quinta-feira, 16 de maio de 2019

Activos tóxicos!!!...



Permitam-me destacar...

«... Obviamente que o Sporting recuperará, mesmo que a custo, deste desfalque. Mas o pior dos activos ficou cá a germinar e continua a corroer por dentro o Sporting: estou a referir-me obviamente à radicalização do discurso, à ausência total de princípios que marca o discurso nas redes sociais.»
(José Duarte, Leão de Alvalade, in A Norte de Alvalade, em 15 Maio 2019)

Activos tóxicos 

«O termo tornou-se familiar com a crise financeira, aplicando-se não só à titularização dos créditos hipotecários, que permitiu aos bancos vender os empréstimos concedidos por si como títulos transacionáveis (como os MBS – mortgage backed securities), mas também aos produtos financeiros que a partir deles foram criados. É o caso dos CDS (credit default swaps), que são contratos de seguro do valor de um crédito em que o vendedor se compromete a indemnizar o comprador de todo o valor da dívida que não venha a ser paga. Embora estes activos se apresentassem como muito arriscados, os ganhos que proporcionavam tornavam-nos irresistíveis, quer para as sociedades financeiras, quer para os gestores, que recebiam comissões em função dos seus desempenhos de curto prazo.

Quando o sector imobiliário colapsou, tornou-se claro que estes activos estavam sobrevalorizados. Mas os bancos e outras instituições financeiras resistiram à sua venda numa vã tentativa de evitar fortes desvalorizações. O sistema financeiro ficou assim entulhado de activos que nada valiam. Em Setembro de 2008, o Banco Lehman Brothers, um dos principais vendedores de títulos hipotecários, faliu. Vários bancos e instituições financeiras foram posteriormente nacionalizados para evitar o colapso do sistema financeiro norte-americano. O mesmo receio levou a semelhantes intervenções em outros países. 

Estes activos explicam assim a transmissão da crise do imobiliário norte-americano ao sistema financeiro mundial. Atingindo inicialmente os bancos que tinham promovido o crédito hipotecário de alto risco nos EUA, a crise do imobiliário acabou por se propagar às sociedades financeiras que tinham assumido o risco deste crédito através da compra dos títulos, levando depois atrás todas aquelas que detinham as suas acções. O sistema financeiro no seu conjunto acabou por ser arrastado, afectando a capacidade de financiamento da economia mundial, resultando na mais grave recessão económica desde a crise de 1929.»
(Ana Cordeiro Santos, in Observatório sobre crises e alternativas)



Após a leitura do postal de ontem do Leão de Alvalade, o seu "pior dos activos" tomou conta da minha mente e daí a chegar a Ana Cordeiro Santos, do CES da Universidade de Coimbra, no texto que acimo vos deixo e que continua a representar para mim a biblia desta crise que nunca mais nos deixa, depois saltar para Richard Severin Fuld Jr., último presidente executivo do banco norte -americano Lehman Brothers, o 'pai desta desgraça global',  para finalmente 'aterrar' nas borbulhas que ainda vão restando em Alvalade após o 'sarampo' que vitimou o mais nefasto de todos os consulados da história do Sporting, terá sido mais rápido do que um minúsculo fósforo a extinguir-se depois de riscado na lixa da caixa! É que me parece ser tão grande a analogia entre  a derrocada do Lehman Brothers e o estertor do 'destituído', quanto o acerto de José Duarte de chamar "o pior dos activos" a essa coisa que "ficou cá a germinar e continua a corroer por dentro o Sporting"! Apenas lamento que ao Leão de Alvalade não tenha ocorrido chamar-lhes, com toda a propriedade, não "o pior dos activos", mas antes, verdadeira e efectivamente...

Activos tóxicos!!!...


Leoninamente,
Até à próxima

6 comentários:

  1. Como já disse por aqui, o efeito é pior.
    Temos maluquinhos obcecados pelo BdC, e temos maluquinhos obcecados no anti-BdC.
    É o dobro do problema.

    Uma guerra civil em torno de nada.
    É deixá-los falar uns com os outros.

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    Respostas
    1. Embora necessariamente com filtro, pela evidente diferença de elevação comunicacional entre ambas as obsessões, não rejeito o prisma de observação expresso no comentário, nem o centro da "guerra civil" citada. Contudo, se de uma das partes entendo que absolutamente nada há a esperar, já da outra mentiria se não dissesse que espero uma mais inteligente correcção do rumo que, ironicamente, até constituiu promessa eleitoral...
      Deixá-los a falar uns com os outros é que nunca, jamais, entrará no meu 'programa'. Sou combatente de causas nobres desde que, bem jovem ainda, comecei a olhar para o mundo com os olhos abertos.

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    2. sempre me esforcei para não julgar, a priori, por ser adepta de um clube, de um político, de um tipo musical, de um programa televisivo, ou seja o que for.
      é nos inata essa tendência, e bem que temos que nos esforçar para a contrariar. todos nós.

      não conheço o caso em que se insere, naturalmente, mas, no caso do mundo que me rodeia, conheço pessoas de ambos os grupos que considero inteligentes, tanto cultural, racional, como emocionalmente.
      Em ambos os casos, a inteligência emocional desvanece-se assim que o tema Sporting surge, porque colocam logo o Bruno "suspensão imediata de toda a equipa" de Carvalho ao barulho.
      É impressionante. Custa-me, transformam-se, e a conversa é completamente infrutífera e desgastante. Não lhes vejo diferença, sou-lhe sincero.

      Da mesma forma que também conheço gente das duas parcelas, que conseguem viver perfeitamente sem estar a brunocentrar todos os temas de conversa.

      Mas, lá está, isso tem que ver com os nossos habitats.
      No entanto, uma obsessão, é uma obsessão.
      É como as ex mulheres. Tanto consome a alma de quem a endeusa, como de quem a odeia de morte.

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    3. E fazer de conta que o Álamo não é um dos Anti-BdC primários....

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    4. O Álamo será, quando muito, um desistente do 'brunismo'! Só poderá ser isso quem, por nunca ter ouvido falar na 'peça', se deixou convencer pelas suas propostas em plena campanha eleitoral que viria a desaguar na presidência de Godinho Lopes, com o 'enredo' conhecido e a partir daí sempre lhe entregou todos os votos atribuídos a quem tem mais de 25 anos de associado. Mas os cinco anos do seu consulado, acabaram por confirmar na prática, que só os burros não mudam: perante tamanha, louca ou asinina estupidez - fora o que adiante porventura se virá a saber - retirei-lhe o tapete e aqui estou hoje. Nem 'brunista' nem 'anti-brunista', apenas desejo que a 'peça' mai-la sua 'entourage', deixem o Sporting em paz. Já chega o mal que fizeram ao Sporting e aos sportinguistas...

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