uma questão que se escancara ao debate: Douglas será lançado no onze para no encontro sucedâneo voltar a sentar-se no banco ou na bancada? Ou, pelo contrário, entrará para ali se fixar, rendendo potencialmente Rúben Semedo? Paixão antiga que o treinador assume sem pudor, quase como se de uma medalha se tratasse, Douglas mudou-se para Portugal a pensar em tudo menos em fazer turismo. Isso, claro, agrada a Jesus, que tem a utilização do brasileiro - com ordenado próprio de um titular, diga-se - arrumada entre as "ideias fixas". E se este central feito, na primeira chamada à competição, corresponder ao que dele se espera, dificilmente o comandante se recusará a dar-lhe a sequência "prometida" pela transferência para Alvalade, mesmo que essa decisão implique baixar Rúben Semedo para suplente e descarregar gelo sobre o "projecto" de guiar rapidamente o jovem à Selecção A portuguesa. Rara é a conquista desobrigada de sacrifícios. E o Sporting "só" pode ser campeão.»
(João Sanches, Opinião, in O Jogo)

Fará todo o sentido, a meu ver,  a tese que João Sanches defende nesta sua bem construída crónica. Coloco no entanto algumas reticências pela simples razão de me parecer algo redutora. A entrada de Douglas nas soluções de Jorge Jesus não terá necessariamente de "implicar baixar Rúben Semedo para suplente e descarregar gelo sobre o 'projecto' de guiar rapidamente o jovem à selecção A portuguesa". E explico porquê.

Até ao final do ano o Sporting atravessará um complicado período competitivo, solicitado que será para a disputa de três competições e com o pressuposto de ganhar tudo a nível interno e ir o mais longe possível nas competições europeias. Ora esse desígnio apontado por Bruno de Carvalho, apenas terá alguma hipótese de ser exequível, para além da aleatoriedade própria do futebol, se Jorge Jesus tiver "matéria prima" para fazer face à famigerada mas inultrapassável rotatividade.

A dupla Coates/Semedo manteve-se incólume neste primeiros oito jogos da época, mercê da chegada tardia de Douglas e das já ultrapassadas complicações a nível físico de Paulo Oliveira. Com a carga de jogos que aí vem, será pouco provável que a dupla se mantenha, conhecida que é a filosofia de JJ sobre esta matéria.

Depois e para além do "stress do eixo", haverá sempre pequenos impedimentos de ordem física dos quatro centrais disponíveis que naturalmente forçarão JJ a mexidas no sentido contrário àquele que é preconizado por João Sanches. Mas numa coisa concordo com o jornalista...

É chegada a hora de Douglas justificar a aposta de Jorge Jesus!...

Leoninamente,
Até à próxima

2 comentários:

  1. Sou da opinião que o Douglas nunca pode fazer dupla de centrais com o Coates. Além de serem os dois centrais direitos, e fundamentalmente por serem os dois lentos. Penso eu de que

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  2. Douglas é para entrar para o lugar de Coates, quanto muito, nunca para o de Ruben.

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