terça-feira, 5 de novembro de 2019

A classe a que pertence o sr. jornalista?!...



Expressão Europeia

«O Benfica voltou a desiludir na Europa e a pior notícia da noite para os benfiquistas – todos, sem excepção – nem é o peso do resultado com o Lyon: é a forma quase natural como estes desaires europeus são encarados. Não há a desculpa do relvado, da iluminação ou da chuva; não existe ‘azia’ nem um mínimo olímpico mal-estar pela derrota; nada parece abalar a convicção do adepto encarnado: desde que no campeonato o 1.º lugar esteja garantido... o resto é pouco importante.

Até admito que as equipas portuguesas não têm, actualmente, os mesmos argumentos financeiros dos principais candidatos ao trono europeu, mas ao longo da história, não foi sempre assim? Além do mais, o Lyon está (bem) longe de ser um colosso e o investimento que fez no seu plantel até estará aproximado... do Benfica. O problema da falta de competitividade das equipas portuguesas na Europa – o Sp. Braga é uma agradável surpresa – tem várias explicações, mas há uma que é transversal a todos os clubes: a falta de qualidade e, acima de tudo, de competitividade do nosso campeonato.

A procura desesperada pelo ‘pontinho’ faz com que sejamos obrigados a assistir a espectáculos pobres, sem intensidade, sem brilho e em que o ‘resultadismo’ é a estratégia a usar, contra tudo e contra todos. Os clubes portugueses estão habituados ao medianismo e, quando têm de enfrentar adversários ligeiramente acima da média (como é o caso na Europa), a tendência é a de... derrapagem profunda. A Liga, a FPF e o Governo têm de intervir. Um campeonato competitivo será sempre um campeonato equilibrado. Para isso, a centralização dos direitos desportivos será determinante.»
(Alexandre Carvalho, Na gaveta, in Record, hoje às 21:54)


Ah sr. jornalista, "não me digais semelhantice, se o que me digais fora impossível"! Assim me apetece dizer-lhe a si, Alexandre Carvalho, à laia de algumas velhotas mais pirrónicas aqui da minha terra, no seu 'dialecto típico e tão singular'!...

Eu sei, que o sr. jornalista sabe, que eu sei que sabe, muito mais, inenarravelmente mais, do que aquilo que deixou transparecer que sabe acerca do futebol português. Eu sei e ele também sabe que eu sei que ele sabe, que terá hoje deixado "na gaveta" - ironicamente o título das suas habituais crónicas! - o mais importante e sério que hoje deveria ter acompanhado as razões - politicamente correctas, não vá o diabo tecê-las! - que entendeu aduzir a mais um desastre, como diria o sr. primeiro-ministro, "do nosso querido clube"!...

Vá lá, ter-se-à aventurado apenas a um pequeno franzir de sobrolho de algum poderoso menos bem disposto com o mergulho hoje 'decretado' ao Benfica para fora da Champions League. Mas não abuse, sr. jornalista! E esqueça essa ideia peregrina da "centralização dos direitos desportivos". Ou será que quis dizer televisivos?!...

Somos a ralé, a borra, a sucata, o pechisbeque de todo o futebol europeu? Pois somos senhor Alexandre Carvalho, mas saberá o senhor que uma das maiores culpadas desse facto será, sem que seja preciso eu explicar-lhe, mas se pretender o extenso rol terei todo o gosto em enviar-lho...

A classe a que pertence o sr. jornalista?!... 

Leoninamente,
Até à próxima

3 comentários:

  1. Estou de acordo com o que ele diz.

    O pessoal queixa-se de que o Sporting joga pouco, mas o Benfica tambem não joga nada, tem tido é a estrelinha da sorte nos jogos do campeonato.

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    1. Mas a classe dos jornalistas em Portugal, caro "anonymus", não haverá dia nenhum em que não venha tecer loas à 'grande qualidade' do plantel do Benfica. Ora, digo eu, então se tem qualidade, porque não joga nada o Benfica? E lá voltamos nós ao meu ponto de partida: o que será que está em causa no Benfica, no Porto, no Sporting e por aí adiante, será a qualidade dos planteis ou a forma como são treinados, dirigidos, geridos e se organizam tacticamente?! Porque será que as equipas portuguesas de um modo geral não jogam um 'chavelho' quando se trata de jogar para os três pontos e jogam que nem desalmados quando se trata de ´fungar e esmifrarem-se todos pelo pontinho'?!...
      Pois é, estará em causa aquilo que venho dizendo há muito tempo: a generalidade dos treinadores portugueses, com parcas excepções, sabem muito pouco de preparar as equipas, primeiro fisicamente e depois mentalmente, para os grandes combates. São demasiado permissivos, tolerantes, pouco exigentes e bajuladores dos jogadores. E como temos quase todos os planteis enxameados de brasileiros, julgam-se os melhores do mundo, não trabalham nada, são malandros e contagiam todos aqueles que
      estariam dispostos a trabalhar. Estamos a assistir à "brasileirização" do futebol português! Onde está hoje o Brasil em termos futebolísticos? Na fossa! Portugal para lá caminha e a solução do futebol português estará na contratação de técnicos estrangeiros com escola de futebol a sério: Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha. O treinador português, salvo pouqíssimas excepções, é um logro! Acreditei em Jorge Silas e até esse já me vai decepcionando como nunca pensei! Quando vejo um treinador a colocar o seu plantel nos cornos da Lua, digo para mim, não tarda muito que serás chicoteado! E aí andam os treinadores portugueses numa roda viva, revesando-se à vez à vez nos clubezecos cá da nossa terra!...
      Um grande treinador, fala pouco, não mostra os dentes a ninguém, põe os malandros todos a trabalhar no duro, obriga-os a durarem 90 minutos em cada jogo e só lhes dá os parabéns quando conquistam um título!...
      Fico por aqui, para não dizer mais verdades que incomodam muita gente!!!...

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  2. "Porque será que as equipas portuguesas de um modo geral não jogam um 'chavelho' quando se trata de jogar para os três pontos e jogam que nem desalmados quando se trata de ´fungar e esmifrarem-se todos pelo pontinho'?!."

    As equipas não jogam nada porque têm jogadores de baixa qualidade.
    O campeonato português é nivelado por baixo, é um campeonato fraco.

    "
    E como temos quase todos os planteis enxameados de brasileiros, julgam-se os melhores do mundo, não trabalham nada, são malandros e contagiam todos aqueles que
    estariam dispostos a trabalhar"

    São contratados jogadores brasileiros porque são baratos.
    Um dos problemas do futebol português, se não o principal, é a falta de dinheiro.

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