quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Está escrito nos astros!!!...


Apreensões em tom de azul

«Numa chuvosa noite de Janeiro de 2002 fui, com amigos, ver o Sporting jogar às Antas, com o FC Porto.

O meu clube do coração com a contratação de Jardel despontava na classificação e aquecia o coração dos adeptos. O Sporting empatou a dois, embalou para o título, mas acabou aflitivamente o jogo com oito elementos, por força da arbitragem do sr. Martins dos Santos, talvez das mais tendenciosas a que, alguma vez, assisti.

No Verão de 2007, Polga quer jogar a bola mas, estorvado por um adversário, esta vai parar ao guarda-redes, que a recolhe com a mão. O sr. Pedro Proença (esse mesmo!) assinala um inacreditável atraso intencional, e do livre dentro da área nasce o golo com que o FC Porto derrotou o Sporting.

Em 2012, Cédric está caído na área do Sporting, procura levantar-se e a bola vai bater na sua mão. O sr. Jorge Sousa marcou um penálti clamoroso e o FC Porto ganhou esse jogo.

Estes são os exemplos de que me lembro, outros haverá, que ilustram uma realidade incontornável: Antas/Dragão é o estádio do país onde o Sporting mais tem sido prejudicado.

Não tenho quaisquer angústias sobre o que vai ser a exibição do Sporting no Dragão; à semelhança do que aconteceu na Taça da Liga, vai jogar como nos tem habituado este ano, com serenidade e coesão, sofrendo quando tem de sofrer e brilhando quando tem oportunidade. O que me causa apreensões é a arbitragem, por três ordens de razões.

A primeira, é que esta época o nível das arbitragens tem sido preocupantemente baixo. Só de pensar nos nomes de Luís Godinho, Fábio Veríssimo e André Narciso, fico compreensivelmente de pé atrás.

A segunda é a questão do quinto árbitro, ou seja, aquele conjunto de pessoas que se senta no banco do FC Porto e, do princípio ao fim, procura audível e porfiadamente condicionar o trabalho dos quatro restantes árbitros; já vi, este ano, muitos cartões mostrados por pressão do quinto árbitro.

A terceira é esta sensação incómoda com que fiquei do jogo de Alvalade que, quando o FC Porto está aflito, há sempre uma mão amiga e providencial que o ampara.

Eu bem me quero convencer que as coisas mudaram, que o presidente do FC Porto já não prodigaliza conselhos matrimoniais e outras coisas que o país conhece, só que este jogo é de crucial importância para o FC Porto – muito mais do que para o Sporting – e os antecedentes que referi não me ajudam nada a ficar descansado.

Para além das duas equipas, que sei que vão dar o máximo, há outra que estará em escrutínio no sábado: a da arbitragem. Nos dérbis já jogados, houve erros técnicos e disciplinares que influenciaram, de algum modo, o resultado.

Por uma vez, que não prevaleça a tradição e que, por via de uma arbitragem corajosa e competente, ganhe o melhor.»

Desta vez, estaremos preparados para tudo. Até para sermos miserável e indecentemente roubados! Aconteça o que acontecer, o Sporting sairá, sempre e inevitavelmente por cima e a muita distância!...

Será tão só e apenas mais um jogo dos 14 que ainda teremos de disputar...

Está escrito nos astros!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

3 comentários:

  1. Talvez a melhor cronica que li de alguem de quem nao sou particularmente fã, mas que tem a coragem de chamar os bois pelos nomes e escrever aquilo que todos sabemos. Diria mais, se fosse eu presidente, fazia uma conferencia de imprensa dirigida pelo diretor de comunicação apenas a passar as gravacoes das escutas do apito dourado vezes sem conta e na Sporting TV tambem para que ninguem se esqueca que a norte mora um bandido que ha anos devia estar erradiado do futebol neste país. Mais de 30 anos que nao sabe o que é ganhar sem batota, sem esquemas, sem artimanhas.

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  2. Já somos três. Isso sim era comunicação inteligente.

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