quinta-feira, 26 de março de 2015

Labyad: o tempo parece ter jogado a favor do Sporting!...


Labyad tem todas as condições para se afirmar no Sporting

"Está a jogar muito bem pelo Vitesse. Esta época, ele tem provado toda a sua qualidade e nota-se que está mais maduro. Acho que tem todas as condições para se afirmar no onze titular do Sporting com as funções de médio-ofensivo. Do que tenho visto, o Labyad rende mais nesta posição do que a jogar a partir das alas, já que, no meio, tem mais espaço para fazer a diferença. [...] 

Ele é muito forte no capítulo ofensivo, mas tem de ser mais trabalhado nos processos defensivos. Terá de correr muito mais no Sporting do que no Vitesse. [...]

Na primeira passagem pelo Sporting, ele ainda estava um pouco verde. Na sua grande maioria, os jovens jogadores que saem do futebol holandês têm alguma dificuldade para se adaptar a ligas mais fortes, como é o caso da portuguesa. [...]

Têm ambos raízes marroquinas e são parecidos no estilo de jogo. O Afellay também passou por dificuldades em adaptar-se a um grande clube europeu [Barcelona] e só agora, aos 28 anos, é que parece ter estabilizado. Espero que o Labyad o faça bem mais cedo."
(Ton du Chatinier, antigo técnico do Vitesse, in SapoDesporto)

Será por demais evidente que as razões que sustentarão as palavras de Ton du Chatinier, ex-técnico de Utrecht e Vitesse, seguidor atento do futebol holandês e do português, há muito que não terão passado despercebidas a toda a estrutura do futebol leonino, consciente da terrível lacuna de que há muitas épocas têm enfermado os sucessivos planteis de Alvalade, no lugar específico onde o talentoso médio ofensivo internacional marroquino poderá encaixar como uma luva, terminada que parece estar e com reconhecido êxito, a sua reciclagem no Vitesse.

Apontará nesse sentido a reunião ocorrida há cerca de três semanas em Lisboa, entre Bruno de Carvalho e o pai de Labyad e o representante holandês do jogador, no sentido de uma aproximação entre as partes e da ultrapassagem de uma série de questões que porventura a estas ainda se coloquem, nomeadamente as questões dos "direitos de imagem" e do salário do jogador, constantes do contrato estabelecido com o jogador por Godinho Lopes.

No primeiro caso estará a resolução do diferendo resultante da denúncia por parte do Sporting desses mesmos direitos e do consequente processo movido pelo jogador, junto das instãncias competentes da FIFA, sem que esta até agora se tenha pronunciado.

No segundo caso estarão os custos astronómicos a suportar pelo Sporting, da ordem dos 4 milhões de euros mensais, entre o salário líquido a auferir pelo jogador e os custos que daí resultam em termos fiscais e segurança social.

È certo que tanto a redução do salário aceite pelo jogador quando rumou por empréstimo para a Holanda, quanto a sua actual disposição de o continuar a fazer no caso do seu eventual regresso a Alvalade, concorrerão para que possa ser absolutamente viável um entendimento entre as partes, sem que se possa dar como adquirida a solução do diferendo em sede da FIFA. Mas a vinda do seu pai e representante a Lisboa, terá de considerar-se como sendo um primeiro passo para a resolução do diferendo.

Certo é que as palavras de Ton du Chatinier, reforçarão a certeza de que o Sporting estará mais interessado no regresso de Zakaria Labyad, tido como solução mais indicada para o reforço da equipa em posição tão carenciada, que a contratação a peso de ouro de alguém cujas garantias de qualidade, dificilmente se aproximem da valia de quem continuará a permanecer ligado ao Sporting até 30 de Junho de 2017.

Não será dispiciendo associar ao desejo de Bruno de Carvalho, a opinião de Marco Silva. Já Leonardo Jardim terá sido obrigado a permitir a saída de Labyad, por força da realidade económico/financeira que então se apresentava ao Sporting, perante a inflexibilidade do jogador na questão salarial e não só. 

O tempo parece ter jogado a favor do Sporting!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 25 de março de 2015

Academia Sporting: a tarefa de colocar no mercado o que o mercado exige!...



"O Chaby está a fazer a integração num clube diferente daquele a que está habituado. Tem bom pé esquerdo, tem carácter, mas precisa de crescer em termos de atitude. Precisa de perceber que o jogo é colectivo e não um conjunto de toques. Está a melhorar e vai conseguir. [...]

(Ainda será cedo para o regresso ao Sporting): Precisa de sentir as lacunas que existem nas equipas ditas de segundo plano. Só o iria beneficiar, tem de sair da zona de conforto."
(Vitor Oliveira, in Record)

Vitor Oliveira, um treinador sabedor e experiente,  terá sintetizado em poucas palavras, as eternas questões que se colocam a todo o talento que há tantos anos emerge da Academia do Sporting:

- É preciso crescer em termos de atitude.
- É preciso perceber que o jogo é colectivo e não um conjunto de toques.
- É preciso sentir as lacunas que existem na equipa a que se pertence.
- É preciso sair da zona de conforto.
- É preciso tempo para assimilar tantos e tão importantes conceitos.

E sem me deter no inconsequente exercício académico, de procurar razões para explicar o facto de todo o talento potencialmente emergente da nossa Academia, se revelar incapaz de interiorizar os conceitos fundamentais e irrefutáveis enunciados por Vitor Oliveira, creio em absoluto na pertinência de que uma outra questão, quiçá decisiva, se deveria colocar, não aos sujeitos da formação leonina, mas aos seus mais importantes responsáveis:  a de saber o que será preciso fazer para alterar as características da formação leonina, de forma a que não sejam tão evidentes e confrangedoras as lacunas e deficiências que os formandos exibem quando abruptamente abandonam a sua... zona de conforto?!...

Não será essa "zona de conforto", uma declaração real e incontornável de amadorismo, laxismo, facilitismo, comodismo, erro, incapacidade ou mesmo incompetência, por parte daqueles que têm sobre os seus ombros a responsabilidade de gerir todo o complexo mundo da formação leonina?!... 

Será a Academia Sporting apenas um tremendo "haraquiri" dos interesses do Sporting Clube de Portugal, quando "transporta ao longo de anos" todos os seus formandos para um mundo irreal e utópico, absolutamente nos antípodas do mundo real, adverso e dífícil com que mais tarde virão a ser confrontados no profissionalismo a sério, quiçá inclusivamente na equipa principal?! Será que nas mais sofisticadas e evoluídas instituições de formação militar, se preparam os soldados para a guerra, habituando-os a um ambiente de paz, concórdia, facilidade e comodidade?!... 

Ou será a Academia Sporting a "universidade" onde quase todos os formandos se embriagam em vedetismos estéreis, no culto estúpido de egos pueris e sem alicerce, ou em rampa de lançamento de intérpretes pobres e limitados do "big-brother" em que se estará a transformar o futebol?!...

Não conheço nenhuma universidade, seja aqui seja onde for, em que a escolha do reitor não seja determinada pelo dom que possua de ser capaz de colocar no mercado aquilo que o mercado exige!...

Filipe Chaby, por quem há muito, como sportinguista, nutro especial simpatia e a quem desejo todo o sucesso que merece, não deverá ser tido nem achado nesta minha posição. Mas seria pouco inteligente da minha parte, não aproveitar as palavras de Vitor Oliveira, para demonstrar a nudez do rei!...

Leoninamente,
Até à próxima

Na verdade, muita coisa bonita pode acontecer em Alvalade, nos tempos mais próximos!...



Uma capa bonita a que hoje o jornal Record publica. E se a ela somarmos a parte mais interessante do seu congénere A Bola, depois da conveniente limpeza do material promocional avermelhado habitual e repetirmos a operação no azulado O Jogo, ficaremos com uma ideia aproximada tanto do passado recente quanto do presente e de uma projecção animadora do futuro.






Na verdade, muita coisa bonita pode acontecer em Alvalade, nos tempos mais próximos!...

Leoninamente, 
Até à próxima

terça-feira, 24 de março de 2015

Ah meu grande e querido amor, que mal te fizemos nós?!...



O dia 27 de Março de 2015 parece ter merecido por parte do Sporting Clube de Portugal, a atenção devida a uma das mais significativas datas de um Clube renovado e atento ao Futuro.

Será o lançamento da primeira pedra do Pavilhão João Rocha e em boa hora, todos os que dirigem o glorioso Sporting Clube de Portugal terão decidido e bem, que estava chegada a hora de regressar aos velhos hábitos leoninos, de se voltar a fazer de Alvalade, o autêntico e verdadeiro centro da nossa vida colectiva, numa procissão de fé, entre a Casa das Modalidades e o Teatro Maior dos Nossos Sonhos, com  passagem de profundo respeito e eterna gratidão, pelas novas Ruas Vitor Damas e José Travassos e pelas gloriosas e altaneiras páginas da nossa história, patentes no Mundo Sporting! Como antigamente, mesmo enquanto os sportinguistas tiverem de reiniciar esse périplo de vitórias, glória e saudade, partindo de uma simples pedra, mas cujo significado só nós seremos capazes de compreender!...

A partir de agora, nenhum sportinguista abalará para Alvalde, de Monção a Vila Real de Santo António, ou de qualquer parte do mundo onde pulse um "coração de leão", apenas para ver um jogo de futebol e aplaudir as gloriosas camisolas verde e brancas e todos os que as envergarem! A partir de agora, avançar para Alvalade, será o cumprimeento de um ritual, como era nos tempos do nosso querido e saudoso Presidente, que dará o nome à nossa Casa das Modalidades. 

A partir de agora a chegada a Alvalade, terá de ser programada para o raiar do dia. Porque haverá tanto Sporting para nos embriagar, que nem nos dias mais longos de Verão, o Sol será capaz de iluminar tamanha procissão de fé e de esperança!...

Ah meu grande e querido amor, que mal te fizemos nós para que estivesses moribundo tantos anos?!... 

Leoninamente,
Até á próxima 

Eventual epicondilite lateral de Vitor Pereira?!...


Corre por aí o boato de que o Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vitor Pereira, na sequência da acção desenvolvida pelo seu homólogo da UEFA, Pierluigi Collina, estará a pensar reunir com os presidentes dos dezoito clubes da I Liga, no sentido de os alertar sobre aquilo que, no seu entender, estará a ocorrer no futebol português, traduzido numa crescente vaga de indisciplina para com a arbitragem.

Pretenderá Vitor Pereira advertir todos os presidentes, no sentido de evitarem todas e quaisquer pressões sobre as equipas de arbitragem e prometendo severas sanções contra os prevaricadores. Preocupado estará também, com a crescente tendência de grupos de jogadores em torno dos árbitros, após cada lance ou decisão arbitral mais controversa, normalmente em posturas agressivas, tanto física como verbalmente.

Consta também que Vitor Pereira terá o apoio explícito do Fontanelas da APAF e que este final de campeonato será analisado com rigor pelo "magistruz" do CD da FPF, Ti Herculano, que promete mão dura, caso esta decidida intenção não venha a ser interiorizada por dirigentes, treinadores e jogadores.

Recorda-se que, segundo as Leis do Futebol, todos os árbitros estão obrigados a dar os encontros por terminados, quando uma equipa fica reduzida a menos de 8 jogadores!...

Estará por confirmar, eventual epicondilite lateral de Vitor Pereira!...

Leoninamente,
Até á próxima

E todos ficamos à espera que o rei abdique e o príncipe seja coroado!...


Terei as mais fundadas reservas sobre o impacto que terá no futebol português a eleição de Fernando Gomes para o Comité Executivo da UEFA, mesmo que isso possa vir a significar, pelo facto de ter sido o mais votado entre todos os 12 concorrentes, a conquista de uma vice-presidência. Temo que entre as permanentes deslocações à Suiça e o tempo que por lá fique retido, a única alteração de monta será a redução substancial do tempo que passará a dedicar à nossa Federação. Mas como as grandes questões do futebol português nunca serão função do tempo que o Presidente lhes dispensar, estaremos conversados.

Já sobre a magistratura de influência que da sua eleição poderia resultar, era preciso que Michel Platini fosse diferente daquilo que é, um "ditadorzito de meia-tigela", ou que a capacidade intelectual do novel executivo tuga, estivesse ao nível, por exemplo, do seu antecessor Silva Resende, para que alguma pequena réstia do Sol da UEFA iluminasse a escuridão e a insignificância do nosso pobre futebol.

Claro que o estatuto sofrerá uma alteração quase radical: de "modestíssimo verbo de encher", passará a "modestíssimo enchedor de verbos" e as penas brilhantes e multicolores duplicarão de tamanho, transformando-o aparentemente num pavão ainda mais imponente! Mas por cá, tudo continuará como dantes, sem que o quartel-general saia de Abrantes e a salubridade do "pântano" venha a ser minimamente alterada, muito bem pelo contrário.

Mas se alguém pensa que a regeneração do futebol português passa pelas mãos de todos este pavões que, parafraseando o advogado do outro, há longo tempo não tomam banho e cheiram demasiado mal, estará redondamente enganado!...

E todos ficamos à espera que o rei abdique e o príncipe seja coroado, conforme a "constituição do pântano"!... 

Leoninamente,
Até á próxima

Iuri Medeiros, bilhete de ida e volta?!...


Por maior ou menor carga de subjectividade que lhe esteja associada, e por mais paradoxal que nos possa ter parecido a situação, o facto é que o empréstimo de João Mário ao Vitória de Setúbal na derradeira fase da época passada, se terá revelado como autêntico tufão na carreira do jovem promissor atleta leonino, confirmando-o, inapelavelmente, como o melhor oito actualmente a actuar no nosso futebol e constituindo tanto para Marco Silva, quanto para Fernando Santos, uma opção inquestionável.

Pese embora a importância da recuperação das equipas B e a sua inclusão no novo quadro competitivo da II Liga, a competitividade e o grau de exigência deste escalão profissional, tem-se mostrado insuficiente para catapultar a grande maioria dos nossos talentos para o patamar último do nosso futebol. Isto constituirá um facto incontornável e caberá aos "experts" encontrarem a melhor explicação. Foi assim com Adrien Silva, Cedric Soares e William Carvalho e João Mário não terá sido mais que a insofismável confirmação.

Haverá no processo formativo intrínseco às seis equipas equipas secundárias que militam na II Liga, nomeadamente as dos três grandes, um estágio a partir do qual a permanência de determinados atletas apenas significará estagnação ou mesmo retrocesso, sem que se percebam muito bem os fundamentos e as razões. O certo é que as mais avisadas estruturas dos clubes estarão a chegar a essa conclusão e os "safanões" ou tentativas de ultrapassar essa realidade, têm vindo a suceder-se com cada vez mais frequência.

No Sporting Clube de Portugal, assistimos na última janela do mercado de transferências a uma mão cheia de decisões dessa natureza e, ainda sem que dois meses estejam decorridos, começamos a ser confrontados com noticias que nos dão conta do amadurecimento de alguns desses frutos. sendo que o primeiro a revelar alterações de brilho e coloração será Iuri Medeiros, a quem a crítica já vaticina a... "entrega do bilhete de retorno a Alvalade"!...

Obviamente que nunca poderão ser determinantes para o seu regresso a Alvalade, a meia dúzia de apontamentos rubricados pelo promisssor talento sportinguista, nomeadamente os fantásticos golos de abertura contra Benfica e Gil Vicente e as duas assistências decisivas para a vitória, no último jogo contra este último. Será demasiado cedo para que se possam ter certezas. Mas a oito jornadas do final da competição, nada nos garante que as dúvidas não possam vir a ser dissipadas. E ninguém, melhor do que Iuri Medeiros, para as desfazer!...

Quanto a Fabrice Fokobo, o processo de afirmação em Arouca estará aparentemente mais atrasado, sem que no entanto ainda não possa ir a tempo de a todos dar conta da sua ambição e capacidade. Ou não! Caberá ao próprio responder!...

Leoninamente,
Até à próxima  

segunda-feira, 23 de março de 2015

Ter estofo de campeão!...


Umas largas horas depois de ter por aqui publicado este texto, e não tendo visionado ontem o programa "Play-Off" da SIC Noticias, a curiosidade levou-me a fazer uma rápida incursão pela gravação, na qual, excluindo a palha que por ali surge amiúde, apenas dediquei a minha atenção aos segmentos que entendi realmente valerem a pena.

Entre tudo aquilo que visionei, chamou-me a atenção o discurso de indignada impotência de Rodolfo Reis, difícil de catalogar entre desilusão e revolta, acerca do desastre sofrido na véspera na Choupana pela equipa cujas cores defende como poucos, quantas vezes ultrapassando as raias do respeito com que deveria brindar os seus companheiros de programa.

A certa altura, Rodolfo Reis entendeu servir-se da recuperação da memória de José Maria Pedroto, para enfatizar aquilo que no final dos anos 70 o "velho mestre" terá designado com absoluta propriedade de "estofo de campeão", para adjectivar aquele "quase" que impediu José Peseiro, Jorge Jesus e porventura Julen Lopetegui, para não mencionar outros que terão como estes fallhado de forma quiçá não tão evidente, o salto para glória, fama, proveito e páginas da história do futebol.

Embora o termo "inventado" por JMP de "estofo de campeão" quase tenha sido apagado no longo tempo de quatro décadas que nos separam da sua decisiva época de influência no emergir competitivo do clube das Antas, não me repugna absolutamente nada atribuir-lhe mais significado e peso, que a expressão, actualmente mais em voga, que terei utilizado no meu texto, de "défice de mentalidade competitiva"!...

E razão terá Rodolfo Reis ao considerar que o jogo da Madeira, após a derrota do Benfica, seria o jogo onde o Porto não poderia nem deveria falhar, mas onde terá jogado sem chama, sem foco, e com evidente falta de comando fora e dentro do campo, desperdiçando uma oportunidade de ouro que colocaria a turma das Antas literalmente em cima do Benfica, fazendo do jogo da Luz uma partida realmente decisiva. Faltou ao Porto, "estofo de campeão"! E depois de tão esclarecedor falhanço, será bem provável que tenham sido os próprios tripeiros a encomendar as faixas do novo campeão!...

A falta de estofo de campeão, ou o défice de mentalidade competitiva ou outro jargão qualquer que venha a ser recuperado ou inventado, terão eventualmente atirado esta época o Sporting para o terceiro lugar. Mas atenção que os danos, como as granadas, poderão multiplicar-se por simpatia, na parte que resta do campeonato, na Taça e na pré-eliminatória da Liga dos Campeões!...

Caberá a toda a estrutura leonina, mas muito particularmente ao treinador  e jogadores do Sporting, compreenderem o poderoso significado introduzido por José Maria Pedroto, daquilo que será...

Ter estofo de campeão!...

Leoninamente,
Até à próxima

Uma vitória de Fernando Santos!...



Leoninamente, compartilha a alegria de Fernando Santos e regosija-se com o facto do TAS ter protagonizado a reparação da justiça que ele merecia, face à prepotência da FIFA!...

Esta decisão do TAS, terá mesmo ido para além do que era expectável nos meios geralmente melhor informados sobre os seus procedimentos habituais, a redução para metade dos oito jogos de impedimento antes aplicados pela FIFA, fixando-a em dois jogos efectivos e mais dois com pena suspensa durante seis meses, o que acaba por se traduzir na redução para 1/4 da pena inicial.

Fernando Santos estará assim impedido apenas nos dois próximos jogos da selecção nacional, contra a Sérvia em Lisboa no próximo domingo e contra a Arménia a 13 de Junho em Yerevan.

Leoninamente,
Até à próxima

Será tudo uma questão de mentalidade competitiva!...



"O Sporting alcançou uma das vitórias mais dilatadas no campeonato desta época e voltou a ganhar o direito a sonhar, depois de uma jornada em que conseguiu recuperar 2 pontos ao 2.º classificado e distanciar-se 9 do 4.º, cavando um fosso que lhe garante tranquilidade.

Foi, pois, uma jornada verdadeiramente leonina coroada com quatro golos, o que acontece pela quinta vez esta temporada em jogos da Liga. Uma lição de eficácia dada pela equipa de Marco Silva que noutros momentos lamentou não ter sido tão certeiro na finalização. Desta vez, aproveitou o que o jogo lhe deu e o que conseguiu construir, juntando o útil ao agradável: uma goleada e uma boa exibição. Acresce que Slimani e Nani bateram recordes pessoais. Enfim, o leão teve boas razões para sorrir.

Terminado o jogo, Marco Silva recorreu a uma frase lapidar: as contas fazem-se no fim. Pode ser uma evidência, mas a verdade é que nem sempre é tida em conta. Ainda hoje, benfiquistas e portistas estarão a remoer os pontos que ficaram em Vila do Conde e na Madeira. No futebol, nada se pode dar por garantido. Mas também os leões, a cada jornada que os seus eternos rivais escorregam, devem pensar em todos aqueles jogos em que, por causa disto ou daquilo, perderam "pontos fáceis". Com eles, certamente hoje alimentariam mais ilusões do que aquelas que legitimamente ainda têm..."
(António Magalhães, Entrada em Campo, in Record)

Não poderia António Magalhães estar mais certo: "... O Sporting, em cada 'escorregadela' dos seus eternos rivais, deve pensar em todos aqueles jogos em que, por isto ou por aquilo, terá perdido 'pontos fáceis'. Com eles, certamente alimentaria mais ilusões, do que aquelas que legitimamente ainda tem"!...

Com o mesmo orçamento, com o mesmo plantel, com o mesmo treinador, será que ao Sporting estaria vedado ou fosse mesmo impossível,  conseguir a vitória na 1ª jornada (Académica 1-1 Sporting), na 3ª jornada (Benfica 1-1 Sporting),  na 4ª jornada (Sporting 1-1 Belenenses),  na 6ª jornada (Sporting 1-1 Porto), na 10ª jornada (Sporting 1-1 P. Ferreira), na 13ª jornada (Sporting 1-1 Moreirense), na 20ª jornada (Sporting 1-1 Benfica) e na 21ª jornada (Belenenses 1-1 Sporting)?!...

E terão sido 16 os pontos desbaratados ingloriamente, "por causa disto ou daquilo", sem que seja preciso falar ou analisar científicamente, as duas derrotas que, sem apelo nem agravo, contabilizámos ao longo das 26 jornadas já disputadas!

Será por demais evidente, inegável e incontornável, atribuir uma razoável percentagem desses 16 pontos perdidos, a factores externos ao jogo! Mas haverá que reconhecer que as culpas próprias absorverão a parte mais substancial do insucesso leonino. E não tivessem estado "em nós próprios" essas causas, o cenário que hoje se poderia ter colocado seria completamente diferente, com o Sporting a liderar isolado e a confortável distância, este campeonato da nossa desilusão!...

Se esta segunda época de "NOVO RUMO", terminar com a obtenção do único título que ainda estará ao nosso alcance e com a manutenção do 3º lugar, poderemos sempre e por todos os motivos, classificá-la como melhor do que a anterior. Mas deveremos colher a experiência ora adquirida, para fazer da próxima o corolário da nossa justificada ambição...

Mesmo com orçamento inferior aos mais directos rivais, mesmo com plantel de valor idêntico, mesmo que com o mesmo treinador, mesmo com a entrada em jogo dos "mesmos factores externos", a época prestes a chegar ao fim, ensinou-nos o que será preciso para ir mais longe:

Será tudo uma questão de mentalidade competitiva! Que obviamente começará no treinador e terminará nos jogadores, mas passará por muitos mais!...

Leoninamente,
Até á próxima