sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Agora é tarde. Inês é morta !!!...



Aconteceu da mísera e mesquinha, que despois de ser morta foi Rainha.
(Luís de Camões)

O dito popular, "Agora é tarde. Inês é morta!", designa que "não há mais nada para fazer ou conversar, chegou a hora de acabar" (Fernando Tordo em Adeus Tristeza), não há mais como desculpar-se, pois que o tempo disso já passou.
Pode a contratação do professor Jesualdo Ferreira ter sido acertada. Pode a sua liderança no futebol do Sporting ter-se traduzido até agora em duas vitórias e vislumbrar-se no horizonte um ciclo de recuperação até agora inimaginável. Podem as saídas de Carriço, Elias, Izmailov, Jorge Chula, eventualmente de Emiliano Insua e quaisquer outros, assim com a promoção do talento da nossa formação, virem a revelar-se correctas e traduzirem-se no equilíbrio orçamental há muito entendido como imperioso e condição "sine qua non" para a sobrevivência do Clube. Pode a chegada de Miguel Lopes ter sido positiva e adivinhar-se porventura que  Nabil Ghilas lhe possa vir a fazer companhia, o que resultaria numa jogada inteligente, pouco onerosa e com muitas hipóteses de se revelar francamente feliz. Pode o grande problema das VMOCs ter sido ultrapassado e transferido para tempo mais oportuno. Pode chegar o desejado investidor e ser concertada a restruturação da colossal dívida e o Sporting voltar a "ter ordem para respirar". Tudo isso poderá muito bem acontecer e todo o universo sportinguista ficar grato a quem o conseguiu. O que jamais ninguém conseguirá apagar da nossa memória colectiva, será o terrível descalabro destes quase dois anos de uma gestão próxima do assassínio de uma instituição com a história e a glória do Sporting, tanto em termos desportivos quanto financeiros.
Foi preciso ribombar nos ouvidos de Godinho Lopes, o toque a rebate dos sinos da grande nação leonina, foi preciso o brilho da lâmina da guilhotina da AGE ser intenso e real, para que à pressa e "in extremis", se arripiasse o caminho para o precipício. Isso jamais poderá ser entendido como negativo. Se mais nada o movimento DAR RUMO AO SPORTING vier a conseguir, merecerá, só por isso, a gratidão de todos os sportinguistas.
E aqui o afirmo alto e bom som, para que não restem dúvidas aos arautos de uma estúpida luta fratricida entre sportinguistas: assiste tanta legitimidade ao movimento DAR RUMO AO SPORTING e aos sportinguistas que o subscreveram, de promover a realização de uma AGE para destituição dos actuais Corpos Sociais, como toda a legitimidade assistirá a Godinho Lopes, para se recandidatar às próximas eleições que daquela AG eventualmente possam vir a decorrer.
Acima de tudo e de todos, estará sempre e para sempre, a voz dos Sportinguistas !!!... 
 
Leoninamente,
Até à próxima

2 comentários:

  1. Quais? 800? Calma álamo, ainda é cedo para tanto desespero, isto ainda dá para muitos caracteres.

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