quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Ficou cá com uma azia!!!...


O Braga não é favorito?

«Correram, lutaram, bateram-se por cada bola dividida. Não há nada a apontar a este grupo de jogadores que Jorge Jesus apresentou. Formaram uma verdadeira equipa, no espírito de entreajuda. Como seria de esperar, claudicaram nas rotinas defensivas. Foram uma equipa na forma como batalharam, não o poderiam ser na empatia, que só o trabalho em conjunto pode construir. Do outro lado estava uma excelente equipa, que já foi fustigada pelas infecções, agora na sua plena força. Só Paulinho, o carismático ponta-de-lança à inglesa, regressava de lesão. O Braga fez um grande jogo e o Benfica deu excelente réplica. Foi um óptimo espectáculo que, nas condições difíceis que atravessamos, dignificou os bons valores que o futebol pode transmitir.

O Benfica pode olhar para este momento de sofrimento como um ponto decisivo para a criação de um sólido espírito de grupo, ausente até este momento da época. Se olharmos para todo o plantel, quantos jogadores ainda faltam na baixa por covid? Em breve poderão fazer testes gerais à imunidade. A larga maioria não correrá riscos de contrair o vírus, no mínimo, por alguns meses (cito o que tenho ouvido de especialistas não tremendistas).

O Braga irá defrontar um Sporting que encontrou em Jovane a única inspiração que justifica a passagem à final. Vamos ver que Sporting se apresenta no sábado, mas a equipa de Amorim caiu muito de produção nas últimas partidas. O futebol não sai tão simples como já se mostrou. As equipas adversárias vão encontrando antídoto para os movimentos delineados pelo técnico. É preciso voltar a surpreender.

Não é fácil, com um plantel curto, reinventar posicionamentos. O Braga irá fechar o jogo entre linhas de Pote, com um dos excelentes médios-centro a colar-se ao novo craque, sempre que ele busque as zonas centrais. As lágrimas de Jovane são entendíveis, mas este jovem explosivo só a si próprio deve a intermitência exibicional. Tem de encontrar estabilidade física e mental para se manter na crista da onda durante dezenas de jogos. 

Voltemos ao colectivo: o flanco direito do Sporting é poderoso mas muito linear. O lateral Porro é buliçoso, mas tacticamente muito limitado, fácil de contrariar, principalmente quando João Mário pousa a batuta, como tem sido o caso. No flanco esquerdo, sem Nuno Mendes, tudo fica mais previsível. As aproximações de Antunes são rotineiras. Este veterano não está com a confiança necessária para tirar partido do seu excelente pé-esquerdo e da boa visão de jogo.

Covid à parte, se tivesse de apostar, punha as fichas numa vitória do Braga.»

Se eu fosse ao Rúben Amorim, afixava esta crónica do Octávio, com o devido destaque, na parede maior do balneário onde quer que se realizem todos os treinos até ao dia do jogo!...

O homem até me fez lembrar o Jorge Coroado, depois de um célebre jogo em Chaves, lembram-se?!...

Ficou cá com uma azia!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

2 comentários:

  1. Caro Sr. Álamo, Não acha que isso era dar importância a mais a esta personagem?

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    1. Penso que é preciso evidenciar perante os inocentes e incautos a "pandemia" que nos rodeia a todos!...

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