quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Na-na-na Bas Dost, na-na-na Bas Dost, na-na-na Bas Dost!...


«(O futebol que JJ idealizou para o Sporting) É diferente e bem diferente. Dost tem uma característica, está muito adaptado a um futebol em que não participa muito nas acções de ligação do jogo. Está muito habituado a participar só na finalização. Joga muito distante do portador da bola e nós, durante estes meses, temos vindo a criar nele novos hábitos de posição, de ligação com a equipa, melhorando como fizemos com o Slimani, melhorando a sua capacidade a jogar de costas para a baliza e as suas decisões, reforçando aquilo que ele tem de bom: é um grande finalizador. [...]

Por isso é que hoje é o melhor marcador do campeonato e também está mais fácil para ele. Quando chegou não sabia dizer uma palavra em português. Fala inglês e, portanto, tornou-se mais fácil, mas não é a mesma coisa, explicar ao pormenor o que tem de ser feito. Ele também está a evoluir nesse capítulo. É aquilo que os treinadores não sabem quando contratam os jogadores. Olhas para ele técnica e tacticamente, mas não sabes o que está dentro do jogador. E o Dost é um autêntico profissional, que todos os dias me pede para ficar a trabalhar com ele, quer aprender sempre mais e a valorização dele tem sido por esse motivo...»
(Jorge Jesus, em entrevista à SportingTV, in Record)

Bem pensada e ainda melhor levada à prática a entrevista de Jorge Jesus à SportingTV! Tanto no tempo, quanto no modo!...

O universo leonino estava a precisar de ver lavar com calma, água morna e sabão, a imagem que o seu técnico, por vicissitudes várias e entre estas algumas resultantes de pecados próprios, ultimamente vinha a cunhar com uma inusitada tendência "murphyana"!...

E quando na sua extensa e detalhada análise foi sagazmente empurrado para se debruçar sobre Bas Dost, desfiou um tão sublime "rosário de vários terços", que nenhum sportinguista terá ficado indiferente à "pérola de talento e profissionalismo" que quase dissipa a tristeza que nos trouxe a dúzia de flops que vimos chegar a Alvalade no último Verão.

Agora talvez seja a hora de não dar a mínima hipótese a mais ninguém e arrebatar o título que está mais à mão! De pé, de cabeça, de barriga, de cu, com a canela, o ombro ou mesmo, disfarçadamente, com os braços ou as mãos! Para sacanas, sacana e meio!...

Na-na-na Bas Dost, na-na-na Bas Dost, na-na-na Bas Dost!...

Leoninamente,
Até á próxima

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Jorge Barbosa acabará a rir de si próprio!...


SPORTING VÊ-SE AO ESPELHO

«A questão fundamental, neste momento, sobre a actualidade do Sporting passa por saber se a sua equipa profissional de futebol já bateu no fundo ou se a situação poderá agravar-se ainda mais. O que se tem verificado, nas últimas agitadas semanas, é que os insucessos se acumulam, e por agora já não resta qualquer dúvida de que as altas expectativas criadas não têm tido a devida correspondência. Há todo o tipo de explicações para esta fase crítica: erros nas contratações, jogadores influentes em sub-rendimento, excessivo protagonismo de presidente e treinador, inúmeros conflitos institucionais que dispersam o foco e incapacidade de alterar a relação de poderes no sector da arbitragem que continua favorável ao Benfica, aos olhos leoninos.

O que se passa é uma ausência de soluções que contribuam para que o Sporting reentre na luta pelo título sem ser obrigado a uma nova travessia do deserto, algo que seguramente os sócios já não admitem por estarem desgastados por 15 anos de espera por um novo título nacional. A política de ‘terra queimada’ não tem viabilidade em Alvalade, e daí se compreenda a reaproximação, pelo menos pública, entre Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Uma aliança inevitável, até porque a SAD não tem qualquer condição – por muito que o candidato Madeira Rodrigues entenda o contrário – para suportar uma eventual indemnização multimilionária ao treinador.

Esta aproximação entre as duas figuras mediáticas do Sporting tem uma meta determinante no dia 4 de Fevereiro, aquando da visita ao Dragão. Até Jorge Jesus já percebeu que o título é uma miragem, mas numa redefinição de objectivos o segundo lugar terá de ser sempre prioritário. Assim sendo, tudo o que não seja quebrar a invencibilidade do Porto na sua fortaleza será sempre interpretado como mais um fracasso, o que contribuirá para agravar a instabilidade. Em caso de resposta assertiva, tudo mudará de figura. É esse o desafio para Jesus e para o balneário que lidera. Caso contrário, não haverá remendo possível nem forma de calar a contestação dos adeptos, restando então a dúvida até que ponto poderá esta ‘sagrada aliança’ resistir.»
(Jorge Barbosa, Caderno de Apontamentos, in Record)


Creio que a "incapacidade do Sporting de alterar a relação de poderes da arbitragem que continua favorável ao Benfica, aos olhos leoninos", se a completa estupidificação e senilidade ainda não tomaram conta de mim, sendo infinitamente pequena enquanto o Clube persistir em recusar a utilização das armas usadas pelos rivais, ontem e hoje, para alcançar a situação favorável que o cronista aflora como se fosse uma falaciosa mentira, será exponencialmente maior que a capacidade de Jorge Barbosa para abrir os olhos à realidade do futebol português e, concomitantemente, para a possibilidade de alguma vez assistirmos a uma cena por si protagonizada, parecida com aquela em que o miúdo gritou na praça a nudez do rei!...

Um jornalista que tem a desfaçatez, a pouca vergonha e a falta de ética e dignidade de afirmar que a ridícula situação actualmente vivida pela arbitragem portuguesa, só o é "aos olhos leoninos", será capaz de tudo, menos de assumir algum dia a sua profissão...

Creio bem que no dia em for capaz de utilizar o mesmo espelho que recomenda ao Sporting...

Jorge Barbosa acabará a rir de si próprio!...

Leoninamente,
Até à próxima

Os "vouchers" para o senhor Meirim são "peaners"!...




Bem terão andado os responsáveis da consagrada empresa de produtos alimentares Maçarico, S.A., sediada na Praia de Mira do concelho de Mira e fundada em 1930, quando tomaram a decisão de incluir os tremoços na sua já vasta gama de produtos de assinalável qualidade!...

Os tremoços acabaram por se tornar numa das mais importantes vertentes da sua produção, corroborada esta semana pela excelsa decisão do insuspeito Conselho de Disciplina da FPF, presidido pelo não menos excelso e mui rápido senhor José Manuel Meirim, de fazer o Sporting CP pagar 765 €uros pela "oferta" de um modesto "saquinho de tremoços", com que um qualquer adepto leonino terá pretendido "premiar a justa decisão" da equipa de arbitragem designada para o Estádio dos Barreiros, logo que acabada a sua "ingrata missão" de espoliar os leões dos três pontinhos que legalmente se esforçaram por trazer para Lisboa. (LINK)

O preço dos tremoços está pela "hora da morte"! E terá andado muito mal o tal adepto sportinguista que, na sua "inocência", acabou por delapidar, escusadamente, a tesouraria do seu Clube! Melhor fora que tivesse atirado um "pacotinho de vouchers"! Os árbitros ficariam bem mais gratos e...

Os "vouchers" para o senhor Meirim são "peaners"!...

Leoninamente,
Até à próxima

Mais uma obra a falar em vez de... palavras!...


Ainda que oficialmente o Sporting CP não o tenha assegurado até ao momento, tudo aponta para que esta notícia venha a ser confirmada nas próximas horas.

Marvin Zeegelaar não terá conseguido em Alvalade confirmar as grandes expectativas geradas quando  foi contratado há um ano ao Rio Ave por cerca de meio milhão de euros, pelo que a sua transferência para o Norwich de modo algum constituirá surpresa, com evidentes vantagens para o Sporting, traduzidas numa mais valia imediata de cerca de 3 milhões de euros, com a hipótese de  vir a ser compensado com mais 1,5 milhões de euros caso venham a ser cumpridos alguns objectivos fixados contratualmente.

Também para o jogador a mudança significará uma evidente vantagem económica, na medida em que, ao que se sabe, passará a auferir cerca de 20 mil euros limpos por semana.

Mais uma obra a falar em vez de... palavras!...

Leoninamente,
Até à próxima

Julgo que a história destas eleições está contada!...


MADEIRA RODRIGUES NÃO TEM CONDIÇÕES

«Vi há dias num desses painéis dedicados ao futebol, que se espalham hoje por quase todos os canais da nossa TV, uma espécie de entrevista ao (até agora) único rival de Bruno de Carvalho nas eleições para presidente dos leões.

Creio que Madeira Rodrigues prestou um bom serviço ao seu clube e aos seus eventuais eleitores ao revelar de forma tão crua o que eu, digo-o sinceramente, ainda não tinha descoberto: a sua falta de condições para liderar o Sporting.

Por um lado, o candidato foi ingénuo ao cair na armadilha de se expor aos dichotes e às provocações dos pontas-de-lança da dialética de Benfica e Porto, que nada tendo a perder – porque não eram eles quem estava a ser avaliado – tudo fizeram para o rebaixar. E por outro, quis dar o peito às balas imitando o homem que pretende derrubar e não mostrou perfil e capacidade para sair vitorioso desse combate.

Não há imitações de Bruno de Carvalho, que ataca com arrogância os problemas que lhe colocam e desdenha com insolência os argumentos dos que o contradizem, sendo com isso, goste-se ou não, um contendor temível, um original que não permite cópia. Querer ser firme e convincente, determinado e mesmo duro, utilizando asas de anjinho, não dá. Quer dizer, dá. Dá humilhação e uma aura de derrotado que não se apagará.»
(Alexandre Pais, Quinta do Careca, in Record)


Já me tinha passado pela cabeça discorrer por aqui sobre a desgraçada "performance" que Madeira Rodrigues vem evidenciando desde que anunciou a sua candidatura às próximas eleições do Sporting. Mas sempre senti um travão a impedir-me de criticar aquilo que me pareciam infantilidades do candidato e se há coisas que me custarão sempre, uma delas será destapar a careca a um sportinguista. O homem nunca me fez mal nenhum e decidi que haveriam de ser as circunstâncias da vida a revelar-lhe a nudez.

Ao ler a crónica de Alexandre Pais, veio-me a palavra bruxo à memória: o homem até parece que o é, tal a semelhança dos argumentos que apresenta com o edifício que eu havia construído em torno do único candidato que até agora surgiu para disputar as eleições com Bruno de Carvalho, já que o universo leonino se viu confrontado até agora com três desistências, a última das quais, António Patrício, me causou alguma surpresa, mas cada um tem toda a legitimidade para se aperceber da realidade que AP hoje, em pés de lã, se encarregou de meter pelos olhos dentro a quem anda por aí com demasiada ramela nos olhos...

Julgo que a história destas eleições está contada!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Fico sentado à espera que Rui Dias me responda!!!...


ELOS PERDIDOS ENTRE A EQUIPA E JORGE JESUS

«A qualidade individual será sempre a base do futebol, embora a excelência só chegue com a coordenação de todos os elementos em causa numa equipa. Onze notáveis jogadores não são garantia de sucesso porque, para darem certo, precisam de unir-se à volta de uma ideia superior e congregadora. Foi essa harmonia que desapareceu do Sporting 2016/17 – a corrente de sintonia perdeu-se algures, como se as vias da relação tivessem ficado entupidas aos poucos. Ao fim de cinco meses, a dura realidade está à vista: Jorge Jesus não melhorou qualquer jogador da época passada; viu a deterioração de pedras chave como Bryan Ruiz, William e até Adrien; desaproveitou quase todos os novos jogadores e tornou definitiva situação que julgava transitória.

JJ transportou para Alvalade a superior qualidade do treino e a sedução de um projecto que encerra a conjugação de elementos convergentes como ordem, disciplina, compromisso e lucidez e outros como entusiasmo, talento, aventura e espectáculo. O Sporting foi uma equipa deslumbrante, que se uniu à volta da bola e deu rédea solta à intuição, ao instinto, ao prazer de resolver problemas em conjunto, num estímulo permanente à liberdade criativa. O clube pode só ter ganho uma Supertaça mas JJ conquistou crédito para se tornar senhor absoluto do futebol leonino. Com o amparo de competência nunca posta em causa, puxou dos galões e, sem contraditório, adornou com caprichos, provocações, extravagâncias e outros exageros esse estatuto incontestável. Alvalade assistiu ao melhor futebol das últimas décadas e isso era um bom início de conversa.

Para atacar o título, JJ recebeu Beto, Douglas, Petrovic, Meli, Elias, Markovic, Campbell, André, Bas Dost, Alan Ruiz, Spalvis e Castaignos. O problema não foi ter perdido João Mário e Slimani: a desgraça é que o elã colectivo se desfez, prova de que o treinador não sabia tudo sobre os jogadores ou não foi capaz de potenciá-los como fez noutras ocasiões. Todo um mistério que, no limite, não belisca o essencial: JJ tem uma vida entregue ao futebol, como se nada houvesse de mais importante; apurou o orgulho de pensar o jogo como treinador, não por obrigação profissional mas pela arrebatadora paixão que lhe guia a existência. Só não é perfeito, embora pense o contrário vezes em demasia.

A equipa desintegrou-se porque nunca revelou cumplicidade entre si e a mensagem do treinador deixou de chegar aos destinatários; porque se Gelson explodiu como um dos melhores extremos do Mundo e Bas Dost confirmou talento goleador indiscutível, Bryan Ruiz, Adrien e William Carvalho estão a jogar muito menos. Tem faltado harmonia, compreensão e felicidade em exército no qual nem os novos acrescentaram nem os outros mantiveram o nível. Não será caso para mandar tudo abaixo e fazer de novo. Mas, afastado de todas as competições a eliminar e a 10 pontos do líder, o Sporting terá de estabelecer outras regras para retomar a esperança entretanto perdida.

Bruno de Carvalho, que deu tudo ao treinador, cometeu erros imperdoáveis sempre que se vestiu de adepto privilegiado pela proximidade com a equipa – não lembra ao diabo entrar pela cabina dentro, no final de um resultado comprometedor e com JJ ausente, para recriminar os jogadores com maus modos. Sejamos justos: não foi pelo presidente que a equipa atingiu o ponto de saturação que a afastou de todos os objectivos. Mas mesmo que não seja fácil neste momento resistir a outro impulso para lá de dar nomes próprios ao descalabro, o futuro imediato do Sporting passa, entre defeitos (ego do tamanho do sol, que se julga acima do bem e do mal) e virtudes (infinito conhecimento do treino e instinto futebolístico magistral), por fazer a JJ a justiça de considerá-lo um extraordinário treinador. Dos melhores de sempre na história do futebol português...»
(Rui Dias, De pé para pé, in Record)


Perante este complicado "puzzle" com que Rui Dias nos presenteia na sua crónica de hoje, considerando que, segundo as suas próprias palavras:

1 - A equipa do Sporting desintegrou-se por nunca ter revelado cumplicidade entre si e a mensagem do treinador deixou de chegar aos destinatários. Tem faltado harmonia, compreensão e felicidade em exército no qual nem os novos acrescentaram, nem os outros mantiveram o nível.

2 - Bruno de Carvalho terá dado "tudo ao treinador" e, embora cometendo erros imperdoáveis, por dever de justiça teremos de concluir que não terá sido pelo presidente que a equipa atingiu o ponto de saturação que a afastou de todos os objectivos.

3 - O futuro imediato do Sporting passa, entre defeitos e virtudes, por fazer a JJ a justiça de considerá-lo um extraordinário treinador, dos melhores de sempre do futebol português.

4 - Não sendo caso para mandar tudo abaixo e fazer tudo de novo mas, afastado de todas as competições e eliminar e a 10 pontos do líder, o Sporting terá de estabelecer outras regras para retomar a esperança perdida.

Apetece perguntar a Rui Dias que outras regras o Sporting terá de estabelecer, para retomar a esperança, os pontos e os títulos perdidos?!...

i) - Abandonar o relvado perante um qualquer e comprovado "roubo de igreja" como na Luz, em Setúbal, no Funchal e em tantos outros lugares ? Ou...

ii) - Exigir que todos os jogos em que participe sejam dirigidos por árbitros estrangeiros?!...

Fico sentado à espera que Rui Dias me responda!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

Estarão finalmente a começar a falar as obras?!...


A corresponder à verdade aquilo que os três diários desportivos apresentam como facto consumado...

Estarão finalmente a começar a falar as obras?!...

Leoninamente,
Até à próxima

"Hanno finito le parole e parlano le opere"?!...


JOÃO PALHINHA: ATÉ OS BURROS GOSTAM

«No 'scouting', ou na observação de jogadores, como prefiram, podemos distinguir três categorias profissionais:

- os analistas e observadores de adversários, no jargão internacional, o 'oposition scout', cujo trabalho é muito focado nos planos do rendimento colectivo, dos comportamentos táctico e estratégico das equipas observadas, e que, para o que aqui nos traz, pouco vem ao caso.

- os olheiros, os verdadeiros, aqueles que dão a dimensão romântica à classe, os garimpadores de diamantes por lapidar, os descobridores dos talentos puros. Normalmente enquadrados em estruturas de prospecção e de formação dos clubes, muitas vezes libertos de vínculos ou objectivos, concentram o seu trabalho nos escalões mais jovens ou até em contextos competitivos menos explorados, como o futebol amador.

- e os 'scouts' que trabalham para as primeiras equipas. Aqueles que respondem a quem efectivamente contrata, seja ele o presidente, o director-desportivo ou o 'manager', conforme a cultura de gestão do clube. Olhos calibrados, com uma cultura e sensibilidade futebolística feitas essencialmente de uma coisa: da observação sucessiva de muitos jogos ao vivo. É essa a fonte que lhes dá uma correcta percepção do valor relativo do jogador observado. A sua missão primária, mais do que a descoberta no mercado da fruta exótica que ainda ninguém provou, é encontrar aquela que está madura ou prestes a estar, que é fresca, que não está tocada nem tem bicho e cujo valor é justo e, ou, pode ser pago por quem lhes encomenda essa avaliação. São essencialmente consultores de investimentos. Mais do que garantirem o derradeiro negócio da China, asseguram que muitos gatos por lebre fiquem por contratar.

Ora, estes 'scouts' de primeira liga, chamemos-lhes assim, por regra mensuram as virtudes versus as fraquezas de jogadores já feitos, profissionais, maiores de idade, que competem já fora do âmbito dos escalões de formação.

Por ser muito exigente e abrangente, quem desempenha esta actividade raramente acumula função com as duas anteriores. Mas ser responsabilizado por investimentos falhados de milhões de euros ou pela decepção de outros tantos adeptos não é pêra doce, pelo que à vinda ou à ida dos cinco, seis ou até sete jogos de profissionais a que se assiste ao vivo por fim-de-semana desportivo, nunca se perde a oportunidade de passar por um sempre salutar jogo de infantis ou juvenis. É muito mais fácil avaliar um jogador aos 21 quando já o conhecemos desde os 15. E foi assim que vi jogar pela primeira vez João Palhinha.

Abençoado por uma estatura que impressiona, de ossatura muito forte, Palhinha passou ao lado daquela fase da passada imberbe própria dos adolescentes que mais saltitam do que correm tal o desequilíbrio entre as hormonas que os animam e uma massa muscular ainda por desenvolver. Essa foi a sua sorte. Em Portugal, não apenas em Alcochete, é prática comum confundir "puxar um jogador" em formação para um nível competitivo que desafie efectivamente as suas capacidades com o falacioso e redutor "queimar etapas".

Assim, em modelos competitivos muito pouco equilibrados como o são as primeiras fases dos campeonatos nacionais nos escalões de formação, os maiores talentos da sua geração marcam passo caso não os ponham a jogar com os mais crescidos. João teve a sorte do seu metro e noventa, de apoios fortes, que, associados à enorme maturidade em campo que precocemente já demonstrava, o empurrarem para o nível onde podia afirmar as suas qualidades... aos olhos de todos.


Mas, reconheço, quem habituado está a comparar homens por vezes tem alguma dificuldade em excepcionar crianças e assim não percebi nem o entusiasmo de alguns profissionais da Academia com aquele rapaz, nem sequer o enorme potencial que tinha para a posição. O futebol está repleto de jogadores bem formados táctica e tecnicamente que, menos ágeis e mais lentos do que os pares, com uns palmitos de altura, mais cedo do que tarde descaem para o centro da defesa onde fazem muitas vezes a diferença entre toscos e durões.

Foi esse o destino que vi para este rapaz de processos simples, de grande capacidade física de protecção do espaço que controlava com autoridade, mas que parecia exprimir-se timidamente com bola, como que envergonhado de umas botas com 2 ou 3 números acima das dos colegas de posição. O gigante dos juvenis a jogar um ano acima, não me desiludiu mas também não me impressionou, tal a forma como involuntariamente haviam inflamado as minhas expectativas.

Já na temporada 2013/2014 deu gosto ver este jogador não tremer em diversos cenários competitivos, no campeonato nacional de juniores, na estreia na 2.ª Liga e na Selecção Nacional de sub-19. Pela presença em campo que sempre demonstrou nessa fase do percurso de um jogador que por vezes se revela fatal, mereceu no meu bloco a sucinta nota de 'jogador' com que assinalo os jogadores desta idade que penso que vão pegar.

Seria suficientemente bom para um dia vir a sentar um campeão europeu com a classe e o estatuto de William Carvalho? Ainda não acreditava. Até mesmo quando já erigia autênticos muros defronte à linha de defesas do Moreirense.

A um número 6 de um grande não basta secar os 40 metros quadrados de terreno de jogo que pisa. Talvez por azar ou teimosia, muito influenciado por aquela primeira impressão do gigantone dos juvenis, nunca lhe havia notado aquele rasgo, ou espontaneidade na construção. Achava-o, simplesmente, curto para um dia jogar a Champions.

Foi preciso esperar para vê-lo expressar-se com toda a liberdade e sempre contida alegria, no futebol positivo do Belenenses de Quim Machado. Só aí me caíram as palas com que me tinha ajaezado quatro anos antes. Tirando o melhor partido do equilíbrio oferecido pela qualidade do trabalho de Vítor Gomes e de André Sousa, Palhinha gozou, mas não abusou, de uma liberdade táctica que talvez nunca lhe haviam dado antes em toda a sua carreira.

Qual 747 na descolagem, pode até parecer jogar parado, mas quando acabarmos de pestanejar, já levantou voo e apanhou qualquer um que lhe tenha disputado a profundidade. Palhinha conseguiu demonstrar que está em campo também para construir, e essencialmente para cobrir um espaço muito mais amplo do que aquele que é dedicado ao trinco clássico.

Demonstrou, até aos mais teimosos como eu, que tem muito mais para dar a uma equipa. Em posse, em condução, ou por via de uma inaudita mobilidade sem bola, até com as tais palas se vê que este jogador oferece em profundidade e amplitude o que é exigível a um médio de equipa grande.

Faltar-lhe-á, por ventura, a 'star quality' nos pormenores que William Carvalho esbanja num dia bom, mas com Palhinha dificilmente haverá dias maus, ainda para mais até o bate na dimensão física que empresta ao lugar. Se falarmos então de jogo aéreo... João, pese embora não seja um prodígio neste parâmetro, deixa a paupérrima capacidade de cabeceamento de William a quilómetros. Mas não serão estes dois números 6 de elevado perfil compatíveis no mesmo onze?

Uma dupla William Carvalho com João Palhinha seria o sonho molhado de muitos técnicos mas no actual esquema táctico de Jorge Jesus tal nunca acontecerá.

Diria Luiz Felipe Scolari: "E o burro sou eu?!"»
(Nuno Félix, Olho no jogador, in Record)

Quase tão certo como o golo de Alan Ruiz no Funchal ter sido legalíssimo, algo me diz que "no actual esquema táctico de J.J. tal nunca acontecerá", mesmo!... E lá volto eu à "cantilena"...

"Hanno finito le parole e parlano le opere"?!...

Leoninamente,
Até à próxima

"O Sporting tem muitos inimigos - internos e externos"!...


Da caixa de comentários de um conhecido blog leonino que aprecio e a que diariamente acedo e que por tal faz parte da restrita lista que recomendo aos sportinguistas que por aqui passam, retirei o excerto que a seguir apresento:

«... Há 3 tipos de anti-sportinguismo, que coloco em "Grupos":

1 - o anti-sportinguismo primário, que é oriundo dos adeptos do clube da Luz
2 - o anti-sportinguismo por facciosismo, originado por todos aqueles que, por diversas razões, não toleram o Bruno de Carvalho e estão mais próximos de certos Presidentes do Sporting do seculo XXI
3 - o anti-sportinguismo comprado, que tem a sua origem entre indivíduos que se dizem do Sporting (apesar de muitas fontes/pessoas afirmarem o contrário, estes indivíduos referem um historial de apoio ao Sporting, e apresentam "amigos" e "familiares" que atestam esse pretenso Sportinguismo).

Do Grupo 1 nada vale a pena referir. Recordemos as multiplas tarjas a regozijarem-se da morte de sportinguistas.

No Grupo 2 conheço diversas pessoas. São Sportinguistas, mas antipatizam com o BdC. Uma coisa, diria eu, é criticar de forma isenta BdC e a actual direcção (há alguns motivos sérios para tal), outra coisa é permanentemente buscarem o mais pequeno percalço para colocar mais uma mancha na actual direcção e em BdC. O responsável do blogue Leoninamente inscreve-se neste grupo, infelizmente. Pode ser que um dia as pessoas deste "Grupo" acordem para os danos que ajudam a causar ao Sporting como um todo.

No Grupo 3 inscrevem-se certos jornalistas (do Record e do Jogo), que dizem à boca pequena que são sportinguistas mas tudo o que fazem é "bater no ceguinho" e ajudar a estratégia de comunicação do clube dos lampiões. Adicionalmente, alguns autores de blogues seguem uma estratégia de abate de qualquer reacção do Sporting às mentiras e provocações da máquina lampiã. Exemplo disso será Pedro Correia, do És a Nossa Fé. Há, na direcção do Sporting, a consciência de que certos blogues e seus autores estão ao serviço da máquina lampiã; infelizmente, a estratégia da direcção actual do Sporting não está afinada e não há concertação entre os seus membros, e como tal estes blogues e os seus autores continuarão impunemente a sua acção de sabotagem da mensagem e estratégia do Sporting...»

Porque o autor do comentário de forma inclassificavelmente deselegante, premeditada, despropositada e sem sentido ou justificação se refere a um sportinguista, que por sinal é o autor deste blog, como sendo "anti-sportinguista por facciosismo" que o mesmo será chamá-lo de "cego, fanático, sectário e, eventualmente, prosélito", e como "quem não se sente não é boa gente", entendi-me no dever de devolver ao remetente a mensagem, usando a elegância e a magnanimidade que lhe terão faltado, misturados com o contraditório do meu silêncio.

Pode ser que um dia as pessoas do 'grupo de sportinguistas' a que pertence o autor do comentário  acordem para os danos que a sua forma acrítica de  olhar para a realidade do Clube, poderá estar a causar ao Sporting como um todo...


"O Sporting tem muitos inimigos - internos e externos"!...


Leoninamente,
Até à próxima

O que eu quero mesmo é evitar o vómito!...


E assim parece ir o "mundo da bola" cá pelo nosso cantinho indigente! As capas dos diários desportivos mais parecem os orgãos oficiais no tempo da "outra senhora", com a única e triste diferença de "os ditadores" vestirem agora e apenas a cor da moda, o escarlate de que muito dificilmente nos livraremos...

A trabalheira que eu levei para conseguir separar o "trigo verde da seara" do meio do "joio da cor do regime"! Apenas para evitar o vómito!...

Claro que mesmo no meio da "seara verde e ondulante" ouve-se o "grasnar dos corvos" em busca da carne e do sangue frescos da manada. Nada a que já não estejamos habituados, mas...

O que eu quero mesmo é evitar o vómito!...

Leoninamente,
Até á próxima