quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sobre brasas e outras coisas...

 
in "O Jogo online"
 
Primeiro foi domínio, talento, classe, empolgamento, que... deram em desperdício. Puro, estúpido, incompreensível, imperdoável. Na cara do golo, Ricky?!... Chamo-te assim, porque sei que não gostas e é para ver se aprendes!...
Depois, aos 16 minutos, veio aquele golo. Emiliano neste princípio de época, nem primo, quanto mais irmão daquele que passeou classe e força física por tudo quanto era Europa e até cá por casa: acompanhou o lance num "walking" moderado e, depois do seu adversário, em potente "kawasaki", ficar livre para fazer o que quis, encontrou toda a defesa do Sporting a "jogar à carica" em frente a Patrício. Tanta gente de verde às listas e teve que ser o dinamarquês a tocar para a baliza. Oh deuses, porque nos abandonastes?!...
Depois vieram as brasas! Sim, não digam que não, que eu não deixo. Alguém espalhou brasas sobre o relvado, porque até Labyad, Capel e Carrillo desatarem o nó, toda aquela gente de leão ao peito pareceu jogar sobre um tremendo tapete de brasas. Foram 73 minutinhos de muito querer, muita combatividade e... pouco discernimento. Só brasas, vermelhas e escaldantes, que os dinamarqueses nunca pisaram e os leões passaram todo o tempo a calcar com tremendos rugidos de dor, tantos foram os passes errados, as desconcentrações e as infantilidades de meninos de coro que cometeram.
E se a espaços, alguma coisa de bonito ainda conseguiram levar até à baliza, lá estava sempre aquele puto ovo estrelado do Ronnow, para fazer a exibição da vida dele.
Baixando à terra e falando a sério, foi uma tremenda injustiça este empate que os nórdicos conseguiram. Mas as culpas começaram no Ricky - enquanto ele não desatar a marcar golos vou-lhe chamar sempre assim! -, porque não se pode desperdiçar aos 4 minutos de jogo, um golo na cara do guarda-redes. E estou em crer que ainda ninguém disse ao rapaz como se marca golo naquelas circunstâncias. E o Sá Pinto sabe muito bem como se faz. Marcou assim tantos e tantos!... 
Pronto, agora já não interessa nada chorar sobre leite derramado. nem dizer quem jogou ou se portou mal. Na minha modesta opinião, hoje o Sá Pinto não leva a lata, aquela medalha fraca que premeia os que também de modo fraco se comportam. Vai inteirinha para o Ricky. Acho que o Sá idealizou um bom onze e fez as substituições que me pareceram certas e no momento adequado, se bem que poderia muito bem tê-las antecipado uns bons minutos.
Saúdo a forma física de Jeffrén. Os dentes parece que estavam a dar cabo dele. Que agradeça ao dr. Frederico Varandas. Dá ideia que temos homem. Saúdo também a grande exibição de Cedric. Dá ideia que o João Pereira já andará a sacudir os dedos da mão direita, enquanta exclama: olha do que eu me livrei, puxa! Saúdo o Carrillho pelo golo e outros momentos bonitos, embora de vez em quando "la culebra" se esqueça que além dele há mais dez e que na Europa não se joga exactamente como no seu Peru.
Bom, a eliminatória parece estar ao nosso alcance. Se jogarem em Alvalade como o fizeram na Casa Arena nos primeiros 15 minutos, a coisa resolve-se. Mas atenção, ainda não fui ver nenhum treino e não posso falar com segurança, mas dá-me ideia que não tem havido treino intensivo e repetido até á exauxtão, de bolas paradas!... Será só ideia minha?!...
 
Leoninamente,
Até à próxima

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