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| in jornal A Bola |
A goleada infligida pelo Sporting Clube de Portugal, ontem à noite em Alvalade, sobre o Vitória de Setúbal, trouxe-me a maior das satisfações. E ela assenta basicamente em três razões fundamentais, sendo que duas delas ter-se-ão ficado a dever ao cumprimento exemplar do que aqui deixei expresso no post anterior: os três pontos foram conseguidos e consequentemente ficou muito bem lançada para nós Clube, a próxima jornada da Liga.
A terceira razão, centra-se no prazer que me deu constatar, que haverá muitos pontos de contacto entre a elaboração do raciocínio que me levou a apresentar a minha visão do onze titular e o raciocínio que levou Leonardo Jardim a escolher o onze titular que apresentou em Alvalade.
Na lateral esquerda a minha análise coincidiu exactamente com a decisão de Jardim. Sempre achei que para substituir Jefferson, seria absolutamente descabido provocar várias convulsões na nossa defesa.
A manutenção de André Martins em prejuízo de Vitor Silva, terá tido em consideração a melhor dinâmica que Jardim sabe estar ao alcance do primeiro, sendo que a troca operada ia decorrida uma hora de jogo, vem de encontro à incapacidade física que noto em André Martins para ir muito além de 45 minutos e que me levou a tirá-lo da "minha" equipa titular. Tenho pena que assim seja, porque é um jogador do outro mundo, mas enquanto ele não durar 90 minutos, terá problemas de afirmação no Sporting e na selecção. André Martins deverá merecer que o seu caso seja estudado por quem no Sporting dominar a matéria, mas há factos incontornáveis.
Quanto a Carrillo, Leonardo Jardim, com o conhecimento do jogador que ninguém mais tem, decidiu apostar, coisa que eu não tive a coragem de fazer. E ganhou. Claramente! O peruano terá feito uma exibição soberba, coroada com um golo - finalmente! - e pode muito bem ter acontecido a ultrapassagem do limiar daquele mundo que lhe povoa os sonhos e que todos nós há tanto tempo desejamos. E que ele nunca pense em agradecer a outros deuses, esquecendo que muito provavelmente ficará com uma dívida de gratidão eterna a Leonardo Jardim.
Fredy Montero foi, no meu entender, o Homem do Jogo! É já um lugar comum, mas eu já não encontro mais adjectivos para o definir. Hoje, simplesmente, sentou o guarda-redes! Há um ano atrás, estaríamos a lamentar mais um golo perdido, por remate contra ele. Eis a diferença, entre o que hoje temos e quem o antecedeu.
Cedric disse hoje a Paulo Bento, quem deverá ser o titular da selecção. Mas tenho dúvidas se Jorge Mendes permitirá. Saravah para Carlos Mané e Magrão. Jardim sabe de olhos fechados gerir até o que não tem, ao contrário de outros. A minha homenagem para todos os leões que estiveram em campo. Fora dignos de envergar a quela gloriosa camisola. A minha homenagem para os leões das arquibancadas: UNS MONSTROS !...
Dom Duarte Nuno Gomes, pareceu-me tristonho! E reparei que passou o jogo todo a evitar olhar para o Patrício. Mesmo assim ainda nos "larapiou" o penaltizinho da ordem. Mas foi coisa quase sem importância. Até aceitarei que não tenha visto, por estar de cabeça baixa. É a vida!...
Leoninamente,
Até à próxima




