quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A gente vai continuar!!!...


O pecado capital

«A maior fragilidade institucional do Sporting não é a falta de dinheiro, a seca de títulos no futebol ou os disparates da gestão. Tudo isso deita abaixo, como é óbvio, mas o pior de tudo é a falta de coesão.

O Sporting é um clube dividido, dilacerado entre facções, personalidades, grupos de adeptos, candidatos permanentes, notáveis, movimentos, reflexões e toda a sorte de gente que se acha investida no poder de contestar, umas vezes com razão, mas quase sempre apenas por contestar.

Não valerá a pena estar a indagar porque é que este fenómeno acontece, embora lideranças fracas ou erráticas tenham ajudado.

Não se julgue que eu quero um Sporting narcotizado, com a vida associativa reduzida aos mínimos, como acontece com os clubes rivais. A discussão, o debate e o confronto fazem parte do ADN do Sporting, só que, como tudo na vida, há princípios e regras. Este questionamento permanente, que muitos confundem com vivência democrática, mais não é que profunda falta de cultura democrática.

Numa qualquer instituição, por muito disputado que seja um processo eleitoral, ele extingue-se com o apuramento dos votos e vencedores e vencidos unem-se atrás daquele que ganhou, mesmo com todos os defeitos do sistema existente. No Sporting, singularmente, não é assim, os candidatos, candidatos permanecem e estão a pedir novas eleições, nem passados três meses. Aqueles que mais têm o Sporting na boca, são os que mais contribuem para a sua desagregação.

Tal como está, o Sporting não vai a lado nenhum, porque cada um puxa para seu lado e desenganem-se aqueles que pensam que este estado de coisas não se propaga a todos os níveis, mesmo os da competição desportiva.

Acho que não ficaria mal a muito boa gente pensar no clube antes de pensar em si, ou na sua agenda. Os nossos rivais ironizam dizendo que os sportinguistas são os maiores inimigos do seu clube e, infelizmente, até acho que têm razão.

Nestas considerações não incluo aqueles grupos organizados de adeptos com os quais, justamente, o Sporting rescindiu unilateralmente os protocolos existentes e afastou das instalações. Porque isso não tem nada a ver com sportinguismo e não passa de um triste caso de Polícia.»
(Carlos Barbosa da Cruz, O Canto do Morais, in Record, ontem às 23:54)

E que enfie a carapuça a quem a dita sirva melhor! Os outros, toda a grande e fantástica nação sportinguista...

A gente vai continuar!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

2 comentários:

  1. Plenamente de acordo com as opiniões expressas neste artigo...
    É isso mesmo...
    Ninguém consegue sair vencedor...
    - Com tantos “ tiros nos pés “...
    Há muito “ quem se engane a si mesmo” ...
    Dizendo-se sportinguista...

    Enquanto se continuar nesta situação “ de nedir pilinhas”
    O Sporting não vai a lado nenhum...
    Ou melhor, vai...vai Cada vez naus para baixo...

    Pessoalmente tenho alguma dificuldade, em ver na actual Direcção...a direcção que há-de levar o Clube aos êxitos...

    Mas eu entendo ( salvo situações catastróficas...) que os mandatos devem ser levados até ao fim.....
    Não é do interesse do Sporting “ andar permanentemente em guerra de sucessão...”

    Aproveitem ( os que se julgam capazes de “ acrescentar algo de bom ao Clube...), para juntarem gente ( que se julgue) capaz...
    De voltar a dar ao Sporting...
    O que tinha no passado...e que faltando no presente, dificilmente poderá construir o futuro que os sportinguistas desejam ...
    Sporting Sempre...!!
    SL

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  2. Notável este artigo do Carlos Barbosa da Cruz, em que há muito tempo não via uma tão lúcida opinião sobre o nosso grande SPORTING, por que sintetiza bem as grandes questões por que perpassa o nosso grande SPORTING:
    - de ser um clube dividido, em que os sportinguistas profundamente divididos acabam por ser os maiores inimigos do seu próprio clube;
    - de não existir respeito pelos resultados eleitorais, em que vencedores e vencidos se unam em torno dos Presidentes e das direcções eleitas, mas em que os perdedores dos pleitos eleitorais reivindiquem a continuação de candidatos e a realização de novas eleições, passados meia dúzia de meses;
    - enfim, “last but not least” por que reduz (e bem) a um caso de polícia, a contestação à actual Direcção de FV, por parte das ditas claques leoninas (JL e Directivo XXI, que não passam de bandos de energúmenos e marginais, para não lhe chamar outros nomes mais apropriados …) como o demonstra a recente rejeição, após notificação judicial, de abandonarem as instalações do Estádio José de Alvalade pertencentes ao Clube.
    SL

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