quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O meu grande amor, SPORTING !!!...

Não foi um jogo fácil, mas a vitória do Sporting não sofre a mínima contestação, o resultado também não e os sportinguistas podem começar a pensar no amanhã.
O jogo de hoje em Zurique trouxe-me uma alegria contida, muitas e agradáveis certezas e um perfume do que poderá vir a ser uma grande equipa.
A alegria de uma vitória que se começou a desenhar muito cedo, mas exactamente num momento do jogo em que muitas coisas se decidem. A alegria do segundo golo, mais uma vez num momento do jogo em que era preciso afirmar claramente ao adversário, que o Sporting estava ali para ganhar o encontro. Ainda por cima resultou de uma jogada magistral, porventura a melhor de todo os 90 minutos, com a equipa do Sporting e em particular os jogadores que nela participaram, a mostrar como deve ser feita  uma jogada de ataque, com todo o mundo a correr e a posicionar-se no lugar certo e no momento certo.
A primeira agradável certeza, a de que Rinaudo é um monstro sagrado que nos entrou pela porta dentro. Um exemplo de classe, de esforço, de dedicação, de devoção e de glória, um verdadeiro leão, como acertadamente referiu o locutor de serviço da SportTV. Vou ter muita pena de ver Fito Rinaudo partir para outras paragens, no final da época que ainda agora começa. Mas os grandes clubes europeus não são cegos e muito menos estúpidos e hão-de encontrar os 25 M€ necessários para pagar a cláusula de rescisão do argentino. A menos que muito depressa, numa jogada que costumamos ver desenvolvida mais a Norte, o seu contrato seja renegociado, os seus vencimentos aumentados e a danada da cláusula passe para o dobro, no mínimo. É uma delícia ver Fito com a camisola do Sporting!... E eu sinto-me particularmente feliz, porque desde que o seu nome foi anunciado como eventual contratação do Sporting, fui capaz de descortinar, através de dezenas e dezenas de vídeos que apreciei por tudo quanto é internet, a pérola que se encaminhava para Alvalade. Ainda por cima Rinaudo não é só o atleta que todos temos oportunidade de apreciar a evoluir nos relvados. Rinaudo é um Homem na verdadeira acepção da palavra. Ele deu um dia a sua palavra de que viria para o Sporting e cumpriu, porque é isso mesmo, um grande, grande homem!...
A segunda agradável certeza, a de que o Sporting tardou em contratar um defesa esquerdo, mas acertou rigorosamente na "mouche"!... Emiliano Insúa não engana ninguém. E no jogo de hoje colocou em campo todos os atributos que hão-de fazer doer as mãos a todos nós sportinguistas, de tanto o aplaudirmos. E ainda é o seu segundo jogo...
A terceira agradável certeza, a de que o avançado de nome difícil que o Sporting foi buscar à Holanda por uma pipa de massa, é um verdadeiro cubo de gelo: uma oportunidade daquelas que jamais se devem perder, corresponde, nos pés de Ricky Wolfswinkel a golo! E mais nada, pronto!... E como nós andávamos sedentos de ter um jogador assim no nosso plantel: no sítio certo, à hora certa e ... é golo caramba! Nem ao lado, nem por cima, nem para as mãos do GR que, mesmo que ainda toque na bola não impede o destino fatal da redondinha que saia dos pés de Ricky. E vão 2 golos em 2 jogos!...
A quarta agradável certeza, a de que o banco fez muito bem a Schaars. Domingos acertou em cheio e como não fala holandês, disse-lhe na única linguagem universal que todo o jogador entende, que tinha de ser mais consistente, mais competitivo, mais agressivo, mais assertivo... E Stijn, hoje, foi isso tudo!... Já não há dúvidas em nenhum sportinguista: bolas paradas são para os pés do... "cheers" como diria o outro palerma do Trio de Ataque, "skárs" como todos os sportinguistas já se habituaram a dizer!... É que ele fala com a redondinha e diz-lhe, diz, diz, que eu hoje bem ouvi, para onde ela deve ir, direitinha: para a cabeça mortífera de um jogador leonino que esteja com fé. E pronto, é golo!... Hoje foi para Insúa, amanhã será para outro, vão ver...
A quinta, sexta, sétima e por aí fora até à décima quarta certeza, a de que Domingos Paciência já entrou em velocidade de cruzeiro e sabe, rigorosamente, repito, rigorosamente, quem deve colocar no terreno em todos os jogos que o nosso Sporting terá no futuro. Vai ser só ganhar daqui para a frente?!... Claro que não: hão-de vir jogos menos conseguidos, alguns empates e derrotas que a nossa garganta engolirá com muita dificuldade. Mas Domingos e os homens que comanda, estão no caminho certo e não merecem, seja em que circunstâncias for, que algum sportinguista, que se julgue digno de o ser, troque o apoio, o incentivo, o aplauso, o estímulo, por despropositados e negativos assobios ou vaias que nos envergonhem a todos. Sei, de um saber sportinguista, feito de experiência e de amor ao nosso clube, que esse tempo não cabe mais no nosso seio. Hoje foi a confirmação por que esperava há tanto tempo. A partir de hoje hei-de assobiar e patear os meus irmãos assobiadores que volte a encontrar em Alvalade. Palavra de leão!!!...
O perfume de uma grande equipa, que o meu sportinguismo conseguiu ver hoje em campo, não foi intenso, não foi permanente, nem me fez espirrar com a pituitária irritada. Foram "nuances", "flashes" quase instantâneos, que me fizeram acreditar que, com Elias que fomos obrigados a deixar em Lisboa e com o tempo que outros Elias ainda necessitam, ainda esta época assistiremos ao "futebol à Sporting" de que há tanto andamos arredados.
Uma nota final para Rui Patrício. Tanto hoje como em Paços de Ferreira, a apreciação técnica que fez dos lances que todos sabemos, está correcta. Em nenhum dos casos, na minha modesta opinião e mesmo com os óculos progressivos que uso, se tratou de atrasos ao guarda-redes. O Rui só errou, porque acima da sua apreciação técnica, estará sempre a apreciação - certa ou errada - do árbitro presente no jogo e muito acima de tudo o que alguém possa ou não entender, estarão sempre os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal. Rui Patrício terá esgotado hoje, definitivamente, o benefício da dúvida de todos os sportinguistas. Depois destas suas duas decisões erradas - não estão em causa os erros dos dois árbitros que assinalaram as pseudo-infraccções - nunca mais Patrício poderá agir de modo igual! A partir de agora, quando tiver a mais pequena réstea de dúvida, despacha para longe a pontapé e assunto arrumado!...
A todos os que me vão ler, eu peço desculpa pela extensão do post que já de seguida publicarei. Mas o meu sportinguismo impunha que dissesse o que acabo de dizer. Do vosso falarão vocês todos e aceitarei com "fair-play" leonino, todos os comentários condenatórios que entenderem dirigir-me. Perdoem-me, mas antes de todos vocês, está o meu grande amor: SPORTING!!!...
Leoninamente,
Até à próxima

Uma vitória, mesmo que seja magrinha !...

Bem pregava Pimenta Machado do alto do "seu" castelo: no futebol, o que hoje é verdade amanhã é mentira!... Afinal Rinaudo pode jogar logo mais à tarde e Rodriguez também estará  fisicamente apto. Entre a penitência que sou obrigado a fazer e o afastamento destes dois importantes jogadores da equipa que ao fim da tarde vai defrontar o Zurique, prefiro mil vezes a primeira e o conforto de saber que teremos um Sporting a 100 por cento.
As especulações que me induziram em erro, não passavam disso mesmo: especulações de uma rádio que julgava credível, mas onde de vez em quando aparecem uns papagaios a tentar adivinhar coisas. E, como diria o outro, o burro sou eu?!... Claro que sou!... Já tenho idade para não ir em cantigas. Mas que querem, fiquei para morrer e com a Lei de Murphy a atenazar-me o juízo, foi fácil de admitir mais esses dois azares para o Sporting. Pronto, está tudo bem, os rapazes vão jogar, que joguem bem e toda a dissertação do post anterior, não sendo válida para hoje, seguirá andando por aí como aquele político que todos conhecem. É que não é de todo pacífico que a situação em que hoje me deixei induzir, não venha, num futuro mais ou menos próximo, a verificar-se efectivamente.
A convocaçao de André Martins é que é mesmo real. O rapazinho lá partiu para a Suiça como todos os outros e só Domingos Paciência saberá porquê. Logo, sentadinho em frente do televisor, é que irei ver as razões. Porque de especulações que já andam por aí, nem vos quero contar. Para o peditório da tal de penitência, já dei hoje a minha parte. Já não tenho mais trocados no meu porta-moedas.
O que eu quero mesmo, é ver o meu Sporting mais logo fazer um bom jogo e, se possível, regressar a Portugal com uma vitória, mesmo que seja magrinha, magrinha!... 
Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quem tem medo, compra um cão !!!...

Há em mim um ligeiro acréscimo de preocupação, relativamente àquela que expus no post anterior, face aos novos dados que hoje recolhi nos orgãos de comunicação da especialidade, no que às dificuldades que o jogo de amanhã coloca ao nosso Sporting.
Em primeiríssimo lugar, Rinaudo não poderá estar presente na Suíça, por impedimento disciplinar. Foi um  pormenor que me escapou completamente e do qual me penitencio. Presumo que tal se tenha ficado a dever à acumulação de cartões amarelos nos dois jogos do "play-off", que disputámos com o Nordsjlland e, meus queridos amigos sportinguistas, do meu ponto de vista é uma baixa de tombo! Naturalmente André Santos assumirá o lugar - presumo! -, mas Rinaudo empresta outra dimensão à equipa, é mais completo e tem o dom de empurrar a equipa para a frente. André viciou-se nas lateralizações e nos atrasos e ainda não transporta dentro de si aquela mística que os campeões exibem. É um espectacular jogador e será amanhã o sucessor natural do argentino, mas ainda terá muito para aprender com ele. De qualquer maneira, é exactamente para isso que faz parte do plantel leonino. para substituir Rinaudo ou qualquer outro dos três do meio campo, quando as lesões ou outros impedimentos o exigirem. Desejo-lhe a melhor das sortes, para ele e para a equipa com ele.
Em segundo lugar, acabo de ouvir na Antena 1 que algo de índole física se estará a passar com Rodriguez, que o poderá impedir de jogar em Zurique. A casa não cai com mais esse abanão. Polga será, quanto a mim, o substituto natural, estando Daniel Carriço sempre fora de questão. Em última instância, preferiria mil vezes lançar às feras o "puto" Tiago Ilori. Carriço não tem e duvido que alguma vez venha a ter, atributos para desempenhar o papel de central. É uma questão para Domingos Paciência resolver e espero que resolva bem.
De qualquer modo, uma dúzia de dias depois do mercado fechar, as recidivas sistemáticas de Rodriguez começam a ser preocupantes e descoroçoantes. O Sporting, sendo ou pretendendo vir a ser rapidamente, uma equipa para ocupar o topo da hierarquia do futebol português, não pode estar dependente das irregularidades físicas ou de forma de um atleta com a importância sectorial do jogador que fomos buscar a Braga, onde já exibira esse tipo de debilidades. Talvez por isso rconhecer, Domingos Paciência quis que Tiago Ilori permanecesse ligado ao plantel principal. Se assim for, em vez de ter receio e viver carregado de medos e fantasmas, que lance Tiago para a fogueira, porque só no crepitar das chamas o "puto" se fará homem. Pode cair hoje aqui, mas levantar-se-à amanhã acolá. É com as dificuldades que se cresce. O grande Vitor Damas - a nossa saudade fez ontem oito anos!-, ainda mais novo que ele e num lugar muito mais difícil e complicado, foi atirado para o lume e todos nós sabemos que nem sequer se chamuscou. Dirão muitos que Damas só houve um! Eu perguntarei se haverá algum sportinguista que possa garantir que Tiago Ilori não será outro Damas?!...Porte atlético e classe ele tem. Faltar-lhe-à a maturidade e a experiência. Pois então que o empurrem, em vez de o deixarem, carregadinhos de medos e fantasmas, consumir os melhores anos no banco.
E meus queridos amigos, em verdade vos digo, se nos próximos três meses, Rodriguez continuar a oferecer à equipa as limitações até agora exibidas, se Polga porventura vier a confirmar que os anos não perdoam, se Tiago Ilori eventualmente falhar uma duas, três ou quatro vezes as oportunidades que lhe possam ser oferecidas e se o dinheiro disponível não for suficiente para trazer um poderoso reforço em Janeiro, o Sporting tem, espalhado por esse mundo de Cristo, um naipe enorme e categorizado de "putos" que formou e que muito geito vão dando aos clubes onde foram colocados, até muito particularmente a Ilídio Vale, ainda há bem pouco tempo. Perguntem-lhe ?!...
Até aqui em casa, a minha mulher é avessa às receitas novas que recomendam uma primeira cozedura antes de ir ao forno. Diz ela que o que tem de ser assado, porque se coze primeiro?!... O melhor é ir logo para o forno, bem temperado e cuidado!... Domingos Paciência e os homens fortes da SAD, têem de deixar de permitir que o medo os invada. Se outro remédio não houver, que comprem um cão!!!...
Leoninamente,
Até à próxima


Abrenúncio, "vade retro" Satanás !!!...

Amanhã em Zurique vamos ter um jogo complicado, mas prevejo que possamos assistir a bom futebol. Os suiços, exibindo tradicionalmente os cuidados defensivos celebrizados pelo ferrolho helvético, não se valem dos famigerados autocarros utilizados pelos técnicos de, pelo menos, dez equipas da I Liga portuguesa que, de há quase duas décadas a esta parte, vem desvirtuando e ferindo de morte o futebol português. Com o aplauso generalizado da crítica da especialidade, vão-se colocando nos cornos da Lua os técnicos portugueses e elogiando os pontinhos conseguidos com os repetidos empates. Para a quase generalidade dos jornalistas desportivos o elogio que tecem a qualquer sistema ultradefensivo deixa a perder de vista os encómios dirigidos a uma equipa equilibrada que cumpra os objectivos do jogo. Bem ao geito dos árbitros que temos que, na dúvida sobre um fora de jogo, protegem sempre a equipa que defende.
Recentrando a minha ideia inicial, anima-me a forte esperança de ver Domingos Paciência utilizar na Suiça, o mesmo onze com que conseguiu sair de Paços de Ferreira com uma vitória, ressalvando naturalmente a substituição de Elias, cuja presença está vedada pelos regulamentos da UEFA. Será, na minha opinião, uma oportunidade - mais uma?!... - para Matias Fernandez dizer de sua justiça, se pretende sair do anonimato e do comodismo por onde tem andado perdido, ou se lhe basta treinar, fazer uns meínhos e receber o ordenado ao fim do mês. Se eu estivesse no lugar de Domingos dificilmente lhe voltaria a abrir as portas da titularidade, caso ele voltasse a repetir Aveiro.
Ontem assisti, no programa Trio de Ataque da RTPN, à apresentação da eventual constituição da equipa do Sporting, segundo a perspectiva de ROC, comentador residente afecto ao nosso clube, para o jogo de 5ª feira. E um arrepio percorreu o meu corpo, ao deparar com a inclusão de Polga e Carriço no centro da defesa!... Não pela ideia peregrina do senhor das sondagens - o tal do "chapéus há muitos, seu palerma"! -, mas pelo receio que me assaltou de que Domingos Paciência estivesse a ver o programa e pudesse, de alguma forma, ser tão negativamente influenciado.
Confessando as minhas limitações - ou presunções?!... - no campo das tácticas, dos movimentos, das transições e do jogo entre linhas, digo de forma pragmática e sem adornos e floreados, que colocaria a jogar de início os mesmos que terminaram o jogo no rectangulo verde da Mata Real, com a já citada substituição de Elias por Matias. E mandava às malvas a opinião de todos os ROCs do nosso querido mundo sportinguista. É que já não tenho pachorra para suportar mais alterações. Esgotei a minha capacidade com um tal de "PalSerge" e não sei se conseguirei manter o plasma ligado, se voltar a ver Domingos enterrar-se até ao pescoço. Abrenúncio, "vade retro", t'arrenego Satanás!!!...
Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ricardo Carvalho: um ano de suspensão!...

Era o mínimo que os quase despejados dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol poderiam fazer, face à deserção de Ricardo Carvalho do estágio da selecção nacional portuguesa de futebol. Um ano de suspensão e a perda de todos os prémios pelo presumível apuramento de Portugal para o Euro 2012.
Tenho a convicção de que esta penalização não abrangerá a actividade do jogador no seu clube actual, tanto nas competições espanholas, com nas competições da UEFA onde o Real Madrid se apresente, o que, do meu ponto de vista, também acho correcto. O próprio seleccionador nacional Paulo Bento, tinha dado a entender isso precisamente, quando se referiu às consequências a nível internacional de uma eventual penalização do jogador.
As habituais contemporização e branqueamento dos orgãos federativos, em tudo o que diga respeito à disciplina, foram agora substituidos por mão pesada, do meu ponto de vista, absolutamente compatível com a atitude do jogador. É o canto do cisne desses senhores e a tentativa de amenizar o julgamento que a história inapelavelmente irá fazer da sua passagem pela Praça da Alegria.
Leoninamente,
Até à próxima

Para sempre, com o nosso Sporting !!!...

Quando um homem e uma mulher, que constituiram família com amor e respeito mútuo, que viram nascer e crescer os filhos e que construiram e consolidaram um património material e social comum, constatam o aparecimento de nuvens carregadas que prenunciam os esfriamento da sua relação e um inevitável fim do seu matrimónio, conversam civilizadamente e sobrevem o divórcio. É a lei da vida e um lugar comum na sociedade de hoje.
Mas este desfecho, pode ser também o epílogo de muitas outras relações entre um homem e uma mulher, com percursos completamente diferentes, com razões de base não obrigatoriamente coincidentes e com decisões que se afastam completamente da civilidade. Continua a ser a lei da vida e o nosso mundo está repleto de exemplos desta natureza.
As pequenas e grandes instituições da mais variada índole, que suportam as sociedades e as nações deste mundo global que nos envolve, sendo sempre resultado de um casamento quase perfeito entre um ideal que as faz nascer e um percurso que, mesmo sendo sucessivamente vivificados com a sementeira de novos objectivos, acaba inexoravelmente por sofrer a erosão natural do tempo e terminar em divórcio ou extinção pura e simples.
A história centenária do Sporting Clube de Portugal foi o resultado de um feliz e prolífero casamento, entre um ideal sublime e a prossecução de objectivos gloriosos, num percurso que enobrece os seus fautores e orgulha os seguidores que, hoje por hoje, constituem a grande nação sportinguista.
Mas como em todos os grandes impérios ao apogeu se seguiu a queda e em muitos e felizes casamentos a felicidade deu lugar ao divócio, no Sporting Clube de Portugal, ao apogeu alcançado nos tempos do melhor presidente da sua história, que foi o senhor João Rocha, seguiu-se um espaço temporal carregado de vicissitudes e fugazes e efémeras glórias que, não conduzindo a instituição para a queda que adversários e inimigos desejariam, a empurraram inexoravelmente para um doloroso e infeliz divórcio. Não com o passado que nos orgulha a todos e é o alimento da nossa eterna paixão. Mas com o passado recente, com esse espaço de tempo que nos trouxe desde o afastamento do nosso querido e saudoso presidente João Rocha, até aos tempos de hoje e que, simbolicamente, todos os sportinguistas apelidam de "era Roquette", se bem que tenha começado bem antes desse senhor entrar no clube e ainda não se saber muito bem se já terá terminado.
O nosso Sporting parece estar a acelerar o seu processo de divórcio com esse passado recente. Luis Duque afirmou ontem, de modo enfático e peremtório, que estamos a cortar com esse "sportinguezinho do passado", que não incomodava ninguém e era considerado por poucos como um grande. E adiantou ainda, que o Sporting quer levantar a cabeça e renascer. É isso, o nosso Sporting quer divorciar-se desse humilhante passado recente, quer construir uma nova vida, como avisadamente todos os recém-divorciados desejam construir, libertos do passado, libertos dos traumas que lhe trouxeram a infelicidade e a desilusão.
Pode o processo doer muito, pode até demorar mais do que aquilo que a nossa dor e desilusão desejariam, mas os nossos olhos não podem mais olhar para trás. O ontem é letra morta, temos que o enterrar definitivamente e bem fundo. Mas o amanhã, que todos nós o consigamos interiorizar, não está ali, à nossa frente, ao virar da esquina. Nem sequer ainda sabemos se o lider que escolhemos será capaz de levar essa missão a bom termo. Ou se seremos obrigados a escolher um outro, que corrija o nosso rumo e nos coloque com os dois pés no patamar que todos desejamos. De uma coisa estou certo, seja qual for o caminho que tenhamos que percorrer, estará recheado de pedras e escolhos e os nossos pés estão quase nus, os nossos sapatos estão esfarrapados. E não é com pateadas ou assobios que ajudaremos, antes dobraremos a nossa desdita. É cerrando os dentes, abafando a dor e caminhando todos para o mesmo lado!... Como leões autênticos que somos e queremos continuar a ser!... Para sempre, com o nosso Sporting!!!...
Leoninamente,
Até à próxima 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Levou p'ra contar essa escumalha !!!...

Como era de esperar, a vitória do Sporting em Paços de Ferreira, incomodou muita gente!... O plano delineado pelo sistema que comanda e governa este pobre futebol português, depois de nas primeiras três jornadas ter colocado o "clube dos lagartos" - como acintosa e desrespeitosamente essa escumalha nos designa, nela se destacando um parvo jornalista de profissão a vegetar na SIC e de nome Cancela - a um passo da linha de água, tinha desenhado uma derrota concludente que teria o objectivo de atirar Domingos Paciência para muito longe de Alvalade e o Sporting para as profundezas dos infernos, em cujo limiar tem andado, penosamente e em grande parte por culpas próprias, nos últimos anos.
O desiderato não foi conseguido. No meio de roubos, azares e erros próprios, os leões que estiveram em campo e no banco, levantaram-se das cinzas, destruiram o caixão que já estava alinhado na linha lateral da Real Mata e em 10 minutos destroçaram o maquiavélico plano.
Mas o sistema não brinca em serviço. Desmontado leoninamente o Plano A, eis que surge de imediato o Plano B, dado à estampa pelo inenarrável pasquim Correio da Manhã. O alvo foi, como não podia deixar de ser, o principal mentor do futebol sportinguista e braço direito do presidente Godinho Lopes na SAD respectiva, Luis Duque. O "crime" que o pasquim imputou ao homem, foram os chorudos vencimentos que auferiria, como se isso, se correspondesse à verdade, fossem contas do rosário de toda essa gentalha. O que Luis Duque ganha ou deixa de ganhar, caberá sempre e exclusivamente, aprovar, reduzir ou aumentar, conforme melhor o entenda, a todo o glorioso universo sportinguista, constituído pela mais fantástica, esclarecida, fiel e paciente massa de sócios adeptos e simpatizantes do mundo. Repito, esta matéria não faz parte das contas do rosário de pasquins como o Correio da Manhã e outros contribuintes do sistema!...
Luis Duque, ele próprio, disse o que tinha a dizer, ou melhor, o que entendeu que deveria dizer. Não em geito de defesa, mas apenas em tom de esclarecimento. Como militar experimentado nesta abominável luta de guerrilha, pegou na granada que insidiosamente tinha sido atirada para junto dele e, como autêntico campeão de lançamento de peso, igual aos melhores que no Sporting honraram a gloriosa camisola das listas verde e brancas, arremessou-a para o campo inimigo. Ah leão !!!...
Mas os leões são animais sem paralelo na Natureza. Por cada leão atacado, outro leão acorre, solidário e amigo, pronto para escorraçar o agressor. Desta vez foi Rui Calafate, com quem se pode muitas vezes não concordar em algumas das vertentes da causa leonina, mas que mostrou a sua solidariedade e companheirismo leonino. Leiam o que escreveu aqui e digam-me depois se não é de ter orgulho nesta fantástica família sportinguista. Levou para contar essa escumalha !!!...
Leoninamente,
Até à próxima
P.S. - A Sporting SAD, acaba de emitir um comunicado que poderá ler aqui, sobre as atoardas lançadas sobre si pela escumalha do costume.

domingo, 11 de setembro de 2011

A excelência vem do trabalho !!!...

Ao que noticia o site do Sporting Clube de Portugal, Domingos Paciência ministrou hoje na Academia e logo pela manhã,  um treino de recuperação e manutenção fisicas, para todos os elementos constituintes do plantel, embora com abordagem diferente para os que ontem jogaram em Paços de Ferreira.
Como principal novidade, destaque-se a integração plena de Matias Fernandez, dado como clinicamente recuperado da lesão muscular que o apoquentava desde o jogo com o Beira Mar. O chileno terá agora de trabalhar afincadamente para recuperar o seu lugar no onze titular do Sporting, o que de todo não se afigura fácil. Em épocas anteriores, Matias era, muito provavelmente, o jogador com mais atributos técnicos de todo o plantel, apesar de nunca ter verdeiramente assumido o papel que a sua qualidade lhe atribuia. Agora, com a chegada de novos companheiros que, em quantidade e qualidade, lhe disputarão o estatuto anterior e perante a inconstância da sua prestação anterior, terá de atingir e manter condições fisícas e técnicas que igualem ou superem as que os seus companheiros de função apresentam, de modo a convencer Domingos Paciência das vantagens da sua utilização. É a lei da concorrência, de que naturalmente sairá a ganhar o Sporting.
Este treino hoje realizado, confirma uma nova realidade trazida por Domingos Paciência para o Sporting. Parece terem acabado definitivamente os tempos do facilitismo e da permissividade em termos de trabalho nas oficinas da Academia. Desde os já remotos tempos de Paulo Bento e muito particularmente sob o consulado do famigerado Paulo Sérgio, que as cargas de trabalho eram um quase divertimento colectivo, recheadas de "meínhos", "slalons", "gincanas" e "rally-papers" que depois se refletiam na confrangedora capacidade física que a equipa revelava, em que apenas resistia aos primeiros 30 minutos de cada jogo, seguindo-se invariavelmente, 60 minutos de penosos arrastar de chuteiras pelo campo e de sucessivos calvários dos adeptos acompanhantes da equipa ou dos sofridos espectadores que à distância assistiam desiludidos a tanta incompetência.
Não são ainda do conhecimento da grande maioria dos adeptos sportinguista, o grau de exigência, a intensidade e o tempo com que são ministradas as cargas físicas que Domingos Paciência e a sua equipa técnica  aplicam ao plantel. A reserva e a privacidade que o técnico vem impondo é mais do que compreensível nestes novos tempos, em que a espionagem desportiva atinge proporções impensáveis há meia dúzia de anos atrás. Mas o treino de hoje, decorridas pouco mais de 12 horas após o jogo de ontem, é suficientemente sintomático de um novo tempo em Alvalade.
Falta entrosamento?!... Há que treinar para o conseguir. Falta conhecimento mútuo das características de cada um?!... Há que treinar para que venha depressa esse conhecimento. Falta entrosamento táctico, a expressão consistente de um fio de jogo e o enraizamento de processos?!... Há que treinar, há que trabalhar, há que insistir e repetir uma, duas, três ou as vezes que forem precisas, para que tudo isso seja conseguido. Há que trabalhar uma, duas, três, quatro ou cinco horas em cada dia ou as que se revelarem necessárias. Os trabalhadores nos campos, nas fábricas, nos escritórios, nas grandes superfícies comerciais, nas escolas, nas universidades, nos hospitais e por esse país fora trabalham seis, sete, oito, nove e dez ou mais horas por dia  e ganham cinquenta, oitenta ou mesmo cem vezes menos que os felizes jogadores do Sporting Clube de Portugal. E ainda há-de sobrar tempo suficiente para dedicar às famílias e ao lazer de cada um. E as folgas, naturais e compreensíveis, hão-de ser fixadas, tendo sempre em conta e em primeiro lugar, os superiores interesses do colectivo de jogadores e do clube que representam e que pontualmente lhes paga.
Trabalho, trabalho e ainda mais trabalho!... Só o trabalho nos leva ao sucesso. Só o trabalho elimina os vícios naturais do género humano. Só o trabalho formata o indivíduo para a superação que o mundo de hoje nos exige. Sem trabalho jamais nos afastaremos da mediania. E os jogadores que envergam a gloriosa camisola do Sporting Clube de Portugal estão obrigados a compreender que a grandeza do clube que representam lhe exige bem mais do que um padrão mediano, do que uma classificação suficiente. O objectivo é a excelência e essa só o trabalho permite alcançar!...
Leoninamente,
Até à próxima

Para o Sporting, tolerância zero !!!...

O jornalista que acompanhou e relatou a transmissão que a TVI efectuou, do jogo que o Sporting disputou ontem em Paços de Ferreira, afirmou por diversas vezes aquilo que a qualquer espectador atento e sério pareceu óbvio: Paulo Batista utilizou neste jogo um critério de tolerância zero em todos os lances em que julgou a intervenção dos jogadores do Sporting, o mesmo não acontecendo quando se tratou de julgar os lances em que intervieram os jogadores pacenses!...
Foi assim que marcou o livre indirecto de que resultou o primeiro golo do Paços de Ferreira: Rodriguez na ânsia de aliviar a bola para longe da baliza, acabou por ver sair do seu pé uma valente rosca que levaria a bola a sair pela linha final, não fosse Rui Patrício deslocar-se nessa direcção e apanhá-la, evitando o pontapé de canto. Era exactamente isso que PB esperava para marcar livre indirecto a escassos metros da baliza e que resultou em golo. Ou me engano muito ou já vi este filme aqui há uns anos num Porto-Sporting!... Calha sempre aos mesmos.
E foi assim também que cerrou as pálpebras a uma entrada violenta de um jogador pacense sobre Rinaudo, aplicando os pitons na coxa do argentino e que lhe deveria ter valido imediata ordem de expulsão. Para azar de PB, pouco tempo depois a cena repete-se sobre outro jogador do Sporting e, como pareceria mal, porque a primeira cena ainda estava fresca, lá teve o pobre do árbitro que sacar da cartolina amarela e mostrá-la ao jogador do Paços. Como era a segunda vez, viu-se obrigado a expulsar o jogador por acumulação de amarelos.
Está na cara que a APAF, obrigada a meter a viola no saco no caso da recusa dos árbitros aos jogos do Sporting, concertou com todos os seus associados uma estratégia inteligentíssima e paradigmática do tipo da árbitros que vegetam no futebol português: arbitrar os jogos do Sporting, porque não há outro remédio, mas submeter o clube à tolerância zero.
Nem sabe o jornalista, ao tecer tal comentário, o que a APAF lhe reserva.
E nem imaginam todos os comentadores, analistas desportivos e ex-árbitros que torçam o nariz aos três penalties da Luz e tenham a coragem de dizerem o que pensam. A gloriosa APAF, qual leoa assanhada em defesa da sua prole, há-de derretê-los nos quintos dos infernos.
Por isso, bem avisados andaram os jogadores leoninos, que mesmo sofrendo na carne as consequências desta tolerância zero ora decretada, marcaram mais um golo que o adversário. É que parece que, independentemente daquilo que o árbitro fizer, quem marca mais um golo que o seu adversário, ganha e averba três pontos!... Ah, grandes leões !!!...
Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 10 de setembro de 2011

A ferros e com sangue, suor e lágrimas !!!...

Quase não tenho palavras para definir o meu estado de espírito neste momento. Mas acho que devo pelo menos, imitar os bravos leões que estiveram hoje em Paços de Ferreira. Como Domingos Paciência tem dito recorrentemente, parece que tudo de mal acontece a esta equipa. Apetece-me dizer, para reforçar as suas palavras, que a lei de Murphy não larga o Sporting.
Parece que Domingos e os jogadores leram o que ontem escrevi aqui. Domingos quase colocou em campo a equipa que eu vaticinei. Apenas meteu duas pequenas nuaces à moda dele, que depois se viu obrigado a corrigir com as substituições que fez. Os jogadores, terão compreendido finalmente que só a ferros e com sangue, suor e lágrimas, poderiam trazer 3 pontos de Paços.
Amigos sportinguistas, pese embora no nosso seio existirem opiniões diferentes que serão naturalmente tão respeitáveis como a minha, penso que nos 14 jogadores hoje utilizados por Domingos Paciência estará, quase obrigatoriamente, o onze base que  terá de utilizar ao longo do campeonato, mexendo o menos possível, aprimorando em cada semana o necessário entrosamento e corrigindo os erros que em cada jogo forem sendo cometidos.
A melhor defesa que o Sporting possui, foi hoje colocada em campo. Com erros aqui e ali - aquele segundo golo do Paços ainda me dói !... - mas a reacção nas bolas paradas foi hoje completamente diferente. E Insúa fez o primeiro jogo, Onyewu o segundo e Rodriguez o terceiro. Quando se habituarem uns aos outros, estou em crer que os sobressaltos e o sofrimento usuais nos 90 minutos de cada jogo, nunca mais voltarão.
A linha média com Rinaudo é outra coisa. O Sporting não se pode dar ao luxo de prescindir da valia e categoria de Fito  e muito menos da dinâmica, força e garra que coloca em campo e dos empurrões permanentes para a frente a que submete os seus companheiros. Nada de lateralizações permanentes e atrasos consecutivos, para a frente é que é o caminho. Sempre o disse e o tempo deu-me razão! André Santos - com todo o enorme potencial que já revela - que ponha ali os olhos e que aprenda, porque ainda terá de comer muito sal para chegar aos calcanhares do argentino. Mas que aprenda depressa, porque pode ser necessário já amanhã e a equipa não se pode ressentir, se isso acontecer depressa, caso a sua aprendizagem for demorada.
Schaars e Pereirinha não jogaram mal, mas terão de evoluir um pouco mais. Para serem titulares no Sporting terão de subir mais alguns degraus, na agressividade, na raça e na garra com que terão de se bater. Porque serão precisos, mais cedo ou mais tarde. A época é longa.
Elias jogou o seu primeiro jogo. Não conhece ninguém, nem ainda percebeu o futebol que Domingos pretende implantar. Não jogou mal e até marcou um golo importante, mas quando sentir a segurança que é ter Rinaudo nas costas e se aperceber que é um pouco mais à frente que o Sporting necessita que ele jogue, vai ser um furor, porque está ali um grande jogador.
Izmailov não sabe jogar mal, mas hoje notei-lhe muita indecisão. Precisa de se habituar a Elias para não pisar os mesmos terrenos e isso só se conseguirá com treinos, treinos e mais treinos.
Capel parece ser do Sporting há muito tempo e transporta dentro de si uma mística e uma garra semelhante à de Rinaudo. Está e estará de pedra e cal na extrema esquerda.
Bojinov foi o que teve a prestação menos conseguida. Domingos terá de estudar profundamente o atleta e o homem, porque me dá a ideia de que, sendo bem perceptível o seu valor, faltará por ali qualquer coisa.
Rubio já conhecíamos melhor e repetiu o que de bom já lhe víramos fazer. Está a crescer e estou certo de que muitas alegrias nos dará num futuro bem próximo.
Wolfswinkel marcou hoje o primeiro golo oficial pelo Sporting e eu fiquei a apreciar a alegria com que o festejou. Penso que este golo o colocou como titular na equipa. É frio e assertivo na área e na hora da verdade. E Domingos não vai desperdiçar um jogador destes.
No "flash-interview" do final do jogo, Domingos Paciência disse que o sofrimento provocado por esta vitória arrancada a ferros, terá sido a melhor coisa que poderia ter acontecido a esta equipa. Ele saberá muito bem porque fez tal afirmação. Mas eu suspeito que o que hoje aconteceu, já foi por ele previsto e repetido dezenas de vezes nas palestras habituais. Faltava a realidade dar-lhe razão, por isso Domingos estava duplamente feliz: pela vitória que lhe trouxe tempo e calma para continuar a trabalhar e pela contribuição que o jogo lhe ofereceu no fortalecimento da base psicológica com que desejará apetrechar os seus homens.
Mas Domingos Paciência, para além disso, nem sonha a alegria que esta vitória sofrida, arrancada a ferros e com sangue, suor e lágrimas, trouxe ao fabuloso universo leonino !!!...
Leoninamente,
Até à próxima