quinta-feira, 2 de abril de 2015

Entre opções lógicas e a fuga dos ratos!...


A opção lógica do Benfica

"Ter uma academia de excelência, apostar na contratação de alguns dos melhores profissionais do País, montar uma rede de scouting que hoje bate a de Sporting e FC Porto, construir equipas competitivas em todos os escalões e depois ser incapaz de ver esta aposta e investimento devidamente reflectidas no plantel profissional foi um dos maiores fracassos de Vieira nos últimos anos. Com muito menos, o Sporting tem montado plantéis competitivos com elevado número de jogadores das escolas. Basta olhar para a Seleção Nacional para perceber a importância do trabalho realizado em Alcochete.

Parece que desta é que é. Vieira está farto de gastar milhões a contratar jogadores que não acrescentam nada - só esta época podemos falar de Benito, Bebé, Djavan, Luís Filipe ou Candeias, entre outros. Para quê ter pseudo-craques sem qualidade para serem titulares de um Benfica ganhador, se os complementos de um plantel forte e competitivo podem chegar da equipa B e do bom trabalho na formação?

É por isso que Vieira quer encostar Jesus à parede, ele que tem sido o travão a esta opção que tem tanto de aposta nos jovens lobos como de redução de custos. No fundo, vai tratar-se de um juntar o útil ao agradável que, por exemplo, já aconteceu no Sporting. Nem sempre em Alvalade a aposta foi feita por grande fé no que chegava dos escalões jovens. A necessidade aguça o engenho. Em nossas casas como nos nossos clubes. É uma das leis da vida.

Certo é que Vieira tem de ser inflexível nesta matéria se entretanto não descobrir petróleo na Luz, em Luanda ou em novos fundos como os que alimentaram o Benfica nos últimos anos. O Seixal merece a aposta. Com ou sem Jesus. Mas porque não com?".
(Bernardo Ribeiro, Entrada em Campo in Record)

Bernardo Ribeiro chama-lhe "opção lógica". Mas estou em crer que não se tratará de uma opção. Tratar-se-à apenas e tão só, de um tremendo mergulho na realidade, fruto do colossal empurrão que as novas condicionantes da banca e o fim dos fundos acabaram por impôr em todos os clubes que viviam do envolvimento em esquemas de financiamento espúrios, que apenas tinham a virtude de mistificar a "verdade desportiva", condenando à indigência quem não alinhava ou não tinha "físico" para alinhar, nestes processos obscuros e de dúbia legalidade.

Veremos os resultados desta forçada "opção lógica" que estará s ser ensaiada do outro lado da rua. Veremos no que resulta este "encostar de JJ à parede", se ele a isso estará disposto e aquilo que eventualmente virá a ser conseguido, "fazendo com menos" aquilo que até agora apenas foi conseguido com milhões e esquemas de pouca ou nenhuma transparência, reflexos de puro e duro "chico-espertismo", no mundo pantanoso e corrompido por interesses e conveniências, e sem lei nem regulação como há décadas é o futebol português.

O futuro nos trará respostas sobre quem serão, em caso bem provável de naufrágio, os primeiros ratos a abandonar o barco!...

Leoninamente,
Até á próxima

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