sábado, 8 de outubro de 2016

As virgens ofendidas que por aí pululam escusavam de ouvir isto!...

PROF. DIREITO UNIV. COIMBRA

INCENDIAR E ESCAPAR

«É cíclico e reiterado. Quando as baterias começam a aquecer, as comunicações profissionais dos grandes clubes de futebol arrancam para o terreno e fazem por justificar os seus encargos, partindo do princípio de que as suas funções também ganham títulos e as múltiplas plataformas estão disponíveis para lhes dar eco. Os tempos mudaram muito desde os tempos do "terrorismo verbal" quase primitivo dos presidentes e treinadores beligerantes (mais ou menos difundido pelos jornalistas de confiança, num país a preto e branco de que já poucos se recordam) até às novidades modernas dos "mind games" do estrangeirado José Mourinho (depois imitados, com arremedos mais ou menos desajeitados aos focos dos holofotes, e fonte de aprendizagens para dirigentes e assessores com vontade de superar a escola antiga). Agora são as redes sociais que entram em jogo com as "contas" associadas aos clubes ou travestidas de "designações" – depois ampliadas pelos adeptos radicais e/ou comprometidos e/ou alinhados – e os "comentadores" dos programas de "análise" de futebol (analítico, portanto). Nos conteúdos quase sempre a arbitragem, muitas vezes os protagonistas dos "outros", tantas vezes a justiça desportiva. Até chegarmos aqui muita reputação se tentou afundar, muito escárnio se destilou, muito emissário se colocou a insultar, muita honra se visou denegrir, demasiada coacção, expressa ou encapotada, se generalizou. E tantas acções colocadas em tribunal, algumas só para intimidar e atemorizar os vindouros…

Agora diz-se que é preciso parar com a situação. É tarde. Os processos até irão existir e as sanções podem vir a surgir. Mas com carga punitiva sem relevo (ou será que alguém nos surpreenderá?) e prevenção geral diminuta. Soluções? Muito simples: perda de pontos para situações objectivas e exemplificadas; suspensões efectivas com restrições claras na competição desportiva e penas pesadas para os incumpridores dessas restrições; inelegilidades dos dirigentes com suspensões acumuladas para serem gerentes e administradores das sociedades desportivas; impedimentos para a inscrição de atletas e técnicos. Difícil? Claro, enquanto forem os clubes (ou os cérebros jurídicos da Liga, pensadores exímios dos "fins das penas") a "legislar", a FPF a deixar afundar e o Estado demissionário a assobiar para o ar e portador anos a fio de "discursos" escritos para Word tamanho 24. Com espaçamento duplo.

Pois! É difícil. Diria inverosímil. Mas seria ainda mais animado!!!»
(Ricardo Costa, Por força da Lei, in Record)

As virgens ofendidas que por aí pululam escusavam de ouvir isto!...

Leoninamente,
Até à próxima

7 comentários:

  1. Desconheço se Ricardo Costa é especialista em matéria desportiva, ou não. O que sei é que as suas "grandes" decisões e do órgão disciplinar a que pertenceu e de que era Presidente, foram cabalmente desmentidas pela "justiça" dos Tribunais Portugueses, tal como a descida de divisão do Boavista, ou do Gil Vicente.
    Falar de fora é bom para falar de "galo", mas este personagem já deu mostras da sua incapacidade jurídica prática e nunca despiu a camisola do seu clube, no exercício de funções.

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    1. Com o devido respeito pela opinião do caro A. Martins, permita que discorde do termo "cabalmente" que aplicou aos desmentidos da "justiça" dos Tribunais Portugueses, para sugerir que seja colocado o termo "convenientemente"!...

      Caro amigo, um de nós andará a lavrar em erro sobre os Tribunais Portugueses. Por mim, enquanto me lembrar da forma como esses mesmo Tribunais Portugueses ilibaram Pinto da Costa e tantos, tantos outros, no caso Apito Dourado, não haverá lixívia que os possa branquear. Os casos do Boavista e Gil Vicente terão sido meros sucedâneos...

      Sobre Ricardo Costa, não quero discutir o carácter e a comptência de ninguém, apenas me limitei à análise do texto que escreveu que, a meu ver, faz todo o sentido.

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    2. Este A.Martins não é "sportinguista", nem "benfiquista", nem "portista". Ele comenta em blogs como o Novo Geracao Benfica ou o Porto Universal e ainda tem o descaramente de vir comentar ao Leoninamente. É um grande camaleão.

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    3. No que respeita aos Tribunais Portugueses, sou obrigado a concordar, sem contudo alterar a minha perceção sobre RC, o que influencia o meu sentimento negativo sobre aquilo que escreve.

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    4. Ao anónimo das 08:39, apenas lhe posso dizer que "A Martins" deve haver muitos em Portugal, mas este que algumas vezes aqui comenta, não frequenta blogues benfiquistas e ou portistas. Sou sócio efetivo A, do Sporting Clube de Portugal, com n.º de sócio inferior a 14 mil e com quotas pagas até Dezembro de 2016.
      De qualquer modo, a sua atitude "pidesca" e a cheirar a bufaria, é revoltante e indigna e apenas gostaria de saber em que é que os meus comentários em "Leoninamente", têm a ver com perspetivas camaleónicas.
      Para terminar, mesmo que o "A Martins" fosse o mesmo, o que não é absolutamente verdade, seria isso razão para não poder comentar em "Leoninamente"?
      Se não fosse "sportinguista, "benfiquista" ou "portista" estaria impedido de comentar?

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  2. O Ricardo Bosta eh um lampiao doente. Ele defende perda de pontos e inelegivelidade de dirigentes com muitas suspensoes. Isto tem um destinatario: o Sporting e o seu Presidente. Porque do ponto de vista desse anormal o Orelhas eh um estadista (nao fala, manda falar) e a comunicacao do boifica nao interfere (tem os avencados que falam em nome "individual", embora sejam vice-presidente e director de conteudos desse canal de pornografia desportiva que eh a boificaTV). Neste cenario o boifica, coitadinho, nada de mal faz, ao contrario do Sporting.
    Esse monte de merda do Bosta foi mais um que passou pelo CD a chupar na picha dos lampioes. O que ele quer sei eu.

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  3. O Boavistão dos Loureiros foi muito bem despromovido para a 2ª divisão. É só ver, no Youtube, a forma como o João Loureiro escolhia os árbitros e fiscais-de-linha.

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