quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Foi demasiado tempo a "alimentar croquetes" e a limpar vãos de escada!...



Sem dúvida um grande Sporting

«Sabia-se quão difícil era o jogo com o CSKA. Exigia um Sporting perfeito, capaz de ser contundente na frente, equilibrado no meio e seguro atrás. Foi sem dúvida um grande Sporting, mas, como sabemos, a perfeição não existe e do outro lado estava uma equipa organizada, madura e com executantes de alto nível. Por isso, o embate foi aquilo que se esperava: uma batalha táctica na qual o virtuosismo, a intensidade e a iniciativa fizeram a diferença.

Tudo isto era expectável e aconteceu mas infelizmente algo fugiu às previsões e sobretudo ao controlo daqueles que no campo faziam pela vida. Ninguém imaginava que o árbitro que dirigiu a última final da Champions estivesse tão mal acompanhado e acabasse por ter uma noite tão desastrada.

A UEFA respeitou o Sporting: escolheu o melhor. Mas o melhor foi o pior em campo


Nas decisões que colocavam o Sporting em risco, o senhor Çakir não prejudicou os "interesses" russos: marcou (bem) o penálti de Jefferson; não assinalou (bem) offside a Doumbia no lance do 1-1 e não validou (outra vez bem) um braço involuntário de Berezutski (17') na área. Já no que toca a outros lances na área do CSKA, três deles deveriam ter terminado com a bola na marca dos 11 metros. Nem um penálti ele marcou. Depois do que se passou o ano passado, o mínimo que o Sporting merecia era algum respeito. A UEFA teve-o: nomeou o "melhor". O turco, não.

O Sporting ganhou uma curta mas importante vantagem para jogar em Moscovo com a garantia de que o adversário terá de marcar golos, se tiver a pretensão de ganhar a vaga na Champions, e joga com a convicção - expressa aliás pelo próprio Jorge Jesus - de que tem capacidade para fazer o mesmo. Mas lá, como cá, terá de ser grande. Sem dúvida.»
(António Magalhães, Entrada em Campo, in Record)


Na UEFA, como por cá, continuamos a assistir com uma desagradável sensação de impotência, às tropelias dos senhores do apito, sempre inimputáveis e irresponsáveis, seja qual for o tipo de discricionaridades que cometam. As imagens das suas acções atribiliárias podem correr o mundo e dissipar todas as dúvidas que corporativamente sempre arranjarão forma de encontrar. Mas nada acontece depois, para além de alguns punhados de areia que os responsáveis máximos das organizações atiram oas olhos de quem paga este negócio fabuloso de milhões de milhões.

De vez em quando a casa abana, os "blatters" ficam na iminência de serem presos e julgados, mas tudo não passa de "fogos fátuos". Depois das "tempestades" tudo fica como dantes e o quartel-general em Abrantes.

Como António Magalhâes demonstra cabalmente, "nas decisões que colocavam o Sporting em risco, o senhor Çakir não prejudicou os "interesses" russos"! Já o inverso não se verificou e "nas três decisões ocorridas na grande área dos russos, que deveriam ter terminado com a bola na marca dos 11 metros, nem um penalti o turco marcou"!...

É a diferença que existe entre um gigante do futebol russo, patrocinado por outros gigantes como, Rosseti, Aeroflot, Adidas, Hyundai, Novikombank, Croc e NESK-elektroseti, e o humilde Sporting Clube de Portugal que ainda nem uma fábrica de peúgas encontrou para lhe patrocinar as camisolas!...

Foi demasiado tempo a "alimentar croquetes" e a limpar vãos de escada!...

Leoninamente,
Até à próxima

1 comentário:

  1. Ainda "podíamos sonhar" com a possibilidade de tudo mudar om Platini...
    Mas infelizmente pelo que nos apercebemos...: "vira o disco e toca o mesmo..."...
    Tivessemos nós poços de petróleo ou de gaz...e "musica seria outra..."...
    Assim, lá continuaremos no fadário do nosso destino...
    A "sermos sucessivamente levados..."...
    Não "cantando e rindo..."...mas fazendo "sorrisos amarelos..." que é a única coisa possível de fazer em semelhantes situações...!!

    Bolas... a pouca vergonha "já cheira mal"...e há muito tempo...!!

    SL

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