sábado, 29 de agosto de 2015

Tudo o que o Sporting não mostrou em Moscovo!...


Há muito que se radicalizou em mim uma certeza quase absoluta, de que existirá uma linha muito ténue a separar a profunda analogia que encontro entre as cartas magnas, vulgo constituições, pelas quais se regem politicamente os países democráticos e a "carta magna" que regulamenta "democraticamente" o acesso dos clubes europeus à "Champions League":  penso que em todos os casos, sem excepção, em todos esses tão diferentes documentos é vertida a necessária e suficiente "areia democtática" que, atirada depois aos olhos dos respectivos alvos, os povos de cada país e o "povão do futebol", todos se julguem protegidos e vivendo no melhor dos mundos, no que à justiça, igualdade, fraternidade, equidade e tantos outros valores eternos possa dizer respeito. Os legisladores sabem que esse sempre será um caminho mais fácil que o confronto a que se sujeitariam se deixassem a nu os seus jamais apregoados interesses.

Aprovadas e aceites universalmente, quase sem discussão, essas "cartas magnas", essa "areia democrática" com que se enganam os papalvos, os sistemas políticos dos respectivos países criaram os "tribunais contitucionais", enquanto as intituições "uefeiras e fifeiras" passaram a recorrer a diferentes orgãos juridiscionais semeados desde o topo até à base das suas estruturas, todos com o objectivo único de explicar aos "povos e aos povões", as verdadeiras interpretações que deverão ser dadas à "trave mestra" de cada um desses sistemas.

Ungidos dos "santos óleos", homens e mulheres como nós, vomitam depois as suas concepções, prenhes de interesses próprios jamais confessados, sobre essas "disposições supremas", quantas vezes desvirtuando completamente, tanto o espírito quanto a letra que presidiu à sua elaboração.

Vem todo este meu arrazoado a propósito dos constantes atropelos a que sistematicamente assistimos dentro das quatro linhas dos campos de futebol, por essa Europa fora e pelo mundo, onde uns homens vestidos de negro e substituindo por apitos os martelos dos juízes nos tribunais, se arrogam no direito de "decretarem" que, ao contrário do que estabelecem os regulamentos de acesso à "Champions League", constituiria a mais estafada heresia, que um pequeno, pobre e modesto país chamado Portugal, alguma vez possa sonhar em ter três clubes na prova mais celebrada e apreciada no mundo, enquanto  à Rússia, um país com a maior área do planeta, que nele ocupa um nono do total, a caminho dos 150 milhões de habitantes,  a 9ª maior economia do mundo pelo PIB nominal e a 6ª no poder de compra, apenas seria dado esse privilégio a um, "unzinho" dos seus "ultramilionários clubes", suportados por gigantescos empórios que mais não fazem do que apropriar-se, ironicamente na pátria de Vladimir Ilitch Ulianov, da riqueza que apenas ao povo deveria pertencer.

Se por cá, neste pobre jardim à beira-mar, os campeões resultam de "apitos dourados", azuis e vermelhos, do que é que estavam à espera na Europa?!...

Só haverá uma maneira de ultrapassar desígnio tão tenebroso: derrotar todas essas conjugações de forças! Não através de uma verve narcísica, lírica e inócua, que invariavelmente adquire a dinâmica e o efeito do "boomerang". Mas com superação, argúcia, sacrifício, coragem, raça, vontade, querer, quiçá raiva e heroísmo!... 

Tudo o que o Sporting não mostrou em Moscovo!...

Leoninamente,
Até à próxima

1 comentário:

  1. Faltou o WC que ainda deve estar a brincar na selecção sub21.

    Este é mais um exemplo/argumento que se enquadra na minha teoria.

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