quarta-feira, 27 de julho de 2016

"Teo não merece, nunca mais, vestir a camisola do Sporting"!...


UM TEO A MAIS

«Nesta altura em que escrevo, não sei se o Teo Gutierres já saiu finalmente do Sporting, nem é coisa que me preocupe sobremaneira.

Não o acho um jogador por aí além, e para mim é algo misteriosa a sua efectividade na selecção colombiana, que dispõe de avançados bem melhores.

A questão não está no valor, que não me compete julgar, mas na atitude. Desde que chegou ao Sporting, que Teo deu sempre ideia que estava insatisfeito, procurando pretexto para se ir embora.

Acho no mínimo deselegante, para não dizer pouco profissional, que Teo, sendo jogador do Sporting, proclame "urbi et orbi", a sua devoção pelo River Plate, ao mesmo tempo que não esconde a sua disponibilidade para jogar no Rosário Central.

O Sporting deixou-o ir aos Jogos Olímpicos – ele que já passou há muito o limiar dos 23 anos – vedando esse estatuto a outros que tinha muito mais obrigação de dispensar. Penso que a ideia será a de, compreensivelmente, defender o investimento, a ver se se dá o milagre de algum clube se chegar á frente.

Espero que essa optimista expectativa se concretize, e que o Teo, definitivamente desampare a loja.

A verdade é que jogadores como ele, por melhores que sejam, não interessam ao Sporting; quando vejo o Rui Patrício, que interrompeu as mais que merecidas férias, para participar no jogo de apresentação, interrogo-me sobre o que é que um jogador com o perfil mercenário do Teo, ainda faz no Sporting.

Teo não merece, nunca mais, vestir a camisola do Sporting, que, aliás, nunca envergou com grande brilho.

É que há mínimos olímpicos de lealdade para com o clube que lhe paga o ordenado, que Teo, mesmo indo ao Brasil, parece nunca ter compreendido.»
(Carlos Barbosa da Cruz, O Canto do Morais, in Record)


Haverá, com toda a naturalidade, um mundo a separar as concepções de mundo que inundam este meu espírito eternamente insatisfeito e decidido em cada momento da minha vida a procurar os caminhos que melhor correspondam à utopia que me acena no horizonte e aquelas que animarão o espírito de Carlos Barbosa da Cruz, nomeadamente naquilo que se relaciona com o universo leonino a que ambos, sem dúvidas ou reticências, afirmamos pertencer.

Nestas suas habituais crónicas a que em boa hora entendeu chamar de "O Canto do Morais", nem sempre o nosso pensamento sobre uma grande diversidade de matérias terá coincidido. E por isso nem virá mal algum ao mundo, nem a nós próprios. Felizmente estaremos a construir como povo, um caminho de liberdade que o permite. Felizes dos povos que o podem fazer!...

Apesar de muitas vezes já por aqui ter deixado críticas severas a teses por si defendidas, orgulho-me de já ter declarado por diversas vezes a minha profunda convergência com os seus pontos de vista, naquilo que se refere ao grande amor das nossas vidas, o Sporting Clube de Portugal.

É o caso da sua crónica de hoje, sobre Teo Gutiérrez, perante a qual me curvo sem pruridos ou reticências, antes em total e completa sintonia!...

"Teo não merece, nunca mais, vestir a camisola do Sporting"!...

Leoninamente,
Até à próxima

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