sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Oxalá se cumpram os desejos prementes dos sportinguistas!...


Jorge Silas: dinâmica à frente da táctica
Processos de construção da equipa são alvo de especial foco no actual interregno competitivo

«Colectivo. Esta é a palavra de ordem na Academia, em Alcochete, por estes dias. O treinador do Sporting, Jorge Silas, está focado na equipa no seu todo, e em particular, apurou Record, no processo de construção, o ponto onde a engrenagem verde e branca emperra durante as partidas e que, muitas vezes, provoca calafrios à própria defesa.

A grande diferença a implementar nesta altura passa por, precisamente, oferecer mais linhas de passe ao portador da bola (idealmente serão duas), na primeira fase de transição, resolvendo assim as dificuldades para sair a jogar a partir da defesa, como Jorge Silas gosta de colocar em prática nas suas equipas. Esta evolução permitirá reduzir consideravelmente as hipóteses de perda de bola em zonas perigosas, próximas da baliza sportinguista. Ora, esta ideia, aplicada de forma transversal dentro de campo, dará também a fluidez que tanto tem faltado ao jogo leonino.

Por outro lado, sabe o nosso jornal, a organização defensiva e ofensiva não serão alvo de um trabalho de fundo nestas mais de duas semanas de paragem, pela prioridade que está a ser apontada à dinâmica da equipa. Nem as várias tácticas utilizadas durante os jogos, e com diferenças significativas entre elas, merecerão um foco de atenção tão importante. É que, para Jorge Silas, este trabalho que tem vindo a ser feito para assegurar e fortalecer uma transição segura para o ataque é independente do sistema a utilizar. Há determinadas dinâmicas que serão sempre utilizadas e a táctica será uma forma de organizar a equipa em campo e obrigar o adversário a procurar soluções diferentes do que, provavelmente, estaria a contar.

O problema é que sem a fluidez de transição, há tácticas que se tornam mais difíceis de optimizar, até pelas dificuldades técnicas de alguns jogadores, como os três centrais utilizados no último jogo, com o Belenenses SAD (2-0): Coates, Neto e Ilori.

Técnico encontrou tábua quase rasa

Um treinador fica sempre feliz por agarrar uma tela em branco, uma equipa sem vícios... Mas só quando há tempo para trabalhar. Jorge Silas encontrou algo semelhante no Sporting, sabe Record. Quando o técnico chegou a Alvalade, os processos de transição trabalhados eram praticamente inexistentes e, por isso, mereceram uma atenção muito particular. No entanto, a urgência de vitórias, devido ao cenário de crise potenciado por cada derrota, trouxe dificuldades acrescidas. As ideias têm sido passadas aos jogadores, mas a conta-gotas, pois não tem havido muito tempo para transmitir a mensagem com eficácia.»
(Luís Mota e Ricardo Granada, in jornal Record, hoje às 04:31)


Entendo que não deverei ser eu a criticar o tempo, o modo e os mensageiros utilizados pela equipa técnica do Sporting, para fazer chegar esta importante mensagem aos verdadeiramente interessados, os adeptos sportinguistas! Embora julgue que poderiam ser encontrados outros caminhos, este processo de modo algum fere a minha sensibilidade e, mais importante que tudo o mais, será o facto de que, chegando-nos a mensagem, tenha sido utilizado um caminho que, pelo menos, não seja gerador dos 'anti-corpos' que um outro qualquer, naturalmente, acabaria por ser. Para bom entendedor, esta minha meia palavra bastará...

Congratulo-me por isso com o teor e a substância da mensagem que os 'ventos' hoje nos trouxeram. Sem presunção e muito menos com a água benta que a costuma acompanhar, apetece-me entendê-la como agradável resposta às preocupações que aqui deixei há três dias.

Oxalá se cumpram os desejos prementes dos sportinguistas!...

Leoninamente,
Até à próxima 

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