quarta-feira, 16 de março de 2016

No Record, quem se vende a quem?!...


JOGA-SE MUITO MAIS DO QUE FUTEBOL

«Está a ser uma época difícil para todos. Benfica, Sporting, Porto, árbitros e também para nós jornalistas. Não me lembro de clima de guerra maior entre os dois clubes de Lisboa desde o Verão quente, mas na altura o poder das respectivas máquinas de propaganda não tinha nada a ver com o que é hoje. A quantidade de informação ‘suja’ que chega às redacções é absurda. E torna-se cada vez mais complicado fazer em tempo real o trabalho que a qualquer jornalista que se preze é obrigado: confirmar a informação com mais do que uma fonte. O trabalho é dificultado também pelo surgimento de sites mais ou menos fidedignos que nada têm a ver com jornalismo mas que escrevem tudo o que lhes vem à cabeça, ou é soprado, e assim fazem as delícias dos mais fanáticos como se de notícias confirmadas se tratassem. Pior, gente com responsabilidade e que devia ter outro comportamento diz hoje barbaridades nas televisões como se tudo fosse verdade. Uns dirigentes, outros representantes de outras profissões mas que falam de futebol e dos seus bastidores como se de tudo soubessem. O pior é que não só não sabem como a maior parte das vezes representam apenas uma das ‘verdades’ a que temos direito. São estas personagens que enchem hoje as tv’s e a isto estamos entregues, ainda que com honrosas excepções.

No Record não estamos à venda. Não somos o jornal do Benfica, Sporting ou Porto. Talvez por isso sejamos diariamente acusados de trabalhar a soldo deste ou daquele. Porque aqui é possível ler várias opiniões, contrárias muitas vezes, de companheiros que trabalham juntos e se respeitam na diversidade. O respeito pelos três grandes clubes é enorme, assim como por todos os agentes do desporto português. E ninguém está imune à crítica. Nem ao elogio, acredite.»
(Bernardo Ribeiro, Entrada em Campo, in Record)

Eu não duvido da boa fé de Bernardo Ribeiro. Mas creio que já será crescidinho e com experiência suficiente para cair na "idiotice" de afirmar, na primeira pessoa do plural,  que "no Record não estamos à venda"!...

Se pudesse ter o privilégio de colocar ao senhor jornalista sub-director do jornal Record apenas duas questões, gostaria de poder ouvir as respectivas respostas:

1 - Como entender a posição do senhor jornalista de Record, protagonista do tema que motivou a carta aberta que recentemente aqui foi dirigida ao senhor director de Record (LINK)?! Se o seu camarada de profissão "não se vendeu", então como deverá classificar-se a sua atitude?! E subscreve-a ao ponto de com ele se mostrar solidário, incluindo-o no "nós" que utilizou nesta sua "Entrada em Campo"?!...

2 - E admitindo como verdadeira a premissa que adianta nesta sua crónica, de que em Record, "... é possível ler várias opiniões, contrárias muitas vezes, de companheiros que trabalham juntos e se respeitam na diversidade", como entender esse seu respeito perante os seus camaradas de profissão quando ele começa e evidenciar não ser recíproco, face ao seu recente, flagrante e incompreensível "desalinhamento" com os seus próprios afectos?! Em que ficamos...

No Record, quem se vende a quem?!...

Leoninamente,
Até à próxima

8 comentários:

  1. "no Record não estamos à venda"!...com excepção do Farinha, do Manha, do Alexandre Pais, etc, etc.

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  2. O Record não se vende porque se entregou de livre vontade, por intermédio de Manhas, Farinhas e outros que tais, para servir de meio de comunicação do estado lampiânico.

    Por exemplo, por demasiadas vezes, arriscaria 95% ou mais das vezes que comentei no record, os meus comentários foram censurados. Questionei o record o porquê, dado a minha linguagem ser educada e ordeira e a resposta que obtive foi esta:
    Bom dia.



    Pedimos desculpa pelo incómodo que possa estar a encontrar.



    O problema poderá estar no tempo de aprovação de comentários ou na impossibilidade de colocar 3 caracteres iguais seguidos. Caso esteja a colocar reticências, p.e., coloque apenas dois pontos finais.



    Peço-lhe que tente e que me diga se conseguiu.



    Com os melhores cumprimentos,





    Sofia Salvador
    Marketing Digital
    Cofina media

    Arranjaram um subterfúgio estúpido e mentiroso, pois eram inúmeros os comentários onde os autores recorriam a reticências, sem que tal obstasse a sua aprovação. Expus com imagens a provar a minha argumentação, deixando de obter resposta.

    É este o record livre, plural e respeitador por igual das pessoas e dos clubes...

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    Respostas
    1. Foi por isso que deixei de ler, definitivamente, o Record. A falta de pluralismo de uma forma indecente e sem quaisquer razões, a não ser a cor das camisolas.

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  3. Amigo Álamo, eu até gostava mto de ler as crónicas de BR, pois na qualidade de ser Sportinguista, admiravava-o acima de tudo pela isenção com que as escrevia, mas a partir do momento em que chamou "bufo" a Fernando Correia, essa admiração esmoreceu, pois sempre tive FC como um grande jornalista e nunca me constou que tivesse traído os seus valores.
    Acho simplesmente ridículas as afirmações no plural: "No record não estamos à venda"e " não somos o jornal do Benfica, Sporting ou Porto", isto qd todo o universo Sportinguista está farto de saber que se venderam ao benfica, mesmo que BR tenha atenuantes na culpa, com que autoridade põe as mãos no fogo pelos outros?...

    Abraço e SL

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  4. Penso que BR tem aquele "complexo" de ser-se sportinguista que gosta de apregoar-se independente, critico e com ideias próprias e como tal, sente algum constrangimento em defender o seu clube, respetivos dirigentes e actuação, contrariamente à desfaçatez, sem limites, dos apaniguados de vermelho que sem qualquer pudor dizem o contrário do que afirmaram ontem, só e apenas por estar em causa a defesa do seu clube. Eu, na qualidade de sportinguista, face a opositores desleais, serei tão desleal como eles, ou então serei sempre ultrapassado pelos mesmos, como muitas vezes observo em múltiplos programas das TVs. Não sofro do complexo "croquete", felizmente.

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  5. Por falar em vendidos, já saiu o comunicado "forte" do Sindicato dos Jornalistas relativamente aos jornalistas que foram "amparados" na Assembleia Geral do FCP?

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  6. Eu deixei de comprar qualquer um dos 3 jornais. A minha vida melhorou bastante. Agora, só compro o Sporting.

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  7. A Leoa Maria refere e bem o triste episódio em que bernardo ribeiro chama bufo a um homem que tem idade para ser pai dele... além da carreira imaculada e código moral que sempre pautaram o trabalho de Fernando Correia, mesmo assumindo as cores do seu coração.
    isto para dizer que br já deve ter percebido quem será o seu futuro patrão... e para sobreviver no rascord, além de anuir a tudo com a cabeça as notícias serão feitas pela "farinha do mesmo saco"... deixando de haver lugar ao pluralismo que fica tão bonito nos textos, mas que em certos contextos soa a oco.
    Será o instinto de sobrevivência a falar mais alto? Creio que sim...
    SL
    Basco "O Leão"

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