domingo, 26 de junho de 2016

Se calhar o "farelo" ter-se-à ausentado da redacção em "missão de serviço"!...


É ACEITAR QUE VAMOS JOGAR SEMPRE ASSIM


«Desde a geração de ouro que os portugueses estão habituados a um futebol ambicioso. Os Magriços foram pioneiros, sim. E em 84 quase chegávamos lá, mas no futebolzinho de contra-ataque que nos caracterizava. Com os homens que colocaram Portugal definitivamente no mapa do futebol mundial jogávamos quase sempre para ganhar.

Talvez por isso tenhamos dificuldades em engolir esta Selecção. Três empates na fase de apuramento e ontem uma vitória a provar que a sorte faz parte do jogo. Não porque Portugal tenha consentido muitas oportunidades ou sido subjugado pela Croácia. Mas porque a Selecção nunca jogou para ganhar. A ideia é defender.

Os portugueses hoje sabem como se devem sentir os italianos após muitas vitórias. E esse é definitivamente o plano de Fernando Santos, que tem em Portugal um projecto futebolístico semelhante ao que defendia na Grécia. Pode questionar-se, é claro, se não temos jogadores para mais. E que o processo ofensivo parece abandonado aos jogadores. Mas talvez seja melhor aceitar que vai ser sempre assim. Santos foi feliz na Grécia com a ideia do ferrolho. Espalhou-se nos três grandes onde precisava de partir para cima do adversário. Se a ideia é tirar o melhor de cada um, é isto que o engenheiro tem para dar.

De Patrício a Ronaldo, ontem todos sabiam como parar a Croácia. E cumpriram religiosamente a tarefa de não sofrer. A entrada de Danilo provou à saciedade o que é importante para o treinador. Depois houve a talentosa irreverência de Renato, a genialidade de Ronaldo e a cabecinha de ouro de Quaresma. Pode não se gostar do processo, mas estar nos quartos é bom.

QUESTÕES LATERAIS

Santos esteve bem a refrescar

Num Europeu uma equipa tem de usar o plantel com inteligência. Foi isso que o treinador de Portugal fez. Cédric e a sua garra para descansar Vieirinha. Fonte para dar tempo a Carvalho. Nota-se a diferença mas Mandzukic é como muitos que o central ‘inglês’ trava na Premier. E depois Adrien. Aqui onde Portugal ganhou mais. Fez esquecer Moutinho.

Faltou Bryan ao miolo leonino?

Com William a 6, Adrien a 8 e João Mário na direita, apenas André Gomes destoava no meio-campo mais elogiado do futebol português. Mas se Bryan Ruiz é um médio de enorme classe e a única coisa que parecia faltar ali, a verdade é que os jogadores eram os mesmos mas as preocupações e dinâmicas eram totalmente diferentes. Com Santos a ideia principal é defender. Com Jesus é transformar o momento defensivo em ofensivo.

NOTAS DE RODAPÉ

5. Pepe. Um jogo enorme do central que um dia adoptou Portugal. Na altura chegou a ouvir que era por razões financeiras. Hoje são poucos os que questionam a sua entrega. Por vezes excessivo, ontem foi essencial na manutenção da baliza inviolada.

4. Adrien e Renato. O primeiro foi essencial a secar Modric. Talvez o trabalho mais implacável alguma vez feito ao genial médio croata, ontem apenas banal. Já Renato acrescentou a imprevisibilidade que Portugal tanto precisava. Fantástico no golo.

3. Cristiano Ronaldo. Jogo de esforço do craque e capitão português. Também ele a pisar muitas vezes o terreno de Modric, sendo o primeiro tampão à criatividade croata. Os flancos viram-no muitas vezes a defender. E assim nasceu o golo de Portugal.

2. Velasco Carballo. Portugal não se pode queixar das arbitragens no Euro. No entanto, o árbitro espanhol perdoou uma grande penalidade aos croatas . Não teve influência no resultado, mas podia ter tido. Afinal, para que servem os juízes de baliza?

1. André Gomes. Não é falta de vontade, mas as coisas não estão a sair bem ao médio do Valencia. A insistência de Fernando Santos começa a ser penosa. Foi claramente o pior do meio-campo de Portugal. Tudo melhorou com a sua saída...»
(Bernardo Ribeiro, Análise, in Record)

Eu andava deveras preocupado com Bernardo Ribeiro. Cheguei a pensar que teria, desgraçadamente, sido contaminado com um qualquer derivado do "virus ZIKA"! Claro que a proximidade do seu gabinete com aquele em que habita o "farelo", poderá ter efeitos nefastos, se porventura o único sub-director decente do jornal Record, não adoptar as necessárias e suficientes cautelas e medidadas profilácticas rigorosas, mas, a sua "baixa de forma" vinha-me surpreendendo muito desagradavelmente. Mais parecia o João Moutinho, coitado: cada cavadela, cada minhoca! Já não lia uma crónica dele que se aproveitasse desde que o "trancinhas da Musgueira" foi dado como certo no Bayern por 80 milhões!...

Hoje, de repente, quase que parecia o Adrien a secar o Modric! Ah, assim gosto de ler o Bernardo! E nem precisou de "rezar" a oração reverencial da praxe ao "deus trancinhas"! É de homem! É de jornalista!...

Se calhar o "farelo" ter-se-à ausentado da redacção em "missão de serviço"!...

Leoninamente,
Até à próxima

7 comentários:

  1. "Num Europeu uma equipa tem de usar o plantel com inteligência. Foi isso que o treinador de Portugal fez. Cédric e a sua garra para descansar Vieirinha."

    De acordo por isso continuo a não entender o porquê de Fernando Santos ter convocado Eder para este europeu, um jogadores que nada acrescenta, mas sim diminui as possibilidades de ganhar.

    Vieirinha não é tão mau tivermos a falar de uma equipa de segunda linha da nossa liga, mas em Portugal o João Pereira ou até o André Almeida são muito superiores. Logo o que é de estranhar é que Cedric não tenha sido titular desde o 1º jogo.

    JR

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  2. "E depois Adrien. Aqui onde Portugal ganhou mais. Fez esquecer Moutinho"

    Esquecer Moutinho!!!! mas ele por acaso participa neste Europeu? é que eu ainda não dei por ele. O que eu vi ontem foi a seleção pela primeira vez jogar neste europeu desde o início com 11 jogadores.

    Como já defendi aqui e continuo a defender para mim a zona central do meio campo deveria ser preenchida com Adrien e Renato, a revezarem-se uma ao outro na posição 6 e 8 consoante as circunstâncias.

    William e Danilo são muito limitados em termos de construção de jogo e se ontem W. Carvalho teve a equipa montada á sua medida, com todos a jogarem muito perto uns dos outros, pois a dificuldade dele é mesmo passar uma bola a mais de 10 metros, já contra equipas que levam Portugal assumir o jogo e dar mais espaço; W.C como igualmente Danilo, abrem uma autêntica buraco na zona entre a defesa e o ataque. Claro que terem uns todo o terreno como Adrien e Renato ao lado e/ou frente, minimiza o futebol limitado que cada um deles produz.

    JR

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    Respostas
    1. A sério ramos?!!

      a dificuldade dele é mesmo passar uma bola a mais de 10 metros,

      Trata-te meu caro

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  3. "os jogadores eram os mesmos mas as preocupações e dinâmicas eram totalmente diferentes. Com Santos a ideia principal é defender. Com Jesus é transformar o momento defensivo em ofensivo"

    O que faz naturalmente toda a diferença. Dai e na minha opinião pelo o que tenho observado, João Mário da Seleção vale 30 a 40% do João Mário do Sporing e em vez de o Europeu ajudar a valorizar, tem feiro precisamente o contrário... pelo menos até ao jogo de ontem.

    JR

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  4. Finalmente...jogámos com uma linha média "a sério"...e o resto, são cantigas...!!

    "Sentiu-se" a inclusão do "mágico das tranças", por que ele não tivesse força agora...não era com a minha idade que a iria ganhar...!

    E tivesse o André Gomes "pulmão e pernas" para função que lhe pediram,,,que acom aquele meio campo (finalmente...), teria feito também ele um bom trabalho...!

    Só vi a 1ª pare do jogo e a parte final do prolongamento (a tempo de ver o golo...)...
    Deu para ve... que a "vaca foi adoptada" do carnide...!

    SL

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  5. Carïssimo:
    O senhor David Borges, que comenta (?) os jogos de Portugal na SIC Notīcias, tem uma idée fixe, que é o rapaz do Bayern.
    Tem repetido à saciedade a necessidade de ele ser titular. Mas peço aos amigos que frequentam este excelente blogue para tomarem um anti-emético e reverem os comentários deste criaturo ontem à noite, após o jogo.
    Contei cerca de vinte as vezes em que disse "Renato Sanches". Acabei por perceber que, na realidae ou os jogadores de Portugal têm todos o mesmo nome, ou estão lá para fazerem a escolta ao maior jogador de todos os tempos, de Portugal, do Mundo, do Universo, da Musgueira.
    Nada me move contra o Renato, que até me parece um rapaz simples, educado, com os pés na terra e com um futuro promissor.
    Mas, ou eu estava noutro canal, ou ele ontem nem jogou assim tão bem.
    Portanto, avençado David Borges, deixe lá isso, já deve ter ganho o seu fed pass. E olhe que o rapaz já mudou de clube.

    Um Abraço, caro Álamo,
    José Lopes

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  6. O "farelo" ter-se-á ausentado para uma visita mais demorada à casa de banho- se para expedir encomenda ou para receber alguma, depressa saberemos, é só esperar.

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