quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quem cabritos vende e cabras não tem...


"Luís Filipe Vieira não tinha vontade nenhuma para convidar Jesus a renovar o contrato. Jorge Jesus tinha pouca ou mesmo nenhuma vontade em renovar com o Benfica. Bruno de Carvalho não queria Marco Silva mais um ano em Alvalade. Marco Silva queria deixar o Sporting. As coisas eram bem claras há muito tempo (desde Dezembro, no caso leonino), os sinais de desconforto de uns com os outros mais que evidentes. O duplo divórcio foi o melhor caminho? Era o único caminho.

O que transformou tudo isto na semana mais quente de que há memória, no futebol português, foi a forma errada como as coisas foram feitas. Fosse possível Vieira e Jesus, Bruno e Marco, despedirem-se com um aperto de mão e "boa sorte para o futuro" e pouco restava para discutir. Acontece que na Luz as partes envolvidas optaram por um jogo do "gato e do rato" e em Alvalade o desfecho foi ainda mais controverso. E assim continuamos a assistir a uma "guerra de trincheiras", com um tiro disparado daqui e outro dali.

Quem, aparentemente, nada tem a ver com este filme é Rui Vitória. Mas foi, de forma muito injusta, o nome mais diminuído em todos os processos. O ex-treinador do V. Guimarães está a chegar ao topo da carreira interna (foi Jesus que se referiu há pouco tempo ao Benfica nesses termos) e não deu, nos anos que leva como treinador, qualquer motivo para que da sua capacidade se desconfie. Foram, de início, os próprios adeptos encarnados a revelar enorme desconfiança perante o nome escolhido pelo presidente. Partiu deles a "petição" no sentido de ser Marco Silva o escolhido.

Não deve haver neste país posto mais escrutinado pela opinião pública que o de treinador do Benfica. Produzem-se mais opiniões por ano acerca do desempenho deste que do Primeiro Ministro. Rui Vitória não merecia ser tão questionado, antes mesmo de entrar na Luz.

P.S. José Roquette, António Dias da Cunha e Godinho Lopes. Três ex-presidentes do Sporting convergiram esta semana num ataque feroz a Bruno de Carvalho. Pela forma como despediu Marco Silva e pela contratação de Jesus. Precisava de páginas para lhes lembrar o que fizeram nos seus mandatos. Ou já se esqueceram?
(José Ribeiro, Contas Feitas, in Record)


Agora que a palavra do momento sobre os céus de Carnide é... ÉTICA, não sei o que faria se me visse confrontado com a inclassificável situação para que Rui Vitória foi empurrado pelos acontecimentos. Mas compreendo-o: o carteiro nunca toca duas vezes! Mas sei o que faria se me encontrasse na situação de Marco Silva! É uma questão de... ÉTICA!... 

Ainda centrados na... ÉTICA, agora sobrevoando Alvalade, obviamente que apetece chorar: passado triste e demasiado longo, mergulhado na mais degradante e obscena senilidade!...

Quem cabritos vende e cabras não tem...

Leoninamente,
Até à próxima

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