sexta-feira, 19 de junho de 2015

Teremos de nos contentar em conhecer-lhe o nome!...


A raposa e as uvas 

Contam que certa raposa,
Andando muito esfaimada,
Viu roxos, maduros cachos
Pendentes de alta latada.

De bom grado os trincaria,
Mas sem lhes poder chegar,
Disse: “Estão verdes, não prestam,
Só os cães os podem tragar!”

Eis cai uma parra, quando
Prosseguia seu caminho,
E, crendo que era algum bago,
Volta depressa o focinho.
Bocage

Recordo os meus tempos de menino, lá na minha Bairrada, correndo por entre vinhais, em busca das melhores uvas, cujas videiras eu sabia exactamente onde encontrar. As minhas castas preferidas, porque duras e saborosas eram Bical e Trincadeira. Mas as que levavam a palma a todas em doçura e aroma tinham um nome muito bonito: Maria Gomes!...

Hoje, passados tantos anos, li por aí o nome de uma casta que presumo também esteja ao nível das minhas preferidas. Pelos vistos não estarei sózinho na presunção, mas... não serão portuguesas e os custos de importação serão incomportáveis para o nosso mercado: Matheus Dória!... 

Teremos de nos contentar em conhecer-lhe o nome!...

Leoninamente,
Até à próxima

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