quarta-feira, 4 de março de 2015

Não são nada ridículas as cartas de amor!...



O balneário

Ele há jogadores que amuam, porque o treinador não os põe a jogar; outros porque não jogam na posição que gostam; outros ainda porque não gostam de ser substituídos, porque o amigo do peito fica no banco ou ainda por questões tão fúteis como o clube não deixar a namorada ir ao estágio fazer-lhe penteados para o jogo (é verdade!)

Depois há a questão do dinheiro. Há jogadores que só treinam e jogam bem quando o salário está na conta (conta-se que Peter Schmeichel nem sequer aparecia se as contas não estivessem pontualmente em dia), há os que fazem ronha, há os mercenários e os que sentem mais a camisola. Isto para não falar nas questões de diferenças de remuneração no seio da equipa, focos tradicionalmente potenciadores de mal-estar (um jogador brasileiro do Benfica que se destacou no princípio de uma época pelas suas exibições, desinteressou-se quando o clube não lhe deu o mesmo que ao João Pinto, na altura a estrela da equipa).

Há ainda formas diferentes de reagir; uns falam através do empresário, outros ruminam o seu descontentamento, outros reagem mais a quente. É preciso não esquecer os grupos que se formam, normalmente em função de antiguidades, proveniências ou nacionalidades, e que tendem a reagir em função de interesses comuns. Todo este microcosmos tão complexo de vivências e culturas é conhecido no jargão do futebol pela designação genérica de "balneário".

Têm-se desenvolvido muitas teses cabalístico-filosóficas sobre como gerir um balneário, se com o chicote, se com o dinheiro, se com o coração - já vimos de tudo.

Desde que vi um duro como o Marco Materazzi a chorar, quando o José Mourinho saiu do Inter para o Real Madrid, fiquei elucidado que o sucesso deste começa na forma como consegue segurar o dito balneário.

É seguramente tarefa difícil a gestão de interesses tão divergentes, de egos tão inflaccionados quanto impreparados, de interferências externas permanentes dos media, dos empresários, da curiosidade alheia e "tutti quanti", agravada normalmente quando o dinheiro escasseia e a concorrência desestabiliza. Reconheço que é preciso muita persuasão para convencer um jogador a permanecer e jogar numa equipa quando lhe oferecem um salário dez vezes superior noutra.

De qualquer forma, um balneário em que se permite que um jogador interpele e invective directamente o presidente do clube, é um balneário mal montado. E, ao permitir-se que esse episódio transpire para o exterior, temos um balneário mal blindado.
(Carlos Barbosa da Cruz, Canto do Morais in Record) 

Mais um texto interessante de quem parece ter exorcizado alguns "ódios de estimação" que lhe vinham afectando as arestas do prisma. E sempre haverá incompatibilidade absoluta entre ódios e o dito, prisma.

Afinal, quando não se permite que algo embote a inteligência, é tão fácil ser sportinguista! E quanto não vale um sportinguista inteligente e culto?! Que nem precisa de ser virulento para deixar o seu recado, a sua crítica, construtiva e civilizada?!...

Aqui do meu canto, o meu sincero e grato aplauso para o texto de CBdC. Bem precisa o Sporting Clube de Portugal que todos lhe escrevamos... cartas de amor!

E que Pessoa me perdoe, mas nem são nada ridículas as cartas de amor!...

Leoninamente,
Até à próxima

2 comentários:

  1. disse o Manuel José ontem no Canal não Oficial...

    do Fóculporto em Portugal...


    AKA RTPInformação...


    os jogadores do Sporting deviam ter vergonha...


    da atitude que tiveram no Dragão com o Porto...


    deviam olhar para um jogador do Benfica...


    chamado Maxi Pereira....


    que até quando está deitado no chão...


    mete a cabeça onde outros não metem o pé...


    isto é dito por uma das pessoas...


    que mais sabe de futebol e alta competição neste país

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  2. Continua bem evidente o mêdo que grassa nos adeptos lâ piursos!...

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