domingo, 30 de novembro de 2014

É esta capacidade de leitura que distingue os grandes treinadores!...


Um problema resolvido no banco

"É raro o jogo em que Marco Silva não recorre à já famosa dupla substituição, e é ainda mais raro o jogo em que o Sporting não melhora substancialmente de produção a partir do momento em que o seu treinador troca jogadores, altera posições e corrige movimentos. Ontem voltou a ser assim. Com 0-0 a meia hora do fim e com o Vitória de Setúbal amarrado lá atrás, seria difícil – depois de tanto desperdício na 1.ª parte – que alguém ainda tivesse uma solução para saltar o muro. Tudo parecia curto. O habitual desbloqueador, Nani, aparentava descontrolo emocional. Slimani e Montero não caprichavam. Mané tinha esgotado o menu de números artísticos. Era a hora de Marco Silva entrar em acção. Olhou para o lado, fez duas trocas e, de repente, estava outro jogo a começar.

É esta capacidade de leitura que distingue os grandes treinadores. Já se tinha percebido, em duas épocas no Estoril, que Marco Silva tem, de facto, esse dom. Intervém no jogo e deixa quase sempre a sua marca com decisões muitas vezes corajosas e um largo sentido prático. Não foi o primeiro caso em que o Sporting beneficiou esta temporada a partir de análises feitas em tempo real, no banco. Perceber o que está a acontecer, sacar o bisturi e tratar do doente ali mesmo, no relvado, à frente de toda a gente. Foi o que se viu em Alvalade. Exatamente o oposto daquela tendência crescente que é trazer as substituições já feitas de casa...".
(Nuno Farinha, Entrada em Campo, in Record)

Nem sempre acontece, mas desta vez, subscrevo a análise de Nuno Farinha ao jogo de ontem à noite em Alvalade! Estava difícil de... "saltar o muro. Tudo parecia curto... Era hora de Marco Silva entrar em acção. Olhou para o lado, fez duas trocas e, de repente, estava outro jogo a começar."!...

"... É esta capacidade de leitura, que distingue os grandes treinadores"!...

Leoninamente,
Até à próxima

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