sábado, 1 de julho de 2017

E era tão fácil homenagear quem tanto fez para o merecer!...

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Tanto mar

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, indulgente
Uma lágrima em mim

Não murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Foi esquecida uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Gostei da Gala, pá! Esqueci a "puta da gala" e não fui capaz de evitar que em alguns momentos da "gala mesmo", uma lágrima escorresse do canto do olho deste incorrigível "leão lamechas", capaz de se comover tanto com o "grande leão desconhecido" Emanuel Mendes, quanto com a grande maioria das nomeações e respectivos vencedores do Leão D'Ouro e tantos outros momentos altos de leoninidade que a noite nos ofereceu.

Gostei do ritmo e do jeito desempoeirado e marcadamente leonino da dupla de apresentadores - aqueles olhos lindos da leoa quase me fizeram sonhar com o título de campeão! Gostei do cuidado colocado no rigoroso cumprimento dos tempos e gostei particularmente que a gala tivesse terminado com o "bolo lindo das 111 velas", exactamente nos primeiros minutos de 1 de Julho, a data nunca adulterada da fundação do Sporting Clube de Portugal. Tanto que aqui posso afiançar que, pelo menos a mim, não me descairão os queixos, se a data de 30 de Junho passar a ser a data de todas as futuras Galas Honoris Sporting: celebrar o aniversário do Sporting nos primeiros minutos da data da sua fundação, provei, gostei e nunca mais ninguém me ouvirá por aqui a tecer críticas. Afinal, todo o burro come palha, se lha souberem dar!... 

E falando de palha, desta vez decidi dar nota positiva ao discurso do Presidente! Curto e irónico como sempre deveria ser, e com um quase insignificante rol daquelas tiradas habituais e invariavelmente inconvenientes.

Finalmente aquele que para mim terá constituído o momento mais alto da noite: a entrega dos Leões D'Ouro da Saudade, aos comovidos familiares de Mário Moniz Pereira e Manuel (Manolo) Ollero Vidal. Muito particularmente as lágrimas e a voz embargada da Senhora viúva do Senhor Manolo Vidal, deixaram-me de rastos e obrigaram-me a recuar a 25 de Maio de 2012, em que, ainda não refeito da sua partida, por aqui deixei este postal, nunca mais tendo encontrado coragem ao longo dos cinco anos que já passaram, para retirar da coluna da esquerda de Leoninamente, o apelo que então fiz e que hoje, aqui e agora renovo por ser, tanto da mais elementar justiça, quanto de exequibilidade inquestionável. Tão certo de que tal será realidade a curto prazo, arrisco retirar temporariamente o apelo...

Há tanto espaço por ocupar nas paredes do interior do Estádio José Alvalade, que qualquer coisa parecida com a imagem seguinte, estou certo que além de justa, nenhum sportinguista deixaria de aplaudir:




Era tão fácil homenagear quem tanto fez para o merecer!...

Leoninamente,
Até à próxima

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