sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Paulo Baptista em Guimarães !...


E lá o teremos em Guimarães! Com os mesmos defeitos, a mesma incapacidade para interpretar as 17 leis do jogo, com a mesma camisola e com a missão habitual de empurrar a "sua equipa para cima", como o jornal Record o vem fazendo tão bem, mesmo violando os regulamentos estabelecidos pela Liga.

E o Sporting Clube de Portugal, lá terá de continuar a percorrer o seu caminho, convivendo com as vicissitudes de um sistema caduco, que em cada jornada vai desvirtuando a verdade desportiva. Nesta 10ª jornada, o senhor Vitor Pereira providenciou o aparecimento de um naipe de árbitros das reservas e adivinha-se aquilo que estará a preparar para as jornadas a doer que aí veem. Nada que nos surpreenda, porque inovação é coisa que o homem não domina. Os velhos e estafados métodos continuarão a ser aplicados e os intérpretes voltarão a ser, naturalmente, os mesmos. Nada muda neste pântano futebolístico luso...

Leoninamente,
Até à próxima

Abram os olhos, porra !!!...

O sistema?! Abram os olhos, porra !!!...

Perfazem-se no próximo sábado, duas semanas desde a eliminação do Sporting Clube de Portugal da Taça de Portugal, na sequência da vergonhosa actuação de um dos piores árbitros de sempre do futebol português. Aos jogadores leoninos contemplados com expulsão, Marcos Rojo e Wilson Eduardo, foi célere o castigo aplicado pelo Conselho de Disciplina: menos de uma semana após o jogo, era pública a pena determinada por aquele orgão federativo.

Mas quanto aos relatórios sobre a arbitragem de Duarte Gomes, segundo as palavras do Presidente do Sporting Clube de Portugal, nada chegou ao Clube. Outras entidades e outras pessoas, há muito que conhecem e fizeram com que fosse publicada a nota atribuída ao "palhaço" que passeou a sua incompetência pelo relvado da Luz. Outras entidades e outras pessoas, já conhecerão há muito os relatórios que o Sporting ainda não conhece. Outras entidades e outras pessoas, mas nenhuma com a mais ténue ligação a Alvalade. Essas outras entidades e essas outras pessoas, constituem o "sistema" que, tenebrosamente, continua a controlar o futebol português.

A Bruno de Carvalho já não chega colocar em cada dia, cartas no correio, mais ou menos bem escritas, mais ou menos sarcásticas e irónicas, que apenas acabam por determinar risos cínicos de escárnio, nesses outras entidades e nessas outras pessoas. E não me venham os puristas afirmar que a corrupção e as influências se instalaram para lá do Douro e que cá pela "mourama" voam os anjos diáfanos da honradez, da verticalidade e do "fairplay". Para esses o meu sorriso, também cínico, de comiseração, ou um valente "vão à merda com as alianças"!...

Alguém tem dúvidas de que os relatórios, juntamente com as "migalhas" que lhes cabem na repartição dos proveitos federativos, porque a "carne" pertence a quem a soube acautelar nas barbas do pior presidente da história do Sporting Clube de Portugal, já há muito chegaram a Carnide?! Alguém tem dúvidas de que os relatórios que hão-de chegar um dia a Alvalade, pouco terão dos textos originais?! Alguém tem dúvidas do embuste que está a ser cozinhado?!...

Já por aqui tenho vindo a deixar implícita a minha opinião, de que o silêncio de Bruno de Carvalho seria bem mais positivo, que as cartas que vai colocando no correio. Porque perde o dinheiro do subscrito, da franquia, e o papel do texto nem para limpar o cu eles o querem. Com o silêncio ele conseguiria estabelecer a dúvida e a confusão. E ganharia tempo e energias para se dedicar ao que verdadeiramente urge começar a ser feito!...

Abram os olhos, porra !!!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

E agora, o que fazer à nossa vergonha?!...


Esta é uma cena que os suecos irão associar, injustamente, aos futebolistas portugueses que ontem eliminaram com muito brilho, talento e classe a sua selecção. 

E não terá sido fruto das emoções vividas no momento, a quente. Porque bem mais tarde, questionado pelos jornalistas suecos, a sua estupidez e falta de carácter, revelaram que esta criatura é indigna de fazer parte da nossa selecção!...

E vem-me à memória a incompreensível proposta da Comissão de Instrução de Inquéritos da Liga, ratificada pelo Conselho de Disciplina da FPF, que penalizou com apenas um jogo de suspensão, a cuspidela que dirigiu a um adversário, numa flagrante demonstração de dualidade de critérios perante a penalização de dois jogos de suspensão aplicada e bem, poucos meses antes a Emiliano Insua, exactamente pelo mesmo gesto de profunda indignidade.

Como se poderá inferir das imagens captadas em Estocolmo, o rapaz não terá aprendido a lição recente, dada pelos orgãos de justiça competentes do nosso futebol, porque para ele, a indignidade, 

"É normal. É futebol. É a vida!..."

E agora, quanto tempo demorará a Federação a banir para sempre este "mentecapto" da selecção ?! O que fazer à nossa vergonha?!...

Leoninamente,
Até á próxima

A Taça da Liga, as bolas milagrosas e outras bolinhas...



E as "bolinhas milagrosas" - aquecidas ou arrefecidas, lisas ou rugosas, ninguém saberá ao certo! -, voltaram a fazer das suas. E o Sporting Clube de Portugal, vai sendo sucessivamente colocado, em fase precoce de todas as competições, perante desafios mais difíceis que a outros se colocam. Hoje voltou a ser o sorteio da fase de grupos da Taça da Liga, a emparelhar-nos com o Porto, sendo que para amenizar, também determinou que os jogos teoricamente mais difíceis, sejam disputados em Alvalade.

Não conheço suficientemente os regulamentos da Taça da Liga, para poder aquilatar da justeza da não concessão do estatuto de cabeça de série ao Sporting Clube de Portugal. Mas imagino que terão sido reflexos da nossa pior classificação de sempre, alcançada a época passada, porque se isso não tiver correspondido às disposições regulamentares...

Olhando para os restantes grupos, fica-nos um curioso exercício de cálculo de probabilidades, a que os resultados da primeira jornada poderão dar substancial ajuda no esclarecimento. Contudo, mais do que pensar no que virá depois, importará concentrar todas as nossas atenções no primeiro jogo, em que nos caberá receber o Porto em Alvalade. E mais uma vez, seremos confrontados, com as famosas decisões do senhor Vitor Pereira. Nem quero pensar no que aí virá!...

Leoninamente,
Até à próxima

Mas estamos no Brasil, carago !!!...



As últimas horas foram vividas por todos nós portugueses de uma forma geral e pelos sportinguistas em particular, de modo tão intenso, que ao iniciar esta crónica, sinto-me assaltado por um tal turbilhão de motivos a que desejaria dar corpo, que quase me faltará o discernimento para conseguir a triagem que o momento me exige. 

Portugal. Uma selecção com exibição categórica e a rondar o brilhantismo, colocou um país inteiro no mundial do Brasil 2014, amenizando decepções de uma vida difícil para um povo acabrunhado, triste e quase sem esperança.

Cristiano Ronaldo. Um prodigioso atleta de outra galáctia, universalmente reconhecido como o melhor jogador de futebol do mundo, mas transportando o estigma de ter nascido num país fora do contexto do poder global económico, financeiro e desportivo, quase carregou às costas a selecção desse país e, calçando imaculadas luvas brancas, reafirmou o seu talento único, quiçá ainda a tempo de lhe repararem a injustiça e, porventura, alterarem o "ranking".

Rui Patrício. Um jovem e talentoso guarda-redes, esquecido de tantos e tantos detractores do seu valor e da sua importância na selecção nacional, porventura no momento decisivo do jogo de Estocolmo, fez a defesa da noite e talvez tenha permitido que a partir daí pudesse vir a ser construído o caminho para o Brasil.

João Pereira. Um atleta de talento e raça, mas de nervos à flor da pele, terá feito hoje um dos melhores jogos de quantos efectuou envergando a camisola das quinas, e pasme-se, com um comportamento disciplinar irrepreensível.

João Moutinho.  Uma força da natureza, um predestinado da táctica e uma visão de jogo incomum, permitiram-lhe fazer uma exibição soberba, com dois momentos de magia, em duas assistências para os golos que derrotaram os suecos.

William Carvalho. Uma promessa de futuro, hoje debutante orgulhoso na sua selecção, arremeteu contra tudo o que fosse alto e loiro e serenou, companheiros, treinadores e adeptos. E disse, alto e bom som, que também quer um bilhete para o mundial do Brasil, quiçá e sem favores, para mostrar aos brasileiros que Portugal não precisa de naturalizar nenhum dos seus.

Joseph Blatter. Um presunçoso vigarista encartado, com tanta noção do ridículo, como da jactância que lhe deveria estar vedada, condenado pela opinião pública global, a "mea culpa" dolorosa.

Zlatan IBrahimovic. Uma modéstia exemplar e uma dor de corno do tamanho do mundo!...

Cavaco Silva e Passos Coelho. Os aproveitadores do farelo e estragadores da farinha. 

Paulo Bento. Vá lá, não estragou a farinha! E sempre conseguiu não aumentar os números do desemprego.

Grécia. E o engenheiro também se viu grego. Mas vai ao Brasil! Parabéns!...

França. Copiadores "de la merde"!...

Álamo. Vá lá, estou vivo! E consegui fumar apenas 4 cigarros! Mas tive de lavar o cu e mudar de cuecas! Mas estamos no Brasil, carago!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 19 de novembro de 2013

E nem o guarda-chuva valeu! Jorge Jesus suspenso 30 dias!...


O "guarda-chuva" é do tamanho que todos sabemos! Mas parece que, ou já não viveremos propriamente numa "república das bananas", ou a senhora de fátima deixou de fazer milagres!...

De qualquer modo, e a julgar pela pena aplicada, o CD da FPF, terá entendido terem existido gestos grosseiros e injúria e não agressão. O processo a decorrer no tribunal de Guimarâes e no decurso do qual o treinador benfiquista, na qualidade de arguido, foi ouvido na última 2ª feira no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, poderá esclarecer as pertinentes dúvidas que naturalmente subsistirão em quem teve oportunidade de apreciar as imagens, sobre se se terão tratado de "gestos grosseiros e injúrias" ou se se terá tratado de mais uma milagre do "guarda chuva vermelho" e as agressões que todos constatámos através das televisões, terão sido convenientemente tratadas com lixívia, logo que o processo, vindo da Comissão de Instrução de Inquéritos da Liga, deu entrada na FPF.

Seja como for, será curioso apreciar as reacções de certos jornaleiros e "paineleiros", face às "verdades absolutas" que muitos deles por aí debitaram, sem ponta de pudor ou vergonha nas distintíssimas trombas! E cada vez mais me convenço caros amigos e leitores, que o que está a dar neste momento em Portugal, será o verbo LIXAR! Enquanto milhares e milhares de pensionistas, armados em "pobrezinhos", vão enchendo as ruas de protestos, gritando "que se lixe a troika", outros "pensionistas" vão enchendo as páginas dos jornais e os paineis de programas desportivos nas televisões, gritando "que se lixe a coluna, desde que em cada dia tenhamos na mesa o pratito de lentilhas" !...

Mas o melhor será rumarmos a Estocolmo! Pode ser que de lá nos venha alguma alegria! O estupor do pau não há-de cair sempre em cima das mesmas costas!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

O Jornal A Bola coloca Portugal a jogar com 10, logo à noite em Estocolmo!...



Segundo o que o jornal "A Bola", expressa na sua capa de hoje, logo à noite em Estocolmo, "VENCEREMOS" !...

Uma capa sugestiva, um bom trabalho gráfico, em que são utilizados todos os mais sofisticados meios que possam contribuir para a galvanização colectiva que se impõe e justifica, além de que, "last but not least", constituirá uma boa aposta para captar potenciais compradores do jornal, seduzidos pelo grafismo.

Tudo estaria bem, se a imagem conseguisse resistir a uma observação atenta. E não resiste. Sem que ninguém compreenda, se a ausência de Rui Patrício da imagem, se terá ficado a dever a um "pequeno incentivo" pelo momento menos bom que o jovem guarda-redes protagonizou nos momentos finais do último "derby", ou ao facto de se ter pretendido afastar da capa o único representante do Sporting Clube de Portugal no presumível onze inicial da selecção de todos nós!

A menos que Paulo Bento pretenda logo à noite, usar pela primeira vez a nível mundial, no futebol de onze, a táctica dos desesperados no futsal! Porém, daí a colocar de início a selecção a jogar com 10, parece-me ser demasiado arriscado. Talvez nem o seleccionador nacional, conseguisse ir tão longe!...

Leoninamente,
Até à próxima

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Quando não se espera, o sabor é mais intenso !...



Modestamente, Jorge Fonseca afirmou não esperar ser campeão europeu, para mais da forma brilhante como terá conseguido mais uma medalha de ouro, para o credenciado judo português, honrando a tradição de um dos mais ecléticos clubes mundiais, Sporting Clube de Portugal.

Custam a reprimir tanta alegria e orgulho por mais este feito grandioso de mais um atleta leonino, cuja vitória lhe augura seguramente uma carreira promissora na alta roda do judo mundial. Mãos à obra grande leão e... Obrigado!...

Leoninamente,
Até à próxima

Queremos ter a bola, dominar, marcar! Pois! Mas com quem?!...

Queremos ter a bola, dominar, marcar! Pois!!!...

Ninguém lamentará mais do que eu, a eventual eliminação de Portugal da fase final do mundial do próximo ano, a disputar no Brasil. Mas se ela vier amanhã a acontecer em Estocolmo, já por aqui deixei bem expresso, que atribuirei a uma só pessoa essa responsabilidade: Paulo Bento!

O seleccionador nacional terá conseguido a façanha inimaginável antes do início da fase de apuramento. Enleado na sua persistente e teimosa casmurrice e ultimamente amarrado a insondáveis compromissos com a agenciação de jogadores - à mulher de César não lhe basta ser séria -, Paulo Bento foi destruindo a imagem de seriedade e respeito. que havia granjeado como treinador do Sporting Clube de Portugal. Continuou teimoso, casmurro e coleccionador de ódios de estimação, como em Alvalade, mas a sua coluna vertebral, talvez também devido á idade, foi dando mostras de cada vez estar menos direita.

Por isso, foi quase sem surpresa que hoje fui apanhado pelas suas palavras, eivadas da razoabilidade e da verticalidade que já julgava estarem ausentes do seu carácter, mas ao mesmo tempo um exercício premonitório do desenlace que já admite e que melhor seria se tivesse devidamente acautelado nos momentos em que desbaratou estúpida e completamente as nossas, como as suas próprias possibilidades:

"Os portugueses já sofrem tanto com o desemprego que, se correr mal este segundo jogo com a Suécia, poderei ser mais um nessa situação. Mas, posso garantir que não será preciso colocar o lugar à disposição. A Federação tem uma cláusula, desde que assumi o cargo, que pode accionar quando os objectivos delineados não são alcançados. Vou dormir tranquilo, porque isso não me preocupa. Orgulho-me muito de desempenhar este cargo, mas não perco tempo a pensar se e quando vou sair. Espero que a minha saída não seja o desejo de ninguém, mas pode acontecer".

"Os jogos não são tragédias. São importantes, mas não há aqui dramas. Estão em discussão duas boas equipas, mas todos sabemos que só uma irá marcar presença no Mundial do Brasil. O futebol, para mim, é um divertimento. Quero sempre ganhar, mas só entendo o jogo como uma festa. Não sinto jogo nenhum como tragédia ou drama, independentemente do que está em causa ou dos resultados".

Ninguém mais do que eu lamentará que o acento premonitório das palavras de Paulo Bento se concretize. Jamais lhe desejaria tal fim, pela simples e única razão de que sendo minha profunda convicção de que em Portugal existirão figuras do futebol muito mais preparadas em todas as vertentes para o desempenho de tal função, desejaria muito ver a nossa selecção no Brasil.

Mas, mesmo significando o nosso apuramento, a extensão do vínculo federativo com Paulo Bento, não hesitaria em a ele fechar os olhos, em troca da presença da selecção de todos nós em terras de Santa Cruz. Porque acredito que todo o homem está sempre a tempo de mudar. Até Paulo Bento!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 17 de novembro de 2013

Afinal Paulo Bento tem plano A e plano B!...



Já por aqui deixei suficientemente claro, aquilo que penso de Paulo Bento como treinador e bem assim como seleccionador nacional. Num e noutro papel, desejaria que no mais curto prazo ele fosse pregar para outra freguesia, permitindo-nos que de novo, alguém mais sagaz técnica e tacticamente e com a coragem que ele, cem anos que viva, jamais evidenciará, trouxesse para a equipa de todos nós, as asas em que pudéssemos voar em busca dos sonhos que legitimamente entenderemos merecer alimentar.

O campo de recrutamento luso, em termos quantitativos, dificilmente será comparável com qualquer país de topo do futebol mundial. Mas no meio da nossa pequenez, sempre me pareceu não ser muito difícil, conseguir encontrar em cada momento específico, duas dúzias de atletas, em forma apurada, cuja qualidade disfarçasse um pouco a nossa dimensão. Desde que a escolha fosse criteriosa e jamais enfeudada a preconceitos estranhos ao futebol ou à personalidade errática do seleccionador. E será precisamente por aí que terá começado a germinar o meu "ódiozinho de estimação" por Paulo Bento.

O actual seleccionador de Portugal, terá lido a correr a cartilha "scolariana", que sempre apontou para a constituição de um grupo quase imutável de jogadores, ainda que no meio a qualidade de alguns fosse duvidosa. Porque dizia o "sargentão" que o espírito de grupo sempre superaria o talento, a classe e a forma circunstancial de cada elemento desse grupo. A filosofia poderá eventualmente estar correcta, quando estiver em causa alicerçar um colectivo em tempo mais alargado, com vista a apresentá-lo numa fase final de uma grande competição, depois de vencer a via sacra do respectivo apuramento. Mas há anos e anos que se vem revelando um tremendo fracasso, na transposição de todas as fases de apuramento a que temos sido sujeitos. Já se tornou um "cliché" entre os adeptos do futebol luso, o recurso à máquina de calcular e ao fado incontornável dos "playoffs".

O drama da nossa selecção de futebol, desde que Paulo Bento assumiu a liderança do seleccionado português, tem sido conseguir o apuramento, em grupos que a sorte nos tem oferecido como fáceis, por via da sua estúpida e curta visão de escolher ao longo desses apuramentos, não os atletas em melhor forma, que pudessem corresponder no imediato à necessidades da equipa de todos nós, mas à preservação da sua carcomida ideia do espírito de grupo, quando os calendários lhe oferecem apenas meia dúzia de dias para preparar tal grupo. E deste modo, temos passado todas as fases de apuramento com o terço nas mãos e com a desesperança a minar dezenas de atletas talentosos que vão aparecendo, porque o seleccionador pura ou simplesmente os ignora, já que a sua preocupação exclusiva será, construir o "espírito do seu grupo", com os seus "protegidos", pouco lhe importando a má forma, ou mesmo as deficientes condições físicas que muitos revelem em cada momento.

A juntar a toda esta complexa teia em que Paulo Bento se vem enredando, estarão os deficientes atributos tácticos que há muito todos conhecemos e que um grande e esclarecido sportinguista ontem nos ofereceu de forma sublime. Ora façam-me o favor de ler:

A versatilidade táctica de Paulo Bento

A selecção dispõe de dois planos de jogo. Normalmente, jogam onze, com o Postiga, e espera-se que o Ronaldo decida. Se as coisas não estiverem a correr bem, jogam onze, sem o Postiga, e espera-se que o Ronaldo decida.

Contra a Suécia não estava a correr bem o primeiro plano. O Paulo Bento mudou para o segundo e ganhámos. É o que se espera de um treinador. Que saiba mudar de táctica quando as circunstâncias o determinam. É esta versatilidade táctica que distingue o Paulo Bento como treinador.

E voltando a parafrasear Rui Monteiro, falámos da selecção, mais mal do que bem, falámos também do Paulo Bento, sempre mal, falaremos porventura de Estocolmo, conformados. Mas se tal nos calhar em sorte, ainda poderemos apoiar o Brasil. E se porventura para a Suécia, em vez do nosso triste fado, levarmos um corridinho algarvio, à versatilidade táctica de Paulo Bento o ficaremos a dever.

Leoninamente,
Até à próxima