sábado, 22 de novembro de 2014

Com as baterias carregadas e um sorriso nos olhos!...


Em jogo que teoricamente permitia alguma rotatividade e a poupança das unidades até agora mais solicitadas, Marco Silva terá arriscado ir por esse caminho, preparando cautelosamente a mente de quem chamou ao terreno e penso que ter-se-à sentido no final de mais uma eliminatória ultrapassada, duplamente satisfeito: por um lado rodou, poupou e goleou e por outro pôde tirar ilacções curiosas, quiçá importantes para o futuro, que só a competição a sério proporciona. Penso eu - cruzes canhoto! - de que...

Aos poucos começa a tornar-se evidente o retorno de Montero à sua normalidade. O seu primeiro golo foi um cântico de sublime técnica, enquanto que o segundo é a  reafirmação do seu extraordinário sentido de oportunidade.

Tanaka parece começar agora a compreender o futebol desconhecido que se joga na Europa e que nem mil vídeos alguma vez lhe poderiam mostrar. Foi notória uma desenvoltura diferente na área e o seu treinador ofereceu-lhe a melhor prova de confiança que um avançado pode receber, ao conceder-lhe o privilégio do penalti. Marco Silva plantou e quem sabe se não terá a sua recompensa, quando a CAN 2015 lhe levar Slimani?!

Apesar deste jogo não ser o indicado para avaliar o estado actual da competência defensiva de Oriol Rosell, terá dado indicações seguras sobre a sua capacidade de participação no processo ofensivo, com uma visão de jogo e qualidade de passe que terão deixado Marco Silva, muito tranquilo. William que se cuide.

Os laterais não terão feito o suficiente em qualidade, para desalojarem Cedric e Jefferson. Sendo verdade que defensivamente as solictações foram reduzidas, não conseguram em termos ofensivos a qualidade esperada.

Daniel Podence teve uma estreia linda. Os vinte minutos em campo foram suficientes para certificar o seu talento. A grande qualidade técnica veio à superfície, a forma como fixa ou arrasta adversários e a sua superior condução de bola, sublimada num slalon que protagonizou a caminho da baliza e que Montero impediu que a bola terminasse em Ricardo Esgaio e porventura no fundo da baliza adversária, foi o momento mais genial que protagonizou e não deve ter passado despercebido ao seu treinador, que entendeu dar-lhe esse voto de confiança.

Ultrapassado com mérito mais um obstáculo na caminhada para o Jamor, quatro dias nos separam de um jogo de grande responsabilidade, com baterias carregadas e um sorriso nos olhos!...

Leoninamente,
Até à próxima

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