quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Juras de amor


Juras de amor

"Perante os maus resultados, e sem que eu tivesse ouvido nenhum clamor contra a direcção do Clube, Bruno de Carvalho decidiu marcar uma Assembleia Geral para que os sócios lhe reafirmem a sua confiança. Antes de tudo, devo dizer que sou, por princípio, contra plebiscitos. Mas neste caso ainda mais. Não percebo onde raio está a liderança do Sporting em causa. Para reafirmar a sua confiança no presidente os sócios não têm de participar como figurantes em golpes de teatro. Penso que o seu apoio merece um pouco mais de respeito do que isto. Mais: os maus resultados resolvem-se no campo, nos treinos, nas contratações. Não se resolvem em assembleias gerais ou com blackouts, na busca permanente de inimigos externos e internos. É o reverso da boa gestão de Bruno de Carvalho: parece não perceber que nem sempre é ele o centro das coisas. Sejam elas boas ou más.

Mas finalmente se percebeu onde queria o presidente chegar: medir forças com Marco Silva e, quem sabe, despedi-lo. Já tivemos outros presidentes incapazes de manter treinadores no seu lugar. Os técnicos duravam pouco tempo mas eles também não tiveram mandatos longos. Festejei a chegada de Bruno de Carvalho à liderança do Sporting. Festejaram a maioria dos sportinguistas. Por isso, gostava que a crescente instabilidade do presidente não contribuísse para o regresso da tropa fandanga do “roquettismo”. Até agora os sportinguistas tinham uma excelente relação com o seu presidente. Mas nem as relações mais felizes resistem a permanentes pedidos de juras de amor, exigências de cheques em branco e cenas dramáticas. 

Seria bom que Bruno de Carvalho voltasse a fazer o que faz melhor – pôr o clube em ordem – e não desse mais trunfos aos que andaram duas décadas a destruir o Sporting."

Leoninamente,
Até á próxima

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