terça-feira, 12 de março de 2019

Para despertar no futuro saudade igual!...





A última crónica

«As linhas que está a ler são as últimas que escrevo no Record. Gostaria que fossem arrebatadoras e inspiradas, mas receio que não consiga contrariar o meu estilo e até a minha própria natureza. Passaram mais de 16 anos desde que cheguei ao jornal, 15 deles com a responsabilidade de pertencer à direcção, durante uma década como número dois do Alexandre Pais e nos últimos cinco anos como director. Foi uma honra vestir a camisola do Record, maior ainda com essa responsabilidade acrescida sobre os ombros. Foi um privilégio fazer parte de uma equipa que ao longo deste tempo se remodelou e renovou. Aqui conheci grandes profissionais, aqui fiz amigos para a vida, aqui sofri, sorri e aprendi. Durante estes anos, os jornais transformaram-se e o jornalismo também seguiu novos e diferentes caminhos – melhores ou piores, não é reflexão para ser feita nestas curtas linhas. Estas servem apenas para me despedir formalmente dos leitores que tiveram a paciência de me ler e para expressar a minha mais profunda gratidão ao Record e a todos aqueles que me acompanharam neste trajecto. Nesta hora, desejo as maiores felicidades ao Bernardo Ribeiro, que me sucede neste cargo. Sei, tão bem ou melhor do que ninguém, que a imprensa vive um ciclo difícil e que trava diariamente uma batalha pela credibilidade que é simultaneamente a da sua própria sobrevivência. Sem o reconhecimento dos leitores será sempre um combate perdido, pelo que nestas linhas de despedida sublinho a constatação: sem leitores não há jornais, sem imprensa livre não há democracia. Vou abraçar outro projecto mas serei sempre, mais do que um homem do Record, um homem dos jornais. Obrigado e até sempre.»
(António Magalhães, Saída de Campo, in Record)

Bernardo Ribeiro - novo director do jornal Record

Na imensa saudade de Artur Agostinho, desejaria ver Bernardo Ribeiro, como esse ícone do jornalismo despotivo português, ser capaz de, mesmo "vivendo a imprensa um ciclo difícil em que trava diariamente uma batalha pela credibilidade que é simultaneamente a da sua própria sobrevivência", mas sabendo também que "os homens passam e as instituições ficam", estabelecer a quase impossível "quadratura do círculo"...

Para despertar no futuro saudade igual!...

Leoninamente,
Até à próxima



6 comentários:

  1. Caríssimo Álamo:
    O Record e os seus jornalistas não fazem muito pela credibilidade, não se devem lamentar.
    Julgam que são os lampióes que os vão aguntar. Então olhem, como dizia alguém que muito estimo: "aguentem-se!"

    Um Abraço grande,

    José Lopes

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  2. A solução passa por não se deixarem enredar pela teia vermelha do estado lampiânico, e serem isentos. Vai ser sucesso garantido.

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  3. Deixei de comprar o Record pela falta de credibilidade...

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  4. Um director/jornalista que ficará ligado para sempre á podridão do futebol português.
    Um elemento do "sistema" que foi recolocado noutro tacho.Isto de tratar bem os amigos,não é só o Vieira.

    SL

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  5. Há já muitos anos que deixei de comprar o Record, por se ter "vendido", sem qualquer pudor, aos vermelhos.
    Deixei também de consultar o "Record Online", há cerca de mais ou menos 3 anos, quando verifiquei que faziam censura aos meus comentários, ou só os publicavam depois de terem passado várias horas, o que retirava qualquer sentido a essas publicações. Neste particular, os comentários dos vermelhos tinham via aberta, em todos os sentidos. Este comportamento dos responsáveis do Record era tão evidente que até se chegou ao cúmulo de um comentador benfiquista queixar-se daa horas tardias a que publicavam os comentários dos sportinguistas, o que não lhe permitia responder aos mesmos.
    Estes procedimentos e comportamentos dos responsáveis do Record, apenas fazem cair a importância dessa publicação.

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