quarta-feira, 11 de julho de 2018

O seu tempo no Sporting acabou!...


OS CONVERTIDOS

«Estou à vontade neste assunto, porque sempre defendi que o Sporting era uma realidade suficientemente grande e aglutinadora para albergar modos diferentes de o viver.
Sempre fui frontalmente contra o divisionismo, o fraccionamento, a separação entre os finos e os humildes, entre o croquete e a sandes de courato, os pró-visconde e os seus detractores, a bancada e o peão.

Costumava mesmo ironizar, defendendo que, se Lenine fosse vivo, escolheria o Sporting para ilustrar a excelência do grande soviete, onde as pessoas não se diferenciam, porque unidas pelo mesmo ideal.
O que mais critiquei a Bruno de Carvalho foi justamente a sua visão sectarista do clube, fomentando o antagonismo, a intolerância e, nalguns casos, mesmo a perseguição e deixando um lamentável rasto de feridas abertas.

Dito isto, há algumas evidências que cabe sublinhar. Tenho mais respeito por aqueles que se mantiveram com Bruno de Carvalho até ao fim, do que pelos que o abandonaram, depois do jogo em Madrid, quando se tornou previsível o inevitável colapso.
Por uma razão óbvia: mal ou bem, estes últimos foram solidários ou permissivos com a política de usurpação concentracionária de poderes e sobretudo da cultura de preconceito radical que foi sendo implementada.

Não os vi, quando ocorreram expulsões atrabiliárias. Não os vi, quando foi a estigmatização humilhante de numerosos sportinguistas, com a rábula dos sportingados. Não os vi, quando foi a desprestigiante assembleia geral de 17 de Fevereiro de 2018, com o inolvidável discurso madurista do não leiam, não liguem, não acreditem.

Nunca os vi insurgir-se.
Não que, por essas razões, sejam menos sportinguistas do que eu. Fizeram as suas opções e quem sou eu para não as respeitar.

Custa-me, contudo, levá-los a sério, quando agora falam em unir o Sporting. Nem sequer é uma questão de coerência. Acho que, acima de tudo, lhes falta autoridade moral.»
(Carlos Barbosa da Cruz, Opinião, in Record)


O que seria do verde se todos gostassem do vermelho?! Sem colocar em causa o ênfase com que CBdC brinda a "autoridade moral", mais importante do que esse conceito carregado de subjectividade, estará tudo aquilo que é colocado sob o mesmo: a sollidariedade ou a permissividade com "a política de usurpação concentracionária de poderes, a cultura de preconceito radical que foi sendo implementada", a convivência pacífica e compulsiva com a loucura destrambelhada de um espírito narcísico incompatível com quaisquer conceitos democráticos e progressistas e um pendor arcaico e bolorento para a mentira e para a deturpação da verdade dos factos que nos vão envolvendo.

É por isso que não apenas me custa levar a sério toda essa mole que continua cega e surda a apoiar um "pseudo-projecto" rejeitado de forma clara em 23 de Junho de 2018 pela imensa nação sportinguista, como me repugna ter de continuar a assistir ao "carnaval" que pretendem fazer desfilar sob os nossos olhos no "sambódromo de Alvalade", simbolizado por espúrias e impossíveis candidaturas, venham elas do putativo e incontornável candidato ou de um qualquer seu sucedâneo "inventado" por tão inclassificável clique em evidente, natural e previsível desagregação.

É que como todos os "maridos enganados", apenas eles parecem ainda não ter entendido que, inexoravelmente...

O seu tempo no Sporting acabou!...

Leoninamente,
Até à próxima

2 comentários:

  1. Álamo, é uma opinião! Respeito! Mas, não me interprete mal, acho-a expressa de um modo tão perentório e, logo, tão potencialmente prepotente quanto as práticas que (justamente) condena. Sei que não é essa a sua intenção até porque lhe reconheço, na maioria dos seus posts um espírito aberto e democrático.
    Saudações leoninas

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  2. Diz o caro Alamo,o seu tempo no Sporting acabou.Acha mesmo?a ver vamos.A estes Barbosas das Cruzes é que devia ser dado o fim do seu tempo no Sporting.SL

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