sexta-feira, 3 de abril de 2020

Mais palavras para quê?!...


As máscaras da indignação

«A semana passada, nestas colunas, perguntava se "alguém quer ser ‘campeão do vírus’?"

Estamos todos com muito pouca vontade de falar de futebol, da época que foi suspensa e dos cenários que se colocam, resultantes desta paragem. Apesar do isolamento social a que estamos confinados, contrariado por alguns líderes políticos que acham necessário sacrificar mais de 1 milhão de vítimas para ‘salvar’ as economias, o Mundo não pára e não podemos ignorar as decisões políticas, as orientações das autoridades e dos técnicos de saúde e também as consequências económicas, mesmo aquelas que estão relacionadas com a indústria do futebol.

Curiosamente, não há competição, não há jogo, o mais importante no futebol, mas há muita coisa para falar, analisar e debater, à margem das lógicas comunicacionais de sempre, se foi penálti ou não, se a dialéctica do Benfica é melhor do que a do FC Porto e vice-versa, se o Sporting é ou não para soterrar debaixo da obstinação dos guerrilheiros profissionais, e este é o tempo para a corporação do futebol começar a mudar aquilo que era importante já ter sido mudado, muito tempo antes da eclosão desta pandemia que a todos ameaça.

A pergunta aqui colocada na semana passada não foi respondida, pelo menos de forma pública e e nem se esperava que fosse, mas já se adivinhava que o silêncio (comprometedor) iria imperar.

Pinto da Costa quer que o FC Porto seja ‘campeão do vírus’.

Luís Filipe Vieira ambiciona que o Benfica ainda se possa sagrar ‘campeão do vírus’.

O País precisava que nesta altura as duas grandes instituições dessem um sinal de nobreza e de entendimento sobre o momento dramático que vivemos.

Não interessa que a pandemia não esteja controlada; não interessa que muitas outras pessoas vão morrer; não interessa sequer se estão garantidas as condições necessárias (físicas e psicológicas) para se competir; não interessa se esta mobilização do futebol, supostamente afastada do resto da sociedade, não vai criar maiores problemas no objectivo principal de se mostrar um cartão vermelho ao vírus e irradiá-lo do nosso território.

O problema do impasse da época das competições profissionais começa aqui: os dois presidentes dos dois clubes que ganharam entretanto vantagem a ponto de poderem conquistar o título de 2019-20 estão agarrados à expectativa de poderem juntar mais um título de campeão nacional aos seus currículos e não abrem mão disso, mesmo quando são confrontados com o registo diário de mortes em Portugal, na Europa e no Mundo e, também, sabedores que a conclusão da temporada vai colocar aos profissionais de saúde um stress adicional, com consequências directas ou indirectas para a própria comunidade.

Antes do debate sobre as soluções do presente e respectivo enquadramento no futuro incerto que nos espera, há que fechar, todavia, o tema da conclusão da presente temporada e gostaria de deixar bem clara, em resumo, a minha posição sobre o tema:

1. Sou a favor de não atribuição do título correspondente à actual época de 2019-20.
2. A actual classificação da Liga serviria para designar as equipas a jogar na próxima época na UEFA (FC Porto e Benfica na Champions e SC Braga e Sporting, na Liga Europa).
3. Não haveria final de Taça nem portanto designação de vencedor.
4. Não haveria subidas nem descidas.
5. As equipas neste momento em posição de subida (Nacional e Feirense) seriam compensadas na próxima época com + pontos à partida e/ou com prémio financeiro.
6. A indicação de um vencedor do campeonato (à semelhança do que fez a Liga belga) não me parece ser a melhor solução, mas seria preferível a criar-se a expectativa de jogos em Julho (à porta fechada), com consequências/riscos ao nível do sector da saúde.
7. As soluções devem ser achadas no sentido de não potenciar mais vítimas e proteger os técnicos e o próprio sistema de saúde.
8. Sem este stress adicional, em cima da incerteza, tornar-se-ia mais fácil arranjar soluções para mitigar os efeitos decorrentes desta paragem forçada e preparar a próxima época. Estas soluções visam também a protecção dos atletas, e espanta que a FIFPro não tenha sobre esta matéria uma posição clara e de força. A FIFA e as suas confederações — a UEFA, no caso europeu — deveriam chegar-se à frente para compensar os prejuízos entre Abril e Junho.
9. É bom não esquecer que em Itália a propagação do vírus pode ter começado com as aglomerações em estádios de futebol.
10. Todas as soluções devem passar pelo princípio de que as nossas vidas não são negociáveis, e é essa mensagem que o Futebol não está a passar, embora saibamos que a este nível as recomendações da Organização Mundial de Saúde e os respectivos ministérios, em cada País, serão determinantes.

Repito: em toda esta incerteza e sempre sob o risco de condicionar e ferir a integridade de duas épocas futebolísticas de uma assentada — uma vez que é muito difícil assegurar a ‘normalidade’ em 2/3 meses —, o problema maior é jogar-se (previsivelmente à porta fechada) sem que o surto da Covid-19 esteja totalmente controlado. Não seria muito melhor encerrar esta época, a FIFA e a UEFA monitorizarem e subsidiarem, juntos das respectivas Federações (e estas com as Ligas), os custos desta paragem e começar a próxima temporada nas datas previstas, se necessário com pequenos ajustamentos de calendário, uma vez que estaremos em época de Europeu e de Mundial de Clubes?

Depois do que aconteceu e está a acontecer principalmente em Itália e Espanha, acham mesmo — saindo das nossas fronteiras, porque este é um problema global — que há condições éticas e de gestão psicológica do momento para os campeonatos recomeçarem?

É uma perfeita loucura. Já se viu e ouviu de tudo, propostas de isolar estádios, jogadores, treinadores, médicos, fisioterapeutas, pessoal das estruturas de apoio, e o problema — pela dimensão do negócio e ninguém querer chegar-se à frente— é que esse tipo de propostas vem de todo o lado, até do Reino Unido…

Em caricatura, só falta os estádios usarem máscaras; as bolas usarem máscaras e os jogadores a concluirem as competições de máscara a tapar o nariz e a boca — e a lavar as mãos e a manterem a distância táctica e social de 2 metros, mesmo depois de terem sido submetidos aos testes a que largos sectores da população não têm acesso.

As máscaras da indignação que nunca mais chega.

A Bélgica e a Holanda estão a colocar a saúde à frente do reatamento das competições (sendo certo que é preciso encontrar soluções para o negócio, no imediato) e Sérgio Conceição resumiu — como outros protagonistas já o fizeram, como por exemplo Jonas — o essencial: "Sei que há muitos interesses, mas o mais importante é a saúde das pessoas".

O futebol vai ter de mudar. E é essa mudança que interessa considerar. Por exemplo: em Portugal, os clubes portugueses gastam num ano mais de 83M€ em comissões. Imagine-se este dinheiro utilizado para financiar a saúde do futebol profissional no seu todo. Voltarei ao assunto.
* Texto escrito com a antiga ortografia
(Rui Santos, Pressão Alta, in Record, hoje às 20:30)

Mais palavras para quê?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Velhos serão os trapos que dirigem o futebol!!...


Manuel Cajuda não entende "adiantados mentais" que falam em regresso do futebol: «Santa paciência»
Treinador do Leixões avisa que é preciso garantir que a saúde dos praticantes não seja colocada em causa

Manuel Cajuda, treinador do Leixões, da 2ª Liga, defende em texto que publicou na sua página do Faceboook, não entender as razões pelas quais certos "adiantados mentais" falam em retomar os campeonatos e avançam com prazos quando as próprias autoridades de saúde nem sabem quando será ao certo o pico da epidemia. Os campeonatos deverão recomeçar, sim, mas apenas quando houver condições de segurança para todos...

"Campeonatos. Fim ou continuamos?

Confesso que estou cada vez mais confuso. Não com o continuar ou o dar fim a esta época, perante uma catástrofe da qual ainda é mais o que desconhecemos do que aquilo na realidade já sabemos. No dia de hoje (2 de Abril), a maioria dos países, não conseguiu ainda prever o 'Pico da Pandemia'. Daí que não entenda, mas não entendo mesmo, como pode definir uma data para o fim (da época), por parte da UEFA. Quando infelizmente, sem nada podermos fazer a não ser estar fechados em casa e que ao ligarmos a televisão, já nem conseguimos actualizar-nos com o número de vítimas mortais desta desgraça que nos envolve a todos.

Se ninguém vai para lado algum, sem saber onde está, como podem estes 'adiantados mentais', decidir o fim de algo sem saber quando começam (neste caso recomeçar)? Santa Paciência! A minha opinião? Sim é recomeçar o quanto antes e acabar a época. Mas, sempre em condições que não ponham a saúde dos praticantes em causa.

A economia somos nós (os que fazemos o trabalho) e não os que ficam em casa a ver os jogos na televisão. Jogos à porta fechada? Por favor, não façam mais mal ao futebol. Como se pode jogar bem, sem ter a melhor equipa que é o público? Se é possível jogar 10 jogos de três em três dias? Não é o ideal nem o que fisiologicamente é aconselhável, mas sim é possível. Seria, por exemplo, tomar decisões de emergência e pontuais, como aumentar o número de substituições de 3 para 5 mais o guarda/redes por exemplo.

Seria muito mais fácil para nós treinadores gerir o desgaste e manter uma intensidade que já de si é deficiente do nosso futebol. Outra medida por exemplo, seria que todos os jogos fossem depois das 18 horas, face ao calor que Junho e Julho nos oferecem. Nem vale a pena recordar, que o calor é um dos factores mais devastadores da resistência fisíca. Permitiria ainda, também fazer as viagens dos jogos no próprio dia evitando deslocações de véspera.

E quem tem 22 jogadores no mínimo, poucas razões terá para se justificar com a gestão, o melhor possível, em tempo de emergência. Não sou o dono da razão, posso até estar loucamente errado, mas por favor, pensem lá com a cabeça e não com os pés sobre o futebol que poderemos fazer, com a realidade que vivemos agora."

Velho e ultrapassado Manuel Cajuda?!...

Velhos serão os trapos que dirigem o futebol!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Só eu sei porque fico em casa (21)!!!...


O número de vítimas mortais em Portugal devido ao novo coronavírus aumentou para 246, o que traduz uma subida de 37 face a ontem, quando estavam contabilizados 209 óbitos, anunciou a DGS esta sexta-feira, 3 de Abril.

Quanto ao número de infectados (casos confirmados), aumentou 9,4% para 9.886. Ontem, o número de infectados tinha subido 9,5% para 9.034, pelo que em termos absolutos a subida de casos foi de 852.

O crescimento diário do número de mortos em termos absolutos foi o mais elevado de sempre (37 contra 22 ontem), sendo que a taxa de crescimento também aumentou (18% contra 12% ontem).

Verifica-se uma estabilização na taxa de crescimento do número de infectados (9,4% contra 9,5% ontem), mas uma subida em termos absolutos (852 contra 783 ontem). É o segundo dia seguido em que a taxa de crescimento dos casos confirmados está abaixo dos 10% e o sexto abaixo de 20%.

Tendo em conta o número de infectados e de vítimas mortais, a taxa de letalidade é de 2,5%, o valor mais elevado de sempre e contra 2,3% ontem.

Segundo o boletim diário da DGS, há 130 mortos no Norte (mais de metade do total), 51 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 61 no centro e 3 no Algarve. Os Açores e Madeira continuam sem vítimas mortais a lamentar, sendo que o Alentejo registou hoje a primeira.

Entre as vítimas mortais, 156 têm mais de 80 anos, 58 entre 70 e 79, 21 entre 60 e 69, 9 entre 50 e 59 e 2 com idade entre 40 e 49 anos. 103 são mulheres e 143 homens.

O número de casos suspeitos aumentou para 74.377 (ontem estava em 66.895 ) e 5.392 pessoas aguardam resultados de testes laboratoriais (4.958 ontem). Existem apenas 68 casos recuperados, os mesmos de ontem. 

O número de pessoas em vigilância pelas autoridades é agora de 22.556 (21.798 ontem).

Os dados indicam que dos quase 10 mil casos confirmados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Verifica-se assim uma ligeira subida do número de internados (2%, contra 1.042 ontem) e também muito ténue nos internados nos cuidados intensivos (2% contra 240 ontem).

Assim, 2,48% das pessoas infectadas estão internadas em cuidados intensivos. Do total, 10,7% dos infectados estão internados.

A região Norte (5.899) continua a ser a região que regista o maior número de casos confirmados, com mais de metade do total. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo (2.347), região Centro (1.286) e Algarve (179). Há 63 casos nos Açores, 50 na Madeira e 62 no Alentejo.

Do total de infectados, 2.101 têm 70 ou mais anos (1.968 ontem). Com mais de 80 anos são 1.156. 

Em baixa estão os casos por concelho. A DGS assinala que nestes dados por concelho a informação reportada é relativa a 79% dos casos confirmados.

Só eu sei porque fico em casa (21)!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Sempre à espera de milagres!!!...


Amostra do que aí vem

«A tensão das últimas horas entre clubes e Altice, uma das empresas detentoras dos direitos de TV da Liga, foi ultrapassada graças à intervenção de Fernando Gomes mas deu para ter uma ideia bem clara do que está ao virar da esquina. A principal receita do mês de Março está paga, o que deve ser suficiente para garantir os salários de jogadores e outros funcionários das SAD. Mas já temos a certeza de que o futebol não voltará em Abril, pelo que dentro de um mês voltaremos ao mesmo lugar. Os clubes precisam do dinheiro para alimentar o futebol, as operadoras precisam de futebol em directo para justificar o dinheiro que investem. Se este ciclo se quebra, tudo fica em causa.

Os clubes portugueses, como quase todos os outros, dependem muito do cheque da TV para manterem a máquina. E, ao contrário do que acontece com os emblemas de primeira linha, também dependem de um mercado de transferências recheado em propostas. Se a TV está em risco, o mercado de transferências parece já reduzido a cinzas. O que fará com que 2020/21 possa ser ainda mais dramático para a generalidade dos clubes do que esta recta final de 2019/20. Não haja ilusões: a ordem, para todos, será cortar. Nos salários, nas transferências, nas comissões e outros gastos. Quem melhor souber lidar com esta realidade, sairá em vantagem.»

(Sérgio Krithinas, Saída de Campo, in Record, hoje às 03:53)

O futebol em Portugal vive no fio da navalha, que os dirigentes dos clubes portugueses continuam a utilizar, alegremente e quase sem noção dos perigos que decorrem da utilização quase irresponsável que fazem do instrumento, sujeitos a que ao mais pequeno incidente, debaixo do seu afiado e imprevisível gume surja um golpe e o sangue jorre em catadupas, capazes de colocar em causa a sobrevivência do corpo...

Sem a centralização dos direitos televisivos, assim vai vivendo o futebol que temos por cá...

Sempre à espera de milagres!!!...

Leoninamente,
Até à próxima 

"Noblesse oblige"!!!...


Liga sugere regresso aos treinos durante o estado de emergência: o plano em cima da mesa
Medida permitirá ganhar tempo na recuperação física dos jogadores, mas só será executada mediante autorização do Governo

A Liga de Clubes reuniu na tarde de ontem, quinta-feira,  por videoconferência, com os representantes dos clubes, tendo apresentado propostas para o regresso às competições, nas quais é admitida a possibilidade de os treinos recomeçarem ainda durante o estado de emergência, ficando dependente de autorização prévia do Governo.

O organismo liderado por Pedro Proença sugeriu a realização de dois jogos por semana à porta fechada e sem público, de modo a que a competição possa terminar no dia 3 de Agosto, prazo estipulado pela UEFA para as federações apresentarem as equipas que irão disputar as competições europeias.

Também em cima da mesa terá estado o regresso aos treinos apenas após o estado de emergência terminar. Em ambos os casos, a ideia passará por uma preparação prévia próxima dos 30 dias para que os jogos possam voltar a ser disputados, mas sempre com a ideia mais forte a apontar para o reinício das competições no último fim-de-semana de Maio, (30 e 31).

Daí em diante, os campeonatos desenrolar-se-iam a cada fim de semana até 18 e 19 de Julho, com duas jornadas a meio da semana, a 10 de Maio e 1 de Julho.

A final da Taça de Portugal seria disputada em 25 ou 26 de Julho.

Serão muitos os que duvidam da bondade e, mais ainda, da exequibilidade destes planos, face às perspectivas que envolvem a dramática pandemia que tomou conta do mundo e à quase impossível projecção da sua evolução.

Parece todavia que para a UEFA, exactamente como terá acontecido a Trump e Bolsonaro, não existirá pandemia alguma. Pedro Proença e os seus acólitos pensarão, naturalmente, como a UEFA...

"Noblesse oblige"!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Uma pequena luz ao fundo do túnel?!...




Ursula von der Leyen reconhece erros da Europa em carta aberta aos italianos
Perante “o inimaginável” da pandemia, a UE “teve um comportamento danoso que podia ter sido evitado”, escreve a presidente da Comissão Europeia.

«A Itália foi afectada pelo coronavírus mais do que qualquer outro país europeu. Somos testemunhas do inimaginável. Milhares de pessoas roubadas do amor de seus entes queridos. Médicos chorando nas enfermarias do hospital, com o rosto afundado nas mãos. Um país inteiro - e quase um continente inteiro - fechado para quarentena. Mas o país mais atingido, a Itália, também se tornou a maior fonte de inspiração para todos nós. Milhares de italianos - equipas médicas e voluntários - responderam à chamada do governo e acorreram para ajudar as regiões mais atingidas. As indústrias da moda agora fazem máscaras protectoras ou o amargo produtor de desinfectante para as mãos. A música das varandas encheu as ruas desertas - aquecendo os corações de milhões de pessoas. Os italianos demonstram a sua mútua solidariedade na vida quotidiana com milhares de pequenos gestos - ao mesmo tempo discretos e heróicos. E apenas a solidariedade nos pode fazer emergir dessa crise - entre pessoas assim, entre estados. Hoje a Europa está mobilizada ao lado da Itália. Infelizmente, isso nem sempre foi o caso. É preciso reconhecer que, nos primeiros dias da crise, diante da necessidade de uma resposta europeia comum, muitos pensaram apenas nos seus próprios problemas domésticos. Não perceberam que só podemos derrotar essa pandemia juntos, como uma União. Houve um comportamento danoso que poderia ter sido evitado. Hoje em dia, a distância entre indivíduos é fundamental para nossa segurança: a distância entre as nações europeias, pelo contrário, coloca todos em perigo. Entretanto, a Europa mudou o seu ritmo. Fizemos todo o possível para levar os países europeus a pensar em equipa e garantir uma resposta coordenada a um problema comum. E vimos mais solidariedade aqui na Europa do que em qualquer outro lugar do mundo. No mês passado, a Comissão Europeia não deixou pedra sobre pedra para ajudar a Itália. Graças à nossa acção, 25 países europeus uniram forças e enviaram milhões de máscaras para a Itália e Espanha, para a protecção de todos e, em particular, dos profissionais de saúde.

Mantivemos a Brenner e outras passagens de fronteira abertas, garantindo o fluxo de mercadorias que é a alma da nossa economia. Ajudamos a garantir a produção de suprimentos médicos aqui na Europa. Financiamos a busca por uma vacina. Suspendemos algumas regras para dar ao governo italiano o espaço de manobra necessário para agir com rapidez e força. Canalizamos milhares de milhões de investimentos na luta contra o vírus e seus efeitos. E continuaremos a fazer ainda mais. Ontem, a Comissão Europeia anunciou uma nova iniciativa económica, a "caixa de integração europeia". No momento, milhões de italianos não conseguem trabalhar - mas não conseguem parar de pagar suas contas ou fazer compras. As empresas continuam a pagar salários, mesmo que o negócio esteja estagnado - de construtoras a hotéis vazios, de grandes indústrias a artesãos. Milhares de empresas fortes e saudáveis ​​encontram-se em dificuldade por causa do coronavírus. Elas precisam de apoio para superar a crise actual, a Europa está a intervir para ajudá-los. Já existem ferramentas em nível nacional para ajudar trabalhadores e empresas em tempos de crise, mas a situação actual pressiona as finanças dos países europeus. A Europa quer ajudar, garantindo novos recursos para financiar dificuldades. A União destinará até cem mil milhões de euros aos países mais atingidos, a partir da Itália, para compensar a redução nos salários daqueles que trabalham em horários mais curtos. Isto será possível graças a empréstimos garantidos por todos os Estados-Membros - demonstrando assim a verdadeira solidariedade europeia. Todos os países membros contribuirão para tornar possível essa nova ferramenta, baptizada como "Sure". Ajudará trabalhadores e funcionários, ajudará empresas e será um sopro de ar fresco para as finanças públicas italianas. Esse apoio europeu ajudará a salvar empregos - mesmo num período de menos actividade. Quando a quarentena terminar, e a procura e os pedidos começarem a crescer novamente, essas mesmas pessoas poderão voltar ao trabalho em tempo integral. E isso é essencial para reiniciar o motor da economia europeia o mais rápido possível. Essa iniciativa faz parte de um pacote maior.

Ontem, propusemos também que cada euro ainda disponível no orçamento anual da UE fosse gasto no combate à crise. Ajudaremos agricultores e pescadores, que alimentam o nosso continente todos os dias. Ao mesmo tempo, o Banco Europeu de Investimento continua a ajudar as empresas europeias - especialmente as pequenas e médias empresas - a encontrar o financiamento necessário nesta emergência. Esta crise é um teste para a Europa. E não nos podemos dar ao luxo de falhar. As decisões que tomamos hoje serão lembradas por anos. Eles moldarão a Europa de amanhã. Acredito que a Europa possa emergir mais forte desta situação, mas devemos tomar as decisões correctas - aqui e agora. Já realizamos algumas acções corajosas. Ainda serão necessários muitas mais. Todos nós preferíamos viver tempos mais fáceis. Mas hoje o que podemos decidir é como reagir. Penso numa Europa baseada na solidariedade - a nossa maior esperança e o nosso investimento num futuro comum.»


Uma pequena luz ao fundo do túnel?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Fala quem sabe!!!...


Barómetro: curva portuguesa mostra abrandamento de novos casos de coronavírus
Portugal tem assistido desde o dia 25 de Março a um abrandamento do aumento percentual diário - Vale a pena ler com atenção


Fala quem sabe!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

As coisas voltarão a ser como antes!...


O silêncio dos culpados

«Marty e Wendy Byrde viviam nos subúrbios de Chicago. Ele, consultor financeiro, ela, doméstica. Por ter errado numa operação de branqueamento de capitais, o discreto chefe de família ficou na mão de um traficante de droga mexicano. Tinham duas opções: agarrar nos filhos e fugir para parte incerta, opção de risco porque as máfias não perdoam, ou adaptarem-se a uma nova realidade, comandando um casino e lavando o dinheiro de quem os perseguiria.

Nesta simples descrição de personagens e enredo inicial da fabulosa série "Ozark", sobressaem algumas linhas que se adequam ao actual momento do futebol. Primeiro, a necessidade premente de mudar de vida, depois o ‘branqueamento’ de diversas situações, bem como também de capitais e, por último, o ‘casino’ em que se tornou a gestão pouco racional dos clubes por esse mundo fora.

Existe um silêncio dos culpados, de quem conhece a realidade das pouco saudáveis contas dos emblemas nacionais, de quem teima no obscurantismo das ‘falências técnicas’ quando todos sabem que não há lucros para sobreviver como marajás e onde as receitas extraordinárias são a base de um precário equilíbrio financeiro só ao alcance dos melhores trapezistas.

E esta maléfica pandemia só veio expor a evidência de uma indústria que semeia dinheiro rápido por inúmeras mãos, algumas pouco lavadas, enquanto vai sugando até ao tutano a saúde dos clubes. E tal como a Covid-19 atinge todos sem piedade, velhos e novos, ricos e pobres. Juventus, Real Madrid, Barcelona sentiram na pele o furor deste vírus, portanto, os mais pequenos terão o triste fado de ainda soçobrar mais rapidamente.

O futebol e as suas marcas perderam valor em menos de um mês, mas têm uma vantagem perante outros sectores: a paixão dos adeptos e as saudades que têm de ver as suas camisolas em campo. Assim, apesar do sufoco destes dias, ameaçados ainda mais em Portugal por NOS e Altice não quererem pagar direitos televisivos de Abril, o que será o caos para 90 por cento dos clubes, sentem alguma luz com os exemplos da solução encontrada pela Premier League e pelo anúncio de que a FIFA injectará mais de 2,5 mil milhões para salvar Ligas e federações.

Dizem que a intuição é resultado da experiência acumulada, logo, não posso estar optimista. Porque a saúde de milhões de pessoas é muito mais importante que um desporto que "é a coisa mais importante das coisas menos importantes", como dizia Arrigo Sacchi e não podemos vislumbrar o que será o mundo daqui a seis meses, com uma contracção económica associada a uma depressão generalizada. E, sobretudo, porque o desporto-rei terá de sofrer um ajuste a todos os níveis, nos salários estratosféricos, nos gastos em transferências e no dinheiro que se perde em comissões. Desconfio é que muitos ‘gestores de casino’ não estão preparados nem querem essa mudança de hábitos. E ao primeiro sinal de esperança, voltaremos aos mesmos erros que só têm por destino o abismo.
* Texto escrito com a antiga ortografia
(Rui Calafate, Factor Racional, in Record, hoje às 17:28)

Comungo naturalmente do pessimismo de Rui Calafate acerca da possibilidade de esta "maléfica pandemia" poder constituir a oportunidade de regeneração de todos os "gestores de casino" que sobejamente conhecemos no nosso futebol. A menos que aquela viesse a revelar uma tão inimaginável capacidade de destruição que nem essa gente poupasse e aí, não sobraria nenhum consolo para os que nunca cometeram o pecado de sequer se abeirarem do "casino", pela simples razão de já por cá não andarem para sentir esse indescritível gozo...

Contudo, no meio de toda esta terrífica tempestade, sobra-me ainda uma pequena réstia de esperança de que, de algum modo, os alicerces de todos esses "casinos" venham a sofrer um sério abanão e que muito dificilmente...

As coisas voltarão a ser como antes!...

Leoninamente,
Até à próxima

E em Portugal, não há ERTE?!...



Plantel do Atlético Madrid com corte salarial de 70%
Miguel Ángel Gil Marín afirma que o recurso ao ERTE foi pensado com "o objectivo de garantir a sobrevivência do clube"

Os futebolistas da equipa principal do Atlético Madrid, irão ter uma redução salarial de 70%, em conformidade com o "expediente temporário de regularização de emprego" (ERTE) requerido na semana passada pelo clube junto das autoridades espanholas.

De acordo com o director executivo do Atlético de Madrid, Miguel Ángel Gil Marín, o recurso ao ERTE foi pensado com "o único objectivo de garantir a sobrevivência do clube", numa altura em que a pandemia de covid-19 suspendeu todas as competições em quase todo o mundo.

Para além do plantel, Diego Simeone e a restante equipa técnica irão igualmente ter uma redução de igual valor, devendo o  mesmo cenário suceder com as equipas B e feminina, enquanto durar o estado de emergência decretado pelo governo espanhol.

O clube explicou que fez um acordo com os jogadores profissionais, que "permite complementar o salário dos 430 funcionários afectados pelo ERTE", numa contribuição que será dividida entre a equipa principal e a direcção dos 'colchoneros'.

Na sexta-feira passada, o Atlético de Madrid havia anunciado ir recorrer junto das autoridades ao ERTE, para poder avançar com a redução da massa salarial, a exemplo do Espanyol e do FC Barcelona.

E em Portugal, não há ERTE?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Uma questão de cultura e de mentalidade!...


Bélgica cancela campeonato e atribui título ao Club Brugge
Decisão ainda terá de ser ratificada mas é dada como garantida. Grupo de trabalhado constituído para resolver acesso à UEFA e subidas e descidas.(LINK)

Chegou ao fim a época 2019-20 no principal escalão do futebol belga. Na prática, o Club Brugge pode festejar o título de um campeonato que já não vai terminar, porque se entendeu atribuir o troféu ao clube que liderava a prova no momento da interrupção. A decisão ainda precisa de ser ratificada, mas tudo aponta para que esse passo se trate apenas de mera formalidade.

Uma questão de cultura e de mentalidade!...

Leoninamente,
Até à próxima

Só eu sei porque fico em casa (20)!!!...



Coronavírus: número de mortes em Portugal sobe para 209 e casos confirmados aumentam menos de 10%
Em 24 horas o número de mortos em Portugal com o coronavírus aumentou de 187 para 209

Portugal registou até esta quinta-feira um total de 209 mortes (mais 22 do que na quarta-feira) e mais de 9000 casos de infecção (são mais 783 do que no dia anterior), o que corresponde a uma taxa de crescimento do número de casos de 9,5%. Os números foram divulgados esta quinta-feira no novo boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), onde os casos são actualizados diariamente.

Há 1042 pessoas internadas e 240 nos cuidados intensivos. Há 68 casos de pessoas recuperadas – o número reduzido é explicado por se tratar de uma doença de “convalescença lenta” e por serem precisos dois testes negativos para se ser declarado “curado” – e ainda 4958 pessoas a aguardar resultado laboratorial.

Pela segunda vez é registado um decréscimo de casos novos em dois dias consecutivos. embora com uma variação pouco expressiva entre os números de ontem e de hoje, de 808 para 783.

Só eu sei porque fico em casa (20)!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Cá estaremos para ver!!!...



Campeonatos profissionais de Futebol em Portugal são para concluir até princípio de Agosto
Reunião entre FPF e Clubes decorreu esta quarta-feira.

Na reunião entre FPF e clubes desta quarta-feira, terá ficado bem claro que o objectivo é terminar os campeonatos profissionais, agora com uma nova data. A prioridade é concluir as competições em campo até princípio de Agosto, uma normativa da UEFA para aplicar também em Portugal. Também as competições europeias estão projectadas para serem concluídas nesse mês.

Desta forma, da reunião, acabou por sair a conclusão de que as competições de formação deverão ser canceladas, sendo dada prioridade ao futebol profissional. Já a finalização ou não da Liga Revelação ficará ao critério dos clubes.

Deste modo e com o arrastar das provas nacionais, as competições europeias de 2020/21 poderão vir a começar apenas em Outubro, o cenário mais provável nesta altura...

Cá estaremos para ver!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

"Esta pandemia mudou tudo"!!!...


“Se o Sul se afundar, o Norte opulento deixará de existir”
Nunca um regresso às origens terá feito tanto sentido. É por isso que a questão ultrapassa largamente a tradicional divisão entre Norte e Sul. Atravessa a Holanda, como atravessa a Alemanha.

«1. Já não é apenas um caso entre António Costa e Mark Rutte ou o seu ministro das Finanças. Nem apenas um caso entre os Países Baixos, de um lado, e a Itália e a Espanha, os dois países europeus mais brutalmente fustigados pela pandemia, do outro. De repente, os Países Baixos transformaram-se no lugar geométrico da prova de vida a que a Europa e as suas democracias estão a ser sujeitas neste exacto momento da sua história. O debate interno ameaça a coligação de Governo. A pandemia aproxima o sistema de saúde da ruptura. Rutte pediu ajuda à Bélgica. Não teve a resposta que desejaria.

2. Comecemos pela situação interna de um país que é um dos seis fundadores da Comunidade Europeia, um dos seus membros mais ricos e mais influentes, com uma trajectória que acompanha a da própria União. De país da tolerância e da abertura ao mundo, fortemente europeísta, os Países Baixos têm vivido nos últimos anos uma profunda e complexa transformação interna que fez deles um dos precursores da vaga de populismo nacionalista que varreu a Europa, sobretudo a partir da crise financeira de 2008-2009.

Começou antes dos outros, com o malogrado Pin Fortuyn, assassinado em 2002, e o seu partido anti-imigrantes; continuou com Geert Wilders, um dos rostos mais conhecidos da extrema-direita europeia; tem hoje a sua expressão mais exuberante no jovem académico Thierry Baudet, que venceu as eleições para a Câmara Alta do Parlamento holandês em Março do ano passado. A sua bandeira é simples: “Dutch First”. Contra os imigrantes, contra a Europa, contra o euro, apenas à espera de ver como decorre o “Brexit” para propor que o seu país siga o mesmo caminho. Alguns analistas justificam a intransigência muito pouco europeia de Mark Rutte com o receio de perder votos para a extrema-direita. A fragmentação do espectro político foi outra das consequências politicas da ascensão dos partidos populistas e nacionalistas um pouco por toda Europa. Rutte governa o país à frente de uma coligação de quatro partidos.

3. Não foram apenas as vozes dos banqueiros centrais holandeses que se ergueram contra as declarações do ministro das Finança. São hoje públicas as críticas de dois dos parceiros de coligação liderada pelos liberais de Mark Rutte. “A Itália está em ruínas. No que me diz respeito, a primeira mensagem devia ser: nós vamos ajudar-vos”, diz Gert-Jan Segers, líder da União Cristã, citado pelo Financial Times. Não foi ao ponto de defender a emissão de dívida conjunta, mas apelou a um Plano Marshall para as economias do Sul. Rob Jetten, líder do D66, outro dos partidos da coligação, foi um pouco mais duro: “A mentalidade de contabilista do país ameaça transformar-se num desastre diplomático”. O líder do Partido Trabalhista, na oposição, lembrou, por seu turno, que se está a dar o sinal errado aos países que reconquistaram duramente a confiança dos mercados financeiros depois de anos de austeridade.

Rutte não conseguiu isolar o episódio que envolveu o seu ministro das Finanças. O debate está instalado e não escapa à questão dos eurobonds, arrastando consigo outras velhas questões que dividem os europeus. Doze políticos italianos, entre os quais os presidentes das câmaras de Milão, Bérgamo, Veneza e Génova, acabem de publicar uma carta no diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, classificando a posição da Haia como “desprovida de o mínimo de ética ou solidariedade” e acusando os Países Baixos de terem uma política fiscal cujo objectivo é “desviar para si os impostos das grandes empresas dos seus parceiros europeus”, numa referência ao número elevado de multinacionais que aí instalam as suas sedes, beneficiando de impostos mais baixos.

4. Na frente europeia, as coisas também não são simples. Por mais surpreendente que hoje possa agora parecer, eram boas as relações entre Mark Rutte e António Costa, ao ponto de se terem conseguido entender sobre um instrumento orçamental próprio da Zona Euro, ao qual o primeiro-ministro holandês se opôs frontalmente de início. No Conselho Europeu da passada quinta-feira, perante as divisões insanáveis em torno de uma resposta comum à crise pandémica, o primeiro-ministro português teve o cuidado de não acicatar os ânimos, acabando por facilitar a vida à chanceler alemã no seu esforço bem-sucedido para evitar uma ruptura que chegou a estar eminente. O problema não ficou resolvido, mas apenas adiado para a reunião do Eurogrupo, a 7 de Abril.

Ganhou-se algum tempo para continuar o debate e mudar de perspectiva. Até porque os “coronabonds” não são uma mera questão económica ou técnica, que pode ser debatida apenas em torno da possibilidade de ser posta em prática a tempo, ou da sua eficácia na resposta à crise, em comparação com outros instrumentos à disposição da União. São uma questão política fundamental. A Europa vai – ou não – combater junta esta pandemia e enfrentar junta a reconstrução económica e social, que partirá de um nível de destruição cuja dimensão ninguém ainda consegue avaliar a não ser que será devastadora?

Trata-se, afinal, de regressar às origens. Partilhar soberania para quê? Para evitar novas guerras. Para acelerar a reconstrução do pós-guerra. Para garantir a segurança perante a ameaça soviética. Para enfrentar um mundo que se move em sentido contrário. Nunca este regresso às origens terá feito tanto sentido. É por isso que a questão ultrapassa largamente a tradicional divisão entre Norte e Sul. Atravessa a Holanda, como atravessa a Alemanha.

Há dois dias, sete economistas sobejamente conhecidos em Berlim (seis alemães e um austríaco) propuseram a emissão de um bilião de euros de “crisisbonds” (o equivalente a 8% do PIB da zona euro) como forma de financiar a longo prazo os países que vão ter maiores dificuldades de financiamento nos mercados depois da crise. O argumento já foi sobejamente repetido: evitar que os mercados financeiros voltam a avaliar os países do euro de forma diferenciada, cobrando muito a uns e premiando outros. Foi o que acontece depois da crise financeira de 2008. Será difícil de imaginar que a Europa e o euro resistam a um cenário igual. “Se o Sul se afundar, o Norte opulento deixará de existir”, disse o antigo governador do Banco Central dos Países Baixos, Nout Wellink. Não é só uma questão de solidariedade. É de interesse próprio. Esta pandemia mudou tudo.»
(Teresa de Sousa, Opinião Coronavírus, in Público, hoje às 19:38)

Podem parecer questões que nada terão a ver uma com a outra, mas a coesão europeia poderá ser um factor decisivo nesta tremenda luta contra a "besta" do coronavírus.

É por isso que por aqui tenho vindo a insistir em mostrar aos mais fiéis leitores de Leoninamente a posição inteligente, conhecedora e esclarecida de uma das nossas melhores analistas da política internacional, Teresa de Sousa. Na coesão e solidariedade europeias poderá muito bem estar a chave da solução deste imbricado problema que importámos da China e que tão importante se tem vindo a revelar nas vidas de todos nós.

António Costa estava e está coberto de razão ao acusar os retrógrados actuais governantes dos Paises Baixos de falta de solidariedade. E tão certo estava e está, que até na opinião pública holandesa estará a acontecer um inesperado e contundente "volte-face", em relação à linha de rumo que os escolhidos pelo voto popular holandês pareciam estar decididos a percorrer.

Teresa de Sousa também está coberta de razão...

"Esta pandemia mudou tudo"!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Como o vinho do Porto!...



Mathieu: «Sinto-me melhor do tendão de Aquiles e vou continuar mais uma época»
Central francês garante ao 'L'Équipe' que repensou a decisão (LINK)

Como o vinho do Porto!...

Leoninamente,
Até à próxima

Nada que há muito não soubéssemos!...


Miguel Braga desmente rumores sobre departamento jurídico da Sporting SAD
Responsável pela comunicação elogia desempenho dos dois elementos que compõem aquele órgão

Miguel Braga, responsável de comunicação do Sporting, publicou esta quarta-feira um artigo no site oficial do Clube, no qual desmente rumores sobre um eventual descontentamento por parte dos órgãos sociais, relativamente ao departamento jurídico da SAD:

«Neste momento a bola não está a rolar. Mas há uma Bola que insiste em cair sempre para o mesmo lado.

O país e o mundo vivem tempos únicos, desafiantes para o indivíduo e para as sociedades, e apesar das ondas de voluntarismo e solidariedade, a situação continua a complicar-se de dia para dia. Seria de esperar, neste momento e aliás sempre, que não divagassem à procura de ruído onde ele não existe. Mas não. Nem agora, e pelos vistos, nem nunca.

Com direito a chamada de primeira página nos Suspeitos do Costume (jornal A Bola, para os mais distraídos), tenta-se, por um lado, levantar uma "insatisfação (que) pode motivar a mudanças no gabinete jurídico de Alvalade", como por outro, imputa-se a culpa ao dito gabinete pela condenação em tribunal por três milhões de euros a Siniša Mihajlovic, o treinador sérvio cuja contratação e termo contratual este Conselho Directivo e de Administração da Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD são completamente alheios.

Mais grave do que a capa é a notícia ao personalizar essa falsa insatisfação. Primeiro, em dois membros do referido departamento, que têm servido, com competência, lealdade e diligência, o Clube e a SAD. Depois, ao tentar, mais uma vez, ver e apontar divergências entre os membros do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal que, pura e simplesmente, não existem.

Esta direcção continuará, como sempre, a salvaguardar os interesses do Sporting Clube de Portugal e tem agora também a missão de ajudar a minimizar o impacto da actual pandemia no desporto nacional e na sociedade portuguesa. Esse vai ser o nosso caminho. Independentemente do ruído falso que se tenta criar.»

Nem o covid-19 faz parar o Serpa e "sus muchachos"!... 

Nada que há muito não soubéssemos!...

Leoninamente,
Até à próxima

Discutindo o sexo dos anjos?!...


Futuro das competições em Portugal
FPF debate com os clubes neste momento

Decorre neste momento uma reunião entre a FPF e os clubes relativamente à calendarização das competições portuguesas, apontando para um diversidade de objectivos de que se salientam.

a) - concluir as competições em campo até princípio de Agosto
b) - prolongar a janela de transferências
c) - discutir possibilidade de extensão dos contratos que terminam em Junho
d) - decidir sobre jogos à porta fechada;
e) - adiar arranque de competições europeias para Outubro.

Saberemos dentro de poucas horas as decisões sobre o futuro do futebol em Portugal...

Discutindo o sexo dos anjos?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Determinados e à espera de melhores dias!...


Mais um dia passou e de novo parece ter regressado a esperança, depois do constrangimento que ontem nos abanou: o número de novos casos voltou a baixar de forma sensível, embora "gato escaldado de água fria tenha medo" e no nosso horizonte se continuem a perfilar dias difíceis!...

Abril parece ter entrado frio e as perspectivas não apontarão para uma subida de temperatura capaz de 'amedrontar'  e fazer vacilar a "besta" que, como dizem os especialistas, não apreciará ambientes mais quentes...

Uma situação que não controlamos e apenas nos restará continuar...

Determinados e à espera de melhores dias!...

Leoninamente,
Até à próxima

Só eu sei porque fico em casa (19)!!!...


Sobe para 187 o número de mortes por coronavírus em Portugal: há mais de 8 mil infectados
No total há 726 pessoas internadas, sendo que 230 estão em cuidados intensivos.

Subiu esta quarta-feira para 187 o número de mortes por coronavírus em Portugal. O anúncio foi feito pela DGS que confirma o aumento do número de infectados para 8251.

Aguardam ainda resultado das análises 4957 pessoas. O número de recuperados mantém-se nas 43 pessoas.

O número total de casos suspeitos desde 1 de janeiro subiu esta quarta-feira para 59457.

No total há 726 pessoas internadas, sendo que 230 estão em cuidados intensivos.

Só eu sei porque fico em casa (19)!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Que descanse em paz!...


Governo cancela projecto do Aeroporto do Montijo e expansão do Aeroporto Humberto Delgado
Devido à situação de incerteza no sector do turismo devido ao coronavírus

Que descanse em paz!...

Leoninamente,
Até à próxima

Colocar as nossas de molho?!...


O bem português
Envergonha-me que os italianos tenham pedido ajuda e que não a tivéssemos dado quando mais precisavam.

«Não é só gostar dos italianos: eu seria incapaz de gostar de alguém que não tivesse uma grande ternura pelos italianos.

É um alívio que o coronavírus esteja a abrandar na Itália. Comoveu-me o cuidado que os italianos tiveram - até os mais aflitos - de avisar os outros países, instigando-os a proteger-se mais cedo do que eles puderam. É por isso que me envergonha que os italianos tenham pedido ajuda e que não a tivéssemos dado quando mais precisavam.

Tudo isto da solidariedade e da entreajuda é mais antiga do que a conversa dos "coronabonds". Não é só a União Europeia que está em causa: é a Europa. Nem é só simpatia e admiração. Aprendemos muito com os italianos, tanto no pretérito como no presente do verbo.

Foi a Itália que assustou Portugal. Os nossos médicos identificam-se com os italianos. Há até um certo complexo de inferioridade na questão - mas quem não é inferior aos italianos? E haverá maiores peritos em complexo de inferioridade do que nós portugueses?

Pensámos “se é este inferno em Itália, imagine-se o que vai ser em Portugal. Sendo eles mais ricos, populosos e experientes do que nós, a nossa única maneira inteligente de reagir é fazer como eles fazem, com a vantagem de estarmos mais atrasados na pandemia”.

Assim fizemos, porventura com o zelo acrescido do bom aluno. Nunca percebi qual era a vergonha de ser bom aluno. Vergonha é não reconhecer e não agradecer os bons professores que se teve.

Ainda bem que não caímos na asneira de tentar uma via original para o coronavírus, daquelas “bem portuguesas”.»
(Miguel Esteves Cardoso, Opinião Corona vírus, in Público, hoje às 05:30)


Julgo que não terão sido apenas os italianos a mostrar-nos o caminho. Certo que foram os primeiros mas, ainda que o nosso povo insista em dizer que dali, "nem bom vento, nem bom casamento", as lições que teremos recolhido bem aqui ao lado, também terão sido determinantes...

Penso todavia que MEC estará a esquecer a recente e solidária 'gratidão' do 'repugnado' António Costa para com espanhóis e italianos. O seu a seu dono embora, de facto, de facto, e quando a procissão ainda agora parece ir no adro, com as barbas dos vizinhos a arder, o que seria de nós se não tivéssemos optado por...

Colocar as nossas de molho?!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 31 de março de 2020

Se eu fosse Presidente do Sporting, dava-lhe a mão!...


E agora, Rafael?

«Já escrevi no ‘CM’ sobre a triste saga do Rafael Leão, mas a excelente reportagem no Record de ontem levantou o véu sobre a trama que conduziu a este desfecho e justiça esta reprise. Se Rafael tivesse ficado no Sporting, era titularíssimo e tinha as portas abertas para a Selecção Nacional. A escolha dele conduziu-o a um obscuro Lille e a uma posição de subalternidade no decadente AC Milan.

De certeza que não era isto que ele queria, mas outros quiseram por ele, com os resultados que estão à vista. A ganância do lucro imediato, levou a que ninguém tivesse a clarividência de esclarecer o Rafael que a sua conduta pós-Alcochete, e a sua genuína disponibilidade para voltar ao Sporting, destruíam a justa causa de rescisão unilateral do seu contrato de trabalho com o clube, como o TAD veio a reconhecer.

Se o Tribunal da Relação confirmar este veredito, como se espera, dadas as circunstâncias, Rafael arrisca-se a ter um estatuto único no futebol: não joga para receber, joga para pagar. Alguém, de vistas curtas e impreparado, fez a cabeça do Rafael e destroçou-lhe um mais que merecido futuro promissor.

Eu aceito que os pais querem sempre o melhor para os filhos, mas a história do futebol está cheia de pais tiranos, que se intrometem e acabam por ser objectivamente lesivos para a carreira dos seus rebentos. Veja-se o caso do Zivkovic, cuja intransigência parental levou a que passasse de jogador importante do Benfica à situação de descartável sem jogar.

É difícil de prever como se vai resolver este imbróglio, mas uma coisa é certa, vai sobrar para o Rafael, metido em alhadas por que um jogador da sua qualidade,não tem que passar.

As questões contratuais e desportivas dos profissionais de futebol são crescentemente complexas e não podem ser deixadas ao voluntarismo familiar. Jorge Mendes é caro, mas defende competentemente os seus agenciados, como a recente transferência do Bruno Fernandes bem o demonstra.

Ao menos sirva este caso de lição para os muitos aspirantes a vedetas, mal aconselhados e que estragam carreiras por questões que não têm a ver com o seu talento desportivo.

Porque aqueles que tão mal aconselharam o Rafael Leão não o vão seguramente ressarcir.»
(Carlos Barbosa da Cruz, O Canto do Morais, in Record, hoje, às 18:11)

Só vejo uma forma de Rafael Leão poder regressar à "estaca zero" e voltar a sonhar com uma carreira de "gente decente", como se lhe augurava antes de fazer a merda que fez, consubstanciada em quatro pontos fundamentais:

1- Conseguir a rescisão amigável com o AC. Milão;
2 - Conseguir tocar o coração de Frederico Varandas;
3 - Regressar a casa, qual "filho pródigo", da parábola de Jesus Cristo, sem quaisquer direitos e com todos os deveres;
4 - Assinar um contrato de 10 anos com o Sporting, com salário igual ao mais baixo de todo o plantel profissional do Sporting.

Se eu fosse Presidente do Sporting, dava-lhe a mão!...

Leoninamente,
Até à próxima

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