quinta-feira, 2 de março de 2017

"Pero que las hay, las hay"!...


PESADELO EM BRAGA

«Jorge Simão assumiu o comando do Sp. Braga em circunstâncias bem generosas: com 20 jornadas por disputar, estava a apenas seis pontos do Benfica (e poucas jornadas depois teria de receber as águias na Pedreira), a dois do FC Porto (e a equipa já tinha jogado no Dragão) e com dois de vantagem sobre o Sporting (depois do triunfo em Alvalade). As condições eram óptimas para colocar uma chancela de optimismo em cima do sonho de António Salvador, que expressara o desejo de ser campeão "até 2020".

Em vez de trabalhar em cima do que havia de bom em Braga (e havia muito de bom, caso contrário a classificação não seria aquela), Simão acreditou que o sucesso passava por replicar o que fizera até então em Chaves. Recrutou o meio campo flaviense (Assis e Battaglia) mais o lateral direito (Paulinho) e ‘deu-lhes’ a camisola, que entretanto tirou a Vukcevic, Baiano ou... André Pinto, por exemplo. Como esta aventura vai acabar não se sabe, mas para já, e com nove dos 20 jogos disputados, caiu da terceira para a quarta posição, passou a ter o Benfica a 18 pontos, o FC Porto a 17, o Sporting já fugiu e leva mais oito enquanto o V. Guimarães luta ombro a ombro pelo ‘primeiro lugar do Minho’.

Os 65 pontos prometidos por Jorge Simão para o final da época pareciam ambição modesta em dezembro; hoje percebe-se claramente que chegar a essa meta é quase uma miragem (só pode perder mais sete), até porque entretanto a equipa entrou numa espiral de seca de vitórias como não se via há uma década. O sonho rapidamente se transformou em pesadelo.

António Salvador, como é evidente, não deve abdicar do objetivo de ‘uma vida’, o de ser campeão. Mas é bom que perceba, de vez, que colocar a equipa no pódio só é possível quando um dos grandes tem um ano muito mau. Ver isso acontecer a três adversários em simultâneo, por forma a ser 1.º, é como acertar no Euromilhões. Sim, ao Boavista saiu o ‘jackpot’ em 2001, mas na altura Valentim e João Loureiro ‘preenchiam e entregavam o boletim’, por isso é que no período de quatro anos ainda fizeram mais dois segundos lugares. Neste caso, precisa fazer o mesmo, ou seja, investir forte. Pode fazê-lo?»


O "caso de Braga" que vem ocorrendo na presente temporada e que foi despoletado com o repentino, surpreendente e muito provavelmente descabido despedimento de José Peseiro, será porventura o exemplo paradigmático da postura que jamais deveria ser adoptada por alguns dirigentes de clubes e treinadores que persistem, na ausência da regulamentação que há muito deveria ter sido implementada e das mais elementares regras da ética, respeito, verticalidade e decência, em conduzir-se por comportamentos verdadeiramente inclassificáveis.

Por razões de índole diversa mas que acabaram por confluir e determinar a caricata situação actualmente vivida no clube bracarense, António Salvador e Jorge Simão terão saído, aos olhos dos adeptos do futebol, bem chamuscados da fogueira que ambos atearam e alimentaram, convencidos que no futebol vale tudo, desde que sobrem no "porta-moedas" uns trocados e haja "óleo de amêndoas doces" para massajar os respectivos umbigos, esquecendo completamente que nada disso entra em campo na hora de mandar a "redondinha" beijar o "véu da noiva"! Pois é, é muito importante e faz todo o sentido,  a opinião e o sentimento de quem vai lá para dentro...

E depois há quem diga que, apesar de haver por aí muito boa gente que não acredita em bruxas...

"Pero que las hay, las hay"!...

Leoninamente,
Até à próxima  

1 comentário:

  1. AHAHAHAHAH....!!! Gosto particularmente do termo final... "investir forte"

    SAUDAÇÕES LEONINAS

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