domingo, 29 de maio de 2016

Kiko Rosa venceu, ao ficar para sempre na memória de todos!...


DRIBLAR A MORTE

«Há pequenos grandes de mais para desaparecerem cedo. Kiko Rosa tinha 8 anos. Jogava râguebi no Belenenses quando lhe apareceu a doença. Um neuroblastoma resolveu dificultar a vida do pequeno jogador e pô-lo à prova quando apenas devia brincar. E Kiko surpreendeu tudo e todos ao não desistir. A paixão pelo râguebi e pelo desporto era tão grande que chegou a jogar de cateteres ao peito. Não interessava a dor ou o sofrimento. Ali era feliz. Com esta força surpreendeu árbitros, colegas e pais que passaram jogos a chorar ao ver tamanha grandeza. 

O Kiko não venceu. Morreu cedo, 8 anos é muito cedo. Mas estava destinado a ficar na memória. Ontem realizou-se a sexta edição do torneio Kiko Rosa. No Restelo, a sua casa. Ali se juntaram famílias inteiras, jogadores, num espírito de partilha e amor ao râguebi que o Kiko deixou de herança. O pai diz sempre que este é um dia de emoções díspares. Vive-se a alegria mas chora-se a saudade. Mas assim, com este torneio, perpetua uma das mensagens do filho: não há cura para o râguebi.»
(Cristina Ferreira, A coluna da Cristina, in Record)





A minha singela homenagem à nobreza de uma grande mulher e à memória de um "pequeno grande homem". E ao contrário do que a Cristina e a vida escreveram...

Kiko Rosa venceu, ao ficar para sempre na memória de todos!...

Leoninamente,
Até à próxima

3 comentários:

  1. O Kiko era do belenenses Rugby 100%.
    Quanto ao futebol era Sportinguista.
    Alexandre Faure da Rosa

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  2. Uma lágrima irreverente e teimosa rolou há pouco por esta face enrugada que apenas as barbas quase brancas disfarçam. Foi por Kiko Rosa que rolou essa lágrima que, sentida, endereço num abraço de conforto e coragem a Alexandre Faure da Rosa. O mundo é tão pequeno para nele caberem outros sentimentos que tantas vezes nos afastam uns dos outros! E como é vâ e quimérica a forma com tantas vezes passamos distraidamente por ele! O meu Alexandre, era da idade do Kiko, quando a roda da vida o confrontou com um drama bem menor, felizmente para ele e para os pais, familiares e amigos, mas que o marcou até hoje, aos 38 anos. Por isso não fui capaz de impedir essa lágrima. Como não serei capaz nunca mais, de esquecer o Kiko, agora que o sei também leão...

    Renovo o abraço solidário ao Alexandre Faure da Rosa e peço-lhe, se a memória do seu menino o permitir, que me envie algumas fotos dele, para o endereço e-mail ao fundo do blog, apenas porque desejaria juntar algumas imagens ao sentimento que mora no meu coração.

    Bem haja por conseguir ser o pai que imagino seja.

    Álamo

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