quinta-feira, 18 de julho de 2019

Nem o 'São Jorge' nos valeria!...


O mercado em 6 actos

«A manobra do ‘chico-espertismo’. Dyego Souza nenhum emblema nacional o conseguiria comprar, 15 milhões (M), dizia Salvador. De repente, a transferência milionária para a China só dava 5,4M. Este episódio é uma reedição da venda de Garay com que o Benfica ludibriou o Real Madrid e por causa dela, segundo disse Vieira na conversa com os sócios no Seixal, teve agora de pagar 20 M por Raul de Tomas. Moral da história: com transparência a indústria funciona para agrado de todos, quando isso não acontece a factura vem mais tarde e tem custos também ao nível da reputação dos clubes.

A manobra de ‘como as coisas mudam’. Marcano é um bom central e face às saídas de Felipe e Eder Militão dá certeza de uma dupla de cimento armado com Pepe. Há um ano bateu com a porta para ir para a Roma ganhar o que o Porto não podia pagar, agora, "mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa", dispara que nunca devia ter ido embora e divide os adeptos. Moral da história: aprendi em "O Ensaio de um Crime", de Luis Buñuel, que «não se pode amar e ser razoável ao mesmo tempo», aqui ganhou a racionalidade. Mas noutros tempos dos dragões tenho a certeza de que nunca seria permitido o seu regresso por quem manda.

A manobra do ‘gato escaldado de água fria tem medo’. O Porto perdeu a custo zero, em dois anos, Reyes, Marcano, Herrera, Brahimi, algo inaudito numa estrutura de betão. Liberta o seu activo mais caro de sempre, 20M por capricho de Lopetegui, que agora mantém o capricho e o vem buscar por 12M. Oliver nunca teve quem o desenvolvesse, sai quase como chegou, sem mostrar o que prometia. Moral da história: é melhor receber alguma coisa do que dar por desperdiçado o investimento com mais uma saída a custo zero.

A manobra do ‘maior dos ingratos’. Hoje, o Atlético Madrid parece uma Invencível Armada que parte para o mercado com o mais poderoso dos canhões que se chama dinheiro. Relembro, no entanto, que só ganhou 10 títulos nacionais e nenhuma Champions. O Porto venceu 28 campeonatos e 2 Champions. Assim, é constrangedor para qualquer adepto portista ver um ex-capitão exibir como justificação para a sua mudança: «quero jogar num grande». Moral da história: se dissesse que queria realizar o contrato da sua vida, todos o compreendiam, assim, passa a ser o primeiro na lista dos hipócritas.

A manobra ‘mais arriscada’. Odysseas Vlachodimos é um bom guarda-redes, mas não está na senda de Oblak e Ederson, falta algo para atingir esse patamar. O Benfica arrisca muito com Perin. Era felino em Génova com defesas impossíveis. Saltou para a Juventus e lesionou-se num ombro, antes já tinha sido operado aos dois joelhos. Agora só entra em competição em Setembro. Moral da história: mais vale uma garantia grega na baliza que uma incógnita italiana.

A manobra do ‘esperar para ver’. O Sporting não sabe se vai ter ou não Bruno Fernandes. Delegou o processo do seu activo mais valioso a um empresário que não se senta à mesa dos reis. Julgou que bastava o talento e os números épicos da época transacta para isco suculento dos maiores tubarões. Moral da história: «A boa cozinheira não é a que faz a comida ao seu gosto, a boa é a que faz a comida ao gosto de quem vai comer», dizia um político brasileiro. E em Portugal temos o melhor cozinheiro, Jorge Mendes, para estas questões de mercado. É pena só ter cozinhado para o Benfica.»

Então vamos "esperar para ver", embora continue a acreditar na 'tranquilidade' de Bruno Fernandes e Frederico Varandas! Aqui para nós, que ninguém nos ouve, esta 'história' há muito que está escrita.

Depois do que disse Ristovski...

Nem o 'São Jorge' nos valeria!...

Leoninamente,
Até à próxima

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