domingo, 12 de abril de 2015

Quanto custará escorraçar o Morfeu lá para a terra dele?!...


Afigura-se-me da mais elementar justiça, a vitória conseguida pelo Sporting Clube de Portugal esta noite no Bonfim, contra um adversário voluntarioso e que adopta uma estratégia assente numa agressividade que ultrapassará muitas vezes os limites fixados pelas leis do jogo, mas que em termos de qualidade, em qualquer dos seus sectores, deixará bastante a desejar.

Com a atenuante de ter realizado três jogos no espaço de uma semana e sabendo nós o que isso significa para qualquer equipa do nosso futebol, o Sporting voltou a demonstrar neste jogo aquilo que desde o início da época, apenas com algumas infelizmente poucas excepções, tem evidenciado: é uma equipa a que ainda faltará galgar o último degrau do amadurecimento técnico, táctico e mental, para que seja capaz de exibir a fiabilidade competitiva que os seus adeptos e dirigentes desejariam. Uma equipa tão capaz de exibir a espaços um futebol que galvaniza quem assiste às suas exibições, como de adormecer logo a seguir e deixar degradar o seu nível exibicional ao ponto de levar os seus adeptos ao desespero.

Hoje voltámos a presenciar no Bonfim, aquilo que ao longo desta época temos visto repetir até à exaustão, nos muitos estádios em que o Sporting tem estado presente, Alvalade incluído: entrar com enervante sonolência, conseguir depois entreabrir ligeiramente as pálpebras e, cumpridos os mínimos, voltar aos braços do Morfeu no final da partida. Não fora a notória falta de qualidade da equipa sadina e estaria eu por aqui a carpir mágoas que já tantas e tantas vezes carpi.

Dizem-me que a equipa está em construção. Que é preciso ter paciência e dar tempo ao tempo. Que Roma e Pavia não se fizeram num dia. Pois, talvez tenha que me render a essa filosofia. Mas torna-se difícil fazê-lo e dar ao mesmo tempo o crédito que inegavelmente dou às palavras de Jorge Jesus: "Hoje o que segura os jogadores é o cifrão"! Com a agravante de que o treinador do Benfica, a meu ver, terá sido demasiado redutor, ou mesmo demasiado benévolo ou politicamente correcto, ao usar apenas o verbo segurar. Eu acrescentar-lhe-ia outro: motivar!...

Muito difícil ser prior de uma freguesia destas! Bruno de Carvalho que o diga, com a sua secretária sem espaço para receber as catadupas de argumentos para segurar, para motivar, para em resumo, escorraçar Morfeu lá para a terra dele. E quem tiver dúvidas, atente bem nas palavras de Miguel Lopes, na "flash interview" no final do jogo! "Elementar caro Watson"! Não é Cedric?, Não é Carrillo?! Não é Jefferson? Não é?!...

Finalmente, permitam-me outro pequeno desabafo: será bastante provável que esta tenha sido a última vez que o mediador de seguros de Leiria tenha arbitrado o Sporting! Ou será que encerrará a carreira com chave de ouro no Jamor?!...

Leoninamente,
Até à próxima

1 comentário:

  1. Um anónimo deixou por aqui um comentário coerente e equilibrado sobre a fraca prestação do Sporting ontem no Bonfim e sobre a execrável arbitrgem de Olegário Benquerença. Por lapso meu, de que me penitencio, esse comentário foi eliminado, pelo que apresento as minhas desculpas ao anónimo e o convido a repeti-lo.

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